Animais Fantásticos 25# – Anjos

Estou com muita preguiça pra escrever uma introdução hoje… bem, divirtam-se…

Anjos são um ponto interessante na mitologia já que a ideia deles surgiu há pouquíssimo tempo se comparados com outros seres, sem nem existir 3000 anos sequer. Outra curiosidade é a de que os Anjos não tendem a se diferenciar muito na aparência, mas na personalidade podem ser seres completa e absolutamente diferentes. Enquanto outros foram sucumbidos por arrogância, ganância e até mesmo luxúria, outros são seres tão puros que é praticamente impossível corrompê-los.

Talvez o único detalhe na aparência dos anjos que os diferes dos seres humanos normais são as asas (Geralmente brancas) que saem de suas costas já que no resto são completamente iguais. Apesar disso, seus reflexos, inteligência e força física são extremamente superiores aos dos humanos normais. Porém, a maior e mais importante diferença entre estes aparentemente não reside nem na mente ou no corpo: Anjos não possuem o livre arbítrio. Enquanto os humanos são capazes de fazerem o que bem entenderem e tomarem suas próprias escolhas sobre o que querem ser, os Anjos estão presos como aquilo que foram designados para ser. Guerreiros não podem ser nada mais que guerreiros e etc…

Aquela ideia de que os anjos são sempre seres amáveis e com uma grande compaixão é, na verdade, coisa ultrapassada. Por não possuírem livre arbítrio, os anjos não podem ser caracterizados como bons ou maus, eles simplesmente seguem suas funções e fazem aquilo para o que foram destinados. Os Arcanjos (Que seriam o mais alto nível de anjos, também sendo os mais poderosos e sábios.) são os que possuem a coisa mais próxima de ser caracterizada como liberdade. Por não terem uma função específica (Não são guerreiros, pesquisadores nem nada do tipo), eles podem tomar escolhas “pessoais” contanto que sejam feitas e planejadas a fim da alcançar um bem maior. O irônico é que, o maior vilão segundo a Bíblia (O Diabo), já foi um dos 5 arcanjos criados originalmente, ou seja, no fim as liberdade que esses possuem podem visar um bem maior, mas nem sempre conseguem alcançá-lo.

Um ponto interessante é que druante muito tempo os anjos foram, depois dos humanos, os seres mais retratados em esculturas, pinturas e etc… Muito provavelmente por causa do poder que a Igreja Católica possuía na antiguidade.

Os anjos nos livros - (Existem spoilers abaixo, então, cuidado e veja a capa antes dos livros pra saber até onde você precisa ter lido)

A Batalha do Apocalipse – Talvez o único autor atual a usar anjos em suas histórias Spohr criou um sucesso mundial. O livro conta a história do anjo guerreiro renegado Ablon que foi banido do paraíso com um pequeno grupo por se voltarem contra o Arcanjo Miguel. Tudo culmina no final para à batalha final entre as forças de Miguel e os novos Anjos Rebeldes liderados por Gabriel.

Herdeiros de Atlântida – Outra obra de Spohr que se passa na mesma época de “A batalha do Apocalipse” e fala sobre dois anjos que estão do lado de Gabriel e recebem uma missão: regatar Kaira, uma general que sumiu misteriosamente durante uma missão.

PS: Sintam-se à vontade para me dar sugestões sobre quais criaturas devo escrever. Agora que chegamos perto do 30º post começa a ficar bem difícil…

Não aderimos à greve e algumas coisas sobre a vida e o universo

Em homenagem ao nosso retorno…

Bom, acho que é possível ouvir o coro de aleluia depois de tanto tempo sem NENHUM post por aqui. Não clamamos por aumentos ou salários atrasados, só estivemos todos um tanto ( leia-se muito mesmo ) enrolados. Nos perdoem, não foi por mal, podem voltar a nos acessar, que ainda não estamos no fim – apesar da proximidade do final de 2012. Quando o apocalipse chegar em nossas casas, deixo um bilhete ou coisa do tipo. Quem sabe um vídeo! Se for um vídeo, nem precisam dar play, com certeza é o fim ( não só do blog como de TUDO ). Ou não.

Tufão lendo “A Metamorfose”, de Franz Kafka

Mas chega de blá blá blá e vamos gastar saliva – ou impressão digital (?) – falando sobre algumas coisas sobre a vida e o universo. Um post que eu estava doido para escrever por aqui já foi tão postado por aí que só me atrevo a fazer um breve comentário e indicar alguns links que gostei, os quais creio serem bastante válidos. Leiam o post da Talita, do No Mundo Editorial e assistam os vídeos da Ju, do Batom de Clarice e da Patricia, do Ainda  MininaMá. Se você clicou em algum deles, é isso mesmo, galera, quero comentar sobre preconceito literário. Acho que o básico já foi mais que dito: cada um lê o que quer e isso é ótimo. Seria muito bom se as pessoas lessem mais clássicos, cada leitor deveria arriscar – com um certo nível de maturidade, claro. Mas não é preciso julgar ou criticar aqueles que não gostam dessa obras. Não só defendendo os intelectuais de plantão, fãs que exaltam certos livros ou séries também não estão nada certos. As pessoas têm o direito de não gostarem e, sim, falarem mal de qualquer história que quiserem. O desrespeito também está errado, mas isso já é bom senso, o que abriria outra discussão…Não vou nem mencionar pseudointelectuais e pseudo pseudointelectuais ( aqueles tão pseudo que não saem da leitura axilar – como minha sempre diz -, aquela bem bacana na qual você leva um livro interessante, pode ser polêmico, bem falado ou famoso – você escolhe, mas se for os três é COMBO – debaixo do braço. Claro, lê-lo está fora de cogitação ).

Pessoal, eu comparei recentemente, bem superficialmente, literatura à música. Vejam bem: tem gente que escuta pop, outros que adoram rock, e muitos que se divertem com um funk. Cada um escuta o que quer e não deve impôr ao outro nenhum estilo. Mas, vamos combinar, músicas clássicas ou letras que tragam referências poéticas ou metáforas bem boladas têm um valor bem maior do que o hit do momento ou o funk da vez. Não é para os fãs dessas músicas “de mais valor” olharem com superioridade para as tendências, mas, claro, elas têm uma profundidade maior, sem dúvidas, e acrescentam muito mais do que a melodia que está na cabeça da maioria. Não é pra ninguém clamar seu estilo sobre o estilo de ninguém. Mas reconhecimento é preciso. Assim como certas bandas que o povo adora e outros ( muitos ) não perdem uma oportunidade de falar mal e tacar pedra. Caros, vocês acham mesmo que a banda não tem nada de bom ou que chame a atenção para o público de seus shows? – nem que seja o estilo de roupa ou o jeito dos membros do grupo. Caso não, tudo bem, mas não critique quem gosta e, principalmente, não falte com o respeito ( tanto com o fã quanto com os que produzem os sons que você tanto vai contra ). Deu pra relacionar a ideia com os livros? Pois é, pra mim, de um modo bem geral, é bem assim. Qual a opinião de vocês quanto a isso?

Essa semana estou ainda acabando de ler Feios e já iniciei O Resgate do TigreO primeiro ainda não me comprou totalmente como havia me cativado no início de sua história. Já o segundo está melhorando aos poucos. Mas para alcançar o nível das minhas expectativas – e do primeiro volume da série – terá de se esforçar um pouco mais…

Acabei a primeira temporada de Once Upon a Time. Muito bom! Pensei que não ia ter mais o que contar, mas, como é de se esperar dessas emissoras, me surpreenderam! Quando estiver perto da segunda temporada, penso em fazer um post comentando a season finale  e as expectativas quanto o segundo ano. O que acham?

Sem mais delongas, retornaremos essa semana com nossas atividades normais e o sorteio atrasado de Shadowspell! :D

Speed Racer!

“Um filme inovador, que infelizmente caiu no esquecimento.”

Por Bruno Albuquerque de Almeida!

É de uma maneira extremamente estranha que Hollywood – e seu público – funciona. Não sei se é falta de senso crítico, ou de conhecimento cinematográfico das pessoas, ou mesmo de divulgação dos filmes, mas o número de obras notáveis que passam despercebidas vem aumentado muito. E Speed Racer é uma delas. Inovando na maneira de utilizar efeitos visuais e montagem, o longa capricha na sua própria maneira de contar histórias.

Vamos começar falando dos efeitos visuais: bastante diferentes do que estamos acostumados a ver( com o irrealismo sendo colocado em primeiro lugar), aqui, os Irmãos Wachowski preferem mudar um pouco, empregando efeitos com texturas simples e mais caricatas, com o óbvio objetivo de tornar o visual do filme mais próximo ao dos desenhos animados. E isso é ótimo, pois essa proximidade aos cartoons dão uma liberdade criativa ao roteiro maior do que a de um filme extremamente racional. E os roteiristas( os Irmãos Wachowski, também) usam e abusam dessa liberdade, nos trazendo esplêndidas sequências de carros voando, escalando montanhas e até brigando( acreditem!)!! Além disso, os efeitos nos permitem apreciar momentos em que os Wachowski se mostram extremamente inspirados: como o slow motion dentro do caminhão, enquanto Corredor X o metralha com as armas de seu carro, e Speed literalmente decolando de seu carro, e em seguida deslizando pela pista, fazendo a clássica pose referente ao seu desenho animado de origem. A montagem do filme é simplesmente sensacional, pois, com o auxílio da sobreposição de imagens, eles conseguem fazer flashbacks e flashforwards instantâneos, e sem soar repentino demais para o ritmo do filme.

E, de maneira inteligente, eles usam os flashbacks para desenvolver quase todos os seus personagens. Speed, Pops, Mamãe Racer, Rex Racer e Corredor X – todos desenvolvidos pelos flashbacks. Ora, sem eles não conseguiríamos compreender o porque de Speed colocar seu coração nas corridas; sem eles, não entenderíamos o porque da morte de Rex ter afetado tanto os membros da família Racer; sem eles, uma emocionante revelação final sobre o Corredor X não teria o mesmo impacto. Ou seja: todas as cenas, todas as falas, todos os pulos temporais feitos pela narrativa foram previamente elaborados, detalhe por detalhe, pelos Wachowski. Brilhante.

E, além dos flashbacks, os personagens continuam evoluindo de acordo com os acontecimentos da trama. Trama, esta, que conta com algumas reviravoltas interessantes – como a traição de Togokhan sobre a parceria que este fez com os Racer e Corredor X e o convite para participar da corrida quer a irmã de Togokhan entrega a Speed, por exemplo. As atuações são ótimas, e destaco o talento de Pauli Litt, o Gorducho, e a presença de cena de John Gooldman e Roger Allan, respectivamente Pops e Royalton. E, antigamente, eu alegava que a atuação de Emile Hirsh era falha, pois não possuir emoção e expressões o suficiente. Agora, compreendo que ele nada mais estava fazendo do que mostrar duas importantes características da personalidade de Speed: a humildade e a simplicidade. Estas que, na cena em que ele nega a sua parceria com a Royalton, são reafirmadas.

O humor no filme surge naturalmente, já que Speed Racer se trata de um “desenho animado vivo”, além de parte dele ser categoricamente clichê: um menino e seu macaco de estimação se metendo em confusões. Mas ambos são tão carismáticos, e o macaco é tão bem treinado, fazendo gestos e poses que, de tão sutis, geram o riso, e acredito que num filme tão simpático como Speed Racer, é o que importa.

Agora, o filme também tem seus defeitos, mesmo que mínimos. O principal deles é a clássica( ou extremamente repetida?) câmera focando o rosto do motorista, enquanto este fala sozinho. Tudo bem que em alguns momentos ocorrem diálogos com esse enquadramento, mas em outros soa bastante gratuito.

Por outro lado, temos uma cena final extremamente emocionante, com Speed se superando para vencer a corrida – e ele não vence por sentir o prazer da vitória, mas para dar uma alegria única a sua família( como a própria Mamãe Racer, interpretada por Susan Sarandon, diz: “Obrigada, Speed.”). E o que dizer da montagem da cena em que é revelado o passado do Corredor X( que nos leva a mais uma reviravolta na trama) – em que nos é mostrado o que ele fez pela sua família, enquanto observamos sua expressão de tristeza? E, para fechar a cena com chave de ouro, Matthew Fox( o Jack de Lost) diz: “Se cometi um erro, então tenho que conviver com ele.”. Este crítico que vos fala não conseguiu segurar as lágrimas.

No mais, com uma fotografia que exalta bastante as cores( outra referência aos desenhos animados), personagens sensacionais e uma trama convincente, Speed Racer é um filme memorável, e que merece ser reassistido diversas vezes. Recomendação máxima!

Nota: 9,0

Resenha: O livro das coisas perdidas

David é um menino de 12 anos com várias manias e fantasias. Os livros, seus grandes amigos, tornam-se seu único refúgio quando, após meses de sofrimento, sua mãe morre de câncer. O tempo passa e David não consegue superar sua perda. O pai se casa com uma nova mulher, com quem logo tem outro filho e o menino está sempre contra a formação dessa nova família, sentindo falta da presença materna e de como as coisas eram antes da doença. Certas vezes, ele tem alguns ataques e alucinações que fazem seu pai e sua madrasta se preocuparem bastante. David sente que algo está estranho, que ele recebe visitas de alguém que não é de seu mundo. Após uma briga horrível com sua madrasta, ele é levado por sua curiosidade até um misterioso buraco debaixo do muro do jardim, através do qual ele encontra um portal para uma terra encantada com diversos contos de fada. Ou contos ao menos levemente parecidos com os que conhece.

Capa de uma edição americana

O mundo no qual ele se encontra tem vários aspectos das histórias que tanto gosta, mas possuem um toque mais macabro e sombrio. Meninas se deitam com lobos e procriam uma nova raça, reis são ameaçados por animais ferozes, anões matam princesas, caçadoras decepam crianças e por aí vai. São as histórias que ele conhece cheias da macabra realidade de seu mundo e da crueldade dos seres humanos. No meio de todo esse terror, ele encontra fiéis e bondosos aliados que o ajudam em sua jornada até o castelo do rei, provavelmente o único naquele terra com conhecimento suficiente para enviá-lo de volta para casa, pois o portal pelo qual veio já não é mais acessível. Enfrentando seus piores pesadelos e encontrando um curioso homem torto que lhe promete tudo que deseja em troca de, aparentemente, bem pouco, ele viajará por essa dimensão onde o felizes para sempre está envolto de sombras negras e sangue.

David não pôde reprimir um sorriso de prazer, apesar dos lobos que se aproximavam , da presença dos sinistros trolls e dos gritos das harpias. Ele se lembrara do enigma e da solução. Era como o Lenhador havia dito: alguém estava tentando criar uma história e David era parte dela, mas a própria história era composta por outras histórias. David lera sobre trolls e harpias, e muitas das histórias antigas tinham figuras de lenhadores. E até mesmo animais que falavam, como os lobos, apareciam nelas. – Página 133

O livro tem uma narração muito bem escrita e uma descrição impecável. John Connolly consegue tornar as histórias que tão bem conhecemos macabras e arrepiantes, criando um mundo onde os seres, em sua maior parte, são cruéis, sádicos e egoístas. Eu imaginei que os contos tivessem esse tom mais sombrio, mas não esperava encontrar o que acabei lendo. Os contos chegam ao ponto de serem cobertos de mortes, torturas e crueldade. Não que este seja o foco do livro, a história é sobre a jornada de David por esse mundo e a relação dessa aventura com sua vida normal, mas, pelos vários contos que passamos, encontramos uma releitura com essa atmosfera mais pesada. O romance possui bastante esse caráter de aventuras que formam a grande viagem do protagonista. Ele passa por diversos contos que são os episódios de sua jornada até o castelo. O problema de tecer uma história com episódios é perder a linha do romance e se manter em aventuras individuais que se conectam brevemente. Acontece que John Connolly conduziu isso bem – não digo otimamente, poderia ser um pouco melhor -, ainda mesmo com seu escorregão na parte da Branca de Neve. Com a história tendo esse aspecto sombrio e mórbido que eu descrevi, os capítulos que recontam a famosa fábula da princesa de cabelos negros como ébano foge um pouco do padrão. Eles são cômicos, me fizeram rir descontroladamente. E quando terminam, voltamos à atmosfera pesada. Isso foi bem estranho pra mim em termos de continuidade, por mais que tenha valido a pena.

De pé à sua frente estava a maior e mais gorda dama que já vira. O rosto empapado de maquiagem. O cabelo era preto, puxado para trás e amarrado com uma faixa de algodão coloridíssima, e os lábios estavam pintados de roxo. Usava um vestido rosa tão grande que conseguiria abrigar um pequeno circo. O Irmão Número Um se encontrava achatado nas pregas daquele  vestido, para melhor ouvir os estranhos ruídos que emitia o barrigão que havia por baixo dele. Os pezinhos do anão quase tocavam o chão. O vestido estava enfeitado com tal quantidade de fitas e botões que David não entendia como a dama conseguia se lembrar de quais eram os que serviam para tirar o vestido e quais serviam apenas de enfeite. Os pés da mulher estavam esmagados dentro de um par de chinelos de seda, pelo menos, três números abaixo do seu, e os anéis quase se perdiam em meio a tanta carne.

– Página 148

Mais um ponto interessante é o desenvolvimento do personagem. David muda conforme avança em sua jornada. Isso mostra o crescimento do personagem que está passando por muita coisa em tão pouco tempo, ainda mais com sua idade pouco avançada. A conexão disso com sua realidade em Londres é fantástica, esse paralelo que o autor fez merece muitos pontos.

Por trás das muralhas havia estábulos, mas estavam vazios de feno e não tinham vestígio algum daquele sadio odor animal que esses lugares costumam ter. Em vez disso, somente os ossos dos cavalos abandonados à fome, depois da morte de seus donos, e um fedor persistente que deixava adivinhar um lento apodrecimento. Do outro lado dos estábulos, a cada lado da torre central, havia o que poderiam  ter sido os alojamentos e cozinhas dos guardas. Cuidadosamente, David olhou pela janela de cada um desses alojamentos, mas estavam totalmente desprovidos de vida. No edifício dos guardas havia beliches e nas cozinhas, fogões vazios e frios. Sobre as mesas, pratos e canecas, como se uma refeição houvesse sido interrompida e os que estavam comendo nunca mais houvessem retornado aos seus alimentos.

– Pág 268

Capa de outra versão americana

Em resumo, O livro das coisas perdidas é um ótimo romance que tem muito a oferecer. Se você gosta de contos de fada e principalmente de suas versões “reais” ( as quais dizem terem sido contadas na época que os autores as registraram ), que tem esse clima mais violento e assutador, com certeza vai curtir o livro. Me lembrou um pouco Círculo Negro e eu recomendaria para esse tipo de leitor que curte fantasia com toque de realidade, mas aviso para essa parte mais macabra. Foi realmente algo que não esperava e que me pegou de surpresa, por mais que esteja em seu contexto. Uma produção que também me lembrei muito durante a leitura foi O Labirinto do Fauno. O livro tem bem essa pegada de realidade/fantasia imersos num suspense/terror com desafios fantásticos para o personagem principal. Perturbador, encantador e emocionante, O livro das coisas perdidas conta sobre a passagem para a vida adulta e os temores e felicidades da infância que nos acompanham para sempre.

Resenha: O Nome do Vento

O Nome do Vento é o primeiro de três livros (que falam sobre três dias) em que Kvothe conta sua história a um cronista. Essa história é de um grande herói como aqueles das músicas dos bardos, mas no primeiro livro não chegamos a conhece-lo. É que o Kvothe está escondido como um simples hospedeiro e foi se esquecendo quem realmente era, então no presente vemos apenas sombras de quem um dia ele foi. Já no passado, ele está contando o início de sua vida (quando era criança e adolescente), então o que vemos é ele em formação. Ou seja: Em “O Nome do Vento” vemos as bases tanto no presente quanto no passado para descobrir quem o tal grande Kvothe realmente é.

Eu falo isso porque eu lia sinopses e resenhas do livro imaginando um grande herói e aventuras surpreendentes, mas não é exatamente isso que encontramos. Não que o livro tenha me decepcionado.

Nós conhecemos três momentos da vida dele: quando ele vivia em uma trupe itinerante com os pais e começou a aprender simpatias; quando ele enfrentou a vida nas ruas de uma cidade cruel e virou uma espécie de animalzinho; e quando ele vai para a Universidade, começa a estudar, a criar a própria fama, a arranjar inimigos, a descobrir o mundo e ainda se apaixona.

A primeira parte vai meio devagar, mas o estilo de escrita do autor é atraente e você fica curioso para saber onde aquilo vai dar, já que está começando a conhecer o mundo de Kvothe.

Na segunda fica bem mais lento e confesso que tive que me forçar a ler um pouco. Como eu disse, ele é tipo um animalzinho e não pensa, vive por reflexos e “apaga” quem era. Então é um pouco cansativo e sem perspectiva, mas não ruim quanto à qualidade do livro. É só que é um momento ruim para o personagem e, portanto, difícil de gostar.

Já a terceira parte é a maior e mais legal, como você deve ter imaginado sozinho. É legal que nós vemos um Kvothe já mais crescido, precisando lidar com a pobreza para avançar nos estudos. Essa necessidade do personagem é o que motiva todo esse trecho e faz com que a história se desenvolva em mil maneiras, porque é assim que ele arranja inimigos, ou que enfrenta alguns problemas com professores. É por causa disso que ele acaba encontrando a música. E através da música que ele encontra a garota.

Às vezes me lembra a Harry Potter, pelo jeito da Universidade, mas o mundo é muito mais aberto já que ele não tem os confortos de Hogwarts e pode ir e vir. Também me lembrou a Game Of Thrones, por causa do jeito medieval de tudo. Tem até uma Alice no País das Maravilhas do submundo, que não tem nada a ver e ao mesmo tempo tudo a ver com a história.

Eu gostei bastante do livro, do estilo de escrita do autor, de como ele faz os diálogos e cria romances tão reais. No final, a vontade é de ir direto para o outro. Mas no geral não é aquele livro maravilhoso que todo mundo tem que ler. E acho que é até difícil os mais novos acostumados a Percy Jackson gostarem. De qualquer forma, é um livro no mínimo bom, que pode chegar a agradar muito dependendo do que a pessoa busca.

Título: O Nome do Vento

Livro 1 – As Crônicas do Matador do Rei

Próximo: O Temor do Sábio

Autor: Patrick Rothfuss

Editora: Arqueiro

Animais Fantásticos 24# – Seres Mecânicos

Bem, vocês já devem estar pensando “Ah, não? Terça-feira de novo? Não poderemos aproveitar nenhuma postagem criativa ou algo do tipo e teremos que nos virar com isso?”E eu lhes repondo: Isso mesmo, estou de volta. O Victor pelo jeito ainda não conseguiu achar meu esconderijo super secreto de onde hackeei o blog e comecei a fazer as postagens. Eles está chegando perto, mas me subestima demais, consegui escapar dele na Noruega mês passado por pouco… Bem, melhor prosseguirmos…

Mais uma vez o tema da postagem deve estar parecendo bem vago para vocês, mas esclarecer isso ao longo do post. Desde o início da civilização os humanos sempre procuraram fazer uso de mecanismos para alcançar seus objetivos: roldanas, alavancas e etc… Mas, em algumas mitologias, é falado sobre os mecanismos que vão muito além disso e chegam até a possuir uma espécie de “vida”. Apesar de a contagem dessa mitologias ser bem curta, eles apresentam uma descrição até que suficientemente rica nas discrições das criaturas.

A mais importante mitologia a abordar os seres mecânicos foi a Grega (Que, cá em entre nós, surgiu com boa parte dos conceitos mitológicos de atualmente). Os primeiros seres mecânicos teriam sido criados por Hefesto e seriam nada mais do que réplicas automatizadas gigantes e com uma força extrema de animais normais. Não fica exatamente claro qual seria o propósito da criação deles, mas o mais provável é que eles tenham sido para trabalhar na (Que eu acabei por citar demais na última postagem, me perdoem se encheu o saco) Oficina a fim de tornar tudo mais fácil para Hefesto e seus trabalhadores. Acabou que estes animais mecânicos foram “soltos” no mundo humano e não se mostraram exatamente amigáveis aos habitantes originais daquela terra (Bem estadunidense, né?) o que culminou em uma série de conflitos. O único 100% humano que conseguiu criar criaturas mecânicas similares às dos Deuses foi Dédalo, que ficou especialmente famoso por criar um labirinto supostamente impossível de se escapar e ser trancado dentro dele.

No geral, os outros animais mecânicos foram feitos pelas mãos dos filhos de Hefesto com humanos, que acabavam por possuir uma especial habilidade para mecânica e na criação de armas. Eles seguiram o modelo de criação do pai e os fizeram versões gigantescas de animais normais e, às vezes, até mesmo de outras criaturas mitológicas.

Os Seres Mecânicos nos livros - (Existem spoilers abaixo, então, cuidado e veja a capa antes dos livros pra saber até onde você precisa ter lido)

O Herói Perdido – Os seres mecânicos são de uma importância especial nessa série do Riordan, que apresentou o Dragão Mecânico criado pelos filhos de Hefesto no Acampamento Meio-sangue e que estava perdido há décadas, sendo visto ocasionalmente na floresta ao redor do acampamento. Ele foi achado e “domado” pelo novato Leo que possuía a habilidade “lendária” entre os filhos de Hefesto: Ser imune à fogo. Leo trabalhou e terminou o dragão que estava sem as asas que faziam parte do projeto original e o usou para a viagem de sua missão com seus colegas a fim de descobrir o mistério sobre o silêncio por parte dos deuses. O Dragão mecânico mais tarde foi destruído, mas Leo jurou “reconstruí-lo” como parte de um barco.

PS: A imagem que eu usei é uma escultura de um artista chamado Andrew Chase. Procurem se informar sobre as obras dele, são muito legais.

Promoção “Os deuses gregos vão bagunçar minha casa!” – Concorra a 2 exemplares do livro “Os Infinitos”

O Blog das Resenhas e a Editora Nova Fronteira trazem a vocês uma promoção super bacana. Os participantes irão concorrer a 2 exemplares do livro Os Infinitos, podendo escolher sua forma preferida ( Concurso cultural ou Sorteio ) ou ainda participar por ambos os modelos. Mas, antes de apresentarmos as regras, vamos conhecer um pouco mais sobre esse livro que vocês podem ganhar.

Num preguiçoso dia de verão, o velho Adam Godley, um renomado matemático, está no seu leito de morte cercado por sua família. O filho Adam, que luta para manter seu casamento com uma bela atriz, a esquisita filha Petra de dezenove anos de idade temerosa pelo inevitável, a esposa Ursula, cujas relações com os filhos é considerada no mínimo tensa e finalmente o jovem namorado de Petra, certamente mais interessado no pai do que na filha durante a visita inoportuna.

No entanto a família Godley não está sozinha em sua vigília. Em torno deles pairam deuses maliciosos e irônicos, entre eles, Zeus, que está de olho na jovem nora de Adam Pan, que tomou a forma de um velho e indesejável conhecido, e o genial e onisciente narrador Hermes, que bem define o grupo ao afirmar “também podemos ser mesquinhos e vingativos, exatamente como vocês, quando somos levados a isso”.

Enquanto o velho Adam deixa para trás seus dias no plano terreno, esses seres sobrenaturais começam a causar confusão com consequencias por vezes inesperadas.

Os infinitos traz uma narrativa criativa e lúdica, rica e ao mesmo tempo sutil que apresenta um olhar sarcástico sobre o ser humano. Um incrível romance de um dos mais expressivos autores da atualidade.

Sorteio

Para concorrer a 1 exemplar do livro Os infinitos, você deve:

1) Seguir a editora no twitter ( @ednovafronteira)

2) Seguir o blog no twitter ( @blogdasresenhas )

3) Curtir a página da editora no facebook

4) Curtir a página do blog no facebook

5) Comentar no post indicando que está participando da promoção com seu nome completo, usuário de twitter e facebook

O sorteio será realizado no dia 23 de Junho e publicado no blog junto com o resultado do concurso cultural. Os comentários serão todos publicados aleatoriamente numa lista – a ser divulgada em nossas redes antes do sorteio e nos resultados, após o sorteio – e a partir dessa listagem faremos o sorteio pelo Random.org. Os ganhadores serão contactados pelas redes que indicarem pelos comentários. Perfis de promoção serão desclassificados. Esta promoção só permite participantes com endereço de entrega no Brasil.

Concurso Cultural

Conte-nos como os deuses do olimpo vão virar seu lar de cabeça para baixo e concorra ao livro Os Infinitos, de John Banville.

Todos conhecem os grandes deuses do Olimpo, não é mesmo? Dotados de diversas habilidades e com variadas personalidades, só um fator não escapa a essas figuras: o caráter humano. Apesar de serem poderosas entidades, eles sentem ciúmes, inveja, raiva, tristeza, alegria e compaixão exatamente como nós. As consequências que podem ser um pouco catastróficas: Você se acha cruel puxando os cabelos da amante de seu marido? Hera as transformava em animais por toda a eternidade.

Invente sua história e escreva um pequeno texto em formato de conto ou crônica sobre como os deuses gregos fizeram zona na sua casa. Fale das pessoas com as quais eles se envolveram, parentes com os quais eles brigaram, amigos que eles fizeram etc. Agora eles estão no seu meio familiar com direito a alguns acessos daquelas pragas e maldições que eles sabem muito bem rogar. Traga parentes distantes que você considera interessantes, uma tempestade que prendeu todos em casa, um amigo que ficaria bem legal no meio da bagunça, você é o autor, faça o que for preciso para tornar tudo bem divertido.

Para participar, você deve seguir a editora Nova Fronteira (@ednovafronteira) e o Blog das Resenhas ( @blogdasresenhas) no Twitter e curtir as páginas de ambos no facebook ( https://www.facebook.com/EditoraNovaFronteirahttps://www.facebook.com/blogdasresenhas ). O envio do conto/crônica deve ser feito através do email blogdasresenhas@gmail.com com o assunto Concurso Cultural “Os deuses gregos vão bagunçar minha casa!”. O corpo do email deve conter seu nome completo, usuário de twitter e usuário de facebook ( pelos quais você deve estar seguindo e curtindo a editora e o blog ). O texto deve estar anexado ao email em formato doc. . Seu conto/crônica deve ter no máximo duas páginas – não há um mínimo, fica a seu critério e ao quanto você conseguir criar.

Os textos poderão ser enviados até o dia 16 de Junho e o resultado será divulgado no dia 23 de Junho. O conto/crônica vencedor será publicado no blog com os devidos créditos ao ganhador, que será contactado a fim de receber um exemplar do livro “Os Infinitos”, de John Banville. Caso outros contos/crônicas chamem a atenção, eles serão premiados com marcadores e livretos, podendo aparecer no blog por uma edição do Oficina Literária, com devida permissão dos autores.

Sorteio extra!

E essa é a parte que todos ganham! Se alcançarmos 110 participantes em qualquer dos modelos de promoção, sortearei entre todos os inscritos, incluindo os ganhadores, 1 exemplar de Te amo, Te Odeio, Sinto tua Falta! O livro é usado, mas está em perfeito estado. Confira as fotos ( foto 1, foto 2 e foto 3). Por tanto, não deixe de divulgar a promoção no twitter, facebook e contar para seus amigos. Caso esse número de participantes seja alcançado, o sorteio do livro extra será feito um dia após o resultado da promoção.

Sobre séries e listas

Antes de começar realmente a falar do que vim falar, vou comentar sobre o layout. Estava prometendo uma mudança no visual do blog desde o mês passado. Eu queria banners mais legais na barra lateral, além de um tema mais organizado, que privilegiasse, principalmente, as imagens e posts, e fosse, claro, no mínimo bacana. Mas aquela agonia de trocar o tema com o qual havia me acostumado há tanto tempo – e provavelmente você também se acostumou com – me corroeu por todo esse período, até quando a decisão foi finalmente tomada. O resultado me agradou muito, mas eu queria mesmo é ouvir de vocês. O que acharam do novo layout?

A série que mais estou assistindo atualmente, após a season finale de The Vampire Diaries.

Visuais de blogs pra cá, temas de wordpress pra lá, eu quero mesmo é falar sobre séries. Sobre as que vemos, as paramos de ver, as que nos forçamos a ver e as que largamos. Isso, sobre séries e listas, exatamente como o título ilustra. Existem tantas séries hoje em dia que fica difícil decidir quais vão nos tomar – ou nos preencher – o tempo. Os produtores estão sempre tentando inovar e a cada semestre chegam com novas, variadas e interessantes propostas. Por tanto, a lista dos quero ver, acompanho e acompanhava tende sempre a ser grande. Tudo por conta desse extenso mercado televisivo que nos trás mais e mais opções. Só por causa dele? Acontece que não é só essa chegada e novos programas que aumentam a listagem. Há muitas séries que nos atraíram no começo, decaem e continuam nos prendendo, como se a assistíssemos por obrigação, pela promessa de um dia voltarem a serem boas. Afinal, como não se apegar àquela série que te conquistou por uma temporada ou metade dela? Foram episódios que você assistia se divertindo e aguardava pelos próximos. Uma relação complicada, devo dizer.

Para organizar as minhas séries, faço um esquema próprio. Mantenho como meta uma temporada ( quando chega a níveis detestáveis de chatice, meia temporada ) para largar a série. Nos episódios de uma temporada, a série que andou decaindo tem que me reconquistar novamente. Caso não o faça, vou procurar outra para preencher o espaço, sempre tem uma! Quanto a séries novas, dou uma de emissora e julgo pelo piloto. Primeiro episódio muito bom? A primeira temporada merece uma chance. Primeiro episódio chato ou sem fundo? Nem preciso ver o segundo.

É, Zooey, você é linda, mas me impressionou mesmo só em (500) dias com ela…

Mas, agora parando de falar só na teoria, vamos incluir alguns nomes. Uma série que eu descartei logo no primeiro episódio foi New Girl. Eu achei super clichê e sem graça, acho que nem ri no piloto inteiro. Daí foi cortada da minha lista, não importavam os comentários entusiasmados que ouvia. Minha intuição prova-se correta agora, quando a primeira temporada acabou e muitas pessoas têm algumas críticas a fazer ao programa. Uma que me comprou de olhos fechados foi 2 Broke Girls. Eu ri demais no primeiro episódio, tanto que fui logo ver o segundo e me desatei em risos mais uma vez. Resultado: estou no final da primeira temporada ainda gargalhando muito. Sobre uma série que me decepcionou: Pretty Little Liars. Eu não sei bem o que houve do meio pro final da primeira temporada, mas o programa começou a me parecer mais chato e como se revelasse muita pouca coisa e confundisse muitos personagens com diversas linhas de tempo. Parecia, na verdade, que eles estavam enrolando o espectador. Acabou que eu abandonei a série antes do final da segunda temporada. Muita gente continua curtindo com o programa a caminho de seu terceiro ano, se não me engano, mas não funcionou pra mim, infelizmente.

Alguém que tenha visto o season finale da terceira temporada consegue não estar morrendo pela quarta?

O bacana dessas listas são aqueles lugares sempre fixos. Como posso eu não guardar sempre um lugar para The Vampire Diaries e The Big Bang Theory? São séries muito boas que eu não consigo ver decaindo – e espero que os produtores nunca estraguem.

Qual sua experiência com listas de séries de TV? Quais séries você já se decepcionou com? Quais programas você tem a sensação de que nunca vai abandonar? Comentem ;)

Destaques: Rosa Imortal

Já conhecem o romance sobrenatural da brasileira Tâni Falabello? Confira abaixo a capa e a sinopse do livro Rosa Imortal:

Sinopse: Rosa Imortal traz vida à Londres da década de sessenta, onde a jovem jornalista e agente do governo britânico Eileen Lancaster Hartmann se vê envolvida por uma série de assassinatos do corpo diplomático. A trama se complica com o desaparecimento e morte de seu namorado Jason Pearson, levando Eileen a adentrar em um mundo paralelo e desconhecido, um mundo que ela acreditava só existir em lendas urbanas. Acompanhada de sua inseparável amiga Loren Halmenschläger, uma alemã adotada ainda criança por uma família inglesa, e de seu insano amigo Marcello Guttinger, um italiano com uma visão única da “vida”, Eileen enfrenta diversos perigos e aventuras. Uma história envolvente que leva o leitor a conhecer os mais vis segredos de uma política paralela em Londres, onde seres ancestrais governam e se digladiam por poder, num jogo de intrigas e trapaças, onde os humanos são meros peões descartáveis.

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E aí, pessoal? O que acharam do livro? Comentem! :D

Animais Fantásticos 23# – Ciclopes

Bem, sim, o post dessa semana está atrasado… mas eu avisei… De qualquer forma, uma prova de biologia com um resultado não muito agradável esgotou boa parte do meu estoque de piadinhas quebra-gelo… E uma prova de história com um resultado muito agradável renovou uma pequena parte disso. Então, comecemos.

Não, eu não me refiro ao mutante que faz parte dos X-men. Ciclopes são umas criaturinhas que podem ir de adoráveis gigantes de um olho só à monstros de quase 5 metros com sede de sangue. Isso varia de autor para autor, mas sua versão original da mitologia grega se aproxima um pouco mais da segunda opção.

Descritos originalmente como imortais, eles supostamente trabalhavam na oficina de Hefesto forjando os raios que Zeus usava em combate (Quase 100% das vezes o combate era contra os Titãs).

A origem dos ciclopes varia entre dois tipos: Os Urânios (Filhos direitos de Urano e Gaia, assim como Cronos) que seriam os mais poderosos e mais experientes ferreiros que já existiram. Após os três deuses originais vencerem os Titãs e os trancarem no Tártaro, os Urânios deram a estes três presentes: Zeus ganhou seus poderosos raios, Poseidon ganhou um tridente capaz de controlar tempestades e criá-las em qualquer lugar do mundo e, por fim, Hades ganhou seu Elmo do Terror que lhe permitia ficar invisível.

Os Sicilianos (Filhos de Poseidon com monstros, geralmente) que viviam na área sudoeste da Sicília. Ao contrário dos Urânios, eles eram completamente odiados pelos deuses sendo “exilados” e sendo forçados a começarem sua própria sociedade nômade e selvagem que atacava hortas, pomares e vilas em busca de comida, sendo que algumas vezes chegavam até mesmo a comer carne humana. Naturalmente, eles viviam em guerra contra os humanos sendo muitas vezes mortos em contos heroicos da época. E um detalhe interessante: Homero disse que nem todos os ciclopes Sicilianos possuíam apenas um olho, sendo garantido apenas que seu líder Polifemo tinha um único olho.

Outra versão dos Sicilianos, que eu achei bom começar outro parágrafo apenas para mostrar o quanto são diferentes, é uma mais “educada” e que trabalhava na forja de Hefesto fazendo armas e “acessórios” para os demais deuses. Foi dito que eles eram tão fortes que as populações da Sicília e dos países vizinhos eram capazes de ouvir sempre que estes batiam com seus martelos ao trabalhar na forja.

Ambas as versões dos ciclopes Sicilianos são, de longe, as mais conhecidas dentre a mitologia e, autores que tendem a não se apegar muito à exatidão da mitologia grega acabam por reconhecê-las como as únicas versões de ciclopes existentes. E, dentre os que só aceitam uma versão, é preferível a primeira.

Os ciclopes nos livros - (Existem spoilers abaixo, então, cuidado e veja a capa antes dos livros pra saber até onde você precisa ter lido)

Percy Jackson – Sendo provavelmente o único ator atual conhecido que usa os ciclopes com frequência, Riordan lhes deu uma atenção especial nessa série. Os ciclopes são dados omo soldados e filhos de Poseidon, também trabalhando normalmente na forja de Hefesto criando as armas dos deuses (E de alguns semideuses de grande importância, também.). O irmão de Percy, Tyson, é um ciclope “bebê”. Apesar de ainda ser uma criança e não ter, nem de longe, atingido seu tamanho total ele já apresenta as habilidades naturais dos ciclopes: uma incrível habilidade na criação e melhora de armas, uma inteligência relativamente baixa e uma força sobre-humana.

Os Heróis do Olimpo – Outra série de Riordan, ela apresenta apenas três ciclopes que atacam os protagonistas logo no primeiro livro. Os ciclopes são Sump, Torque e sua mãe Ma Gasket. Eles são descritos como ciclopes normais e sem nada de especial, apesar de estarem por trás de vários “misteriosos sumiços” na área.