Resenha: Diários do Vampiro: Reunião Sombria

Crítica -Se em A Fúria, a atmosfera do livro já estava mudada, em Reunião Sombria esta se transforma completamente. Com a retirada de Elena do centro da história, Bonnie começa a expor sua opinião, compartilhando com o leitor seus sentimentos. Além dela, os outros personagens não menos importantes, amigos de Elena, recebem um destaque maior. Esse livro explora a relação do grupo e como este não consegue viver sem Elena, a menina de ouro, fazendo tudo para seguir suas ordens – mesmo que ela não esteja 100% presente. Depois de A Fúria, é o melhor livro da série. Estranhei bastante, no início, a falta de Elena, mas Bonnie se mostra uma ótima protagonista, desenrolando o mistério intrigante de forma bastante envolvente. Esse é um o livro mais misterioso e assustador da série.

Resenha – Num ato de sacrifício, Elena se joga ao sol com Katherine, matando a vilã. Como nossa heroína também é vampira, Elena morre. Entretanto, diferente de Katherine ( que queima no sol , Elena tem uma morte diferente, por ser uma vampira jovem, acabando por flutuar – em espírito – num mundo paralelo.

Seus amigos ficam muito sentidos com sua segunda morte e seus amores, os irmãos Salvatore, saem da cidade. Bonnie, a amiga paranormal, tem um sonho esquisito, onde Elena tenta lhe avisar algo sobre um feitiço. Intrigada, a menina fica entre acreditar ou nao em sua visão.

Caroline dá uma festa surpresa para Meredith e, ainda chocada, Bonnie conta sobre seu sonho com Elena. As outras meninas que estavam na festa, Vickie e Sue, decidem usar uma tábua de Ouija para se comunicarem com Elena. Esta as avisa de um grande perigo que está próximo e fala de um feitiço de invocação.

Logo após esse episódio, todas as luzes se apagam e as garotas ficam correndo assustadas pela casa. Depois de alguns gritos de Sue, as luzes se acendem e, na sacada, Vickie está retraída em um canto e Sue, morta,  jogada no chão com cacos de vidro ao seu redor. Algo poderoso fez aquilo tudo acontecer. Algo que está perseguindo Elena – mesmo numa realidade paralela – e quer matar todos os seus amigos.

Matt se une a Meredith e Bonnie. Os três fazem o feitiço de invocação e chamam Stefan a Fells Church. Junto com ele, vem Damon, o sanguinário vampiro que pode tornar tudo um pouco mais difícil. Com o estado de Vickie, alguém deve ficar a vigiando para que, assim, o poder que ainda ronda pela região não a mate.

Stefan, Meredith, Matt e Bonnie vão até a capela onde Sue está – com Damon cuidando de Vickie – e descobrem que está teve seu sangue drenado, porém, não por um vampiro.  Eles vão até a biblioteca, a pedido de Stefan e, descobrem algo revelador que pode ajudá-los muito. Tyler está envolvido com esse poder e, caso interrogado, pode revalar-lhes várias coisas.

Enquanto tentam receber informações  de Tyler, Vickie é morta e Damon não impede o vampiro. Stefan briga com o irmão e necessita se comunicar com Elena. Por meio do transe de Bonnie, o casal se reencontra e os dois amigos conhecem ao verdadeiro mal : Klaus, o vampiro que transformou Katherine e, agora quer matá-los por terem desprezado sua cria. O vampiro é um dos originais, os que surgiram no mundo sem serem transformados. Matá-lo pode ser mais difícil do que eles jamais poderiam imaginar.

Unir-se é mais que necessário. Será que juntos, Stefan, Matt, Meredith, Bonnie terão alguma chance contra Klaus e Tyler ? Com um final revelador e uma batalha arrasadora – a verdadeira Reunião Sombria -, este é o quarto e último livro da primeira trilogia da série Diários do Vampiro.

Leia as resenha dos outros livros da série + o programa de TV :

Diários do Vampiro – O Despertar

Diários do Vampiro – O Confronto

Diários do Vampiro – A Fúria

The Vampire Diaries

Em breve teremos um Decifrando com a capa do livro. Aguardem !

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Festival de Vampiros – Entrevista com a Liz Vamp

Para finalizar o nosso Festival de Vampiros temos uma entrevista MUITO legal com a própria Liz Vamp, criadora do Dia do Vampiro! O Blog das Resenhas que conduziu a entrevista por telefone.

Site oficial da Liz Vamp aqui.

E aqui vai a transcrição até onde o áudio permitiu:

Qual a maior atração dos vampiros para as pessoas?

O poder de vida eterna e de sedução. Acho que os vampiros tem um poder maior, uma energia diferente, tem um poder maior de sedução. O legal de eles viverem esses anos todos, possuir a imortalidade seria, poder com ela estar evoluindo cada vez mais, porque eles têm anos e anos para adquirirem experiência, cultura etc, mas o que eu vejo das pessoas que me procuram vendo como podem virar vampiras é, exatamente, por que querem virar vampiros para terem a vida eterna, mas também para serem poderosas e seduzirem quem quiserem (risos).

Em sua opinião, porque o tem é tão popular, tanto na literatura quanto no cinema, e parece nunca sair de moda?

O vampiro significa, praticamente, tudo o que o homem almeja. O fato de que ninguém quer morrer, você não vê vampiro pobre (risos)… Eles são atraentes, sedutores. Conseguem sempre o que querem, são belos e poderosos.

Às vezes a coisa que amedronta, atrai. Essa coisa do vampiro ser um ser misterioso e causar algum medo pode, em contra partida, causar alguma atração. Então, eu acho que o mistério deles é o principal fator para que eles sempre voltem à moda.

Quais livros, filmes e séries de vampiros te influenciaram?

Gosto de vampiros desde minha infância e, nessa época, vampiro era mais Conde Drácula mesmo. E, realmente, o Drácula é ótimo, mas eu gosto da filosofia dos vampiros, o que eu vejo nos vampiros. O vampiro muda de acordo com a ótica do autor. O que nos temos de mais importante é a visão do público geral. Infelizmente, o temos mais mesmo dos vampiros são influências do exterior. Começou com Bram Stoker, os filmes de Drácula, depois, foi para a onda da Anne Rice e depois foi para a Stephenie Meyer. Eu sou amiga de vários autores de literatura fantástica brasileira, mas o grande público não tem acesso a essas pessoas, ouviram falar, às vezes, de um ou outro autor nacional. Em uma revista que dedica dez páginas à série Crepúsculo, dão, às vezes, algumas linhas a algum autor brasileiro. Então, é complicado, porque, como conheço a obra desses autores, sei que suas obras não deixam a desejar a nenhum desses ícones internacionais.

Voltando as influências, acho que me inspirei na minha visão sobre eles.



Na minha ótica, o vampiro não é um ser devasto, assim como alguns pensam. Ele se alimenta de humanos e, como são parecidos com humanos, parecem ser monstros. Na verdade, acho que o vampiro é um romântico. Ele procura uma essência. Sexo para o vampiro não é tão importante, ele não se importa com todos esses rótulos (gays, lésbicas, etc…), que são tantos (risos) que nem sem mais quantos são. Não existe vampiro hétero ou homossexual, ele é a essência vampírica. Esta essência pode estar em um corpo feminino ou em um corpo masculino. Ele procura algo que o alivie durante a eternidade. Por isso, o amor entre vampiros e humanos para sempre é uma coisa difícil de lidar com. Esse assunto que está sendo muito abordado pela série Crepúsculo. Acho complicado o fato do Edward não querer morder a Bella, mas não querer que ela morra (risos). Ele tem decidir o que quer (risos) entre vampiros e humanos é uma coisa meio complicada. Seu amado (a) vai morrendo de tempos em tempos e você vivendo. Em minha opinião, o vampiro não é um monstro. Para mim, ele estaria no topo da cadeia alimentar. Ele se alimenta do ser humano e, por este fato, é considerado um monstro, mas, muitos vampiros não fazem com sua vítima, o homem, que está abaixo dele na cadeia alimentar, o que este faz com os animais, que estão abaixo do mesmo. Como exemplo, temos o baby beef. É um filhote que é retirado antes da hora de nascer e, então, ele é confinado dentro de um lugar pequeno, para ele não criar musculatura e o alimentam por uma janelinha. Isso é atrocidade! Ser humano é bom? (risos) Por isso, para mim, os vampiros não sem nem do bem nem do mal, são, simplesmente, outra espécie. Se aqueles que pudessem transformar os humanos em vampiros, somente transformassem os que valem a pena, seria formada uma espécie muito superior ao ser. Defendo a teoria de que os vampiros deveriam tornar alimento aqueles humanos maus, os humanos que só sabem fazer maldades para os outros cometerem crimes hediondos e, aqueles que contribuem com coisas legais para a humanidade, seriam transformados em vampiro e ganhariam a vida eterna. E, caso não houvesse mais humanos para servirem de alimentos, poderiam utilizar aquelas substâncias sintéticas, assim como o Tru-Blood.

Você tinha me perguntado de influências, mas eu acabei fugindo um pouco do tema. Eu acho que não tenho assim, muitas influências, porém, tem uns filmes que são bem legais e, acho que todos que gostam de vampiros deveriam assistir. Fome de viver, Garotos Perdidos, Entrevista com o Vampiro, Drácula, de Bram Stoker.

O que o vampiro ideal deveria ter?

Bem, primeiramente, essa coisa de crucifixo não rola (risos). Isso é uma coisa muito ligada à religião, ao vampiro católico, a história do Conde Drácula, pois ele foi amaldiçoado pela Igreja. Não vejo sentido no alho também, a não ser pelo hálito, porque, na verdade, o vampiro tem um olfato apurado (risos). Aliás, todos os seus sentidos são mais aguçados que os do homem. Quando ele passa de humano para vampiro, passa a ser uma criatura com os sentidos mais apurados. E, é claro, se um ser humano é muito veloz, quando passa a ser vampiro ele vai ser mais veloz. Aquela habilidade que você tinha, quando humano, muito boa vai melhorar muito mais.

Resenha: Diários do Vampiro: A Fúria

Crítica -Mais uma vez, começamos no ponto que o livro anterior acabou. Logo no primeiro capítulo, vemos muito sangue e intrigas. Isso é só uma pequena prova de como a atmosfera calma, misteriosa e romântica, que comentei nas últimas resenhas, irá mudar. O livro é três tem muitas revelações e ainda mais suspense. Ficamos surpresos e ainda mais presos e encantados com a história. O típico traço de L. J. Smith, comentado na última resenha, no qual a luz, o amor e a amizade livram o mundo do mal é mais forte do nunca. Ainda mais em tempos de escuridão, como os do terceiro livro, esses sentimentos devem estar a flor da pele. Li em algum site da internet que a autora queria passar a idéia de que, quando Elena muda, ela para de ser fútil, enxergando como tudo a sua volta é importante para sua vida. Vemos que nossa personagem, acostumada a ser a rainha da escola, perde seu posto e suas habilidades em O Confronto, entretanto, é só em A Fúria que Elena vê Fells Church como sua cidade, onde moram todos que ama e que a fazem feliz. Com muitas surpresas, reflexões e pactos de amor e de amizade, A Fúria, para mim, é o melhor livro da série – até agora. Recomendo para todos que gostam da série e, por algum motivo, pararam de lê-la, para os que gostam de terror, suspense e, é claro, vampiros.

Resenha – Elena foi perseguida por algo poderoso, algo que tinha sede por seu sangue, algo que a queria a ver morta. Essa entidade foi bem sucedida até certo ponto. Depois de tentar escapar, Elena acaba caindo da ponte com o carro de Matt, se afogando no rio e morrendo. O que o poder que perseguiu Elena não contava com e, provavelmente, ninguém que a viu caída, era a quantidade de sangue de vampiro, tanto de Damon, quando de Stefan, no corpo de Elena. Ela renasce vampira. Levantando do rio, ouve o chamado de Damon. Ela impede a briga, protegendo o que parece ser seu amado. De alguma forma, ao virar vampira, Elena pertence a Damon, amando-o intensamente e esquecendo Stefan.

Sua vida anterior está um tanto apagada e, como todos pensam que morreu, ela não pode ter contato com a mesma. Enquanto os irmãos Salvatore circulam livremente pela cidade, ela fica só, com o diário que Damon pegou de Caroline. Lendo suas próprias anotações, começa a lembrar de Stefan, de sua tia e de suas amigas. Volta para seu amado no dia do que seria seu enterro. Damon fica furioso com o fato de ela ter lembrado de tudo.

No funeral, os cães da cidade começam a atacar os humanos, furiosamente. Algo mal está rondando Fells Church; algo que agita os animais, incitando-os a atacar; algo que colocou Stefan no poço; algo que mordeu e controla Vicky Bennet e, principalmente, algo que tentou matar Elena e, não cumprindo sua tarefa, quer executá-la por completo.

É hora de Damon, Stefan e Elena trabalharem juntos para derrotarem esse mal que ronda a cidade. Em tempos de profunda escuridão, o amor e a amizade devem estar ainda mais fortes, podendo assim, derrotar o mal. Com algo tão forte por perto, um poder desconhecido e perigoso, será mesmo possível que o amor verdadeiro consiga vencê-lo ? Não se esqueça de uma coisa : Amor se escreve com sangue.

Curiosidades

. A série de TV que se baseia na série de livros já teve uma primeira temporada. No dia 9 de Setembro, estréia a segunda temporada nos EUA e, 22 de outubro, no Brasil, exibida pelo canal Warner Channel. Essa segunda temporada da série, ao menos pelo que vi pelos vídeos promocionais, se baseia no terceiro livro da saga, A Fúria.

. A autora já confirmou mais uma trilogia para a série e está procurando um nome para a mesma. Os livros já tem nome definido, são estes Phantom (Fantasma), Evensong (Canção do Anoitecer)  e Eternity (Eternidade). Jane está procurando um nome para essa trilogia e, quem der a melhor sugestão, ganha um livro autografado. Peguei essa informação por um post do blog Sucker for Vampires, entretanto, a informação original está aqui

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Festival de Vampiros – Entrevista # 2

Para festejar o Dia dos Vampiros nós conseguimos várias entrevistas com autores nacionais, mas vamos postar em partes! Porque quem disse que vampiros são bonzinhos?

Então hoje postarei as entrevistas de três autores mais experientes: Martha Argel, Nazarethe Fonseca e Michael Thomas Ford.

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Martha Argel é bióloga e escritora e já publicou muitos livros, de literatura fantástica e também sobre aves. Ela também trabalha como tradutora.

Nazarethe Fonseca é a autora da série Alma e Sangue, e já publicou muitos livros vampirescos.

Michael Thomas Ford já publicou vários livros, inclusive Jane Bites Back, lançado no Brasil como Jane Austen, a vampira, que terá uma continuação, Jane Goes Batty.

Todas as respostas do Michael estão traduzidas livremente.

.1) Qual a maior atração dos vampiros para as pessoas?

Martha Argel: Hoje em dia, acho que o que mais atrai as pessoas nos vampiros é a mistura de medo e de fascínio que eles provocam. O vampiro é perigoso, e pode ser um assassino, mas ao mesmo tempo ele preserva a juventude por toda a eternidade, e desperta o interesse das pessoas. Tudo isso faz com que ele represente um mistério a ser desvendado, e as pessoas adoram mistérios.

Nazarethe Fonseca: Acredito que seja a imortalidade e a sensualidade.

Michael Thomas Ford: I think the idea of living forever is very appealing to a lot of people. And the idea that you first have to die by being bitten in order to have immortality is romantic in a dark way. The vampire is the one monster that has been portrayed as being beautiful and enticing.

Eu acho que a idéia de viver para sempre é muito atraente para muitas pessoas. E a idéia que vc tem que morrer sendo mordido para ter a imortalidade é romântica de um modo sombrio. O vampiro é o único mostro que tem sido retratado como sendo bonito e sedutor.

.2) Na sua opinião, por que o tema é tao popular, tanto na literatura quanto no cinema, e parece nunca sair de moda?

Martha Argel: Uma das características mais interessantes do mito do vampiro é a capacidade que ele tem de se transformar com o passar do tempo, adaptando-se ao que a sociedade espera dele. O vampiro ficcional do século dezenove, por exemplo, tinha como objetivo seduzir e arruinar a vida de mocinhas de boa família; era uma época de moralidade muito estrita, e a ameaça a jovenzinhas puras e ingênuas devia parecer terrível então. No início do século vinte, o vampiro mudou e passou a ser um ser muito mais sanguinário. É interessante notar que tal mudança ocorreu principalmente quando surgiu o cinema a cores, e as plateias começaram a exigir emoções mais fortes – assim, cenas com muito sangue começaram a fazer parte da filmografia vampírica, com muito sucesso. No final do século vinte, esse vampiro vilão entrou em decadência. O horror vampírico não tinha como competir com horrores reais muito maiores, como cidades inteiras arrasadas pelas bombas atômicas estadunidenses, ou o genocídio praticado pelos nazistas. Então, na onda dos movimentos de amor livre, liberação da mulher e modos de vida alternativos, o vampiro mais uma vez se transformou, e passou a ser um rebelde sedutor, um pária da sociedade que vai contra o sistema, com um estilo de vida que, se por um lado choca a moral decadente, por outro seduz, apaixona e se torna um modelo a ser seguido. Por fim, no século vinte e um, o vampiro foi assimilado totalmente pelo sistema, e agora é politicamente correto, quase inofensivo e responde aos sonhos e anseios das pessoas. O vampiro agora faz parte da “turma” e, mais do que nunca, virou um ícone de adolescentes. Essa capacidade do vampiro se transformar, seguindo tendências culturais, garante-lhe uma incrível maleabilidade, mas o mais importante é que cada novo “modelo” de vampiro não implica necessariamente na extinção dos anteriores. O resultado, hoje em dia, é uma incrível diversidade de vampiros, que atendem o gosto de cada freguês, do mais romântico ao mais sanguinário. O vampiro é um camaleão, e sempre encontra um modo de satisfazer um público enorme e ávido por aventuras.

Nazarethe Fonseca: O vampiro nos acompanha há séculos em lendas, relatos, documentos. É difícil esquecer um “doce-inimigo”. Do mesmo modo que seduz, ele assusta. O vampiro é uma mistura de bem e mal. O arquétipo perfeito para que possamos perceber nossos medos, qualidades, defeitos, desejos. Acredito que o interesse sobre o assunto seja tão imortal quanto o mito.

Michael Thomas Ford: Unlike other monsters — werewolves or mummies, for instance — vampires can be reinvented over and over again. They can be portrayed differently and given any number of different personalities. In this way they are more adaptable than other creatures, which makes it possible for writers and filmmakers to create potentially unlimited numbers of stories about them.

Ao contrário dos outros monstros – lobisomens ou múmias, por exemplo – vampiros pode ser re-inventados repetidas vezes. Eles podem ser retratados diferentemente e ter qualquer número de personalidades diferentes. Deste modo eles são mais adaptáveis do que outras criaturas, o que faz com que seja possível para escritores e cineastas criar potencialmente inúmeras histórias sobre eles.

.3) Quais livros, filmes e séries de vampiros te influenciaram?

Martha Argel: Em termos de histórias de vampiro, minhas influências são todas de livros. Anne Rice, claro, foi por onde eu penetrei no universo vampírico. Depois dela, vieram Laurell K. Hamilton, Tanya Huff e P. N. Elrod, todas contemporâneas. Mas a maior parte de minha inspiração vem de outros gêneros literários, como as histórias policiais e os romances noir.

Nazarethe Fonseca: Quando criança, assisti à maioria dos clássicos sobre o assunto, com Christopher Lee; a lista defilmes sobre vampiros é extensa e passa até mesmo por “Força Sinistra ou Lifeforce”, um filmede ficção cientifica baseado no livro de Colin Wilson sobre vampiros do espaço. Acompanhei revistas em quadrinhos, como a antiga Cripta, mas sempre buscava o terror, o suspense.Acompanhei também séries como Vampiro a Mascara, Blade, Buffy, Angel, Moonligtht, recentemente True Blood, The Vampire Diaries , e vi alguns capítulos de Being Human, uma série inglesa sobre a convivência de um vampiro, um fantasma e um lobisomem. Quanto a livros, fui influenciada por autores como Bram Stoker, Charles Baudelarie – que mantém empoemas e contos uma atmosfera gótica que me toca bastante –, Edgar Allan Poe e Anne Rice.

Michael Thomas Ford: The first vampire movie I ever saw was THE RETURN OF COUNT YORGA. I was five or six, I think, and although the movie wasn’t scary there were some things in it that scared me deeply. In particular I remember a scene in which a hand bursts out of the ground and grabs the ankle of a young woman who is trying to run away from the vampires. As for more recent vampire-themed material, BUFFY THE VAMPIRE SLAYER influenced me in the sense that the show contained a lot of humor and portrayed vampires living in the everyday world.

O primeiro filme de vampiro que eu vi foi THE RETURN OF COUNT YORGA. Eu tinha cinco ou seis anos, eu acho, e apesar do filme não ser assustador tinha algumas coisas que me assustaram profundamente. Em particular eu lembro uma cena em que uma mão irrompe do chão e agarra o tornozelo de uma jovem mulher que está tentando fugir dos vampiros. Quanto a material vampiresco mais recente, Buffy a Caça Vampiros me influenciou no sentido que a série contém muito humor e retratou vampiros vivendo no mundo comum.

.4) Há muitos tipos de vampiros, desde que ele surgiram na cultura mundial, com várias forças e também fraquezas diferentes. Como um vampiro ideal deve ser para você?

Martha Argel: Essa é uma questão bem pessoal, pois cada pessoa tem seu modelo próprio de vampiro ideal. Para mim, os vampiros devem ser seres poderosos, amorais no sentido defazerem suas próprias regras, sem necessidade de respeitarem as regras da sociedade. Gosto de vampiros belos, sedutores, irresistíveis, mas para mim o fascínio vampírico deve aumentar ainda mais o perigo que eles representam, e não transformá-los em príncipes encantados, namorados perfeitos ou parceiros imortais. Meus vampiros são predadores, pois têm poder, e o poder corrompe. Meus vampiros têm, ainda, fraquezas que podem ser usadas pelos humanos contra eles, pois acho muito chatos os vampiros tão poderosos que não há defesa contra eles. Mas volto a dizer: essa é só minha visão pessoal, e não estou dizendo que todos os vampiros devam ser assim. Afinal, como eu já disse, uma das coisas mais fascinantes dos mortos-vivos imortais é a diversidade, e acho fascinante que existam vampiros para todos os gostos!

Nazarethe Fonseca: Dos relatos mais antigos sobre o vampirismo, ficaram algumas características como base para tudo o que vem sendo escrito e filmado sobre vampiros. O sol como destruidor do tecido imortal, aversão a relíquias sacras, água corrente, terra do solo onde o vampiro vive. Hoje existem vampiros que param o tempo, congelam coisas, não matam mortais. Mas eu prefiro me ater no mais tradicional, como poderes mentais, força física e mental, poder de deslocar objetos sem tocá-los. Habilidades com espada, necessidade de sangue, sensualidade, o sol ainda como fonte de destruição, caixões – sim, depende do vampiro, ele pode dormir em camas se o local for protegido da luz do sol. Acho que existe um limite dentro do próprio mito, mas há algo ótimo chamado liberdade criativa, e cada um fica livre para criar o seu “vampiro”.

Michael Thomas Ford: I don’t think there is an ideal vampire. Each kind has its own strengths. At the most basic level a vampire is simply an animated corpse, and they can be terrifying when portrayed that way, as in the classic move NOSFERATU, for example. But they can also be beautiful and alluring, as they are in the TWILIGHT books and movies. Personally, I like vampires when they’re frightening.

Eu não acho que há um vampiro ideal. Cada tipo tem as suas próprias forças. No nível mais básico um vampiro é simplesmente um corpo animado, e eles podem ser assustadores quando retratados dessa maneira, como no filme clássico Nosferatu, por exemplo. Mas eles podem ser lindos e sedutores também, como eles são nos livros e filmes Crepúsculo. Pessoalemente, eu gosto de vampiros quando eles são assustadores.

.5) Gostaria que os vampiros existissem?

Martha Argel: Quem sabe se eles realmente não existem? (risos)

Nazarethe Fonseca: Sim, seria interessante.

Michael Thomas Ford: I would like all sorts of remarkable things to exist. Vampires. Werewolves. Elves and dragons and mermaids. I think the world would be a much more interesting place if the creatures of our imaginations existed.

Eu gostaria que várias coisas extraordinárias existessem. Vampiros. Lobisomens. Elfos e dragões e sereias. Eu acho que o mundo seria um lugar muito mais interessante se as criaturas da nossa imaginação existessem.

.6) Ser vampiro pode ser ruim tanto quanto ser bom? Diga os prós e contras de ser vampiro.

Nazarethe Fonseca: Acho que ser mortal tem as mesmas desvantagens de ser imortal. Nenhuma existência é livre de limites. O sol é um grande limitador, sem falar que não se pode viver muito tempo em um mesmo lugar sem chamar a atenção. Afinal, não envelhecer é muito bom, mas chama a atenção. Sangue também é um problema. No geral, vejo como uma existência um tanto limitante, mas ao mesmo tempo muito rica.

Michael Thomas Ford: The good thing, of course, would be living forever. You would get to see how the world changes over centuries, and that would be fascinating. The cons would be having to destroy others in order for you to go on existing, as well as watching your non-vampire loved ones age and die.

A parte boa, é claro, seria viver para sempre. Vc veria como o mundo muda com o passar dos séculos, e isso seria fascinante. Os contras seriam ter que destruir outros para que vc continuasse existindo, como assistir os seus amados não-vampiros envelhecer e morrer.

.7) Dizem por aí que os tais anjos caídos, criaturas que agora estao “emergindo” na literatura, sao os novos vampiros. Concorda com o fato? Quem é melhor e por que?

Martha Argel: Não estou a par de todos os lançamentos recentes, por que simplesmente são numerosos demais, e o tempo não alcança para acompanhar todos. Acho que é normal que as editoras procurem novos “filões” para explorar. Não apenas isso: os autores tambémquerem tentar novos seres fantásticos. Assim, essa mudança de ênfase é uma coisa natural. Veja: quando o Senhor dos Anéis estava na moda, elfos, orcs e outros seres damitologia celta dominavam. Depois, com Harry Potter, vieram os magos e bruxos. Então os vampiros passaram a ser os tais. Mas mesmo aparecendo uma nova moda, os seres anteriores não desaparecem. Podem até estar meio obscuros, mas continuam cheios de fãs por aí. Não acho que seja uma questão de um tipo de criatura ser melhor que outro. Acho que, de novo, o melhor mesmo é ter essa diversidade, de modo que as pessoas possam escolher qual tipo de história prefere.

Nazarethe Fonseca: Não faço ideia, mas o certo que vários livros têm aparecido sobre o gênero. O certo é quetanto vampiros como anjos caídos tem seu charme. Vi uma série de filmes que me tocou, chamada “Anjos Rebeldes” (The Prophecy). O livro de Enoch para quem gosta do tema mais seriamente é muito interessante.

Michael Thomas Ford: Angels do seem to be a popular theme at the moment. I haven’t read any of the books about them, so I can’t say how they compare to vampires as literary creations. Certainly there is a lot within the angel mythology that’s could be interesting to work with, particularly the connection to God and what caused that connection to be severed. As to whether one type of creature is better than the other, I think it simply depends on what the person writing about them does with them.

Anjos parecem ser um tema popular no momento. Eu não li nenhum dos livros sobre eles, então não posso dizer como eles comparam com os vampiros como criações literárias. Certamente tem muito dentro da mitologia dos anjos que poderia ser interessante de se trabalhar, particularmente a conexão com Deus e o que causou essa conexão a ser decepada. Quanto se um tipo de criatura é melhor que a outra, eu acho que simplesmente depende do que a pessoa escrevendo sobre eles faz com eles.

.8) Ao seu ver, como transformamos um humano em vampiro?

Martha Argel: Cada autor tem seus métodos preferidos de criar vampiros. Você vai ter que ler meus livros para descobrir o meu!

Nazarethe Fonseca: O vampirismo é transmitido para um mortal por contaminação: a mordida é o meio; os angue, o veículo de contaminação. O mortal precisa ser drenado e depois beber do sanguedo vampiro. Daí em diante, ele vai morrer; e se for forte o suficiente, se tornara imortal e vampiro.

Michael Thomas Ford: That’s always been one of the big questions for anyone writing about vampires. Is vampirism a physical condition, or is it a moral one? Is it about destroying the human soul and replacing it with something else, or is it simply a disease for which there might be a cure? Both approaches work. One of the things Jane wrestles with in my book is just that — is she some kind of supernatural creature, or does she merely have a disease that keeps her alive forever?

Esta sempre tem sido uma das grandes questões para qualquer um escrevendo sobre vampiros. O vampirismo é uma condição física, ou é moral? Será sobre destruir a alma humana e substituí-la com outra coisa, ou é simplesmente uma doença para qual possa existir uma cura? Ambas abordagens funcionam. Um das coisas com que Jane luta em meu livro é justamente isso – ela é um tipo de criatura sobrenatural, ou ela meramente tem uma doença que a mantém viva para sempre?

.9) É possível a amizade ou o namoro entre um humano e um vampiro? Teria uma dessas relações com um deles ?

Nazarethe Fonseca: Acredito que sim, não os vejo como criaturas irracionais. Seria muito interessante conversar com um imortal. Claro, existem os vampiros acidentais; eles sim, são animalescos sem consciência.

Michael Thomas Ford: I think it would certainly be possible, although there would always be the issue of mortality vs immortality that would have to be addressed at some point. I would love to befriend a vampire and find out what that kind of existence is like.

Eu acho que certamente seria possível, apesar de que sempre haveria o problema da mortalidade versus a imortalidade que teria que ser lidado em algum ponto. Eu adoraria fazer amizade com um vampiro e descobrir como esse tipo de existência é.

.10) Na série de TV True Blood e na série de livros Southern Vampires Mysteries, de Charlaine Harris, vemos um mundo onde os vampiros podem viver normalmente na sociedade, se alimentando de sangue sintético. Você acha que isso seria possível? Haveria realmente paz?

Martha Argel: O ser humano não consegue ficar em paz nem mesmo consigo próprio! Num mundo onde pessoas se matam por terem religiões diferentes, opiniões diferentes, raças diferentes, a introdução de uma nova classe de seres “pensantes” com certeza ia dar mais motivo ainda para conflitos e mortandades.

Nazarethe Fonseca: Acredito que seria possível, mas teríamos muitos problemas. A humanidade não ia se contentar em contemplar a imortalidade. Acho que teríamos uma explosão demográfica de vampiros, como descrito no filme Daybreakers.

Michael Thomas Ford: I suppose it would be possible, but it’s not terribly interesting, is it? There’s something appealing about vampires being a menacing presence within the world, something threatening and exciting that goes away when they become your next door neighbors or the person who bags your groceries at the market. I don’t know if humans are ready for that kind of understanding.

Eu suponho que seria possível, mas isso não seria terrivelmente interessante não é? Tem algo atraente sobre vampiros ser uma presença ameaçadora dentro do mundo, algo alarmante e excitante que some quando eles se tornam seu vizinho ou a pessoa que ensaca suas compras no mercado. Eu não sei se os humanos estão prontos para esse tipo de compreensão.

.11) O que diria a um vampiro se encontrasse um deles?

Nazarethe Fonseca: Acho que ia convidar ela para jantar comigo. Risos.

Michael Thomas Ford: “Are you hungry?” If the answer were yes, then I wouldn’t stay around to ask anything else.

“Vc está com fome?” Se a resposta fosse sim, então eu não ficaria por perto para pergunta mais alguma coisa.

.12) Tem algum vampiro preferido? Pode ser do cinema, da TV ou de livros?

Martha Argel: Para ser sincera, meus vampiros preferido são os que eu mesma criei: Lucila (de Relações de Sangue), doce e delicada; Chico Justo (de O Vampiro da Mata Atlântica),cruel, selvagem e monstruoso; Francesca (de “A flor do mar”, em Amor Vampiro), decidida, fria e sofisticada; e um outro que ainda é segredo, que vai aparecer em Amores Perigosos. Dos vampiros de outros autores, eu gosto muito de Henry Fitzroy (dos livros de Tanya Huff, adaptados para a tevê como Blood Ties), Eric Northman (da Charlaine Harris) e Jean-Claude (da série Anita Blake, da Laurell K. Hamilton). Dos autores brasileiros, gosto das vampiras Kaori e Maya, de Giulia Moon.

Nazarethe Fonseca: Jan Kmam e Lestat.

Michael Thomas Ford: My favorite vampire is Nosferatu, from the 1922 film of the same name. To me he embodies the feeling of ancient darkness that makes vampires interesting. He’s the creature that hides in the dark and doesn’t want to be seen. He’s the creature we fear because he’s both dead and alive, and because he has the power to enchant us.

Meu vampiro favorito é Nosferatu, do filme de 1922 com o mesmo nome. Para mim ele incorpora o sentimento de escuridão anciã que faz vampiros interessantes. Ele é a criatura que se esconde no escuridão e não quer ser visto. Ele é a criatura que nós tememos porque ele é ambos morto e vivo, e porque ele tem o poder de nos encantar.

.13) Como vc vai comemorar o dia dos vampiros no dia 13 de agosto?

Martha Argel: Estou apoiando o Dia dos Vampiros, criado por Liz “Vamp” Marins em defesa da doação de sangue, da tolerância e da diversidade. Não vou poder estar presente no cortejo vampírico na av. Paulista, mas fiz um acordo com a Giz Editorial para que exemplares de Relações de Sangue sejam cedidos para sorteio entre os participantes do movimento e doadores de sangue que apóiam o evento. E nesse dia estarei na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, participando de uma mesa-redonda, juntamente com André Vianco e Giulia Moon, seguida de uma sessão de autógrafos de meus livros no estande da Giz. Os interessados podem encontrar mais detalhes em meu blog, http://vampirapaulistana.blogspot.com.

Nazarethe Fonseca: Vou estar na Bienal do Livro de São Paulo, no stand da Giz Editorial às 15 horas, com outros autores vampirescos. Falando sobre vampiros.

Michael Thomas Ford: Well, I didn’t know if was Vampire Day, so I’m afraid I didn’t do anything special. I did work on the next Jane Austen vampire book, though, so I suppose that counts.

Bom, eu não sabia que era o Dia dos Vampiros, então eu não fiz nada especial. Embora que eu trabalhei no próximo livro da Jane Austen, a vampira, então eu suponho que isso conta.

.Quer conhecer o trabalho desses autores? Clique nas capas dos livros para links de compra.

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Resenha: Vampiros em Dallas

Crítica – O primeiro livro ( resenha Morto até o anoitecer ) não foi corrido nem calmo, entretanto, eu sentia aquele  ambiente de interior do Estados Unidos, uma cidades pequena, onde nada acontece. Em Vampiros em Dallas, as coisas mudam de figura. A pedido de um colega de Eric – o vampiro nórdico dono do bar Fangtasia –  Sookie deve ir à Dallas, onde precisa encontrar um vampiro que desapareceu misteriosamente. A atmosfera de Dallas é completamente diferente de BonTemps. Com uma rotina diferente, as obrigações de Sookie mudam, o relacionamento de Bill e Sookie, de certa forma, começa a mudar e, querendo ou não, ela está se envolvendo em problemas. Novamente, o livro me lembra a série. Apesar de alguns detalhes, a história é quase idêntica, fazendo com que eu “adivinhe” os próximos passos. Mesmo assim, o livro não deixa de ser intrigante e muito divertido. Uma verdadeira história de vampiros ! Achei o final muito bom, com a Sookie voltando para sua vida normal – normal em termos. Diferente do primeiro livro, não acabei sedento pelo próximo ( Clube dos Vampiros ), entretanto, deu vontade de ler. Apesar de ter gostado mais do primeiro, Vampiros em Dallas é muito bom. Recomendo para todos amantes de vampiros e da série True Blood.

Resenha – Após ter aceitado por completo seu relacionamento com Bill e ter sido salva de um serial-killer, Sookie Stackhouse só tem um problema : a promessa que fez a Eric. Indo mais uma vez ao bar de vampiros, este a lembra do que prometeu e a pede que vá à Dallas, onde um grupo de vampiros tem um serviço para a garçonete telepata.

A caminho de Dallas, um homem vestido de padre tenta sequestrar Sookie. Bill a salva e eles vão para o hotel. A garota do interior tenta aprender tudo: como pegar um taxi, chamar o serviço de quarto e etc. Sookie não quer ser dependente. Dallas é uma cidade movimentada e cheia de vampiros. Andar até pelo corredor do hotel pode ser perigoso. Por tanto, nossa protagonista deve ser muito cuidadosa e menos teimosa – só deve !

Quando a hora, enfim, chega, o casal vai até o “covil” dos vampiros que contrataram a Sookie, descobrindo o que devem fazer. A missão de Sookie é entrevistar os humanos, lendo suas mentes, que viram um vampiro alto, gay e com roupas de cowboy pela última vez. Uma resposta leva a outra e ela arruma mais obrigações.

[SPOILERS]A Irmandade do Sol, organização religiosa que odeia vampiros, pode ter pego quem Sookie procura. Agora, a garçonente telepata deve se infiltrar na igreja desses fanáticos e descobri o que está havendo. Os vampiros estão do lado de Sookie, mas durante o dia ela deve cuidar de si própria sozinha.

Muitas confusões rolam a partir daí. Não vou especificá-las, pois perderá a graça. Continuando a resenha… Sookie consegue cumprir sua missão. Após uma turbulenta comemoração, ela volta a Bon Temps. O clima relaxante a parado da cidade volta à tona e, os problemas do local – o misterioso e ainda não fechado caso do assassinato de Lafayete – continuam os mesmos. Brigada com Bill, a telepata se une a Eric para descobrir esse mistério. O irônico, engraçado e sedutor vampiro nórdico provoca ciúmes em seu namorado. Por fim, o casal fica junto e apaixonado novamente.[FIM DOS SPOILERS]

Vampiros em Dallas é uma ótima continuação para Morto até o anoitecer. Com assuntos ainda pendentes, deixa um gostinho de quero mais, fazendo-nos esperar pelo próximo, Clube de Vampiros.

Resenha: A Hora do Espanto

Crítica – O filme é um tanto antigo, por tanto, aquele preconceito inicial quanto às presas, sangue e outros efeitos típicos de um filme de vampiro foram válidas. Logo no começo, identificamos a história como aquelas típicas séries de TV americanas dos anos 70/80. Garotos descolados, meninas não  ligando muito para castidade, programas de TV e saídas para a lanchonete. O filme vai se desenvolvendo, partindo do usual para o clássico e impressionante. O modo como os fatos vem ocorrendo, o vampiro percebendo que Charlie sabe sua identidade e a teimosia do garoto de não fazer segredo. Os personagens secundários ganham bastante destaque, fazendo o filme não se focar somente no personagem principal. Cenas incríveis, como a do ataque de maldoso a Peter e a dança do vampiro e Amy com certeza foram um dos fatores que fizeram do filme um clássico e uma referência espetacular do gênero. As partes que envolvem mordidas, sangramentos e transformações foram até bem feitas, tirando, junto com todos os outros aspectos citados acima, meu preconceito. O filme é muito legal, gostei muito. Recomendo-o para todos que gostam de vampiros, anos 70/80 e um pouco de suspense.

Resenha – Charlie gosta muito de um programa de TV chamado “A Hora do Espanto”. Nele, o ator Peter interpreta um caçador de vampiros e outras bestas. Um dia, ele vê pela janela de seu quarto o seu novo vizinho mordendo uma mulher. No dia seguinte, esta é reportada como morta. Outros crimes estão acontecendo na cidade e, Charlie conclui que seu vizinho é um vampiro e está causando toda aquela confusão.

Após passar por um interrogatório da polícia por conta da queixa de Charlie, o vampiro começa a perseguir o rapaz, obrigando-o a manter aquilo em segredo. Amy, namorada de Charlie e Maldoso, amigo do mesmo, se juntam para fazer o rapaz parar com aquela paranóia. Contratam Peter, o caca vampiros e, o pedem para fingir que está provando que  o vizinho não é uma criatura das trevas.  Para isso, entrega-lhe água benta, na verdade é água comum, fazendo-o beber. Como nada ocorre, conclui que ele não é vampiro. Apesar disso, Charlie ainda não se convence.

Ao sair da casa, Peter não vê Jerry, o vampiro, em um espelho de bolso. Isso o assusta e ele foge. Percebendo isso, Jerry persegue Maldoso e o transforma. Com o novo vampiro ao seu lado, segurando o caca-vampiros, ele pode perseguir Amy e Charlie. Ele acredita que a jovem e a reencarnação de seu antigo amor.

Sua namorada foi tomada, seu amigo foi transformado em vampiro e eles tem uma noite para concertar isso. Junto com Peter, Charlie vai viver a verdadeira hora do espanto.

Curiosidades

. O filme vai ser refilmado. O remake está planejado para estreia em 2011

. Devido ao grande sucesso, fizeram uma continuação, entretanto, essa não ganhou destaque ou sucesso quanto o outro, sendo até reprovada pelos fãs do primeiro filme.

Vídeos



Resenha: Diários do Vampiro: O Confronto

Crítica – Dando continuidade ao primeiro livro, Diários do Vampiro – O Confronto começa no exato momento que o anterior acaba. Assim, iniciamos o livro dois com a mesma curiosidade e expectativa que tínhamos ao ler o primeiro – isso ocorreu comigo depois de ter lido o primeiro há um pouco menos de um ano. Depois de alguns parágrafos, percebi que a atmosfera misteriosa, romântica e arrepiante do livro um é típica da série. Senti-me desse modo ao ler o livro. A narrativa vai dando continuidade aos acontecimentos pendentes do anterior e somos apresentados a novos problemas e ao um importantíssimo personagem, o qual não ganha muito destaque no livro um, Damon. Seu relacionamento com Elena é o principal foco dessa sequência. Eram tantas tramas acontecendo ao mesmo tempo, tantas coisas que Elena devia solucionar que fiquei pensando como seria possível o livro ter somente aquele número de páginas, entretanto, chegando mais perto do final, pude ver que alguns problemas superam os outros e, estes deverão ser deixados para o terceiro livro. Gostei muito do livro, motivo pelo qual o li tão rápido. Recomendo para qualquer que goste de vampiros, suspense e um bom livro.

Resenha – Elena sabe que algo de errado aconteceu com seu namorado vampiro, Stefan. Ao confrontar o irmão do mesmo, o sedutor e perigoso vampiro Damon, ela está mais certa que este último fez algo a Stefan. Ele diz à jovem que a quer como vampira ao seu lado e, isso acontecerá antes que o inverno chegue. Junto com seus amigos, Meredith, Matt e Bonnie, Elena procura por seu namorado. Por meio de uma visão de Bonnie, os amigos de Elena descobrem o rapaz está até um poço abandonado, onde o acham todo ferido. Bebendo um pouco do sangue de sua amada, ele logo se recupera, não precisando de médicos.

Todos da cidade pensam que Stefan é o assassino do professor de história, Sr. Tanner. Elena é a única que acredita em sua inocência. A jovem, além de não estar tão popular quanto antes – devido ao fato de estar junto com o suposto assassino – anda recebendo recados em violeta com escritos do seu diário – o que sumiu no primeiro livro. Como se não bastasse se sentir excluída e com alguém que  roubou seu diário a expondo, o Damon está aparecendo na casa de Elena e em festas que a garota vai, fazendo todos gostarem dele e preferirem que ele fique com Elena. O vampiro não irá sossegar até que eles troquem sangue. Stefan está fraco e se recusa a beber sangue humano. Sua ajuda é inútil, por tanto, Elena só tem a ela mesma para resolver todos os problemas.

Com um final surpreendente e uma narrativa misteriosa e intrigante, Diários do Vampiro – O Confronto deixa “água na boca”, fazendo-me  esperar ansiosamente pelo terceiro livro da série.

Curiosidades

A série Diários do Vampiro é formada por duas trilogias – com um livro intermediário entre elas, Reunião Sombria. Recentemente, autora declarou que mais uma trilogia foi confirmada.

Série Diários do Vampiro

Trilogia 1

O Despertar ( The Awakening ) – Resenha do livro um

O Confronto ( The Struggle)

A Fúria ( The Fury )

Reunião Sombria ( Dark Reunion )

Trilogia 2 – The Return (O Retorno)

Nightfall ( Anoitecer )

Shadow Souls ( Almas Sombrias )

Mignight ( Meia-noite )

A série foi adaptada para a televisão em 2009. No Estados Unidos, o canal que a transmite é o CW. No Brasil, o canal que a transmite é o Warner Channel. Leia a resenha sobre a série

Um pouco sobre a autora

Lisa Jane Smith, mais conhecida por L. J. Smith, é uma escritora americana que vive na Califórnia e publica livros de vários gêneros, entre eles, horror, ficção científica, fantasia e romance. Parou de escrever no ano de 1998, devido a seu cunhado que estava com câncer. Ela passou a maior parte do tempo com sua irmã, Judy. Devido a esse período, ela passou dez anos sem escrever. “Acho que foi ela, como um anjo, que me deu a força e a inspiração para voltar a escrever” – diz Jane. Sua série de maior sucesso é Diários do Vampiro. Escreveu até o quarto livro na década de 90 e voltou com uma segunda trilogia recentemente, em 2009. Fã de C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien, ela acredita na eterna luta das sombra com a luz, na qual a luz sempre sai ganhando. “Queria escrever livros como os deles, onde o Bem enfrenta o Mal e vence. Queria ser Frodo, morrendo de medo em Mordor, consciente de que o Mal que enfrenta é muito maior e mais poderoso do que ele, mas capaz de reunir a coragem necessária para tentar e chegar a ser um herói. Queria transmitir aos jovens que não devem renunciar à esperança.” – diz Jane