Resenha: Belo Desastre – Jamie McGuire

Editora: Verus

Autora:Jamie MacGuire

Páginas: 388

Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade.
Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.

A Verus escolheu um momento muito estratégico para lançar Belo Desastre, – junto com 50 tons de cinza. Não faltaram comparações: muitos disseram que Belo Desastre era o 50 tons de cinza para adolescentes. Isso não podia estar mais equivocado.

–  De novo? Você vai me matar, Flor.

Você não pode morrer – eu disse, cobrindo o rosto dele de beijos. – Você é durão demais.

– Não, eu não posso morrer porque tem muito idiota querendo pegar o meu lugar. Vou viver eternamente só por maldade.

Sinceramente? Eu adoraria que as editoras parassem de vender livros com a imagem de outro livro. Dá uma ideia totalmente errada do livro e muitas vezes essa tática falha miseravelmente. Belo Desastre tem sexo? Tem, mas nada que dê para se comparar com 50 tons de cinza ou algum livro erótico.

Belo Desastre entra na nova categoria (que acho que ainda nem é usada ainda no Brasil) que é o New Adult. São livros para pessoas que não são mais teenagers, mas também ainda não são adultos. É aquele momento da vida que todo mundo já passou ou irá passar, a faculdade. Tem sexo? Sim, pessoas fazem sexo, normal, mas o livro não se resume a isso. O livro me lembra muito aquela música do Eminem “Love the way you lie”.

O livro é narrado pela Abby e conta a sua vida na faculdade com a sua melhor amiga America, que namora Shepley, primo do bad boy Travis Maddox. O livro começa em uma das lutas de Travis, à qual Abby vai, linda, meiga e de cardigã. Travis obviamente se interessa por Abby, afinal, ele já tinha dormido com mais da metade da população feminina da faculdade e ela parecia um desafio particularmente interessante.

Não esperava muito do livro e ele não me surpreendeu. É um livro gostoso de ler e relaxar, mas não acrescenta em nada e está super longe da nossa realidade de faculdade. Mesmo assim, confesso que eu adoraria morar na faculdade, seria super legal.

Por incrível que pareça, nenhum personagem chamou a minha atenção ao ponto de eu colocar aqui na resenha, porém, dá para notar que a autora gastou mais que 5 minutos escrevendo esse livro. As personagens (apesar de, para mim, não serem nada de mais) são bem construídos e há uma profundidade neles, principalmente na Abby e no Travis. A única coisa que me incomodou um pouco (pulem se vocês não quiserem ler um spoiler, mesmo que ele seja mínimo) é o que Travis se tornou um doido, ele dependia da Abby para tudo, e a Abby achava isso normal!! Como isso?! É muito maníaco e psicótico!

Mesmo assim o livro é recheado de cenas fofas e você termina o livro com uma mistura de sentimentos.

Ano que vem lança o segundo livro “Walking Desaster” e eu sinceramente acho totalmente desnecessário, já que o primeiro livro acaba super. Sabe aquele ditado: “Se melhorar mais estraga”? Então, é esperar para ver o que a autora vai fazer.

– Você tem um Porsche?

– Não é só um Porsche. É um Porsche 911 GT3. Tem uma diferença.

– Deixe-me adivinhar… Ele é o amor da sua vida? – falei, citando a declaração de Travis sobre a moto dele.

– Não, isso aqui é um carro. O amor da minha vida será uma mulher com o meu sobrenome.

P.S.: A quote acima é da Abby com o Parker, um cara super fofo que a autora tentou fazer ele parecer o vilão, mas ele só se ferra o livro inteiro por estar apaixonado pela pessoa errada.

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Sobre Isadora Emi Iwahashi

Paulistana e 50% japonesa, estudante de Letras com habilitação em Tradutor e Intérprete, viciada em livros (qualquer gênero, pois tenta não julgar o livro antes de lê-lo), com uma mania de assistir mil e um seriados e animes, adora conversar e ficar o dia inteiro na internet.

3 pensamentos sobre “Resenha: Belo Desastre – Jamie McGuire

  1. Não sei como é o seu conceito de faculdade também, porque eu moro em república e vou te dizer.. é uma verdadeira loucura. haha Vou ver se consigo adicionar esse livro na minha lista de desejos para ver no que vai dar. 🙂 Boa dica!

  2. Caramba, acho q vc pegou pesado com esse livro. Sei que cada um tem a sua opiniao mas a pessoa q nao leu esse livro COM CERTEZA após essa resenha nem vai pegar nolivro. Acho que vc deveria opinar os pontos positivos e negativos deste. E concordo com vc a respeito dele nao ter NADA a se comparar a 50 shades.

  3. Bom,eu gostei muito do livro mas devo concordar com você , o Travis se torna copmpletamente dependente dela e ela acha isso a coisa mais natural. Eu gostei de saber que terá continuidade porém a comparação com “50 tons de cinza’ é realmente absurda pois não há em nenhum aspecto semelhanças. Eu indico o livro porque dá uma sensação gostosa de que seria muito bom ter um Travis apaixonado por você mas naõp tão obscecado.

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