Indicação de Filme: Na Estrada

Antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que não li o livro que deu origem ao filme –  não que me tenha faltado oportunidade. Alguns meses antes de lançar o filme tinha o livro em mãos, mas, sinceramente, fiquei com preguiça de ler, pronto falei!

Não costumo rejeitar qualquer livro, mas quando tem letras muito pequenas penso mil vezes antes de começar a ler. Agora, com o filme no cinema, lançaram uma edição especial. Com letras maiores, capa moderninha e leve para carregar pra qualquer lugar. Talvez um dia comece a ler, afinal, preciso ler mais biografias.

Por esse motivo, não criem expectativas! Não haverá comparações entre o livro e filme – no sentido deste último ser fiel ao primeiro.

Dirigido por Walter Salles, a história é baseada no livro de mesmo nome escrito por Jack Kerouac.

Após a morte de seu pai, Sal Paradise (Sam Riley), um aspirante a escritor de Nova York, conhece Dean Moriarty (Garrett Hedlund), um selvagem e carismático ex-presidiário. Determinado a evitar as armadilhas de uma vida, Sal cai na estrada juntamente com Dean, e isso se transforma em uma odisseia de mudança de vida física e emocional.
Sedento de liberdade, eles descobrem o mundo, o êxtase da experiência, a ligação da humanidade e, finalmente, eles mesmos.
O livro que influenciou uma geração inteira e ainda inaugurou uma nova forma de narrativa: o estilo Beat de escrever. Com palavras e idéias jogadas de forma verborrágica, instigando os sentidos do leitor a todo o momento, Kerouac faz algo inédito na literatura até então, vai além da simples descrição para inserir os leitores num universo de percepções, através do qual conta a história do estudante e escritor Sal Paradise e seus amigos. Lembrando que a história foi baseada nas viagens reais feitas pelo autor Jack Kerouac (Sal) e seu amigo Neal Cassidy (Dean).
Existem vários mitos em torno de On The Road. Um deles é que Jack Kerouac escreveu o livro inteiro em apenas três semanas, após ter passado sete anos na estrada com seus amigos. De fato, o original do livro foi todo escrito em abril de 1951 num rolo de papel para telex, escrevendo o autor durante 14 horas ininterruptas por dia um texto sem parágrafos. Porém, depois de anos sendo recusado por diversas editoras, Kerouac reescreveu o livro diversas vezes até ser publicado.
Mas quem ficou encarregado de levar a história aos cinemas foi Walter Salles, diretor brasileiro e queridinho em Hollywood. Eu sem dúvida toparia tomar um chá com bolachas com ele.

A produção não deixa a desejar em nada, ótima em cada detalhe. Completamente provocante, mas não tão polêmico. Apesar do excesso de drogas e muito sexo!

Talvez realmente essa seja a intenção do diretor, mostrar uma amizade que apesar de intensa é apenas uma amizade e mais nada, simples assim.

Amy Adams esta completamente irreconhecível, apesar dos poucos minutos aparecendo na tela. Mesmo não tendo nenhuma ligação, a personagem dela me fez lembrar muito a louca dos gatos (não sabe quem é? Conheça aqui).

Ah sim, Sam Riley esta lindo (já falei que adoro o sorriso dele?) com uma belissima interpretação. Beijos pra ele também!
Fiquei bastante triste porque a atriz brasileira Alice Braga aparece bem pouco nas cenas, mas mesmo assim me deixou cheia de orgulho. Adoro ver brasileiros em produções hollywoodianas.

Filmes sobre mochileiros sempre me chamam muita atenção, não só pelo
desempenho dos atores, que sempre tende a ser maior, mas também pelo fato dessas histórias serem reais, na maioria das vezes.

Os personagens realmente existiram, e por mais que haja talvez um certo exagero em algumas adaptações, aquilo de alguma forma aconteceu.

Mas fique ATENTO: se você é do tipo que vai ao cinema com a familia toda, recomendo abrir uma execeção! Afinal o filme é repleto de palavrões, drogas, sexo explícito.. Considere essa parte, com varias pessoas junto! Verdadeiramente uma loucura.

Já leu o livro ou assistiu o filme? Comente!

Indicação de Filme: A Vida Secreta das Abelhas

Tanto tempo que não apareço aqui né gente? Já estava com saudades, afinal não tem um post que publico no Blog das Resenhas que não receba comentários. É praticamente mágica, por isso muito obrigada!

O filme que vou falar hoje é ‘A Vida Secreta das Abelhas’, um dos meus filmes favoritos e, por incrível que pareça, da minha mãe também (podia falar isso aqui?). Na verdade as pessoas me pedem muitas dicas de filmes e sempre recomendo os meus favoritos ou os últimos que assisti. E esse sempre, sempre, sempre mesmo! Esse é bem elogiado, então vamos lá?

O filme a Vida Secreta das Abelhas se passa na racista Carolina do Sul de 1964. E conta a historia de Lilly Owens, uma garota de 14 anos que sofre pelo fato de ter causado um acidente que levou a morte de sua mãe. Ela vive com o pai T. Ray (Paul Bettany) que a maltrata por não perdoa-lá pelo ocorrido. Sem conseguir respostas de sua mãe através do pai, Lilly decide fugir com sua melhor amiga e empregada Rosaleen (Jennifer Hudson) mas a única pista que pode levá-las ao passado de sua mãe é uma pequena cidade do interior. Na cidade, elas conhecem as negras August (Queen Latifah), June (Alicia Keys) e May (Sophie Okonedo), que vivem de fabricação de Mel e são completamente respeitadas e totalmente independentes; e ao contrario do que Lilly pensa as irmãs Boatwright tem muito a dizer a ela.

O longa metragem é baseado no livro ” A vida secreta das Abelhas” escrito por Sue Monk Kidd que foi um premiado best seller. Assim como o livro, o filme é maravilhoso e nos deixa inúmeras mensagens sobre a vida mostrando que passado, presente e futuro se misturam como os favos de uma grande colméia chamada vida.

Com roteirista, escritora, diretora e as atrizes principais mulheres não tem como negar que o filme tem uma visão bem feminina. Os temas principais abordados são o  racismo e a vida em família, talvez muitas pessoas achem que o filme seja um tanto sentimentalista, por passar mensagens defendendo o correto, o bonito e principalmente o sensível. Mas na minha humilde opinião, vale muito a pena assistir. E se você ainda pensa que filmes assim são para “mulherzinhas”, tá na hora de se desapegar desse estereótipo!

Lembrando que nesse filme a Dakota ainda esta bem novinha, mas radiante. Ela protagoniza seu primeiro beijo na telinha e sim com o menino cuja a cor da pele é diferente da dela. Não isso não é um acesso de racismo (mesmo porque nem sou), mas a questão é que isso a 50 anos atrás era totalmente inimaginavel.

Também esta no elenco Jennifer Hudson, Alicia Keys e Queen Latifah, ambas cantoras e atrizes repletas de prêmios.

Pra quem esta estudando o racismo na escola, essa é uma boa dica. Sempre procuro assistir filmes históricos, assim fixo mais sobre o que estou aprendendo ou o que já vi. Ajuda bastante!

 Trailer:

Já tinham assistido o filme? O que acharam? Comente.

Indicação de Filme: Julie & Julia

A dica de hoje podemos dizer que esta bem suculenta, afinal o filme ‘Julie & Julia’ é uma ótima indicação para você que ama comer bem e ao mesmo tempo não perde uma boa sessão pipoca!

A história contada é sobre duas mulheres que, apesar de viverem em mundos bem diferentes, descobrem que podem ter muito em comum: o gosto pela gastronomia.

Julia Child vivia na Paris de 1948, devido ao trabalho como diplomata do marido. Decide mergulhar no mundo da culinária e, ao entrar na conceituada escola Le Cordon Bleu, descobre que não era apenas um capricho, que realmente pode dar certo. A partir de então, passa a desenvolver livros de receitas, visando apresentar à dona de casa americana a culinária francesa.
Não se preocupe, não estou contando spoliers, isso é algo que se tem que saber antes de assistir o filme, é algo como uma sinopse da personagem.

Julie Powell tem 30 anos e trabalha no estressante mundo do telemarking. É uma escritora frustrada, mas resolve impor a si mesma um desafio: realizar as 524 receitas do livro de Julia Child ao longo de um ano e relatar suas experiências em um blog.

A história das duas durante a trama é contada paralelamente, mostrando o contraste entre a vida de ambas. É mostrado também o machismo que existe na profissão e a forma que essas mulheres conseguem driblar o preconceito que existe até hoje, em alguns casos.

É bem interessante a hora na qual Julie cria o blog e espera, sem muitas esperanças, as visitas e comentários dos leitores. Me identifiquei muito nessa parte, pois é kkkk.

A atuação de Meryl Streep é espetacular como sempre, desde o jeito de andar, a postura e a voz. Ela simplesmente é Julie. Já Amy Adams vem com a simpatia e a doçura de sempre, dando todo o charme ao longa.


A parte de Julia foi inspirada no livro de memórias My Life in France; a de Julie no livro Julie & Julia, que começou com o blog em que a autora narra parte de sua vida e as delícias e os fracassos de se tentar reproduzir alguns clássicos da gastronomia francesa, das receitas mais simples às mais trabalhosas, numa cozinha minúscula no Brooklyn.

Nora Ephron é conhecida por dirigir filmes de “mulherzinha”, mas esse é belíssimo e hipnotizante. Digo isso pelas várias cenas de comida, e como ela sabe muito bem dirigir a história de duas pessoas de épocas diferentes. O filme é bastante feminista, mas vale para homens e pessoas de todas as idades.

Se ficou curioso em conhecer o blog que deu origem acesse: The Julie/Julia Project
Já o livro é esse aqui. Tenho algumas curiosidades e diferenças do filme para o livro, mas isso vou deixar para outro post. Não vamos misturar as receitas não é mesmo?

Espero que gostem da dica! Já tinham assistido? Comente.

Indicação de Filme: O garoto de Liverpool

Desculpa gente, sei que o post de indicação de filme esta atrasado. Afinal o dia de postar ele é no sábado. Mas de qualquer forma antes tarde do que nunca!
Faz muito tempo que queria assistir “O Garoto de Liverpool”, mas com preguiça de alugar ou baixar da Internet, ele caiu em esquecimento. Mês passado depois de uma conversa sobre cinema e música com alguns amigos, descobri que um deles tem o DVD e sem duvida imediatamente fiz ele me emprestar! kkkk.
A historia contada no filme Nowhere Boy (“O Garoto de Liverpool” na tradução aqui no Brasil), é sobre nada mais nada menos do que a juventude de John Lennon. Ao contrário do que podemos imaginar, o longa metragem nos mostra toda a trajetória do britânico até chegar a banda que conhecemos tão bem: “The Beatles”.
Digo conhecemos  (independente de gostar ou não) porque se você não conhece está na hora de procurar saber que estamos em pleno século 21, e sim, existe uma coisa chamada Rock’n’roll! Talvez não saiba, mas começou aparecer na cabeça das pessoas por volta dos anos 40 e início dos anos 50.
Mas voltando ao assunto, em relação à formação da banda, pouco se fala durante o longa, o que não o deixa com cara de clichê.
Talvez esteja pensando que o filme é perfeito do tipo que assistiria todos os dias e choraria em todas elas, mas não é bem assim.
Em alguns partes o ritmo dele se tornar lento demais, o que o deixa cansativo certos momentos. Mas não fique assim, pode assistir, o cansaço é recompensando com belas cenas… Garanto.
Em relação a interpretação de Aaron Johnson como John digo que ele é simplesmente uma cópia do próprio! Não falo de aparência e sim de interpretação como tal.
Andei lendo algumas criticas que diziam que o Johnson não tinha sintonia com boa parte do elenco. Mas quando se interpreta John Winston Ono Lennon, um adolescente à flor da pele e com uma vidinha nem um pouco convencional, é a coisa mais comum que a pessoa que o interprete tente passar ao público esse certo desconforto do personagem, essa falta de sintonia da pessoa com o mundo.
Ao contrário do que se mostra nessa historia, John Lennon não era irritante e mimado, mas não é por causa disso que vamos julgar o ator por sua interpretação.
Em uma atmosfera tão cinematográfica, aonde existem milhões de filmes falando sobre o mesmo assunto, é difícil encontrar um bom, afinal as pessoas os veem e contam historias do jeito delas. Cabe a gente saber interpretá-las.
Uma coisa bem curiosa é que Sam Taylor-Wood, 43, e Aaron Johnson, 20, conheceram-se trabalhando como diretora e ator em O Garoto de Liverpool. Eles se apaixonaram e viraram alvo de escândalo na Inglaterra, por conta da diferença de idade. Mas mesmo com as fofocas, Aaron continuou sua vida ao lado da diretora e acabou tendo uma filha com ela. Ai, ai o amor! kkkkk.

Então alguém já assistiu o filme? Opiniões diferentes? Cometem.

Especial Os Vingadores #1: Thor

O escolhido pra começar esse especial foi o Thor, não porque ele é o mais lindo (bem, nesse quesito seria difícil escolher um deles pra começar) mas porque foi o que assisti mais recentemente. Então vou aproveitar que a memória ainda está bem fresquinha, kkk.

Antes de falar sobre o filme, nada melhor que passar a ficha inteirinha desse Deus, porque só pra esclarecer Thor é um Deus baseada na mitologia nórdica.

Filho de Odin, o Deus Supremo de Asgard (o céu dos nórdicos) e de Jord, a deusa da Terra, Thor é o príncipe de um outro mundo existente numa dimensão acima de Midgard, a Terra. Neste mundo existem outros diversos reinos como, por exemplo, a terra dos gigantes de gelo e Valhalla, o lugar para onde vão os espíritos dos guerreiros que morrem em combate.
Habilidades: Força, Resistência e Velocidade Sobre-Humanas
Capacidade de Provocar Tempestades Elétricas
Habilidades com o Mjolnir:
  • Vôo;
  • Manipulação de Energia;
  • Criação de Portais Dimensionais;

Contando os podres de Thor:

Quando Thor estava prestes a receber o comando de Asgard das mãos de seu pai Odin, forças inimigas quebraram um acordo de paz. O rapaz disposto a se vingar do ocorrido, desobedece as ordens do rei e quase dá início a uma nova guerra entre os reinos. Típico de garotinho mimado, podrezinho!
Enfurecido com a atitude do filho e herdeiro, Odin retira seus poderes e o expulsa para a Terra. Lá, Thor acaba conhecendo a cientista Jane Foster e precisa recuperar seu Mjolnir, enquanto seu irmão Loki elabora um plano para assumir o poder. Os guerreiros do Deus do Trovão vão atrás dele para resgatá-lo.
Existem várias diferenças entre a adaptação do cinema e as histórias do HQ, como por exemplo, no filme Thor se apaixona pela cientista e nas histórias em quadrinhos ele se apaixona por uma enfermeira com mesmo nome. Ainda, no HQ o herói leva Jave para Asgard, para se casar com ela, mas Odin mostra que a garota não está tão preparada para viver no meio dos Deuses. E assim, Thor acaba se convencendo e deixando Jane de lado, passando a namorar a deusa Sif. E a partir daí, formou-se um triângulo amoroso envolvendo o casal e o melhor amigo de Thor, o valente deus Balde.
O verdadeiro poder do Mjolnir.

Mjolnir é um martelo feito de um minério místico especial chamado Uru e forjado pelos anões de Asgard, os lendários ferreiros. Criado por Odin especialmente para Thor o super martelo é capaz de criar tempestades e furacões, gerar raios, abrir portais entre dimensões, desferir golpes poderosos, possibilitar que Thor voe, absorver qualquer tipo de energia, e lançá-la novamente de forma ampliada ao girar o martelo, há incríveis velocidades, podendo ser criado um escudo intransponível, podendo, também, criar campos de força, vórtex místicos onde o tempo pára, além de possibilitar os mais diversos encantamentos misteriosos. De acordo com a magia colocada no martelo, somente aquele que fosse digno poderia erguê-lo.

Nos HQ’s Thor também já teve várias identidades, mas não vou falar sobre isso… Afinal esse não é o foco do filme Os Vingadores não é mesmo?

Os Vingadores e Thor.

Atuando como herói na Terra, Thor foi um dos fundadores da equipe dos Vingadores ao lado do Homem de Ferro, Homem-Formiga, Vespa e Hulk. Formação original bem difetente do que é representado no cinema.
Ele permaneceu na equipe por muitos anos, Thor se envolveu em inúmeras batalhas para defender os seres humanos, sendo mundialmente reconhecido como um herói de grande valor.
Por hoje é só galera, espero que tenham gostando da primeira parte do especial, até o proximo post!

Indicação de Filme: Maria Antonieta

O filme conta a historia de nada mais nada menos do que Maria Antonieta (Kirsten Dunst) duquesa da Áustria, que aos seus 14 anos é mandada para França para se casar com o delfim francês Luís Augusto de Bourbon, que após a morte de seu pai se torna o rei de França, com o nome de Luis XVI (Jason Schwartzman). 
Deixando bem claro que o casório fazia parte de um acordo de harmonia entre as nações.
Na corte de Versalles, Antonieta é obrigada a seguir rígidas regras de etiqueta as quais não está acostumada.
Sozinha, sem orientação e perdida em um mundo de fofocas e disputas familiares, a jovem se rebela criando um universo particular dentro do palácio.
Festas, amigos e amantes começam a fazer parte de sua vida enquanto a revolução explode fora das paredes do palácio.
 O figurino do filme é magnifico, e durante algumas cenas o rosa e o azul são evidência. Na maquiagem, o blush e o pó predominam ( muitas vezes até demais! rsrsrs).
A trilha sonora é composta de muito rock´n roll, por incrível que pareça.
Brioches, macarons, chás, cerejas, morangos, cupcakes… sem duvida vão deixar você com gostinho de quero mais.
E como sempre Kirsten Dunst arrasa no papel de Maria Antonieta.

A diretora do filme Sofia Coppola recebeu o Oscar de roteiro Original pelo filme “Encontros e Desencontros” em 2004 mas foi vaiada no ano de 2006, em Cannes,  na primeira exibição do filme “Maria Antonieta”.
Um dos problemas do longa metragem é a falta de datas e o fato de que raramente é dito o nome de alguns personagens. Isso sem contar que o filme é cortado em vários acontecimentos muito importantes, o que complica ainda mais para quem não conhece realmente a história de Maria Antonieta. Mas, mesmo assim, o filme dá um show com seus cenários luxuosos e paisagens belíssimas.

 Trailer:

Tão Forte e Tão Perto

Escrito Por: Mirela Lemos
Ninguém pode negar, o Brasil fala de Futebol e Carnaval já os Estados Unidos ama fazer filmes que tenha algo relacionado ao atentado de 11 de Setembro.
Alguns podem achar algo repetitivo, mas se a historia é bem contada porque não?
A história dessa vez é de Oskar Schell que, após a morte do pai provocada pelo atentato de 11 de Setembro, encontra uma chave que ele acredita guardar algum segredo. O menino, então, resolve sair em busca de pessoas que ele imagina que conheceram o seu pai antes da sua morte. Sem a ajuda da mãe, ele resolve ir atrás de alguém que saiba qual é o verdadeiro segredo da chave. Mas, para isso, terá de superar seus medos e a dor da perda paterna.
A caminho dessa jornada ele encontrar pessoas de diferentes humores mas todos com um sentimento em comum, o amor, mesmo que representado de varias formas.
O filme que é baseado no livro “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto”, de Jonathan Safran Foer, foi indicado a duas categorias do Oscar.
A forma de como as emoções transbordam durante o desenrolar da historia é fantástico, em um momento você pode estar rindo com as esquizofrenias de Oskar mas em outros momentos você pode chorar com o carinho de mãe que tenta lidar com a perda de um marido e ao mesmo tempo sobrevive tentando consolar o filho, essa interpretação vem de Sandra Bullock que mesmo você imaginando que ela seja muito ausente durante o filme ao final ela pode te surpreender.
Mas também posso admitir que tudo tem seus altos e baixos, muitas vezes durante o longa metragem você vai ver as emoções na tela, mas não vai senti-las. Talvez seja como ver frangos de padaria assando, você vê eles ali… Mas não pode pravá-los (ao menos que compre, mas esse não é o caso). E porque isso acontece? Por pura falha de direção, prejudicando assim a criação do personagem principal.
Falhas, quem não tem? Apensar de tudo os personagens tem suas características e seus reconhecimentos.
Muitos criticam a interpretação juvenil de Thomas Horn, as vezes até dizendo que o garoto poderia ter se uma das parte mais ruins de todo o longa. Mas diria que ele traz em seus olhos  uma inocência e um expressionismo que colaboram para a criação do personagem Oskar e ao lado de Max Von Sydo, o vôzinho mudo, dão um show de interpretação. Diria até mesmo que Max completa Thomas em cada cena.
A trilha sonora fica por conta de Alexandre Desplat (O Discurso do Rei) e a  fotografia com Chris Menges (A Missão), que mesmo sendo britânico parece conhecer Nova York com a palma da mão.
O roteiro foi escrito por Eric Roth, a direção de arte de Peter Rogness e não poderia esquecer de falar  de quem fez o figurino tão peculiar de Oskar, a premiada Ann Roth.
Esse post faz parte do especial de Indicados ao Oscar 2012. Blog das Resenhas e Vende-se Cadeiras.