Entrevista com Colleen Houck

Conhecem o livro A Maldição do Tigre? Já tem resenha dele aqui no blog! Além de ter gostado da história, ouvi muitas pessoas falarem não só dele como também da continuação e, por isso, resolvi trazer aqui uma entrevista com a autora. Colleen foi muito simpática, logo aceitando receber minhas perguntas, e respondeu-as o mais rápido que pôde. Quanto às perguntas, tentei abordar temas interessantes e instigantes, tanto do trabalho da autora quanto da série que muito promete. Ao final, ficamos com um bate papo bem legal sobre publicação independente, os livros futuros da saga de Kelsey ( muitas novidades em especial do segundo volume! ), criatividade e técnica de escrita, o que esperar do filme ( que está em processo de produção! ) e muito mais! Espero que gostem! Não deixem de dividir a opinião de vocês conosco. Posso repassar alguns comentários para a autora depois, quem sabe…Confira abaixo a entrevista com a autora:

1) Aqui no Brasil, a publicação independente está se tornando mais popular. Entretanto, este ainda é um meio por onde o autor encontra diversas dificuldades. Nós sabemos que você publicou A Maldição do Tigre e O Resgate do Tigre (* Título provisório ) em ebooks por sua própria conta antes de encontrar uma editora que comprasse os direitos da série. Você poderia dar algumas dicas aos autores independentes aqui do Brasil para os mesmos serem bem sucedidos nessa forma alternativa de publicação?

Eu acho que, por um bom tempo, pelo menos nos Estados Unidos, houve um grande estigma associado com a publicação independente. Muitas pessoas pensavam que se um autor publicasse seu próprio trabalho, este não seria tão bom quanto aqueles que fazem seu próprio caminho até uma estante. E isso não é verdade, de modo algum. Há numerosos motivos para um editor tradicional não apostar num livro. O trabalho pode não condizer com o mercado atual, o editor pode ter apostado seus recursos em outro lugar ou o livro pode simplesmente não ser o favorito da pessoa que a editora designou para analisar a obra. Rejeição é muito difícil para um novo autor lidar com, mas é verdade que a TODO autor foi dito não. Como uma autora independente, minha recomendação é para twitar, conversar, estabelecer sua presença no Facebook, Goodreads, fazer um website e interagir com seus fãs o máximo possível. Não sinta medo de pedir ajuda a eles para que escrevam resenhas sobre seus livros e para pedirem os mesmos nas lojas. Fãs podem fazer ótimas coisas por você.

2) Em seu FAQ, você disse que várias ideias suas vem de sonhos que você tem. Após acabar a série A Maldição do Tigre, podemos esperar que você escreva um desses sonhos? O que você pode nos contar sobre isso?

Eu não sonho o livro inteiro, mas, às vezes, eu sonho com uma boa ideia ou minha mente trabalha em cima de um problema que eu tenho tido. A série A Maldição do Tigre tem várias cenas que resultaram de sonhos. Uma cena de quando Li briga com Ren numa batalha de artes marciais, em O Resgate do Tigre, veio de uma sonho. Eu mantenho todas as minhas ideias num arquivo e já estou com por volta de trinta delas agora. Algumas são bem bobas, mas eu pretendo colocá-las em livros.

3) Como a ideia de trabalhar com tigres amaldiçoados veio a sua mente?

Eu amo a história de A Bela e a Fera e, eu pensei sobre qual tipo de fera que eu iria usar. Eu sabia que eu não queria vampiros ou lobisomens Pensei em um pássaro por um tempo e, depois em um urso, mas eles não pareciam se encaixar realmente. Então, um tigre veio a minha mente e isso pareceu perfeito. Um tigre branco era ainda uma escolha melhor, pois havia algo de especial e mágico a respeito de um tigre branco.

4) Por que você escolheu trabalhar com a mitologia indiana? O que você acha que é mais interessante nos mitos indianos?

Foi o tigre que me levou à India. Eu pensei que eu passaria meus livros na Rússia porque eu supunha que era lá de onde os tigres brancos vinham, mas eu pesquisei e acabei descobrindo que os tigres brancos não são uma subespécie que anda na neve, e sim descendentes de um filhote capturado na Índia décadas atrás. Eu estudei sobre a crença do tigre indiano e descobri uma mitologia muito rica. A história cresceu daí.

5) Eu acho que a coisa mais comum são ideias para livros. Muitas pessoas tem ótimas ideias para livros em suas cabeças, mas nunca as escrevem ou começam a trabalhar com uma outra história que eles tem em mente e acabam esquecendo da antiga. Como foi o processo entre a ideia de A Maldição do Tigre e sua escrita?

Eu sempre gostei de entreter meus amigos com histórias exageradas sobre coisas interessantes que aprendi ou vivenciei, ou reescrever programas de televisão em minha cabeça de um modo que eu achava que seria mais interessante. Creio que sempre fui uma boa contadora de histórias, de algum modo. Um autor precisa ter não só a habilidade de criar uma história em sua cabeça, mas também as habilidades técnicas de escrever e se disciplinar a continuar com essa história. Acho que há algumas pessoas que são ótimas escritoras técnicas, mas que não tem a habilidade de criar uma história e vice versa. Em um perfeito mundo, você encontraria um autor disciplinado que tem uma ótima técnica de escrita e sua imaginação acompanha essa sua habilidade. Penso que é mais fácil aprender os aspectos técnicos da escrita do que é para aprender a ser criativo. Para mim, eu sempre tracei objetivos de escrever diariamente e permanecer com minha ideia, tentando garantir que cada livro que eu escrevo seja tecnicamente melhor que o anterior.

6) Nós sabemos que A Maldição do Tigre teve seus direitos comprados para se tornar um filme. Também sabemos, tomando como base diversos outros filmes baseados em livros, que várias produções cinematográficas mudam muitas coisas, fazendo o filme bom ou ruim, dependendo somente do roteiro, dos atores e o quão perto ele conseguiu chegar da ideia central da obra. O que você espera do filme de A Maldição do Tigre?

Eu tenho uma equipe cinematográfica fantástica e ajuda também eles serem fãs. O fato de que eles gostam dos mesmos filmes e programas de televisão que eu, me dá grande conforto e alívio. Minha esperança é que o filme não simplesmente combine com o livro, mas que ele adicione ao mundo da série e faça minha história ainda melhor. Acho que o filme tem o potencial para ser um épico.

7) Aqui no Brasil, as pessoas já estão falando sobre O Resgate do Tigre – esperando que sua edição brasileira venha rápido! O que seus fãs brasileiros podem esperar de O Resgate do Tigre?

Também espero que a edição brasileira venha rápido! Acho que O Resgate do Tigre é um livro ainda melhor que A Maldição do Tigre. Cada um dos meus livros tem uma tema. A Maldição do Tigre é o livro da terra e O Resgate do Tigre é o livro do ar. Eu incorporei alguns elementos de Um Sonho numa Noite de Verão, de William Shakespeare nesse livro. Veremos Kelsey de volta a sua casa, no Oregon, enquanto ela tenta colocar sua vida nos trilhos, mas a maldição irá varrer ela de vota para um mundo de perigos e intrigas. O Resgate do Tigre contém minhas cenas favoritas na série e o romance arde nas páginas.

8) Os seus personagens são realmente vivos e bem descritos. Você baseou algum deles em alguém que você conheça na vida real?

Sim. A avó de Kelsey foi moldada em cima da minha própria avó e, Kelsey é um tanto como eu. Nós duas compartilhamos nosso amor por chocolate, sapatos de tênis e príncipes bonitos. Em O Resgate do Tigre, Kelsey vai a um encontro com um estudante de sua universidade que usa suéter e gravata borbolheta. Esse encontro foi quase idêntico ao encontro que eu fui quando estava na universidade. Ren tem alguns traços de meu marido, mas, apesar disso, cada personagem é muito único. Eles são realmente vivos em minha cabeça e, algumas vezes, eu sinto como se não fosse eu que estivesse contando a história deles, mas sim que eles sussurram o que irá acontecer e eu escrevo o que me dizem.

9) Me parece que Kelsey irá ficar em dúvida sobre com quem ela irá se envolver nos próximos livros da série. Você já decidiu com qual dos irmãos ela vai acabar com? Nós iremos ter mais cenas de Kelsey e Kishan nas sequências de A Maldição do Tigre?

Kishan irá aparecer bastante em O Resgate do Tigre e haverão diversas cenas dele e Kelsey nos futuros livros. Eu decidi no primeiro dia com quem Kelsey iria acabar com e eu permaneço com essa ideia, mas, na verdade, eu amo ambos os irmãos e eu pretendo dar um final feliz a cada um deles.

Perguntas Rápidas – Responda a primeira coisa que vier a sua mente!

Um livroO Corcel Negro
Um filmeStar Wars
Uma série de TVThe Vampire Diaries
Uma comidaBolo de Chocolate
Um paísChina
Uma músicaYou belong with me – Taylor Swift
Um(a) autor(a)Stephenie Meyer
Uma frase – “Be the change you want to see in the world” ( Tradução Literal: “Seja a mudança que você quer ver no mundo” )

Entrevista com L. J. Smith

A autora da famosa série de livros Diários do Vampiro, que deu origem ao programa de TV The Vampire Diaries, concordou em fazer uma entrevista para seus leitores brasileiros. Com 18 perguntas não tão simples, L. J. Smith foi bem generosa com as respostas. Espero que satisfaça as dúvidas de todos vocês. A entrevista foi feita em Janeiro e traduzida só agora. Os * indicam uma nota extra adicionada por mim a fim de melhor entendimento. Confira abaixo um papo sobre a carreira da escritora, os melhores personagens, Diários do Vampiro, como se tornar um escritor e muito mais…

1) Quando você começou a escrever ?

Eu comecei a “escrever” ou ao menos a contar histórias e poemas para minha mãe antes de eu ter aprendido a ler. Eu sempre contei histórias para qualquer um que as ouvisse, e se não houvesse ninguém por perto, então eu tinha de inventar histórias na minha cabeça. Nunca houve um tempo que nunca fui uma escritora. Eu sempre soube que tudo que eu queria fazer era inventar histórias; sempre, sempre. Ter outras pessoas para ouvi-las e até mesmo comentá-las era sempre uma extrema alegria. Eu tive sorte de crescer num bloco com, literalmente, uma dúzia de garotas na minha pequena rua ( Transite Drive em Anaheim, Califórnia ) e, elas todas sempre ficavam felizes em brincar de “faz de conta” com minhas várias histórias, vestindo luxuosos vestidos floridos de menina enviados por uma querida tia que dirigia uma loja de noivas. Eu me mudei dessa maravilhosa vizinhança para uma “mais legal” na quinta série, mas nunca achei novamente uma rica fonte de companheiras para brincadeiras. Ainda assim, eu fiz todos meus amigos ouvirem minhas histórias que eu continuava a escrever, e persuadia-os a me ajudarem a escrever e a ilustrá-las. Então, mais uma vez, eu comecei a ser uma escritora antes mesmo de compreender o que era ser uma escritora. Eu trabalhava como professora particular enquanto estava escrevendo meu segundo livro, Heart of Valor ( tradução literal para o português, Coração de Valor ), e embora eu gostasse do meu emprego e, tivesse sido nomeada Professora do Ano, eu deixei o trabalho muito, muito, muito rápido quando ganhei um pedido requisitando que eu escrevesse ” uma trilogia sobre vampiros”.

2) Na sua opinião, o que uma pessoa comum deve ter para se tornar um escritor ? – não necessariamente vivendo de livros, mas um escritor publicado.

Essa é uma pergunta muito difícil de responder. Eu gostaria de acreditar que qualquer um pode se tornar um escritor se tentar cumprir a tarefa de coração. Mas, há alguns princípios básicos essenciais que eu sei só de trabalhar com pessoas que querem se tornar escritores.

Primeiro: A não ser que você seja um poliglota impecável, só escreva em sua língua nativa. Meu próprio Ilustrador de Galeria, Jan Sovak, ganhou um prêmio por primeiro melhor romance escrito em eslovaco ( * ou checo, ambos nomes para a língua nativa da Checoslováquia ), mas não teve sorte alguma por anos em vender uma série de fantasia escrita em sua segunda língua, inglês, embora a série tenha algumas ideias maravilhosas.

Segundo: Você deve aprender gramática e ortografia. Nenhum agente ou editor irá olhar livros ou sinopses que demonstrem exemplos ruins de ambos.

Terceiro: Eu descobrir que pessoas que querem escrever desde pequenas – ao menos desde o ensino médio – tendem a serem mais competentes e produtivas que outras cujas ambições vem quando eles estão fora da escola.

Quarto: É bom trabalhar em histórias e poemas ou até mesmo cartas e diários antes de começar o Grande Romance Brasileiro. E enquanto você está fazendo isso, leia alguns livros sobre como conseguir um agente literário e como publicar um livro.

Quinto: É muito bom ter um autor experiente ou um agente para dar uma olhada no seu trabalho de vez em quando e te dar algumas dicas. Ouça-os. Você não sabe tanto quanto eles sabem, se não você estaria fazendo o que eles fazem.

3) Se você não fosse uma escritora, que profissão você escolheria ?

Física Quântica. Sem brincadeira. Embora eu seja uma escritora, eu devoro livros sobre ciência e física quântica, em particular. Eu sou adepta a Teoria das Cordas, a ideia de que “todas as partículas e forças fundamentais da natureza” podem ser explicadas sendo “modeladas por vibrações de pequenas super simétricas cordas”. Ao menos é como o Wikipédia explica a teoria e o mais perto que eu posso chegar em uma frase. De coração, eu alcancei tudo, menos escrever como uma cientista.

4) Como você consegue inspiração para seus livros ? Quer dizer, a história vem naturalmente ou você sonha, observa ou pensa com/em algo que é suficiente para você começar a planejar um novo romance ?

Eu, honestamente, não sei. Eu simplesmente tenho várias ideias brilhantes sozinha ( algumas vezes ouvindo músicas – “Alice”, de Avril Lavigne é uma das minhas favoritas agora para tocar enquanto escrevo ) ou com qualquer um que eu posso forçar a falar comigo sobre meus novos projetos. Eu uso todas as ideias e “livros” que eu escrevi como um ensino fundamental para formar alunos…e isso é um monte de trabalho não publicado, com rascunhos e capítulos, algumas vezes alcançando o tamanho de romances nos meus diários, antigos blocos de anotações e arquivos de computador velhos. Isso é a razão de eu quase ter desmaiado quando meu último computador quase morreu – eu tinha copiado pacientemente nele o conteúdo completo de cinco computadores antigos, os quais incluíam muito material. Felizmente, um talentoso guru de computador não só recuperou meus arquivos, mas como eu pude hospedar meus CD-ROM’s antigos, para eu realmente pudesse acessá-los. Para voltar ao ponto, eu uso tudo que vejo, ouço, ou penso como sendo dispensável para futuras histórias.

5) Você tem algum livro favorito entre os que você escreveu ? Caso sim, qual seria esse ?

Meu livro favorito é sempre o que eu estou trabalhando no momento. Estou muito estável. Eu devo dizer Diários do Vampiro: O Retorno: Almas Sombrias, porque eu realmente me divirto lendo os arquivos desse livro ( Nunca li nenhuma cópia impressa de um dos meus livros ) Mas além desse, há o livro que estou escrevendo. Agora, estou trabalhando o mais rápido que posso o épico da série Mundo de Sombras, Strange Fate ( tradução literal para o português, Estranho Destino ), que é o meu favorito.( Se a série Night World ainda não saiu no Brasil, os leitores podem sempre pedir aos editores de Diários do Vampiro por email que a publiquem. Acredite em mim, eles ouvem. Eles ouvem ainda mais para cartas escritas. Mas é um tanto possível que eles já tenham comprado os livros – eu assino contratos os tempo todo – e os mesmos não lançaram ainda. Ainda assim, escrever para eles não machuca. )

6) Todo autor tem um tipo ou formato de texto. Suas histórias carregam essas características. Infelizmente, aqui no Brasil, dos seus livros, nós temos somente a série Diários do Vampiro. Que livro você acha que descreve seu “traço” ? Se é algum da série Diários do Vampiro, conte-nos outro livro que você acha que os seus fãs brasileiros iriam gostar.

Bem, eu acho que já respondi isso com Shadow Souls ( Almas Sombrias ). É, na verdade, um livro muito bom, também no sentido de demonstrar meu estilo e suas peculiaridades. Eu uso travessões – e elipses … bem mais que muitos outros autores. Por que ? É muito mais o jeito como as pessoas realmente pensam e falam do que frases formais e perfeitas que saem das canetas de até outros melhores escritores. Eu tento descrever o que está acontecendo vivamente o suficiente para que o leitor possa sempre imaginar o que está exatamente acontecendo, o que significa que a maioria dos meus livros se estendem somente por alguns dias ou semanas, quando muito. Eu gosto de exceder os limites o quanto mais longe eu puder, então, por alguns instantes, em Almas Sombrias, eu tive de mudar as correntes de pescoço das “meninas escravas” que o Damon leva para a Dimensão Sombria ( Elena, Bonnie e Meredith ) para “braceletes escravos”. Meus editores estavam um tanto nervoso sobre toda a atividade escrava e proibiu o uso da palavra “concubina” ( * mulher usada somente para sexo e de classe inferior a esposa do homem para o qual trabalha ), substituindo-a por ” assistentes pessoais”, o que me fez rir histericamente. ROTFLOL ( * rolling on the floor laughing out loud – tradução literal para o português: rolando no chão e rindo em voz alta )

7) Qual seu livro favorito ? E autor ?

Night Watch, de Terry Pratchett. Eu leio esse livro toda vez em alguns meses para me mostrar o que a boa escrita pode alcançar. Meu segundo livro favorito: Monstrous Regiment, de Terry Pratchett. Lendo e relendo esses livros uma vez após a outra me fez passar pela terrível doença da minha mãe ( Câncer no Pulmão: Se algum de meus leitores fuma, pare este instante ou eu vou aparecer por aí e parar você ) e eventual morte. Eu nunca esquecerei isso.

8 ) Qual a sensação de ter seu livro publicado em outros países ? Qual foi o primeiro país e livro que isso aconteceu primeiro ?

Aconteceu com meus dois primeiros livros, Night of the Solstice ( tradução literal para o português, Noite do Solistício ) e Heart of Valor, bem, bem depois de serem lançados. Eles foram vendidos para a Inglaterra e para outros poucos lugares, mas as capas eram tão hediondas quanto a do Estados Unidos e embora tenham ganhado boas resenhas, eles foram escritos como YA ( * Young Adults books ), mas publicados como livros para o ensino médio. Isso significa que eles não venderam bem e eu não os via nas livrarias, mesmo nos EUA.

Então, a sensação não foi como fogos de artifícios sendo lançados. Mas o que seria como isso, é receber e-mails de todo o mundo e saber que pessoas de 123 países visitam meu site na internet. E, claro, estou inundada com contratos de países pelo mundo todo para Diários do Vampiro e meus outros trabalho. Isso é muito legal.

9) Há, entre todos os seus livros, um personagem que mais gosta ou se identifica ?

Se não soa muito vaidoso, eu me identifico com Elena Gilbert. A nova Elena, aquela que aprendeu algumas lições. Eu levava o ensino médio muito mais seriamente que Elena ( embora eu tenha sido um pouco de Meredith que não estudava muito, o que já era suficiente para tirar A ) e eu tinha todas as frustrações de uma garota com o cabelo loiro e longo – mas com olhos verdes- quem pensava que sabia muito mais sobre garotos do que ela realmente sabia para sua idade. Eu era incomodada pelos pontos que eu tinha realmente medo – estritamente fugindo de homens estranhos que queriam me colocar em carros ou entrar em meus quartos de hotel nas férias. Isso não era porque eu estava vestida ou agindo provocativamente na frente de todos. Na verdade, eu me diferencio da Elena por ser quieta e tímida com estranhos, mas eu aprendi a ser muito cuidadosa.

Eu acho que eu simpatizo com ela porque eu posso sempre sentar e escrever sobre ela. Ela se estampou em meu coração e não preciso dar uma olhada num livro como referência para saber como ela se sente com qualquer coisa. Como para aqueles a sua volta na cidade que não são seus amigos, devem haver algumas descontinuações, mas Elena eu posso escrever no escuro com nada mais que um pedaço de bala sem açúcar e um broche seguro ( E não, eu não planejo escrever em sangue ).

10) Em Março, Galera Record, a editora brasileira que publica seus livros, irá lançar o primeiro livro da série Mundo de Sombras, Vampiro Secreto. O que você gostaria de dizer para seus leitores brasileiros que gostam de Diários do Vampiro esperarem de Mundo de Sombras ?

Oh, estou tão feliz que Mundo de Sombras irá ser publicado no Brasil ! Eu gostaria de dizer para meus leitores de Diários do Vampiro que James, o primeiro vampiro que nós conhecemos no livro, é bem do tipo de Stefan, com um pouco de James Dean dentro. Ash Redfern, quem conhecemos mais tarde no livro, é um dos meus personagens favoritos dos que já criei e, ele tem seu próprio livro na segunda parte da série, Daughters of Darkness ( tradução literal para o português, Filhas das Trevas ), onde ele conhece Mary-Lynnette- e eu ainda recebo várias correspondências implorando que eu faça uma sequência dos dois. Mas também introduzido em Daughters of Darkness é o sangue frio Quinn, que também ganho várias correspondências pedindo por mais Quinn e Rashel, que ficam juntos em The Chosen. Outro vampiro que inspirou seguidores são Thierry, o primeiro feito vampiro ( na verdade, ele e também sua alma gêmea humana, Hannah, cuja história da Cinderela ganhou muitos fãs listando-a como sua personagem feminina favorita ); Morgead, cuja tempestuosa relação com Jez fez ambos favoritos que tem uma história terminada dos dois em meu website, e Delos, vampiro e Poder Selvagem que irá ter de escolher entre a luz e a sombra para resistir ao Apocalipse de Sangue e Escuridão que está por vir. E, claro, eu salvei um dos meus melhores vampiros, Mal, para Strange Fate, o livro épico apocalíptico de Mundo de Sombras.

Se eu tiver tempo, eu gostaria também de dizer que em Mundo de Sombras há outras criaturas sobrenaturais além de vampiros, embora vampiros quase sempre aparecem nos livros. Há bruxas, almas gêmeas, lobisomens, metamorfogos e Almas Antigas ( humanos que lembram de suas encarnações anteriores, como Hannah ), e mais. Então, qualquer coisa que você esteja procurando, deve, provavelmente, ter lá.

11) Você prefere escrever histórias sobrenaturais para jovens adultos do que falar sobre realidade ? Caso sim, por que essa preferência pela ficção ?

Minhas primeiras memórias envolvem ter pessoas me contando mitos gregos de um livro infantil e uma dor, somente uma dor para eu achar a magia por mim própria. Eu procurava por ela em todo lugar e era esmagada toda a vez que não a encontrava. Eu estava certo de que a acharia durante meu sétimo ano porque sete é um número muito mágico. Quando isso passou e eu não a havia achado, eu decidi que nove era três vezes três e tão mágico quanto sete. Sem sorte. Eu fixei minhas últimas esperanças aos doze ou treze, ambos muito mágicos. Quando eles se foram sem eu achar NENHUM guarda-roupa que me levaria para Nárnia, ou um buraco pelo qual eu chegaria no País das Maravilhas ou feitiço que me transferiria para o centro da Terra, eu percebi com toda a certeza que eu iria continuar o que eu estive fazendo o tempo todo: fazendo mágica para mim mesma. Então, sim, eu gosto de escrever sobre o sobrenatural ainda que eu adoraria achar um pouco de mágica de verdade para mim.

12) Alguém, do seu grupo de amigos ou família, lê seus livros antes de os enviar para a editora ? Caso você não o faça, quem você escolheria para lê-los ?

Há algum tempo, minha mãe e minha irmã liam todos meus manuscritos antes que eu os enviasse para o editor. Hoje, 11 de Janeiro, faz quatro anos e um dia desde que minha mãe se foi. Minha irmã tem um calendário muito cheio. Mas, eu tenho vários amigos que leem os manuscritos comigo quando o tempo permite. Idealmente, eu adoraria ter um “grupo de foco” de adolescentes para ler meus manuscritos e criticá-los. Voluntários ?

Meu pai nunca leu um dos meus livros nem assistiu a um episódio da série de TV, The Vampire Diaries. Eu chamo isso de uma lástima.

13) Em Diários do Vampiro – A Fúria, Elena acorda da morte como vampira e ela pertence a Damon. Eu não entendi como isso aconteceu. Como um vampiro pertence a outro ?

Na verdade, isso é um canhão de pontos de vista de livros de vampiro para adultos – veja os livros de Anne Rice, por um momento, ou o hilário de Terry Pratchett sobre vampiros: Carpe Jugulum. Você transforma alguém em vampiro-e Damon era provavelmente tão responsável quanto Stefan em fazer de Elena uma vampira, se não até mais, visto que ele não tomou muitas precauções – e então você se torna o servo daquele vampiro. Se você tem sorte, somente por alguns anos.

Mas, isso não foi o que aconteceu no final de O Confronto e no começo de A Fúria. Elena acorda, morta e confusa. Diferente de Poppy, em Vampiro Secreto, ela não ficou imediatamente faminta e perigosa para um homem ou uma besta a sua volta, mas ela estava definitivamente muito, muito confusa. E, então, ela sentiu, antes de recuperar suas memórias de Stefan e tudo que eles compartilhavam, que ela pertencia a …quem mais do que o consumado vampiro: Damon. Isso é tudo na cabeça de Elena. Você irá notar que Damon não se vangloria por ter criado uma voluntária a princesa das trevas. Ao invés disso, ele toma conta dela- ternamente, sem forçá-la a nada- até que Elena recupere por si só seu estado de mente normal.

14) Damon é um cara legal ? Eu quero dizer, ele é realmente mau ou só finge ser ? ( por Fantasia )

Damon não é um cara puramente bom ou um cara mau, mas um personagem muito complexo. Até mesmo ele não sabe o que ele é. Provavelmente o ponto mais importante é que ele está se tornando um cara melhor do que era. Séculos atrás, ele era líder de uma gangue violenta de ladrões e criminosos na Itália e nos países próximos. Se você leu Shadow Souls, você também sabe que ele e Sage eram, juntos, ladrões durante um tempo, e não imagine que eles eram simples educados ladrões.

Mas o que vimos até agora ? Ele matou o Sr. Tanner, o professor de História- com um pouco de desculpa, Tanner havia enfiado uma faca nele. Ele certamente deseja tomar Elena de Stefan. Em sua ausência ( por um instante, no começo de Reunião Sombria ) ele nem ao menos se importa em retirar a memória de suas vítimas. Quer ele ser pego ? Quem sabe ? Eu não sei.

Um dos maiores defeitos de Damon é que ele reúne todas suas emoções- e certamente deseja ser um “menino bom” e as tranca numa grande bola de pedra que esconde de todo o mundo. Somente Elena chegou perto o suficiente dele para descobrir isso, na verdade entrou em sua mente para ver essa bola de pedra.

Eu posso lhe prometer, apesar de tudo, que em Midnight você irá ver algumas definitivas evidências de como Damon é por dentro.

15 ) Como você se sentiu sabendo que seus romances iriam ser adaptadas para a TV e agora são um grande sucesso ? Como uma adaptação, os produtores são livres para mudar algumas coisas que não ficam muito legais na televisão. Quando você vê essas mudanças na sua história, você se sente estranha ou não se importa ? ( de Iris Figueredo )

Aí vai a frase oficial, direto do meu FAQ: Eu acho que a série de TV é uma história brilhantemente escrito, belamente interpretada e com uma maravilhosa direção, cinematografia, e música. Eu não conseguiria melhorá-la ( exceto, talvez, fazer a Nina loira, colocar a Meredith de volta e outras poucas coisas ). Claro, eu ainda desejo que alguém talentoso como Kevin Williamson viesse e contasse a história do jeito que eu conto nos livros, mas isso não enfraquece minha apreciação à versão que é exibida.

Eu estou com certeza muito grata que a série é um dos grandes sucessos da CW e foi vendida para vários países. É uma propaganda decente para os livros, além de tudo.

16) Eu li sobre um rumor de que The Secret Circle poderia virar uma série de TV assim como The Vampire Diaries. O que você pode nos contar sobre isso ?

Simplesmente nada, nadica, coisa alguma ( * expressão em inglês – zip, zero, zilch ) . A última coisa que ouvi foi sobre eles estarem escrevendo um script. Eu diria que eu não estou ouvindo nenhum prenuncio ruim relacionado ao progresso do programa. Quando Kevin Williamson escolheu Vampire Diaries mais ou menos na mesma época do ao, eu ouvi sobre um script, elenco, episódio piloto, tudo numa rápida sucessão.

Então, eu não conto minhas galinhas até que a série apareça na tela da TV… e até mesmo quando isso acontecer, não contarei até ouvir sobre a audiência da série na CW.

17) O quão Bonnie é próxima das bruxas de The Secret Circle ? Irá Bonnie se tornar tão poderosa quanto elas ?

Ela provavelmente já está lá. Ela vê e interpreta auras facilmente, e eu não estou certa de que os praticantes de magia mais fracos de Secret Circle ( como Sean, Susan, e os irmãos Henderson ) podem fazer isso. Ela também vai para outra dimensão e seus poderes proféticos funcionam bem até mesmo nas Dimensões das Trevas, como demonstrado em Shadow Souls e Midnight.

Mas você pode contar com ela pedindo à Sra. Flowers por treinamento no livro após Midnight, e esse livro irá mostrar somente um pouco do que a velha Sra. Flowers pode fazer.

18) Até Anoitecer, eu não poderia dizer que Elena se sentia mais atraída por Damon. Ela ama Stefan e parece que ela irá continuar amando ele. Em breve, nós veremos Elena menos apaixonada por Stefan ou mais atraída por Damon – eu quero dizer, alguma dessas duas opções irá acontecer nos livros seguintes ?

Sim, você pode acreditar que Elena irá fazer sua escolha entre os dois. Mas Elena é ainda mais complicada que Damon. Eu não acho que ela alguma vez deixou de amar Stefan quanto ela o amava quando se juntou a ele pela primeira vez; na verdade, eu acho que seu amor por ele aumentou. Mas Elena descobriu que estar apaixonada por uma pessoa não impede necessariamente que que você se apaixone pode outra pessoa também. Homens fazem isso o tempo todo, amando a mulher e a amante igualmente. Por que as mulheres não podem ter a mesma opção.

Os leitores podem não gostar, mas a verdade é que Elena está apaixonada por Stefan e Damon…e em Midnight, quase igualmente.


Gostou da entrevista ? Tirou suas dúvidas ? Deixe seu comentário abaixo 😉

Envie suas perguntas para L. J. Smith !

Enviei um email, sem muitas esperanças, na semana passada, para L. J. Smith, autora da série de Diários do Vampiro. Para minha surpresa, ela respondeu, pedindo somente que eu enviasse ou essa semana, ou depois do primeiro de dia de Janeiro, por conta de suas férias. Pretendendo mandar ainda essa semana e dar a oportunidade de vocês tirarem suas dúvidas cruéis, estou abrindo a entrevista para perguntas de fãs da série. Além das minhas perguntas já adicionadas na entrevista, vou colocar a de vocês, excluindo as irrelevantes e de mal gosto, e enviar para a L. J. Smtih. Quando ela responder, postarei aqui no site com os créditos para quem perguntou.

Interessado ?

Mande um email para blogdasresenhas@gmail.com com o assunto Entrevista com L. J. Smith, contendo no máximo duas  perguntas e, de preferência, em inglês ( quem não souber, sem problemas, mas quem tiver alguma noção, se puder, agiliza meu trabalho ). Dependendo do volume, não poderei postar todas, dando preferências às melhores. Não podemos desgastar a autora.

Espero que tenham gostado 🙂

Entrevista com Rosana Rios e Helena Gomes

Não sei se todos aqui já leram Sangue de Lobo ou desejam ler, mas de qualquer forma, não deixem de conhecer esse maravilhoso livro. Leia a resenha já postada no blog. Como gostei muito do livro e admiro bastante as autoras, optei por fazer uma entrevista e enviar para elas. O resultado foi uma entrevista muito bem bolada com respostas bem humoradas e interessantes. Por fim, ganhamos um bate-papo sobre Sangue de Lobo, lobisomens, valorização da literatura nacional e até frases de Eddie Vedder e Daniel Pennac. Aproveitem e não deixem de comentar para prestigiar as autoras !

Fotos : Helena Gomes à esquerda e Rosana Rios à direita. Capa do livro Sangue de Lobo ao lado das autoras

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Festival de Vampiros – Entrevista com a Liz Vamp

Para finalizar o nosso Festival de Vampiros temos uma entrevista MUITO legal com a própria Liz Vamp, criadora do Dia do Vampiro! O Blog das Resenhas que conduziu a entrevista por telefone.

Site oficial da Liz Vamp aqui.

E aqui vai a transcrição até onde o áudio permitiu:

Qual a maior atração dos vampiros para as pessoas?

O poder de vida eterna e de sedução. Acho que os vampiros tem um poder maior, uma energia diferente, tem um poder maior de sedução. O legal de eles viverem esses anos todos, possuir a imortalidade seria, poder com ela estar evoluindo cada vez mais, porque eles têm anos e anos para adquirirem experiência, cultura etc, mas o que eu vejo das pessoas que me procuram vendo como podem virar vampiras é, exatamente, por que querem virar vampiros para terem a vida eterna, mas também para serem poderosas e seduzirem quem quiserem (risos).

Em sua opinião, porque o tem é tão popular, tanto na literatura quanto no cinema, e parece nunca sair de moda?

O vampiro significa, praticamente, tudo o que o homem almeja. O fato de que ninguém quer morrer, você não vê vampiro pobre (risos)… Eles são atraentes, sedutores. Conseguem sempre o que querem, são belos e poderosos.

Às vezes a coisa que amedronta, atrai. Essa coisa do vampiro ser um ser misterioso e causar algum medo pode, em contra partida, causar alguma atração. Então, eu acho que o mistério deles é o principal fator para que eles sempre voltem à moda.

Quais livros, filmes e séries de vampiros te influenciaram?

Gosto de vampiros desde minha infância e, nessa época, vampiro era mais Conde Drácula mesmo. E, realmente, o Drácula é ótimo, mas eu gosto da filosofia dos vampiros, o que eu vejo nos vampiros. O vampiro muda de acordo com a ótica do autor. O que nos temos de mais importante é a visão do público geral. Infelizmente, o temos mais mesmo dos vampiros são influências do exterior. Começou com Bram Stoker, os filmes de Drácula, depois, foi para a onda da Anne Rice e depois foi para a Stephenie Meyer. Eu sou amiga de vários autores de literatura fantástica brasileira, mas o grande público não tem acesso a essas pessoas, ouviram falar, às vezes, de um ou outro autor nacional. Em uma revista que dedica dez páginas à série Crepúsculo, dão, às vezes, algumas linhas a algum autor brasileiro. Então, é complicado, porque, como conheço a obra desses autores, sei que suas obras não deixam a desejar a nenhum desses ícones internacionais.

Voltando as influências, acho que me inspirei na minha visão sobre eles.



Na minha ótica, o vampiro não é um ser devasto, assim como alguns pensam. Ele se alimenta de humanos e, como são parecidos com humanos, parecem ser monstros. Na verdade, acho que o vampiro é um romântico. Ele procura uma essência. Sexo para o vampiro não é tão importante, ele não se importa com todos esses rótulos (gays, lésbicas, etc…), que são tantos (risos) que nem sem mais quantos são. Não existe vampiro hétero ou homossexual, ele é a essência vampírica. Esta essência pode estar em um corpo feminino ou em um corpo masculino. Ele procura algo que o alivie durante a eternidade. Por isso, o amor entre vampiros e humanos para sempre é uma coisa difícil de lidar com. Esse assunto que está sendo muito abordado pela série Crepúsculo. Acho complicado o fato do Edward não querer morder a Bella, mas não querer que ela morra (risos). Ele tem decidir o que quer (risos) entre vampiros e humanos é uma coisa meio complicada. Seu amado (a) vai morrendo de tempos em tempos e você vivendo. Em minha opinião, o vampiro não é um monstro. Para mim, ele estaria no topo da cadeia alimentar. Ele se alimenta do ser humano e, por este fato, é considerado um monstro, mas, muitos vampiros não fazem com sua vítima, o homem, que está abaixo dele na cadeia alimentar, o que este faz com os animais, que estão abaixo do mesmo. Como exemplo, temos o baby beef. É um filhote que é retirado antes da hora de nascer e, então, ele é confinado dentro de um lugar pequeno, para ele não criar musculatura e o alimentam por uma janelinha. Isso é atrocidade! Ser humano é bom? (risos) Por isso, para mim, os vampiros não sem nem do bem nem do mal, são, simplesmente, outra espécie. Se aqueles que pudessem transformar os humanos em vampiros, somente transformassem os que valem a pena, seria formada uma espécie muito superior ao ser. Defendo a teoria de que os vampiros deveriam tornar alimento aqueles humanos maus, os humanos que só sabem fazer maldades para os outros cometerem crimes hediondos e, aqueles que contribuem com coisas legais para a humanidade, seriam transformados em vampiro e ganhariam a vida eterna. E, caso não houvesse mais humanos para servirem de alimentos, poderiam utilizar aquelas substâncias sintéticas, assim como o Tru-Blood.

Você tinha me perguntado de influências, mas eu acabei fugindo um pouco do tema. Eu acho que não tenho assim, muitas influências, porém, tem uns filmes que são bem legais e, acho que todos que gostam de vampiros deveriam assistir. Fome de viver, Garotos Perdidos, Entrevista com o Vampiro, Drácula, de Bram Stoker.

O que o vampiro ideal deveria ter?

Bem, primeiramente, essa coisa de crucifixo não rola (risos). Isso é uma coisa muito ligada à religião, ao vampiro católico, a história do Conde Drácula, pois ele foi amaldiçoado pela Igreja. Não vejo sentido no alho também, a não ser pelo hálito, porque, na verdade, o vampiro tem um olfato apurado (risos). Aliás, todos os seus sentidos são mais aguçados que os do homem. Quando ele passa de humano para vampiro, passa a ser uma criatura com os sentidos mais apurados. E, é claro, se um ser humano é muito veloz, quando passa a ser vampiro ele vai ser mais veloz. Aquela habilidade que você tinha, quando humano, muito boa vai melhorar muito mais.

Entrevista com Michael Thomas Ford

Fiz uma entrevista com o escritor Michael Thomas Ford, autor de Jane Austen – A Vampira, publicado mês passado pela editora Lua de Papel. Fiz uma resenha do livro há algum tempo. Ele é super simpático e engraçado, concordou em fazer a entrevista e respondeu-a com muito gosto. Vejam, abaixo, mais um pouco sobre ele e confiram a entrevista !

Michael Thomas Ford nasceu em 1969, nos Estados Unidos. Ganhou vários prêmios e, dois deles, voltados para literatura homossexual, o Gay Men’s Romance ( duas vezes )  e o Gay Men’s Mystery. Foi também nomeado para o prêmio Horror Writers Association Bram Stoker Award, por seu romance The Dollhouse That Time Forgot.

Site oficial do autor – http://janebitesback.com/

Quando você começou a escrever ?

Eu sempre quis escrever, desde que era criança. Mas até escrever profissionalmente, meu primeiro livro foi publicado a uns 20 anos atrás. Eu já publiquei quase 60 livros agora, variando de romances para adolescentes para livros de não-ficção. Agora, eu escrevo, principalmente, romances para leitores adultos.

O que inspirou você para fazer de Jane Austen uma vampira ?

Foi um comentário feito pelo meu agente. Estávamos falando sobre tipos de livros que nós estávamos vendendo e, ele observou que as únicas coisas que pareciam sempre vender bem eram os livros de Jane Austen ou livros  de vampiros. Isso me fez pensar como seria engraçado escrever sobre Jane Austen como uma vampira.

Qual é a sua opinião sobre todos esses livros  que meio “satirizam” os romances de Austen ?

Eu acho que a maior parte deles não são muito bons e não muito originais . Pegar um romance de Austen e adicionar monstros é engraçado em um momento ou dois, mas depois se torna bobo. De qualquer forma, se ler esses livros faz as pessoas voltarem e lerem os romances originais de Austen, isso é uma coisa boa.
Há uma mensagem em “Jane Austen – A Vampira” ? Pensei que era : “Jane Austen não iria se importar com as outras versões de seus romances, desde que todos lessem os originais”.

Eu acho que isso é verdade. Austen tinha um senso de humor muito bom, e eu penso que ela iria se divertir com alguns livros dela ou baseados em seus romances.

Existem muitos autores famosos com bons livros, clássicos. Jane Austen é um deles, mas por que ela ?

Eu acho que Jane Austen é mais popular porque ela entendia as pessoas muito bem e, era capaz de escrever sobre elas de um jeito que era instantaneamente familiar para os leitores. Todos nós conhecemos pessoas – ou existem pessoas – como as personagens dela. Então, suas histórias nos atraem porque, de vários modos, elas são eternas* ( * nota adicional : eternas no sentido de atemporais, que se encaixam em qualquer época ) .

Qual seu livro favorito de Jane Austen ?

Meu romance favorito de Austen é  MANSFIELD PARK. Ele é, talvez, seu romance menos  popular, porque é mais sombrio que os outros e muitas pessoas não gostam da personagem principal, Fanny. Mas eu acho Fanny uma pessoa interessante, e o livro propõe várias questões sobre o que significa entender a si próprio e o mundo ao seu redor.

Você acha que as pessoas devem ler “Jane Austen – A Vampira” ? Por que ?

Bom, eles devem lê-lo porque é o melhor livro já escrito. Ou, eles podem lê-lo porque é uma história divertida sobre como seria para Jane Austen viver hoje em dia, vendo seus livros e a si própria tornarem-se mais populares do que ela pudesse algum dia jamais imaginar.

O livro é novo no Brasil. O que você diria para os leitores brasileiros que ainda não leram o livro ?

Eu iria contar para eles que deveriam lê-lo imediatamente e, depois, recomendá-lo para todos seus amigos. Eu estou muito, muito, muito animado com o fato do livro ter sido publicado no Brasil. Já recebi vários e-mails dos leitores daí. Todo dia eu ouço de novos leitores, o que é enormemente gratificante.  Eu estou muito grato por todas as pessoas que dão uma chance a meu livro, e sabendo que leitores no Brasil gostam da história que eu escrevi faz eu querer escrever mais.

Festival de Vampiros – Entrevista # 2

Para festejar o Dia dos Vampiros nós conseguimos várias entrevistas com autores nacionais, mas vamos postar em partes! Porque quem disse que vampiros são bonzinhos?

Então hoje postarei as entrevistas de três autores mais experientes: Martha Argel, Nazarethe Fonseca e Michael Thomas Ford.

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Martha Argel é bióloga e escritora e já publicou muitos livros, de literatura fantástica e também sobre aves. Ela também trabalha como tradutora.

Nazarethe Fonseca é a autora da série Alma e Sangue, e já publicou muitos livros vampirescos.

Michael Thomas Ford já publicou vários livros, inclusive Jane Bites Back, lançado no Brasil como Jane Austen, a vampira, que terá uma continuação, Jane Goes Batty.

Todas as respostas do Michael estão traduzidas livremente.

.1) Qual a maior atração dos vampiros para as pessoas?

Martha Argel: Hoje em dia, acho que o que mais atrai as pessoas nos vampiros é a mistura de medo e de fascínio que eles provocam. O vampiro é perigoso, e pode ser um assassino, mas ao mesmo tempo ele preserva a juventude por toda a eternidade, e desperta o interesse das pessoas. Tudo isso faz com que ele represente um mistério a ser desvendado, e as pessoas adoram mistérios.

Nazarethe Fonseca: Acredito que seja a imortalidade e a sensualidade.

Michael Thomas Ford: I think the idea of living forever is very appealing to a lot of people. And the idea that you first have to die by being bitten in order to have immortality is romantic in a dark way. The vampire is the one monster that has been portrayed as being beautiful and enticing.

Eu acho que a idéia de viver para sempre é muito atraente para muitas pessoas. E a idéia que vc tem que morrer sendo mordido para ter a imortalidade é romântica de um modo sombrio. O vampiro é o único mostro que tem sido retratado como sendo bonito e sedutor.

.2) Na sua opinião, por que o tema é tao popular, tanto na literatura quanto no cinema, e parece nunca sair de moda?

Martha Argel: Uma das características mais interessantes do mito do vampiro é a capacidade que ele tem de se transformar com o passar do tempo, adaptando-se ao que a sociedade espera dele. O vampiro ficcional do século dezenove, por exemplo, tinha como objetivo seduzir e arruinar a vida de mocinhas de boa família; era uma época de moralidade muito estrita, e a ameaça a jovenzinhas puras e ingênuas devia parecer terrível então. No início do século vinte, o vampiro mudou e passou a ser um ser muito mais sanguinário. É interessante notar que tal mudança ocorreu principalmente quando surgiu o cinema a cores, e as plateias começaram a exigir emoções mais fortes – assim, cenas com muito sangue começaram a fazer parte da filmografia vampírica, com muito sucesso. No final do século vinte, esse vampiro vilão entrou em decadência. O horror vampírico não tinha como competir com horrores reais muito maiores, como cidades inteiras arrasadas pelas bombas atômicas estadunidenses, ou o genocídio praticado pelos nazistas. Então, na onda dos movimentos de amor livre, liberação da mulher e modos de vida alternativos, o vampiro mais uma vez se transformou, e passou a ser um rebelde sedutor, um pária da sociedade que vai contra o sistema, com um estilo de vida que, se por um lado choca a moral decadente, por outro seduz, apaixona e se torna um modelo a ser seguido. Por fim, no século vinte e um, o vampiro foi assimilado totalmente pelo sistema, e agora é politicamente correto, quase inofensivo e responde aos sonhos e anseios das pessoas. O vampiro agora faz parte da “turma” e, mais do que nunca, virou um ícone de adolescentes. Essa capacidade do vampiro se transformar, seguindo tendências culturais, garante-lhe uma incrível maleabilidade, mas o mais importante é que cada novo “modelo” de vampiro não implica necessariamente na extinção dos anteriores. O resultado, hoje em dia, é uma incrível diversidade de vampiros, que atendem o gosto de cada freguês, do mais romântico ao mais sanguinário. O vampiro é um camaleão, e sempre encontra um modo de satisfazer um público enorme e ávido por aventuras.

Nazarethe Fonseca: O vampiro nos acompanha há séculos em lendas, relatos, documentos. É difícil esquecer um “doce-inimigo”. Do mesmo modo que seduz, ele assusta. O vampiro é uma mistura de bem e mal. O arquétipo perfeito para que possamos perceber nossos medos, qualidades, defeitos, desejos. Acredito que o interesse sobre o assunto seja tão imortal quanto o mito.

Michael Thomas Ford: Unlike other monsters — werewolves or mummies, for instance — vampires can be reinvented over and over again. They can be portrayed differently and given any number of different personalities. In this way they are more adaptable than other creatures, which makes it possible for writers and filmmakers to create potentially unlimited numbers of stories about them.

Ao contrário dos outros monstros – lobisomens ou múmias, por exemplo – vampiros pode ser re-inventados repetidas vezes. Eles podem ser retratados diferentemente e ter qualquer número de personalidades diferentes. Deste modo eles são mais adaptáveis do que outras criaturas, o que faz com que seja possível para escritores e cineastas criar potencialmente inúmeras histórias sobre eles.

.3) Quais livros, filmes e séries de vampiros te influenciaram?

Martha Argel: Em termos de histórias de vampiro, minhas influências são todas de livros. Anne Rice, claro, foi por onde eu penetrei no universo vampírico. Depois dela, vieram Laurell K. Hamilton, Tanya Huff e P. N. Elrod, todas contemporâneas. Mas a maior parte de minha inspiração vem de outros gêneros literários, como as histórias policiais e os romances noir.

Nazarethe Fonseca: Quando criança, assisti à maioria dos clássicos sobre o assunto, com Christopher Lee; a lista defilmes sobre vampiros é extensa e passa até mesmo por “Força Sinistra ou Lifeforce”, um filmede ficção cientifica baseado no livro de Colin Wilson sobre vampiros do espaço. Acompanhei revistas em quadrinhos, como a antiga Cripta, mas sempre buscava o terror, o suspense.Acompanhei também séries como Vampiro a Mascara, Blade, Buffy, Angel, Moonligtht, recentemente True Blood, The Vampire Diaries , e vi alguns capítulos de Being Human, uma série inglesa sobre a convivência de um vampiro, um fantasma e um lobisomem. Quanto a livros, fui influenciada por autores como Bram Stoker, Charles Baudelarie – que mantém empoemas e contos uma atmosfera gótica que me toca bastante –, Edgar Allan Poe e Anne Rice.

Michael Thomas Ford: The first vampire movie I ever saw was THE RETURN OF COUNT YORGA. I was five or six, I think, and although the movie wasn’t scary there were some things in it that scared me deeply. In particular I remember a scene in which a hand bursts out of the ground and grabs the ankle of a young woman who is trying to run away from the vampires. As for more recent vampire-themed material, BUFFY THE VAMPIRE SLAYER influenced me in the sense that the show contained a lot of humor and portrayed vampires living in the everyday world.

O primeiro filme de vampiro que eu vi foi THE RETURN OF COUNT YORGA. Eu tinha cinco ou seis anos, eu acho, e apesar do filme não ser assustador tinha algumas coisas que me assustaram profundamente. Em particular eu lembro uma cena em que uma mão irrompe do chão e agarra o tornozelo de uma jovem mulher que está tentando fugir dos vampiros. Quanto a material vampiresco mais recente, Buffy a Caça Vampiros me influenciou no sentido que a série contém muito humor e retratou vampiros vivendo no mundo comum.

.4) Há muitos tipos de vampiros, desde que ele surgiram na cultura mundial, com várias forças e também fraquezas diferentes. Como um vampiro ideal deve ser para você?

Martha Argel: Essa é uma questão bem pessoal, pois cada pessoa tem seu modelo próprio de vampiro ideal. Para mim, os vampiros devem ser seres poderosos, amorais no sentido defazerem suas próprias regras, sem necessidade de respeitarem as regras da sociedade. Gosto de vampiros belos, sedutores, irresistíveis, mas para mim o fascínio vampírico deve aumentar ainda mais o perigo que eles representam, e não transformá-los em príncipes encantados, namorados perfeitos ou parceiros imortais. Meus vampiros são predadores, pois têm poder, e o poder corrompe. Meus vampiros têm, ainda, fraquezas que podem ser usadas pelos humanos contra eles, pois acho muito chatos os vampiros tão poderosos que não há defesa contra eles. Mas volto a dizer: essa é só minha visão pessoal, e não estou dizendo que todos os vampiros devam ser assim. Afinal, como eu já disse, uma das coisas mais fascinantes dos mortos-vivos imortais é a diversidade, e acho fascinante que existam vampiros para todos os gostos!

Nazarethe Fonseca: Dos relatos mais antigos sobre o vampirismo, ficaram algumas características como base para tudo o que vem sendo escrito e filmado sobre vampiros. O sol como destruidor do tecido imortal, aversão a relíquias sacras, água corrente, terra do solo onde o vampiro vive. Hoje existem vampiros que param o tempo, congelam coisas, não matam mortais. Mas eu prefiro me ater no mais tradicional, como poderes mentais, força física e mental, poder de deslocar objetos sem tocá-los. Habilidades com espada, necessidade de sangue, sensualidade, o sol ainda como fonte de destruição, caixões – sim, depende do vampiro, ele pode dormir em camas se o local for protegido da luz do sol. Acho que existe um limite dentro do próprio mito, mas há algo ótimo chamado liberdade criativa, e cada um fica livre para criar o seu “vampiro”.

Michael Thomas Ford: I don’t think there is an ideal vampire. Each kind has its own strengths. At the most basic level a vampire is simply an animated corpse, and they can be terrifying when portrayed that way, as in the classic move NOSFERATU, for example. But they can also be beautiful and alluring, as they are in the TWILIGHT books and movies. Personally, I like vampires when they’re frightening.

Eu não acho que há um vampiro ideal. Cada tipo tem as suas próprias forças. No nível mais básico um vampiro é simplesmente um corpo animado, e eles podem ser assustadores quando retratados dessa maneira, como no filme clássico Nosferatu, por exemplo. Mas eles podem ser lindos e sedutores também, como eles são nos livros e filmes Crepúsculo. Pessoalemente, eu gosto de vampiros quando eles são assustadores.

.5) Gostaria que os vampiros existissem?

Martha Argel: Quem sabe se eles realmente não existem? (risos)

Nazarethe Fonseca: Sim, seria interessante.

Michael Thomas Ford: I would like all sorts of remarkable things to exist. Vampires. Werewolves. Elves and dragons and mermaids. I think the world would be a much more interesting place if the creatures of our imaginations existed.

Eu gostaria que várias coisas extraordinárias existessem. Vampiros. Lobisomens. Elfos e dragões e sereias. Eu acho que o mundo seria um lugar muito mais interessante se as criaturas da nossa imaginação existessem.

.6) Ser vampiro pode ser ruim tanto quanto ser bom? Diga os prós e contras de ser vampiro.

Nazarethe Fonseca: Acho que ser mortal tem as mesmas desvantagens de ser imortal. Nenhuma existência é livre de limites. O sol é um grande limitador, sem falar que não se pode viver muito tempo em um mesmo lugar sem chamar a atenção. Afinal, não envelhecer é muito bom, mas chama a atenção. Sangue também é um problema. No geral, vejo como uma existência um tanto limitante, mas ao mesmo tempo muito rica.

Michael Thomas Ford: The good thing, of course, would be living forever. You would get to see how the world changes over centuries, and that would be fascinating. The cons would be having to destroy others in order for you to go on existing, as well as watching your non-vampire loved ones age and die.

A parte boa, é claro, seria viver para sempre. Vc veria como o mundo muda com o passar dos séculos, e isso seria fascinante. Os contras seriam ter que destruir outros para que vc continuasse existindo, como assistir os seus amados não-vampiros envelhecer e morrer.

.7) Dizem por aí que os tais anjos caídos, criaturas que agora estao “emergindo” na literatura, sao os novos vampiros. Concorda com o fato? Quem é melhor e por que?

Martha Argel: Não estou a par de todos os lançamentos recentes, por que simplesmente são numerosos demais, e o tempo não alcança para acompanhar todos. Acho que é normal que as editoras procurem novos “filões” para explorar. Não apenas isso: os autores tambémquerem tentar novos seres fantásticos. Assim, essa mudança de ênfase é uma coisa natural. Veja: quando o Senhor dos Anéis estava na moda, elfos, orcs e outros seres damitologia celta dominavam. Depois, com Harry Potter, vieram os magos e bruxos. Então os vampiros passaram a ser os tais. Mas mesmo aparecendo uma nova moda, os seres anteriores não desaparecem. Podem até estar meio obscuros, mas continuam cheios de fãs por aí. Não acho que seja uma questão de um tipo de criatura ser melhor que outro. Acho que, de novo, o melhor mesmo é ter essa diversidade, de modo que as pessoas possam escolher qual tipo de história prefere.

Nazarethe Fonseca: Não faço ideia, mas o certo que vários livros têm aparecido sobre o gênero. O certo é quetanto vampiros como anjos caídos tem seu charme. Vi uma série de filmes que me tocou, chamada “Anjos Rebeldes” (The Prophecy). O livro de Enoch para quem gosta do tema mais seriamente é muito interessante.

Michael Thomas Ford: Angels do seem to be a popular theme at the moment. I haven’t read any of the books about them, so I can’t say how they compare to vampires as literary creations. Certainly there is a lot within the angel mythology that’s could be interesting to work with, particularly the connection to God and what caused that connection to be severed. As to whether one type of creature is better than the other, I think it simply depends on what the person writing about them does with them.

Anjos parecem ser um tema popular no momento. Eu não li nenhum dos livros sobre eles, então não posso dizer como eles comparam com os vampiros como criações literárias. Certamente tem muito dentro da mitologia dos anjos que poderia ser interessante de se trabalhar, particularmente a conexão com Deus e o que causou essa conexão a ser decepada. Quanto se um tipo de criatura é melhor que a outra, eu acho que simplesmente depende do que a pessoa escrevendo sobre eles faz com eles.

.8) Ao seu ver, como transformamos um humano em vampiro?

Martha Argel: Cada autor tem seus métodos preferidos de criar vampiros. Você vai ter que ler meus livros para descobrir o meu!

Nazarethe Fonseca: O vampirismo é transmitido para um mortal por contaminação: a mordida é o meio; os angue, o veículo de contaminação. O mortal precisa ser drenado e depois beber do sanguedo vampiro. Daí em diante, ele vai morrer; e se for forte o suficiente, se tornara imortal e vampiro.

Michael Thomas Ford: That’s always been one of the big questions for anyone writing about vampires. Is vampirism a physical condition, or is it a moral one? Is it about destroying the human soul and replacing it with something else, or is it simply a disease for which there might be a cure? Both approaches work. One of the things Jane wrestles with in my book is just that — is she some kind of supernatural creature, or does she merely have a disease that keeps her alive forever?

Esta sempre tem sido uma das grandes questões para qualquer um escrevendo sobre vampiros. O vampirismo é uma condição física, ou é moral? Será sobre destruir a alma humana e substituí-la com outra coisa, ou é simplesmente uma doença para qual possa existir uma cura? Ambas abordagens funcionam. Um das coisas com que Jane luta em meu livro é justamente isso – ela é um tipo de criatura sobrenatural, ou ela meramente tem uma doença que a mantém viva para sempre?

.9) É possível a amizade ou o namoro entre um humano e um vampiro? Teria uma dessas relações com um deles ?

Nazarethe Fonseca: Acredito que sim, não os vejo como criaturas irracionais. Seria muito interessante conversar com um imortal. Claro, existem os vampiros acidentais; eles sim, são animalescos sem consciência.

Michael Thomas Ford: I think it would certainly be possible, although there would always be the issue of mortality vs immortality that would have to be addressed at some point. I would love to befriend a vampire and find out what that kind of existence is like.

Eu acho que certamente seria possível, apesar de que sempre haveria o problema da mortalidade versus a imortalidade que teria que ser lidado em algum ponto. Eu adoraria fazer amizade com um vampiro e descobrir como esse tipo de existência é.

.10) Na série de TV True Blood e na série de livros Southern Vampires Mysteries, de Charlaine Harris, vemos um mundo onde os vampiros podem viver normalmente na sociedade, se alimentando de sangue sintético. Você acha que isso seria possível? Haveria realmente paz?

Martha Argel: O ser humano não consegue ficar em paz nem mesmo consigo próprio! Num mundo onde pessoas se matam por terem religiões diferentes, opiniões diferentes, raças diferentes, a introdução de uma nova classe de seres “pensantes” com certeza ia dar mais motivo ainda para conflitos e mortandades.

Nazarethe Fonseca: Acredito que seria possível, mas teríamos muitos problemas. A humanidade não ia se contentar em contemplar a imortalidade. Acho que teríamos uma explosão demográfica de vampiros, como descrito no filme Daybreakers.

Michael Thomas Ford: I suppose it would be possible, but it’s not terribly interesting, is it? There’s something appealing about vampires being a menacing presence within the world, something threatening and exciting that goes away when they become your next door neighbors or the person who bags your groceries at the market. I don’t know if humans are ready for that kind of understanding.

Eu suponho que seria possível, mas isso não seria terrivelmente interessante não é? Tem algo atraente sobre vampiros ser uma presença ameaçadora dentro do mundo, algo alarmante e excitante que some quando eles se tornam seu vizinho ou a pessoa que ensaca suas compras no mercado. Eu não sei se os humanos estão prontos para esse tipo de compreensão.

.11) O que diria a um vampiro se encontrasse um deles?

Nazarethe Fonseca: Acho que ia convidar ela para jantar comigo. Risos.

Michael Thomas Ford: “Are you hungry?” If the answer were yes, then I wouldn’t stay around to ask anything else.

“Vc está com fome?” Se a resposta fosse sim, então eu não ficaria por perto para pergunta mais alguma coisa.

.12) Tem algum vampiro preferido? Pode ser do cinema, da TV ou de livros?

Martha Argel: Para ser sincera, meus vampiros preferido são os que eu mesma criei: Lucila (de Relações de Sangue), doce e delicada; Chico Justo (de O Vampiro da Mata Atlântica),cruel, selvagem e monstruoso; Francesca (de “A flor do mar”, em Amor Vampiro), decidida, fria e sofisticada; e um outro que ainda é segredo, que vai aparecer em Amores Perigosos. Dos vampiros de outros autores, eu gosto muito de Henry Fitzroy (dos livros de Tanya Huff, adaptados para a tevê como Blood Ties), Eric Northman (da Charlaine Harris) e Jean-Claude (da série Anita Blake, da Laurell K. Hamilton). Dos autores brasileiros, gosto das vampiras Kaori e Maya, de Giulia Moon.

Nazarethe Fonseca: Jan Kmam e Lestat.

Michael Thomas Ford: My favorite vampire is Nosferatu, from the 1922 film of the same name. To me he embodies the feeling of ancient darkness that makes vampires interesting. He’s the creature that hides in the dark and doesn’t want to be seen. He’s the creature we fear because he’s both dead and alive, and because he has the power to enchant us.

Meu vampiro favorito é Nosferatu, do filme de 1922 com o mesmo nome. Para mim ele incorpora o sentimento de escuridão anciã que faz vampiros interessantes. Ele é a criatura que se esconde no escuridão e não quer ser visto. Ele é a criatura que nós tememos porque ele é ambos morto e vivo, e porque ele tem o poder de nos encantar.

.13) Como vc vai comemorar o dia dos vampiros no dia 13 de agosto?

Martha Argel: Estou apoiando o Dia dos Vampiros, criado por Liz “Vamp” Marins em defesa da doação de sangue, da tolerância e da diversidade. Não vou poder estar presente no cortejo vampírico na av. Paulista, mas fiz um acordo com a Giz Editorial para que exemplares de Relações de Sangue sejam cedidos para sorteio entre os participantes do movimento e doadores de sangue que apóiam o evento. E nesse dia estarei na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, participando de uma mesa-redonda, juntamente com André Vianco e Giulia Moon, seguida de uma sessão de autógrafos de meus livros no estande da Giz. Os interessados podem encontrar mais detalhes em meu blog, http://vampirapaulistana.blogspot.com.

Nazarethe Fonseca: Vou estar na Bienal do Livro de São Paulo, no stand da Giz Editorial às 15 horas, com outros autores vampirescos. Falando sobre vampiros.

Michael Thomas Ford: Well, I didn’t know if was Vampire Day, so I’m afraid I didn’t do anything special. I did work on the next Jane Austen vampire book, though, so I suppose that counts.

Bom, eu não sabia que era o Dia dos Vampiros, então eu não fiz nada especial. Embora que eu trabalhei no próximo livro da Jane Austen, a vampira, então eu suponho que isso conta.

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