Resenha: Shadowspell – O misterioso reino de Avalon

Shadowspell – O misterioso reino de Avalon – é o segundo volume de uma trilogia que foi lançada no Brasil pela Universo dos Livros. O terceiro, assim como o segundo, teve a capa levemente modificada em relação à americana. Devo confessar que acho as nossas capas mais bonitas. Você pode ainda ler a resenha do primeiro livro – Glimmerglass – aqui; e a do terceiro – Siresong – aqui.

Dana Hathaway, como todos já sabem, agora vive em Avalon, o único lugar da Terra onde o mundo mágico se cruza com o mundo real.  Contudo, uma quantidade considerável de pessoas está tentando matá-la pelo simples (aham, muito simples) fato de que ela é a única Faeriewalker existente, ou seja, a única pessoa capaz de levar tecnologia para Faerie e magia para o mundo mortal. Seu pai, é claro, não gosta de saber que sua filha corre perigo. Por ser um homem poderoso, envolvido em política até a raiz dos cabelos, ele tem meios – infinitos – de mantê-la segura. E digamos que Dana não gosta muito disso. Aliás, após os últimos acontecimentos, pode-se dizer que seu pai só se tornou ainda mais protetor. Pior ainda, como se não bastasse, uma nova ameaça ronda a cidade.

Trata-se do Erlking. Um rei sem reino, que acredita seriamente que detém algum tipo de poder sobre Faerie, como se a disputa sutil das duas rainhas já não fosse suficiente. Mas, se você está pensando que o Erlking é um cara unicamente voltado – ou obcecado – pela política, está redondamente enganado. As características que o diferem das duas rainhas são gritantes. Pra começar, ele não está interessado em governar nada (pelo menos não efetivamente). Seu interesse se resume a caçar e matar. Ele é um pesadelo.  Não somente é, como sempre foi. Um tratado antigo o proibiu de caçar pessoas de modo aleatório em Faerie, e agora ele só pode ir atrás daqueles que as Rainhas permitem: algum inimigo declarado ou um simples não cumpridor das leis. Avalon, como você pode perceber, está, portanto, fora dos limites de alcance de Erlking.

Ou não.

Quando um de seus “perseguidos” atravessa o portal, ele está totalmente autorizado a ir a Avalon para continuar a caçá-lo. Dessa vez, não é diferente. E  ninguém pode negar que parece uma coincidência gritante o fato de que a coisa toda acontece justamente quando Dana resolve morar na cidade. Veja bem, o tratado não é tão simples quanto parece. Há partes dele que ninguém sabe – a não ser que você seja muito velho para tê-lo conhecido em todos os seus detalhes. E mesmo que tenha, isso não garante que possa falar a respeito. Na verdade, você não pode. Foi feita uma injunção – uma promessa, praticamente um feitiço para que ninguém conte por que o Erlking concordou com o tratado (uma vez que não se veem benefícios a primeira vista para ele). Diante da situação, a única coisa em que Dana consegue pensar é que o Erlking foi para Avalon para matá-la. E a mais ninguém. Tudo isso torna sua vida ainda pior, porque seu pai decide que ela precisa ficar na “casa segura” (lê-se caverna perdida no fundo da montanha) por tempo indeterminado. Dana não é exatamente uma pessoa que obedece.

De um modo geral, a presença do Erlking parece levar o livro adiante na maior parte do tempo. O fato de ele ser incrivelmente sexy e lindo me impressionou um pouco. Quem imaginaria um vilão tão… maravilhoso? Confesso que suas falas parecem calculadas – e talvez sejam. Ethan, o par romântico de Dana, continua aparecendo, e ele não perde seu lugar nesse posto. Kimber, a irmã de Ethan, no entanto, me pareceu coadjuvante demais, mas não acho que isso tenha afetado o desenrolar dos acontecimentos; ela aparece na medida certa.

O ponto alto do livro é sem dúvida alguma a chave de todo o enredo. Dana se envolve de tal forma com os objetivos do Erlking – e está tão empenhada em impedir que esses objetivos sejam alcançados -, que acaba por se encrencar. A coisa toda gera um problema ainda maior, um novo pacto. Inusitado, eu diria. Como se um pacto só já não fosse suficiente. 

No todo, o livro é muito bom, além de – é bom frisar – ser melhor que o primeiro. Isso por si só já é motivo suficiente para eu recomendar a leitura, porque eu jamais achei o segundo volume de uma série melhor que o primeiro. A atenção é capturada mais rápido e as descrições são sucintas: nem muito demorado nem pouco abrangente. Keane, o instrutor de defesas pessoais de Dana, me cativou de uma forma inusitada. E dessa vez passei a gostar mais da mãe alcoólatra que antes era apenas um peso. Agora ela realmente parece com uma mãe, apesar dos momentos em que ainda haja dúvida. É uma forma equilibrada, se compararmos com as atitudes muitas vezes – convenhamos – inconsequentes de Dana. Acredito que a autora fez um ótimo trabalho.

Nome: Shadowspell – O misterioso reino de Avalon

Anterior: Glimmerglass – O encontro de dois mundos

Próximo: Sirensong – O perigoso chamado da Rainha 

Autor: Jenna Black

Editora: Universo dos Livros

Série: Faeriewalker 2″

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Sobre igrainne

Revolucionária assumida, fala mal de coisas fúteis e sem sentido aparente. Escritora nas horas vagas e universitária sem vida. Estudante de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). E não, não tenho muita coisa pra falar, sou péssima me descrevendo. Os detalhes parecem pouco importantes no momento (todos são), mas eu pretendo ficar rica em algum futuro próximo - espero pelo menos. :D

9 pensamentos sobre “Resenha: Shadowspell – O misterioso reino de Avalon

  1. Tenho o primeiro livro mas ainda não li. As resenhas que li sobre ele não foram muito empolgantes, então deixei no final da lista de leitura que está enorme. Que bom que vc gostou mais desse segundo livro, já me anima mais um pouco. De qualquer forma, quero essa serie. Acho as capas da serie muito lindas e como sou fascinada por capas, preciso ter…Bjksss

  2. O que me chamou a atenção nessa série foi as capas, são muito lindas!]
    Adorei o primeiro livro, ainda não tive a chance de ler o segundo, mas pela sua resenha deve ser bom
    Adorei a resenha, você escreve super bem! Beijinhos

  3. Já li resenhas, sinopses e tudo mais,mas ainda não cheguei a ler os livros.. tenho o primeiro, mas ainda não consegui por causa dos milhares de livros de filosofia que preciso ler pra faculdade. Concordo com todo mundo, acho as capas dos livros liiiiiiindas!!
    Vamos lá.. ver se eu tenho alguma sorte, hahaha!
    😉

  4. Ainda não li nenhum dos livros dessa trilogia, mas as capas chamam bastante atenção, rsrsrs.
    Uma coisa que me chamou atenção na sua resenha é o fato desse segundo volume ser melhor que o primeiro… isso não é tão simples, muitas séries se perdem ao longo da trilogia. Além disso, adoro vilões incrivelmente sexys e lindos rsrsrs, isso me lembra the vampire diaries, série que sou viciada, e mais viciada ainda em Damon, o vilão! 😉
    Enfim, estou curiosa para ler essa trilogia e tirar minhas próprias conclusões!
    Bjs!

  5. Espiei a resenha pq eu li apenas o livro um e não quero correr riscos de spoilers pq essa série me agradou demais e quero td na surpresa hehehe!

    O Mundo das fadas sempre é um prato cheio pra mim e quero saber logo com quem a Dana vai se engraçar em meio a tantas opções rs!

    Miquilissssss

  6. Desde que lançou glimmerglass estou pra ler esta serie,mas nunca dá :/
    As capas são lindíssimas,dá vontade de compra só por casa delas…Muito interessante o tema das fadas,nunca li nenhum livro com este tema,estou muito curiosa pra ler *-*

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