Dos amores que não

Dos amores que não, já não guardo pesar. No momento que foram, esse sim. Mas agora, tudo já larguei, não resta nem o que segurar. Dos amores que não, vi que vale a pena. Aprendi que no doce, na dor na esperança e na decepção, meu coração bate confortável. Vi como ele pula para cima e para baixo, fazendo-me sofrer, me satisfazendo…Amando. Dos amores que não, soube me levantar. Passos errados, entre alguns vários certos, que nos colocam pra baixo, mas nos querem mesmo é de pé. Dos amores que não, há você, você e você ( talvez mais ). Só não há você. Que não é nem um não, nem um amor. Mas pode ser ambos, quem sabe…

Dos amores que não, sorrio sem pensar. Deles vivi, amei, ri, dei o que falar. Contam tanto sobre esconder memórias… Enterrem o passado! Mas não apagaria, nem os piores, dos meus amores que não. Pois, além de serem parte de mim, além de terem me feito suspirar, além do não, são amores. E amor não se apaga. Se promete, se aguarda, se jura, se sonha. Mas nunca se exclui. E talvez isso que me faça idiota. Fraco. Sensível e melancólico, bobo e de expectativas nas estrelas. Talvez, pode ser isso mesmo. Mas garanto que ter os pés acima do chão é muito bom, mesmo que depois a gravidade caia sob mim sem sutileza.

Se fosse pedir algo ao Senhor dos Corações – ou algum mestre que detenha esses poderes, não pediria nada instantâneo ou perfeito. Não queria que fosse mais fácil, só pediria que não parasse de me dar chances. Pois cada amor tem sua história, e todas são épicos, narrativas tortuosas – sequências? Se subjugam, se sobressaem, se completam. Não me incomodo em seguir em direções erradas. Só quero sentir, viver momentos. São eles que me movem, os que não, os que sim, os que virão.

Victor

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Sobre Victor

Gosto de cheiro de livros novos e de biblioteca com livros velhos, de livros ( dessa vez das letras mesmo ), de chocolate, de escrever, de ficar no computador, de dias frios com céu bonito, de ir ao cinema, passear no shopping com os amigos e de viajar. Ensino inglês e um dia ainda quero publicar alguma coisa. Bolsa Amarela, Harry Potter e a pedra filosofal , Entrevista com o vampiro e Crônicas de uma namorada são meus livros favoritos. Perdi a conta de quantas vezes vi "A Múmia". Quanto às séries que gosto, sempre mudo. Elas têm suas temporadas e eu tenho as minhas.

2 pensamentos sobre “Dos amores que não

  1. Victor, vi que você tinha escrito essa crônica no Facebook e achei tão interessante o título, que vim correndo ler. Ficou ótima, de verdade!
    Adorei o tom oscilante dela, sobre os amores que sim e que não e, juntamente com você, como diz ao final do texto, só posso concordar que o amor vale a pena, independentemente de seus fins. Parabéns! 🙂

    • Olá, Ana!

      Agradeço imensamente os elogios e seu interesse em meu texto. Pois é, não tem outra, vale a pena mesmo é amar, e só.

      Grande beijo,

      Victor

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