Tons e mais tons de erotismo

Até o início desse ano, conhecia muitos poucos livros com caráter erótico e toques sobrenaturais, ou simplesmente romances eróticos. Sabia que vários dessas linhas existiam para o modelo de banca, do qual li muitos poucos e não gosto. Já do modelo de livraria, conhecia alguns de vampiro, tais como a famosa série A Irmandade da Adaga Negra e Midnight Breed ( ambos lançados no Brasil pela Universo dos Livros ). De vários e vários títulos do gênero, li o primeiro da série dos vampiros guerreiros, Amante Sombrio. Se você quiser saber mais detalhadamente o que achei, é só conferir minha resenha, contudo, já resumo: apesar de cenas picantes bem feitas, o resto da história perde o foco e o romantismo baseado em todo o sexo e desejo carnal parece forçado. Acredito ser fácil, nesse tipo de livro, se perder e apelar demais para as parte calientes. Afinal, o público alvo desses romances está esperando exatamente isso: o envolvimento dos dois e um arrepio da pele na descrição minimalista dos toques íntimos. Mas deixar isso em quase absoluto destaque é não saber explorar uma história, seus personagens e, como mencionei acima, apelar. Deve-se agradar o leitor, mas não praticamente escrever quase tudo que ele quer. Acredito que é essa a maior polêmica dos livros eróticos dessa onda mais atual. Agrada pelo foco, pois é exatamente o que os leitores chave estão esperando, mas não como livro, de modo que alguém que não curte o gênero ou aprecia uma boa história pode sair bem decepcionado…

Após falar um pouco da minha opinião sobre esse tipo de livro, vou abordar essa “moda erótica” que tem feito bastante sucesso.

Cinquenta Tons de Cinza já é polêmico somente pela história de sua produção. Inicialmente publicado em sites como uma fanfic de Crepúsculo, a ideia era erotizar a série de Stephenie Meyer. Mais tarde a autora colocou os capítulos publicados em seu próprio site, porém com algumas modificações que afastavam a aproximação com os livros de Meyer. Quando publicado em formato ebook e impresso, o título Master of the Universe foi descartado, além do original ser divido em três volumes. O sucesso foi absoluto, chegando a vender mais que a série Harry Potter na Amazon.com. O livro é narrado pelo ponto de vista de Anastasia, uma jovem universitária que se envolve com o rico, atraente e misterioso Christian Grey. Acontece que o relacionamento dos dois tem termos um tanto incomuns e um caráter sexual bem latente. O livro conta com um elemento que foi muito criticado: BDSM ( bondage (prazer em amarrar e prender o(a) parceiro(a) )/disciplina, dominância/submissão, sadismo/masoquismo ). Esses detalhes são um exemplo do que está por trás do relacionamento dos dois. O livro está recebendo críticas variadas, porém, seu sucesso é inegável. Foi vendido para diversos países – inclusive para o Brasil, vendido para a Intrínseca num leilão milionário – e teve seus direitos de adaptação comprados também por um valor bastante alto. A versão brasileira mal chegou às livrarias e já vendeu boa parte de sua tiragem inicial.

Cinquenta Tons de Cinza está no papel de Crepúsculo e Jogos Vorazes na onda dos livros eróticos. Enquanto o primeiro e o segundo inspiraram uma inundação de, respectivamente, livros vampíricos e distópicos, a trilogia “pornô para mamães” está inspirando mais e mais romances com toques picantes e sedutivos. Um fato interessante é que, pelo menos as capas brasileiras desses livros, tem sempre a cor cinza. Coincidência?

Toda Sua é o primeiro volume da série Crossfire, de Sylvia Day. Não consegui encontrar muitos detalhes sobre o enredo. Fala sobre Eva, uma mulher que se apaixona por Gideon. Os dois se envolvem num intenso e picante relacionamento. O romance foi bastante comparado com Cinquenta Tons de Cinza e tem uma sequência com previsão de lançamento para Outubro no exterior. Dentre os comentários sobre a história, foi destacada a escrita da autora e as cenas calientes bem descritas. O livro tem previsão de lançamento para esse mês no Brasil, pela editora Paralela, selo da Companhia das Letras.

Belo Desastre é o mais jovem dos lançamentos eróticos. Conta a história de Abby, uma menina do estilo certinha, e Travis, um bad boy sedutor. O rapaz tenta conquistar a jovem a todo custo, mas não obtém sucesso. Decide então propôr uma aposta: se ele perder, ficará sem sexo por um mês; se ela perder, terá de morar no apartamente dele pelo mesmo período. Abby acaba perdendo e se muda para o apartamento de Travis, com quem iniciará um relacionamento conturbado com muito drama, incerteza, romantismo e, é claro, sexo. A autora anunciou que está escrevendo o mesmo livro pelo ponto de vista de Travis. Há projetos para uma série com os personagens coadjuvantes, mas nada confirmado ou que prometa seguir a mesma linha erótica.

Extra

Clássicos eróticos: Uma editora britânica irá lançar clássicos ingleses em uma adaptação erótica. Os escolhidos foram: Orgulho e Preconceito, no qual os fãs poderão ver um pouco mais de ação entre um dos casais mais famosos da literatura; Sherlock Holmes – Um estudo em Vermelho, onde o detetive e seu fiel escudeiro, Watson, estariam tendo uma intensa relação homossexual; e Jane Eyre, no qual a tensão sexual entre o casal finalmente não será mais reprimida. A crítica não tem sido muito boa e os livros tem sido chamados de coleção de pornô, ao invés de erótica. Contudo, a notícia é bem interessante.

E você, o que acha dessa onda de livros eróticos? Já leu algo do gênero? Leu alguns dos livros citados? Comente! 😉

Canal no Youtube e o primeiro vídeo

Como fã de vlogueiros literários ou simplesmente de blogueiros que gravam seus vídeos vez ou outra, sempre bateu aquela vontade de gravar. Eu fiz um post falando sobre quais canais eu gosto de assistir. Foram esses – pelo menos a maior parte – que me inspiraram a fazer meu próprio vídeo, mostrando livros e falando um pouco sobre eles. Responder tag’s, indicar obras de um tema específico e outros assuntos também são ideias muito legais, mas decidi me manter no campo tradicional, enquanto ainda estou passando por esse estágio experimental. Enfim, sem me estender muito no texto, pois o post é de vídeo mesmo, peço somente que, após assistirem, deixem seus comentários para eu saber o que estão achando e o que posso melhorar em futuras edições. Sugestão de temas também são muito bem vindas. E, claro, aqui o link do canal para quem curtir não esquecer de se inscrever: http://www.youtube.com/user/BlogdasResenhas. Espero que gostem 🙂

Livros citados:

Geração Subzero, de vários autores ( Editora Record )

Momo e o senhor do tempo, de Michael Ende ( Editora Martins Fontes – Biblioteca Goethe Institut )

Resposta Certa, de David Nicholls ( Editora Intrínseca )

Magia Roubada, de Mary Jo Putney ( Editora Bertrand Brasil ) – resenha:https://mestredasresenhas.wordpress.com/2012/07/04/resenha-magia-roubada/

Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus – Crônicas de amor e sexo, de Fabrício Carpinejar ( Editora Bertrand Brasil )

Quando o Youtube passou a roubar meu tempo

Apesar de meus tempos de ginásio sempre terem sido movimentados por aquela indicação ou outra daquele vídeo hilário que você não pode deixar de ver ( ok, confesso já de cara duas coisas: sempre assistia depois da época de sucesso – vide o porran, o puta falta de sacanagem e o clássico a luiza, que está no Canadá – e apesar de não tão presente, isso também teve lugar no ensino médio ), eu nunca fui o tipo de pessoa que gasta horas no YouTube. Os vídeos que eu vejo são de séries mesmo, que vocês sabem que sempre ocupam minhas horas livres. Fecha temporada, inicia uma nova, cancela tal programa, estreia um novo, sempre tem o que assistir ( como bem falei naquele post ). Mas acontece que, mais ou menos na metade desse início de ano ( não consigo ser mais específico que isso ), me entreguei a alguns canais bem legais que passei a assistir religiosamente. Seja no blog ou no Youtube, estou sempre vendo as novidades e aguardando mais ser publicado. Foi quando o Youtube decidiu que eu não estava ocupado o suficiente, e decidiu me entreter com mais uma coisa…

Pois bem, chega de introdução e lamentação, quero é apresentar a vocês o que ando assistindo. Confiram abaixo os blogs e canais que sempre merecem um play.

The Lizzie Bennet Diaries

O canal americano tem como proposta recontar a história de Orgulho e Preconceito por meio de um vídeo blog ( mais conhecidos como vlogs ). Porém, tudo com o toque moderno dos anos 2000. As 5 irmãs foram reduzidas para 3 ( excluíram somente as menos importantes, na verdade ) e moldaram um pouco as personalidades dos personagens para os dias de hoje, claro. Os episódios são muito divertidos, a maior parte narrados por Lizzie em frente à câmera, com algumas participações de Charlotte, sua melhor amiga, ou suas irmãs, Jane, a simpática e gentil, e Lydia, a festeira e saidinha. Os outros personagens são somente mencionados e aparecem por “reacriações” ( os personagens colocam alguns adereços e recriam algumas conversas do seu ponto de vista. Pra mim não há nada melhor que a Lizzie fazendo sua mãe ). A história segue a mesma linha do romance: Bingley chega ao bairro, Jane tem um certo envolvimento com ele e Lizzie despreza seu amigo, Darcy. O modo, em geral, como eles adaptam e dão continuidade à história é sempre interessante, nunca perdendo seu tom moderno e cômico. As personagens são bem desenvolvidas e nunca deixam de nos fazer rir. Um dos últimos vídeos trouxe Lydia, que é hilária sem pedir muito, comandando o episódio. Foi uma quebra de rotina bem legal, que conseguiu continuar bem o que estava sendo contado, e deu um capítulo memorável – de tantas besteiras que ela saiu falando. Quem gosta de Orgulho e Preconceito ou somente quer rir um pouco semanalmente ( ah, sim, saem episódios novos toda segunda e toda quinta ), esse canal é uma ótima pedida. O único porém é que os vídeos são em inglês ( os mais antigos já tem legenda em português e alguns legendas também em inglês ) e muitas partes são difíceis de se entender certas coisas que elas dizem ( com algum jogo, emprego ou lugar que eles falam sobre ). Até agora estou tentando descobrir um jogo que o Bingley convenceu a Lydia a jogar. Mas, se isso não é um porém pra você ou as legendas em português valem a pena serem aguardadas, não perca tempo, assita!

http://www.youtube.com/user/lizziebennet?feature=results_main

Books and Quills

Sanne é uma leitora holandesa que, na verdade, lê muita coisa em inglês ( digo muita coisa porque sei que ela não lê só o que mostra nos vídeos, mas, as obras que resenha são sempre em inglês ). Os livros que ela mostra são em inglês e ela só fala em inglês. Já tinha ouvido que holandeses falavam inglês muito bem, mas não imaginava que fosse tão bem assim. A pronúncia dela é muito boa, espero algum dia poder falar como ela. A maior parte dos vídeos são resenhas, mas às vezes ela traz assuntos aleatórios. Já teve de livros que ela comprou, um do dia da Holanda e outro sobre escrita, se não me engano. Os seus comentários são muito bons e os pontos que ela traz, sempre interessantes. O inglês dela é bem claro, então não creio que há problemas quanto a entendimento ( a não ser, claro, de esse canal não ter nenhum vídeo legendado, para quem sempre sente falta de legendas ). Mas vale sempre a pena experimentar. Para quem gosta de livros, principalmente os de literatura americana, está aí um prato cheio.

http://www.youtube.com/user/booksandquills?feature=watch

Garota It

Está aí um blog bem famoso do qual eu gosto mesmo é dos vídeos. Eu já li várias resenhas da Pam, mas elas não me agradam muito. Não sei se é o modo com ela escreve ou os pontos que ela trás a tona, só sei que não fazem o meu gosto. De qualquer forma, gosto bastante de seus vídeos e sempre espero por um novo sair. Ainda mais cedo nesse ano ela fazia vídeos de O que estou lendo?, comentando suas atuais leituras. Mas agora só saem os Na Minha Caixa do Correio, por conta de sua falta de tempo. Eu assisto de vez em quando alguns vídeos com esse perfil, mas se tem um que gosto mesmo é o dela. Tanto as coisas que recebe como o modo que ela comente me fazem sempre assistir. É bem bacana e vale bastante a pena.

http://www.youtube.com/user/pamgoncalves

Isaac Sabe!

Está aí um canal e blog dos quais eu gosto demais. Adoro as abordagens da Luara e suas comprar literárias. Apesar de ela sumir de vez em quando e dar sempre notas muito baixas, ao meu ver, para os livros, adoro o modo que ela escreve ( resenhas, textos com tema específico ou novidades que encontrou por aí ) e, claro, seus vídeos. Ela sabe comentar muito bem os livros e eu me interesso muito por suas leituras, por mais que não leia tantos livros daquele estilo. Ela gosta bastante de clássicos, romances adultos de autores renomados e outras várias coisas. O bom é que também sempre acabo de assistir com várias indicações. Sobre seus vídeos: ela faz vídeos resenhas, alguns Na Minha Caixa de Correio misturado com O que estou lendo? – onde trás leituras atuais e compras recentes – e outros aleatórios bem bacanas. Esse é um blog que sempre visito, adoro e recomendo pra quem se interessa pelo assunto.

http://www.youtube.com/user/luarafranca?feature=results_main

Link do blog: http://isaacsabe.wordpress.com/

Cabine Literária

O Cabine Literária é um canal sobre literatura, em especial fantástica, que traz sempre resenhas de livros e outros vídeos especiais, como de coleções ou o Cabine Literária Clube, onde um grupo de leitores resenham uma obra em vídeo. A maior parte dos vídeos são narrados pelo Danilo, que sempre trás muito pontos interessantes pra resenha e, além disso, escolhe títulos bem legais para o canal. A única reclamação seria que o seu tom de voz, por vezes, parece monótono demais. Isso me irritou a princípio, mas agora, já fã do canal, me acostumei. Imperdível para os leitores de literatura fantástica!

http://www.youtube.com/user/cabineliteraria?feature=watch

Vocês assistem algum canal bacana que gostariam de indicar? Gostaram ou assistem esses que eu recomendei? Comentem 😉

Não aderimos à greve e algumas coisas sobre a vida e o universo

Em homenagem ao nosso retorno…

Bom, acho que é possível ouvir o coro de aleluia depois de tanto tempo sem NENHUM post por aqui. Não clamamos por aumentos ou salários atrasados, só estivemos todos um tanto ( leia-se muito mesmo ) enrolados. Nos perdoem, não foi por mal, podem voltar a nos acessar, que ainda não estamos no fim – apesar da proximidade do final de 2012. Quando o apocalipse chegar em nossas casas, deixo um bilhete ou coisa do tipo. Quem sabe um vídeo! Se for um vídeo, nem precisam dar play, com certeza é o fim ( não só do blog como de TUDO ). Ou não.

Tufão lendo “A Metamorfose”, de Franz Kafka

Mas chega de blá blá blá e vamos gastar saliva – ou impressão digital (?) – falando sobre algumas coisas sobre a vida e o universo. Um post que eu estava doido para escrever por aqui já foi tão postado por aí que só me atrevo a fazer um breve comentário e indicar alguns links que gostei, os quais creio serem bastante válidos. Leiam o post da Talita, do No Mundo Editorial e assistam os vídeos da Ju, do Batom de Clarice e da Patricia, do Ainda  MininaMá. Se você clicou em algum deles, é isso mesmo, galera, quero comentar sobre preconceito literário. Acho que o básico já foi mais que dito: cada um lê o que quer e isso é ótimo. Seria muito bom se as pessoas lessem mais clássicos, cada leitor deveria arriscar – com um certo nível de maturidade, claro. Mas não é preciso julgar ou criticar aqueles que não gostam dessa obras. Não só defendendo os intelectuais de plantão, fãs que exaltam certos livros ou séries também não estão nada certos. As pessoas têm o direito de não gostarem e, sim, falarem mal de qualquer história que quiserem. O desrespeito também está errado, mas isso já é bom senso, o que abriria outra discussão…Não vou nem mencionar pseudointelectuais e pseudo pseudointelectuais ( aqueles tão pseudo que não saem da leitura axilar – como minha sempre diz -, aquela bem bacana na qual você leva um livro interessante, pode ser polêmico, bem falado ou famoso – você escolhe, mas se for os três é COMBO – debaixo do braço. Claro, lê-lo está fora de cogitação ).

Pessoal, eu comparei recentemente, bem superficialmente, literatura à música. Vejam bem: tem gente que escuta pop, outros que adoram rock, e muitos que se divertem com um funk. Cada um escuta o que quer e não deve impôr ao outro nenhum estilo. Mas, vamos combinar, músicas clássicas ou letras que tragam referências poéticas ou metáforas bem boladas têm um valor bem maior do que o hit do momento ou o funk da vez. Não é para os fãs dessas músicas “de mais valor” olharem com superioridade para as tendências, mas, claro, elas têm uma profundidade maior, sem dúvidas, e acrescentam muito mais do que a melodia que está na cabeça da maioria. Não é pra ninguém clamar seu estilo sobre o estilo de ninguém. Mas reconhecimento é preciso. Assim como certas bandas que o povo adora e outros ( muitos ) não perdem uma oportunidade de falar mal e tacar pedra. Caros, vocês acham mesmo que a banda não tem nada de bom ou que chame a atenção para o público de seus shows? – nem que seja o estilo de roupa ou o jeito dos membros do grupo. Caso não, tudo bem, mas não critique quem gosta e, principalmente, não falte com o respeito ( tanto com o fã quanto com os que produzem os sons que você tanto vai contra ). Deu pra relacionar a ideia com os livros? Pois é, pra mim, de um modo bem geral, é bem assim. Qual a opinião de vocês quanto a isso?

Essa semana estou ainda acabando de ler Feios e já iniciei O Resgate do TigreO primeiro ainda não me comprou totalmente como havia me cativado no início de sua história. Já o segundo está melhorando aos poucos. Mas para alcançar o nível das minhas expectativas – e do primeiro volume da série – terá de se esforçar um pouco mais…

Acabei a primeira temporada de Once Upon a Time. Muito bom! Pensei que não ia ter mais o que contar, mas, como é de se esperar dessas emissoras, me surpreenderam! Quando estiver perto da segunda temporada, penso em fazer um post comentando a season finale  e as expectativas quanto o segundo ano. O que acham?

Sem mais delongas, retornaremos essa semana com nossas atividades normais e o sorteio atrasado de Shadowspell! 😀

Sobre séries e listas

Antes de começar realmente a falar do que vim falar, vou comentar sobre o layout. Estava prometendo uma mudança no visual do blog desde o mês passado. Eu queria banners mais legais na barra lateral, além de um tema mais organizado, que privilegiasse, principalmente, as imagens e posts, e fosse, claro, no mínimo bacana. Mas aquela agonia de trocar o tema com o qual havia me acostumado há tanto tempo – e provavelmente você também se acostumou com – me corroeu por todo esse período, até quando a decisão foi finalmente tomada. O resultado me agradou muito, mas eu queria mesmo é ouvir de vocês. O que acharam do novo layout?

A série que mais estou assistindo atualmente, após a season finale de The Vampire Diaries.

Visuais de blogs pra cá, temas de wordpress pra lá, eu quero mesmo é falar sobre séries. Sobre as que vemos, as paramos de ver, as que nos forçamos a ver e as que largamos. Isso, sobre séries e listas, exatamente como o título ilustra. Existem tantas séries hoje em dia que fica difícil decidir quais vão nos tomar – ou nos preencher – o tempo. Os produtores estão sempre tentando inovar e a cada semestre chegam com novas, variadas e interessantes propostas. Por tanto, a lista dos quero ver, acompanho e acompanhava tende sempre a ser grande. Tudo por conta desse extenso mercado televisivo que nos trás mais e mais opções. Só por causa dele? Acontece que não é só essa chegada e novos programas que aumentam a listagem. Há muitas séries que nos atraíram no começo, decaem e continuam nos prendendo, como se a assistíssemos por obrigação, pela promessa de um dia voltarem a serem boas. Afinal, como não se apegar àquela série que te conquistou por uma temporada ou metade dela? Foram episódios que você assistia se divertindo e aguardava pelos próximos. Uma relação complicada, devo dizer.

Para organizar as minhas séries, faço um esquema próprio. Mantenho como meta uma temporada ( quando chega a níveis detestáveis de chatice, meia temporada ) para largar a série. Nos episódios de uma temporada, a série que andou decaindo tem que me reconquistar novamente. Caso não o faça, vou procurar outra para preencher o espaço, sempre tem uma! Quanto a séries novas, dou uma de emissora e julgo pelo piloto. Primeiro episódio muito bom? A primeira temporada merece uma chance. Primeiro episódio chato ou sem fundo? Nem preciso ver o segundo.

É, Zooey, você é linda, mas me impressionou mesmo só em (500) dias com ela…

Mas, agora parando de falar só na teoria, vamos incluir alguns nomes. Uma série que eu descartei logo no primeiro episódio foi New Girl. Eu achei super clichê e sem graça, acho que nem ri no piloto inteiro. Daí foi cortada da minha lista, não importavam os comentários entusiasmados que ouvia. Minha intuição prova-se correta agora, quando a primeira temporada acabou e muitas pessoas têm algumas críticas a fazer ao programa. Uma que me comprou de olhos fechados foi 2 Broke Girls. Eu ri demais no primeiro episódio, tanto que fui logo ver o segundo e me desatei em risos mais uma vez. Resultado: estou no final da primeira temporada ainda gargalhando muito. Sobre uma série que me decepcionou: Pretty Little Liars. Eu não sei bem o que houve do meio pro final da primeira temporada, mas o programa começou a me parecer mais chato e como se revelasse muita pouca coisa e confundisse muitos personagens com diversas linhas de tempo. Parecia, na verdade, que eles estavam enrolando o espectador. Acabou que eu abandonei a série antes do final da segunda temporada. Muita gente continua curtindo com o programa a caminho de seu terceiro ano, se não me engano, mas não funcionou pra mim, infelizmente.

Alguém que tenha visto o season finale da terceira temporada consegue não estar morrendo pela quarta?

O bacana dessas listas são aqueles lugares sempre fixos. Como posso eu não guardar sempre um lugar para The Vampire Diaries e The Big Bang Theory? São séries muito boas que eu não consigo ver decaindo – e espero que os produtores nunca estraguem.

Qual sua experiência com listas de séries de TV? Quais séries você já se decepcionou com? Quais programas você tem a sensação de que nunca vai abandonar? Comentem 😉

Economia Literal

Para os viciados num papel impresso, se segurar na hora de mandar ver nas comprar não é nada fácil. Muitas vezes a gastança não só é muita como acabamos nos decepcionando com os livros que adquirimos no mês – sendo que nem temos tanto dinheiro assim e/ou não podemos comprar mais obras para compensar o estrago. O ideal não é ter uma “mão boa” para comprar “Os Títulos” ou pensar mil vezes antes de cogitar em levar uma obra para casa. Precisamos somente ser compradores – leitores – conscientes. Claro que ninguém é perfeito e quando se fala de literatura somos todos frágeis, mas aí vão umas dicas para evitar gastos e desapontamentos desnecessários na hora de escolher seus livros.

Com o que se tem

Muita gente tem livros em casa – mesmo que não sejam seus e sim da sua mãe, seu pai, irmão, tio, avó, avô, cachorro… – que nunca leu. Para evitar gastar por um ou dois meses, vale a pena selecionar alguns deles para ler e economizar esse dinheiro a fim comprar um(s) título(s) que você estava querendo. Se você guardar dinheiro por dois meses, não vai ser mais proveitosa sua compra no terceiro mês? Além disso, explorando obras da sua casa, você pode encontrar romances e autores que você talvez nunca fosse ler, mas que são bastante interessantes. Claro que você pode se decepcionar, mas sempre tem um que vai agradar você.

Troca-Troca

Sempre acontece de você ter um amigo que também gosta de ler. Que tal fazer uma sociedade literária? Você empresta alguns livros seus para ele e ele empresta alguns livros dele para você. Isso não só elimina alguns itens da lista dos que você queria ler como também faz você maneirar na gastança – o mesmo caso do exemplo acima.

Uma pessoa uma vez me disse: se três amigos que gostam de ler comprarem um livro por mês cada e, após acabarem a leitura do que compraram, emprestarem a obra para o colega, você lê 3 livros num mês pelo preço de um só. E isso é uma ótima maneira de salvar o bolsinho de todo mundo e ler a vontade, não é mesmo?
Ainda sobre trocas, uma opção muito bacana são os sites de troca. Existem vários desses pela internet a fora, mas, para mim, o melhor disparado é o Skoob Plus. Para ter acesso você precisa ter uma conta no Skoob ( um site onde você monta sua estante virtual ) e colocar os livros que você deseja trocar na sua página de troca. As pessoas veem que seu livro está disponível e requisitam o mesmo. Daí o próprio site libera o endereço do interessado na sua página e, dentro de alguns dias, você deve estar postando por correio e colocando o código de rastreamento no site. Quando o livro chegar na casa do novo leitor, a pessoa precisa atualizar seu perfil dizendo que recebeu e você automaticamente ganha um crédito para requisitar qualquer livro disponível para troca. O Skoob também organiza sorteios entre os usuários que mais trocam livros por mês e entre os que trocaram pelo menos uma vez. Eu já participei umas 3 vezes desse sistema de trocas e posso dizer que funciona muito bem. Aliás, o Skoob também é uma ótima maneira de organizar a lista dos seus desejos literários ( ver o item Atualize sua lista ).

Sobre compras e compras

Ok, eu sei economizar dinheiro para comprar livros, mas na hora de adquirir os meus queridos sempre acabo me decepcionando. É mesmo? Bem, aí vão algumas dicas para você acertar na hora de investir sua economia:

Em livraria física

Nessas livrarias, quase nunca tem promoção louca de livro a 10 reais, mas, de vez em quando, sempre acontece de rolar um desconto bacana. Tem uma livraria perto de sua casa? Visite-a com regularidade e vá perguntando para os atendentes sobre promoções – quem sabe eles não fazem só porque você está enchendo o saco insistindo?. Uma boa opção também são os livros de bolso e edições econômicas. Antigamente, só encontrávamos livros de bolso de clássicos e outros livros mais cabeça. Porém, hoje em dia, sai livro de bolso de várias obras super bacanas. Se procurar nessas seções, vai encontrar com certeza algum título interessante e ainda super acessível. Também vale notar as edições Vira-Vira da Saraiva e as versões econômicas. As primeiras podem ser encontradas nas livrarias físicas da franquia – geralmente perto dos caixas. São sempre dois livros em um só ( Você vira ao contrário e tem outro volume ). Tem muitas edições de autores que pubicam várias obras ( vide Sidney Sheldon e Agatha Christie ) como também de séries ( já vi da Mediadora e Diários do Vampiro ). A edição é feita em parceria com a editora Record, por isso os títulos são sempre dessa editora. Esses Vira-Vira estão na faixa de 10 a 20 reais ( alguns são bem grossinhos ). As versões econômicas são geralmente de livros muito caros ( de 40 a 60 reais ). O papel é de menor qualidade e a capa sem orelhas e mais fina, pequenos detalhes para baratear o produto. A saga Millennium, que custava originalmente uns 50 reais, pode ser encontrada a 20 reais. O box com a trilogia também custa 60 reais em alguns lugares. As editoras andam sempre fazendo essas versões, basta só correr atrás delas.

Livrarias virtuais

Se você já se rendeu à era tecnológica, sabe que a diferença de preço entre essas livrarias e as físicas é absurda. Nelas econtramos promoções de 48h onde os livros estão todos com frete grátis ou descontos de até 50%. É magnífico quando algo do tipo acontece. Se você tem receio por conta do pagamento pelo cartão, saiba que há como pagar por boleto, uma forma mais segura e sem erros. O melhor site para se comprar online – por conta das promoções – é sempre a Submarino. Mas, se você quer uma dica, todo livro que você for comprar pela internet, é melhor usar o Buscapé. Este é um site de busca pelo qual você encontra os melhores preços para aquele produto. Às vezes, você encontra diferenças de 5 reais, mas isso já é bom, pois já cobre o frete. Aliás, sobre isso. Algumas livrarias – menos a Submarino, que não tem loja física – tem a opção de entregar os livros nas suas próprias filiais. Isso faz com que o frete seja de graça – ou mais barato, não tenho certeza -, ou seja, uma ótima opção para quem acha as entregas salgadas.

Os Sebos

Muita gente não gosta de sebo, pois eles têm muitos livros velhos e mal cuidados. Mas, acredite, tem muita coisa boa e nova por lá! A Igra, aqui do blog, encontrou Jogos Vorazes por 20 reais – e bem perto do lançamento. Isso além de outros títulos com preço bacana que você não encontra por aí tão fácil – tem edições que não são lançadas novamente no mercado e você só encontra nesse lugares( e o melhor: às vezes com um preço super camarada ). Vale a pena bater perna por alguns sebos. Mas, se você não é chegado a pesquisar preços e obras nesses lugares, existe um site muito bacana. Trata-se do Estante Virtual, uma aglomeração virtual de sebos. Digitando um título nele, você rastreia o preço de diversos sebos pelo país. Daí você paga da mesma forma de uma livraria virtual e recebe o livro em casa. Também tem a opção de você encontrar um sebo da sua cidade que tenha o livro por lá e ir à caça do mesmo – para economizar no frete. Sebos não são tão simples de se encontrar boas coisas, mas podem esconder minas de ouro – em livros, claro.

Outras dicas

Bienal: A grande feira de livros é famosa por ser careira, mas, na verdade, esconde boas promoções. Uma boa deixa é economizar um dinheirinho para o evento e gastar nos estandes com promoções de 10 a 20 reais. Consegui comprar 5 livros na bienal passada gastando 70 reais ( sendo que dois deles me custaram 20 e o resto só 10 ). Comprei livros que geralmente custam 30 ou 40 reais por somente 10. Não acham que vale a pena guardar a vez para a feira e comprar um acervo que vai durar mais de dois meses?

Lançamentos não! : Durante a época dos lançamentos, os preços dos livros ficam altíssimos. Por isso, evite comprar livros que acabaram de chegar às livrarias. Você quer muito eles? Fique ligado em blogs literários e nas redes sociais da editora. Lançamentos sempre são sorteados por esses meios, quem sabe você não acaba ganhando um? Ainda sobre sorteios, não deixe de ir aos eventos de lançamentos desses livros. Você sempre concorre à própria obra como a vários brindes legais e às vezes até a mais livros.

Fuja das séries: As séries de livros são a ruína dos leitores. Quando você acaba de ler um volume, já quer ler o outro. E, claro, geralmente esses livros nunca estão naquele preço bacana ( ainda mais que você normalmente o quer durante o lançamento, o que é proibido – ver item acima – ). A melhor solução é ou organizar uma sociedade ( mais ou menos o que vemos no item Troca-Troca ), onde cada um compraria um volume, ou simplesmente evitar as séries ao máximo. Analise bem uma coleção de livros antes de comprá-la. Elas podem te levar a adquirir vários exemplares sem muita necessidade.

Atualize sua lista: Tenha sempre em mãos uma lista com seus desejados e vá riscando os que te decepcionarem. O legal é visitar blogs e sites que tragam resenhas de livros para ir balanceando quais tiveram uma avaliação mais positiva. Ou também consultar amigos e familiares. O Skoob é outra ótima maneira de organizar seus desejados. Clique na opção desejado do livro para adicioná-lo a essa seção de sua estante. Cada livro também tem sua página por lá. Ficar verificando as notas e resenhas dos usuários é uma boa para ir desmarcando as obras da sua estante.

E aí, pessoal? Gostaram das dicas? Tem mais alguma para nos ajudar? Comentem ;D

Cartas, renas e um bom velhinho

Natal é uma das minhas datas favoritas do ano. E isso porque ela carrega tudo o que eu mais espero – mesmo que inconscientemente – de todo ciclo de 365 dias: aquele cheiro especial ( leia um pouco sobre cheiros natalinos na crônica da Igra ), aquelas comidas que dão água na boca ( e que arregalam os olhos ), a família reunida contando histórias que você gosta e não gosta de ouvir e os presentes que você fica animado para ganhar, ao desembrulhar e, às vezes ( partes chatas da data especial ), decepcionado. É tempo também de entregar aquelas surpresas que você guardou no mês de Dezembro ou até mesmo gastou um bom tempo preparando ou juntando dinheiro. Tempo de dar aquele abraço apertado nas pessoas que você vê e não vê, mas que adora e pode demonstrar isso porque, bem, é Natal! Mas, crônica natalina já teve, então eu paro por aqui. Minha proposta com esse artigo é falar da criação dessa data que gosto tanto e que posso que ver que muitos também adoram ( vide shoppings lotados e enfeites com motivos natalinos sendo comprados em massa ).

Todo mundo já conhece a história do nascimento do menino Jesus e que desde então comemoramos seu aniversário. A ceia até tem essa ideia de celebrar a chegada do salvador e algumas famílias ainda preservam a tradição da missa do galo ( tradicional missa católica realizada à meia noite no dia de Natal ). Mas, o que raios a árvore, os presentes e o bom velhinho tem a ver com tudo isso? Bem, vamos por partes.

A árvore – Um pessoal lá da Grécia e do Egito antigos já adoravam árvores específicas. A tradição era a mesma em alguns povos pagãos da Idade Média que não só veneravam às árvores como também as levavam para suas casas e colocavam presentes embaixo delas. E isso nunca teve a ver com Natal. Mas, como essas figuras religiosamente fervorosas antigas não podem ver um paganismo ( né, Guinevere? que nem é freira nem nada… ), um certo monge do século XVIII logo declarou que a árvore era um símbolo sagrado e por isso, deveria ser ligado à Jesus. Então a tradição foi conectada ao Natal e passada a frente. Era comum enfeitar as árvores desde a antiguidade ( mesmo que não com pisca-pisca e derivados ), o que foi transmitidos para os povos católicos e ganhando nova forma com a comercialização de toda a data. Em vários países, podemos ver árvores de natal monumentais que são montadas anualmente. Aqui no Rio, temos a bela árvore da Lagoa ( que, pelo nome, deu pra ver que fica numa lagoa ). Ela se acende toda de noite, no meio da…lagoa, podendo ser vista de perto pelas pessoas que andam de pedalinhos por ali ou avistadas de longe pelos que passam pelas margens. É muito bonito.

Árvore de Natal da Lagoa - Brasil - RJ

Árvore de Natal em Rovaniemi, Finlândia

Árvore de Natal na Trafalgar Square, em Londres.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Árvore de Natal em Paris, França

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Papai Noel – Eis a parte na qual todos estavam interessados. Porque a árvore é muito legal e a explicação foi bem bacana, mas, o que é Natal sem o símbolo do generoso velhinho de roupas vermelhas que todos amam? – mesmo sabendo que ele não existe desde os…10 anos? Bem, além de ser um símbolo mais forte que a Árvore de Natal, o Papai Noel tem uma história mais curiosa e bem mais longa. Por tanto, eu, que adoro narrar, vou me divertir, e vocês, tentem aguçar a curiosidade natalina para ler tudo até o final, combinado? Pois bem, vamos lá!

Essa coisa de que não existe um velhinho que se preocupa com todos não é bem verdade. No século IV, o arcebispo São Nicolau Taumaturgo, da Turquia, distribuía sacos com moedas de ouro pelas chaminés para os desafortunados e ainda presenteava crianças sem condições, tudo isso anonimamente. Várias versões apontam esta figura como a base para a criação de dois personagens do Natal: o São Nicolau e o Papai Noel. Como essa transição do santo para um símbolo natalino ocorreu primeiramente na Alemanha, por lá, mesmo com a existência da figura do Papai Noel, eles também preservam a imagem do São Nicolau. No dia 5 de Dezembro, as crianças colocam sapatos para fora de casa e, quando acordam, no dia 6 ( o dia do São Nicolau ), encontram doces dentro de seus calçados. Dizem que essa tradição do santo também é mantida em outros países, principalmente os europeus.

Não sabe-se ao certo como foi feita a diferenciação entre São Nicolau e Papai Noel, mas a questão é que muitos preservam ambas figuras como símbolos distintos do Natal, com datas e tradições que se divergem. E, embora isso não tenha uma resposta, a transformação de um bispo que ajudava os carentes para um velhinho de roupas vermelhas com renas e uma morada no Polo Norte já tem como ser explicado. E isso puxa outra história…

As bochechas dele estavam como rosas, o nariz dele como uma cereja!
A pequena boca divertida dele era tirada para cima como um arco
E a barba do queixo dele era tão branca quanto a neve;

Imagem do Papai Noel de Thomas Nast

O trecho acima foi retirado do poema Uma Visita de São Nicolau, escrito em 1822 pelo professor de literatura grega Clemente Clark Moore. Consegui encontrar o texto inteiro num blog, para quem quiser ler. Nesse poema, Moore descreve a visita da figura Natalina na data especial. Pela primeira vez, associamos à figura do Natal o trenó cheio de brinquedos puxado por oito renas , a chaminé e um ar mágico e bondoso que o bom velhinho emana. Apesar de mais próximo do personagem atual, suas roupas eram de um tom marrom e ainda faltavam certos elementos, como o gorro, sua morada no Polo Norte e os duendes. O visual do Papai Noel como o conhecemos veio na edição de Natal do ano de 1886 da revista Harper’s Weeklys, onde o bom velhinho foi desenhado pelo cartunista Thomas Nast. Utilizando a ideia do cartunista e aproveitando para divulgar a marca no inverno, a Coca Cola divulgou em suas garrafas a imagem do Papai Noel com o traje vermelho e branco ( não só as cores escolhidas por Thomas Nast como também as cores de seu logo ). Logo o refrigerante ficou conhecido por criar a figura atual do bom velhinho, o que na verdade é mentira, uma vez que a divulgação de 1931 somente propagou a imagem já existente.

Papai Noel desenhado por Thomas Nast

Muitos dizem que o Papai Noel mora no Polo Norte, mas, principalmente na Europa, é dito que sua morada ( e sua morada já inclui a fábrica dos duendes, a mamãe noel e um lugar para as renas, claro ) é na Finlândia. No Brasil, em Penedo ( pequena cidade do Rio de Janeiro ), há uma vila do Papai Noel. Como a cidade foi colonizada por finlandeses, o local é oficialmente considerado a casa de verão do bom velhinho. A Finlândia leva bem a sério isso de considerar que o Papai Noel mora por lá. Eles tem um website para o escritório do Noel ( http://www.santaclausoffice.fi/main.php?kieli=eng ). Você pode encomendar uma carta do Papai Noel com seu próprio nome no cartão vindo direto da casa do bom velhinho! Confira: http://www.santagreeting.net/letters.html. Cada cartão custa em média 7 euros ( um tanto caro! ), mas, de qualquer forma, é bacana saber que existe uma central só de correspondência do Noel.

No Brasil, os Correios tem uma campanha há 22 anos de apadrinhamento de cartas. Instituições de crianças enviam cartas para os Correios e este abre uma seleção de ajudantes que irão responder as cartas e padrinhos, que irão presentar as crianças que as escreveram com um presente que ela desejam. Visite o site da campanha e saiba mais: http://www.correios.com.br/papainoelcorreios2011/index.cfm. Infelizmente o período de inscrição de voluntários já acabou. Quem curtiu ( que nem eu! ), fique ligado no ano que vem!

Bem, creio que é tudo. Então, gostaram? Alguma informação extra que gostariam de dividir? Espero que tenham curtido o post natalino especial 😉

Um Feliz Natal para todos, pessoal!