Indicação de série: Gabriela

Entre uma série, uma mini série e uma novela, Gabriela é a mais nova adaptação do clássico de Jorge Amado, produzida pela Globo. Eu não dei muita importância às notícias que saíram falando sobre o programa, pois não costumo assistir ao canal. Mal me lembro qual foi a última novela que acompanhei, mas creio que foi Alma Gêmea, e talvez nem inteira, mas devo confessar que dessa eu gostava. Gabriela já tinha quase completado sua primeira semana no ar, quando decidi experimentar e assistir ao primeiro episódio. Gostei bastante da direção, do elenco ( com algumas poucas reclamações ), e principalmente do roteiro, o qual me levou a assistir, bem curioso, os capítulos seguintes. Os assuntos abordados são bem interessantes e acredito que o programa como um todo está despertando, em geral, o interesse na leitura do clássico de Jorge Amado. A fim de se preparar para um possível sucesso de vendas, a Companhia das Letras já até lançou, recentemente, um nova edição, econômica, da obra. Está entre as minhas próximas leituras, com certeza. Enquanto isso, vamos voltar à novela.

Gabriela e Nacib

A história toma lugar numa Ilhéus dos anos 20, onde a cidade era governada pelos coronéis ricos por conta de suas plantações de cacáu. A cidade é envolta numa ideologia machista, onde os homens mandam em suas mulheres e filhas, e ainda escapam de noite para o famoso cabaré da cidade, o Bataclan. A submissão das mulheres e a infedelidade e desrespeito dos maridos são aspectos bem presentes e interessantes na trama. Outro tópico bem bacana é o ponto de vista das prostitutas, que são personagens bem frequentes no programa, ao invés de serem postas de lado. E nessa Ilhéus cheia de hipocrisia e machismo, onde esses assuntos são proibidos, chega Gabriela, uma retirante bela e sedutora, amanta da vida simples e de moços bonitos. Ela não deseja dinheiro, casamento ou roupas novas e bem feitas. Suas vestes gastas e um trabalho decente são suficientes, nada mais. Alvo de olhares de vários dos luxuriosos homens, ela também passa a conquistar seu chefe, o turco Nacib. Como é, até onde me lembro, uma característica das novelas da Globo explorar as várias histórias que compõe a novela, Gabriela também vai contando o cada um de cada um, sem deixar ninguém de fora ou por dentro demais nos episódios. E o mais legal: todas essas histórias que compõe o programa são bem ricas e interessantes, só contribuindo mais e mais para nossa visão de uma cidade presa à ideologia fechada e ignorante dos anos 20 – e dessa vez bem aqui, no Brasil.

As meninas do Bataclan

A direção e a produção estão muito boas, a novela agrada demais visualmente. Os cenários do primeiro episódio, quando Gabriela rumava dos sertões para a cidade, eram espetaculares, mostrando claramente a secura e sordidez daquelas tristes e vazias paisagens. O elenco está bem selecionado, até Ivete Sangalo, que não dei muita confiança por ser mesmo cantora, ficou bem em seu papel. Teve até uma cena bem legal no primeiro episódio que ela canta um trecho de uma canção no cabaré, porém, dessa vez, com o clássico estilo dos anos 20. Juliana Paes fez jus ao papel de Gabriela e Humberto Martins até que está se mostrando um bom Nacib. Um ator que me impressionou foi Marcelo Serrado. Seu personagem é bem engraçado e ainda expressa um pouco da seriedade da situação tão comentada anteriormente, do machismo e das fugas para o cabaré.  Palmas para ele e para a excelente Maitê Proença, a esposa submissa que começa a refletir sobre tudo que ocorre a sua volta. Contudo, alguns atores não só escapam totalmente a proposta de um sotaque baiano ( não é pra ser perfeito, mas um enganadinha vai bem ), como outros também falam mecanicamente.  Acho que nunca gostei muito de Antônio Fagundes e estou gostando menos ainda dele – parece sempre o mesmo personagem. José Wilker está com um personagem desprezível e sua performance se deixa levar somente pelas falas. Ele está bastante mecânico e parece acreditar que isso é suficiente, pois não vi nenhuma melhora. De qualquer forma, em geral, os personagens estão bastante convincentes.

Gabriela mal chega na cidade e já seduz todos os homens, entrando por acidente na fonte

Para os que reclamavam da fata de produções brasileiras decentes ou esperavam por uma adaptação recente de um romance brasileiro ( comparado a outros países, a gente praticamente não adapta livros para a TV ou o cinema ), Gabriela se mostra uma série com muito a oferecer. Altamente recomendado!

Indicação de série: How I Met Your Mother

Muitas pessoas vem falando há bastante tempo dessa série pra mim. Os outros seriados que eu estava assistindo acabaram, estava à procura de novos programas e adivinha qual foi a diversão do feriadão? How I Met Your Mother!

Engraçado, descontraído e com leves toques de romance, está aí uma série um tanto do baú que vale o seu tempo! Os episódios sempre começam com Ted, já com uma família em 2030, narrando a seus filhos como ele conheceu sua mãe ( coincidência com o nome da série? Imagina! ). Daí retornamos a 2005, quando as coisas realmente aconteceram. Ted vive com seu melhor amigo Marshall, que está noivo de Lily, quem vive pelo apartamento dos dois. Barney também faz parte do grupo e se julga o melhor amigo de Ted. Sedutor, tarado, engraçado e cheio de planos engenhosos ( que sempre envolvem garotas ), ele lembra um pouco o Stifler de American Pie, apesar de não ser tão sacana como ele. É o personagem que mais se destaca, sempre com suas tiradas hilárias. Logo no primeiro episódio já sabemos quem é a mãe dos adolescentes escutando a história. Trata-se de Robin, uma bela jovem pela qual Ted se apaixona de cara e, por isso, o que rolou entre eles acaba não dando certo. Ela entra no grupo aos poucos e vamos sentindo alguns toques de tensão entre os dois, sempre havendo uma promessa da relação retornar em algum momento ( pois sabemos que irá, pois ela é sua futura esposa! ). A série traz conflitos diversos ( em sua maior parte amorosos ) dos personagens. Eles se metem em confusões ou situações engraçadas, nas quais Barney costuma surgir com uma solução meio louca e bem divertida. Os atores são muito bons, figuram otimamente as personalidades hilárias desses jovens nova iorquinos.

A brincadeira mais divertida de se fazer com amigos encalhados hahaha

Estou ainda na primeira temporada e posso afirmar que o seriado é muito bom. Talvez, conforme eu vá assistindo ( são 7 temporadas até agora! ) eu traga outro post que fale de How I Met Your Mother. Enquanto isso, façam como eu, assistam e boa diversão!

Conhece a série? Caso não, gostou? Divida seus comentários conosco! 

Especial Os Vingadores #06 – HULK!

Fala galera! O post de hoje sobre um integrante de Os Vingadores, que estreia dia 27 de Abril nos cinemas brasileiros, é sobre o Hulk, e seu alter-ego, Bruce Banner.

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Bruce Banner é um cientista americano, que costumava estudar os raios gama. Após um acidente com esses raios – dos quais o atingiram em cheio – ele adquiriu a “habilidade” de, quando estiver com raiva, se transformar em um monstro gigante e verde, com muitos músculos, uma forço extrema e a pele impenetrável, do qual chamam de Hulk. Criado por Stan Lee( sempre ele…) e Jack Kirby( outro criador de personagens e desenhista da Marvel, que infelizmente já falecera) em 1962, dando continuidade a revolução nos quadrinhos após a criação do Quarteto Fantástico.

Habilidades: HULK – Super-força, indestrutibilidade da pele. BRUCE BANNER – Inteligência e conhecimentos apurados da ciência.

Curiosidades: o Hulk, inicialmente, iria ter a coloração cinza, mas por um problema na impressão dos quadrinhos, ele saiu com a cor verde. Devido ao enorme sucesso, os executivos da Marvel decidiram manter a cor verde no personagem, que viria a se tornar uma de suas marcas registradas, levando a ser chamado de “Gigante Esmeralda”.

Produções do Audio-Visual inspiradas em Hulk.

O Hulk, como muitos já sabem, teve uma famosa série de televisão, do qual o personagem-título era interpretado por Lou Ferrigno, completamente pintado de verde. A série levou a produção de alguns filmes. Os longa-metragens mais recentes do Gigante Esmeralda são Hulk( dirigido por Ang Lee, em 2003) e O Incrível Hulk( dirigido por Louis Leterrier, em 2008). Esse último já fazendo parte do Universo Marvel nos cinemas, até com uma participação especial de Tony Stark na última cena.

Hulk e Os Vingadores

Nos quadrinhos, o Hulk já foi uma ameaça – e motivo principal para unir Os Vingadores. Após controlado, passou a fazer parte da equipe, como visto no filme. Tal ameaça será vista no filme, durante uma cena – ou mais, ainda não se sabe.

É isso, pessoal! Espero que tenham gostado.  E não se esqueçam…

AVANTE VINGADORES!

Você NECESSITA assistir Community.

Um detalhe que venho notado nos últimos anos é que as séries de TV vem se tornado cada vez menos originais, principalmente no gênero humorístico. As mesmas fórmulas de sempre, reutilizadas com um formato diferente, é o que caracterizam a maioria das séries de humor. Eis etnão que surge Community – uma série inovadora que, além de contar com personagens RIQUÍSSIMOS de conteúdo e uma trama original, consegue achar espaço para um roteiro inteligente e referência aos seriados e filmes clássicos.

Mas do que se trata Community? Bem, basicamente, Community conta a história de um grupo de estudos formado por pessoas com os mais diferentes tipos de personalidade, se aventurando no dia-a-dia de uma faculdade comunitária. Simples, admito. Mas lembre-se: em qualquer mídia, não é O QUE, e sim COMO tudo é mostrado.

Os personagens e como são desenvolvidos na trama.

Jeff.

Jeff é o típico galã, que conquista tudo e todos com frases de efeito que causam impacto. Sendo um ex-advogado e o líder do grupo de estudos, Jeff é um personagem genialmente desenvolvido, pois as suas características racionais( a inteligência, a habilidade nas palavras e a persuasão) sempre que podem são contrapostas com o lado emocional dele, como vemos no fim do episódio da primeira temporada em que a sua professora termina o namoro entre eles, e na luta no episódio “Especial de Natal( que de natalino não tem quase nada), ele, ao invés de lutar como havia combinado com o valentão da universidade, pensa duas vezes e resolve tornar aquilo em algo pacífico, exatamente como uma de suas amigas havia lhe pedido desde o início do epísódio, somente tendo sucesso nessa cena.

Abed

Abed é um dos personagens mais geniais da série, pois ele não possui NENHUMA característica pessoal além do fato de amar Cultura POP. Sim, ele se resume a isso. Portanto, Community encontra ai o seu espaço para fazer inúmeras homenagens a séries e filmes antigos: Abed incorpora diversos personagens – incluindo ALIEN( é, o “8º Passageiro, de Ridley Scott), Robocop e Han Solo, da saga cinematográfica de Star Wars. E isso, além de render inúmeras risadas ao espectador, consegue homenagear grandes feitos históricos do audiovisual.

Pierce

Pierce é o já clássico idoso rabugento, racista e homofóbico. Mas, o que diferencia Pierce dos demais é a sua falta de amor próprio. São inúmeros os episódios onde ele se nega para ficar perto de Jeff, ou de Troy. E essa falta de amor próprio é tão grande que Jeff usa ela a favor dele mesmo no episódio “Modern Warfare”, ao usar Pierce como isca para atirar no “Glee Club”. Porém, Pierce consegue ser um tanto imprevisível, como vemos no episódio em que ele ajuda Shirley na sua apresentação sobre bolinhos.

Troy

O jogador de futebol americano que sempre anda com o casaco do time para impor respeito aos demais. Esse é Troy. Mas, será só isso mesmo? Não. Troy quebra o estereótipo do esportista narcisista, ao se revelar um super discreto nerd e sensível. Em situações extremas( como esperar por 15 horas seguidas por um teste que sua amiga Annie prometeu fazer e ver que a mesma amiga bateu em um policial com tanta força que ele desmaiou), Troy chora, grita e extravasa de diversas maneiras. As caretas que ele faz, além de seus ataques de histeria estão entre os momentos mais engraçados da série.

Shirley

A “mãezona” do grupo de estudos, é, além de um refúgio materno para todos( menos Pierce, já que Shirley, além de ter uma idade aproximada da dele, é afro-descendente, e já sabemos que Pìerce é extremamente racista, então dá para imaginar o resto.), uma maneira do seriado fazer uma crítica aos religiosos mais dedicados: como no episódio especial de Natal da primeira temporada, em que Shirley – sendo uma cristã e adoradora de Jesus Cristo – mostra que guarda rancor e é vingativa, o que levas os outros personagens a se perguntarem: “Se ela é cristã e isso a torna uma pessoa boa, por que então ela está se vingando?”. Além disso, Shirley também mostra que uma mulher com uma idade mais avançada podem sim se enturmar com mulheres joven – e até serem melhores amigas.

Annie

Annie é a prova viva de que todos podem dar a volta por cima: ex-viciada em drogas, após passar por uma clínica de reabilitação, tornou-se a garota mais meiga e encantadora de todas. Mas, por outro lado, o roteiro da série revela que até os mais belos seres podem possuir defeitos. Annie é egoísta e manipuladora, e vemos isso mais claramente na segunda temporada. Outro personagem interessantíssimo de Community.

Britta

Britta mais serve para ser uma paródia da “mulher honesta”, que sempre tenta ser correta com tudo e todos, sem demonstrar desvios de personalidade. E isso nos leva àquele conceito de Community: nem tudo é o que sempre afirma ser – Britta sempre desliza nas suas tentativas de ser sempre correta, além de namorar um idiota como Vaughn. No mais, ela é a personagem mais desinteressante da série.

As referências de Community

Beetlejuice

Lembra daquele filme dos anos 80, Os Fantasmas se Divertem? Pois é, e lembra daquele detalhe no filme, em que você tem que falar “Beetlejuice” três vezes para o fantasma aparecer? Então, Community, uma vez por temporada, mostrou alguns dos seus personagens falando essa palvra. E, na terceira temporada, quando a palavra foi dita pela terceira vez, quem foi que apareceu? Olhe para o plano de fundo da imagem, e dêem boas risadas com essa referência GENIAL.

 

Pulp Fiction

Lembro-me até hoje quando foi anunciado que Community faria um episódio em homenagem a Pulp Fiction, e isso fez um alarde tão grande que “Pulp Fiction” ficou nos TT’s BR durante um dia. O episódio faz diversas referências ao filme, mas no final o episódio se mostrou uma enorme referência ao filme “My Dinner With Andre”. Mais uma piada, só que agora essa foi feita com os espectadores.

Community_Pulp_Fiction

As outras referências.

Temos aqui um exemplo das diversas outras referências de Community. Você pode conferir o resto clicando aqui e aqui.

O Predador // 1ª temporada, episódio 23: Modern Warfare

Community: de um modo geral.

Community é engraçado, original e único não só pelas características que já citei, mas também por sempre apostar em novos formatos, conteúdo e maneira de contar histórias e de desenvolver personagens. A cada episódio, nos divertimos novamente, pois um novo tipo de narrativa é empregado, os personagens são aprofundados e a amizade entre ele é mais detalhada. Mas, diferentemente de outras séries, Community não fica apelando para frases de efeito simples e diretas: Community MOSTRA a amizade deles melhorando, não só pela atuação magnífica por parte de todos, mas pelas situações em que eles estão vivendo naquele momento. É uma série memorável, uma das melhores de todos os tempos, junto com Lost. E, para terminar, gostaria de explicar uma coisa:

Community >>> The Big Bang Theory.

Se você assiste The Big Bang Theory e acha que naqueles caras são nerds – e que os nerds vivem daquela maneira -, você precisa assistir a Community. Seus conceitos serão reavaliados por você mesmo.

Até já, e GO GO, HUMAN BEINGS!!

Indicação de Série – American Horror Story

É meio difícil que você não tenha ouvido falar dessa série por aí. Isso porque muita gente anda comentando dela. E não só o pessoal do twitter e outras redes sociais. Vários críticos tem a elogiado e tão logo sua primeira temporada terminou, o seriado já foi indicado ao Globo de Ouro. Eu soube disso e fiquei com um chamado para o episódio pilot na cabeça, mas sempre me prendia com essa coisa de ser de terror: “Será que vai ser super apavorante?”, “Vai ficar dando susto toda hora?” e por aí vai. Mas ontem ( primeiro dia do ano ), acabei assistindo 3 episódios de cara com a Igra ( que também gostou muito ). Adorei a série e esse é o motivo pelo o qual venho recomendar ela aqui para vocês hoje.

A série foca na família Harmon. Vivien teve um aborto espontâneo e, ainda nessa época, seu marido, Ben, a traiu com uma de suas alunas. Depois dessa experiência traumatizante, eles atravessam o país e se mudam para uma mansão na qual um casal de gays aparentemente se suicidou. A casa tem, não só por isso, uma má fama pela cidade. O casal tem uma única filha, Violet, uma jovem destemida e bem durona que vive fumando, escutando músicas pesadas e se cortando. Enquanto o casal conhece uma empregada que “veio com a casa”, uma vizinha que vive entrando seu avisar e sua filha com síndrome de down que também faz o mesmo, Violet conhece Tate, uma paciente de seu pai ( Ben é psiquiatra ) que gosta de várias coisas sinistras pelas quais a jovem sente interesse. Com essas novas figuras em suas vidas, coisas estranhas começam a acontecer com cada membro da família e o espectador sempre acaba sabendo um pouco mais que eles, apesar de ficar intrigado com perguntas que flashbacks de moradores anteriores na casa e conversas entre personagens que se relacionam com os atuais donos deixam.

Apesar do título e de sua proposta, o seriado não é assustador ao extremo. Claro, há várias partes que podemos sentir a tensão no ar e ficar com medo, mas não são sustos distribuídos por todo lado e seres monstruosos aparecendo em cada canto. É um terror bem mais interessante e intrigante do que aqueles que simplesmente querem fazer você pular da cadeira. O grande suspense que cada episódio deixa também contribui para essa atmosfera.

E se bater o medo, não tema, veja uma boa série de comédia para distrair 🙂

A série, nos EUA, é transmitida pelo canal FX. No Brasil, a emissora responsável pela mesma é o canal FOX. Vejam a página da série no canal nacional. Na emissora brasileira, a série é transmitida todas às terças às 23h.

O que acharam? Quem já assistiu? Quem quer assistir? Comentem! 🙂

Indicação de série: 2 Broke Girls

Duas jovens endividadas em Nova Iorque com um afiado senso de humor e um sonho em comum: abrir uma loja de cupcakes. Essa é a proposta da série 2 Broke Girls, que chegou a pouco ao Brasil pela Warner Channel, sendo exibida às terças e quintas, sempre às 20h30. O seriado é, com certeza, um dos mais engraçados que já assisti. As duas atrizes principais são muito boas de modo que não é só o que falam – pois o roteiro é cômico ao extremo – mas a maneira como falam – interpretando suas personagens, que são duas figuras.

Max é uma jovem com humor extremamente ácido que aprendeu a cuidar de si mesma há muito tempo. Ela trabalha como garçonete num bar de um subúrbio de Nova Iorque, onde sempre dá muitos foras e indiretas em seus clientes mal educados e impacientes – ou os que ela simplesmente achou estranhos. É também babá, em seus turnos ou dias livres, de dois bebês de uma ricassa bem esnobe que mal os toca. Depois das protagonistas, ela é com certeza a personagem que mais me faz rir. Max logo ganha uma companheira no trabalho do bar. Trata-se de Caroline, uma jovem rica que acabou de perder toda sua fortuna após seu pai ir para a cadeia. Ela não tem experiência em atender mesas, amigos – pois todos a abandonaram depois que perdeu todo seu dinheiro -, ou um lugar para morar, mas, mesmo assim, continua com sua pose e vestindo seu único traje de roupas de marca. É engraçado demais  vê-la tentando aprender o ofício que claramente não presta pra ela.

As duas logo ficam amigas e fazem uma dupla e tanto. Max faz cupcakes e os vende no bar. Os mesmos são bastante comprados e elogiados. Caroline os acha magníficos e decide que as duas devem juntar dinheiro para montar um negócio que envolva os bolinhos de Max. E assim elas seguem: Caroline fazendo planos maravilhosos e Max a apresentando uma realidade pouco agradável – na maior parte das vezes pessimista demais. Cada final de episódio mostra quanto é total da dupla em dinheiro para conseguirem a “cupcaketeria” ( elas precisam juntar 250 mil dólares ).

Beth Behrs ( American Pie Presents: The Book of Love e participações especiais em séries como NCIS: Los Angeles e Castle ) interpreta Caroline e Kat Dennings ( O Virgem de 40 anos e Nick e Norah – Uma Noite de Amor e Música ) interpreta Max.

Já assistiram à série? Querem assistir? O que acharam? Comentem ;D

Série: Once Upon a Time

Dessa vez eu decidi fazer um pouco diferente. Em vez de indicar um livro, vou indicar uma série. E, de qualquer forma, Once Upon a Time tem tudo a ver com livros. Mas se você estiver procurando um livro, deveria dar uma olhadinha na resenha de O Poder dos Seis.

Os contos de fadas da sua infância cresceram junto com você e agora estão muito mais intrigantes. Está duvidando? É porque você ainda não assistiu Once Upon a Time.

A nova série da ABC mistura uma trama interessante, o mundo real e tudo o que conhecemos sobre contos de fadas. Once Upon a Time acaba de começar e seu sucesso já levou à encomenda dos 22 episódios da primeira temporada. Só com os dois primeiros episódios foi a série com maior audiência entre as estreias da nova temporada americana. E, é claro, o ConversaCult foi pego pelo feitiço da Rainha Má. Ou pelo encanto do príncipe…


Sinopse:

“Era uma vez… uma floresta onde vivam todos os personagens de contos de fadas que nós conhecemos. Ou achamos que conhecemos. Um dia eles se viram presos em um lugar onde todos os seus finais felizes foram roubados. O nosso mundo.”

A série começa com essas palavras e o primeiro episódio é destinado a mostrar como isso aconteceu. A Rainha Má, como todos sabem muito bem, nunca gostou muito dessa história de “felizes para sempre” e decidiu se vingar. A Rainha criou uma maldição que prendeu todos os personagens mágicos no mundo real, parados no tempo e sem saber quem são. Mas isso significaria o “felizes para sempre” da própria Rainha e, como o mundo real não é bonito assim, há uma pessoa capaz de mudar isso. Emma, filha da Branca de Neve e do Príncipe Encantado, cresceu sozinha no mundo real com o peso do abandono nas costas, mas não se deixe enganar pelas princesas: Emma é uma mulher comum, atual e nem um pouco boba. Ela levava uma vida até bem real antes de um filho que ela abandonou 10 anos atrás aparecer na porta de sua casa dizendo que os contos de fadas… bem, que eles são reais.

A sinopse ficou um pouco grande, mas é porque Once Upon a Time não tem uma história simples e não merece ser confundida com o novo filme da Barbie. Apesar dessa história de Rainha Má, Príncipe Encanto, Princesa e unicórnios, não tem nada a ver com filmes tipo Encantada, da princesa presa no mundo real. Outra coisa que pode confundir (essa coisa de filho da filha da filha), Emma tem 28 anos, o filho 10 e a Branca de Neve parou no tempo, então não é uma série sobre adolescentes (como eu imaginei quando me falaram). Só para terminar: um medo que eu tinha era com os efeitos, porque é um tema que exige um pouco mais e corria risco de ficar aquela coisa mal feita. Não é uma superprodução, mas passou bem.

Pelos três primeiros episódios, o mecanismo da série é um tema para cada episódio explicando mais o que está acontecendo com base no passado. Por exemplo, o 3º foca na relação do Príncipe Encantado e da Branca de Neve, então vemos como está no presente e como eles se conheceram nos contos de fadas. É legal que às vezes essa transição acontece através das páginas do livro.

A trama, como eu já mostrei, é interessante sozinha. A cada episódio (e olha que até agora só tem 3!) surgem mais detalhes que formam dúvidas e constroem mais a história. A grande pergunta é: Como a Emma vai quebrar a maldição?

Agora, isso tudo fica melhor ainda com contos de fadas. O tempo inteiro na série você está relacionando com contos que você conhecia, não só com a Branca de Neve. Tem também Chapeuzinho Vermelho (personagem que encaixou muito bem na série), Pinóquio e outros, que já estão ou irão aparecer. Provavelmente terá de tudo.

Uma série sobre contos de fadas com uma trama interessante já deixa todo mundo feliz o bastante, mas Once Upon a Time vai mais longe: tudo isso acontece no mundo real. Você tem praticamente duas versões de tudo e é muito divertido comparar. A Rainha Má, a Branca de Neve e a Chapeuzinho Vermelho merecem destaque.

Once Upon a Time ainda tem atores bons, desde o garotinho Jared Gilmore, que já estreia a série roubando a cena, até a Ginnifer Goodwin (talvez você conheça de Ele Não Está Tão a Fim De Você) que faz a Branca de Neve e parece que finalmente está tendo seu talento aproveitado (não diga nada até terminar o terceiro episódio).Jennifer Morrison (Dra. Cameronde House!) como Emma, a Lana Parrilla como Rainha Má e Robert Carlyle comoRumpsksaksakskao também merecem ser lembrados. Ah, e se prepare para conviver com dois nomes: Josh Dallas (Príncipe Encantado!) e Jamie Dornan (o xerife que você queria na sua cidade – ou não).

A série é da ABC e tem um episódio novo todo domingo.

 

*Esse post é compartilhado com o ConversaCult.