Resenha: Os Dias Escuros, Apocalipse Z

Oooi! Estou aqui de volta, agora postando de 15 em 15 dias por causa da faculdade, mas ainda postando. 🙂

Da última vez eu falei de Apocalipse Z, livro que eu adoro. Hoje eu vim falar do segundo livro, Dias Escuros. Eu adoro essa trilogia e me surpreendo que eu ainda não tenha falado de todos os três livros aqui.

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Quando eu terminei o primeiro livro – depois de um dia inteiro grudada nele – eu estava satisfeita. O final parecia bom e depois de toda aquela situação (que eu vivi junto com os personagens) eu precisava de um bom descanso. Sabe como é, passar o dia inteiro fugindo de zumbis é cansativo.

Porém, um tempo depois, circulando na livraria, eu esbarrei com Dias Escuros e de cara soube que era a continuação de Apocalipse Z. COMO ASSIM? TEM CONTINUAÇÃO?! Pois é, eu nem fazia ideia (na época, esse tinha acabado de sair no Brasil). Como eu achava que já tinha mais do que descansado, corri para comprar e descobrir o que os nossos “protagonistas” fariam.

(spoilers do primeiro livro a partir daqui)

O advogado, que ainda não sabemos o nome, Lúculo, Lucía, Pritchenko e a freira continuam sua viagem. Conseguem chegar à tão esperada ilha, mas que acaba não se mostrando o paraíso livre da infecção que eles esperavam (e, até aqui, você já imaginava isso, já que de algum modo a história tem que continuar). O lugar está, sim, livre dos zumbis, mas está cheio de humanos – muito cheio. Parece que todo mundo teve a mesma ideia que eles e foi se esconder lá. Um lugar isolado, com poucos recursos, um governo de emergência que tenta se sustentar e, para piorar, ainda lida com um inimigo. Nesse contexto, os nossos sobreviventes descobrem que a política dos homens pode ser pior do que a violência dos mortos.

“Dias Escuros” traz vários diferenciais em relação ao primeiro. A narração muda, não sendo mais um diário; O foco nos personagens também (na maior parte, é o advogado, mas às vezes temos a narração de uma outra situação); E tem capítulos alternados contando situações diferentes. Além disso, a violência não é tão forte assim quanto a do primeiro.

O que me chamou atenção logo de cara foi a narração a partir de um objeto inanimado ou um animal (“Se ele pensasse, ele estaria pensando…”), o que é interessante e de acordo com a narrativa inteligente do Manel Loureiro.

Eu também gostei em como questões mais sérias começam a fazer parte da trama. No primeiro, apesar de já vermos que o próprio homem é um inimigo pior do que os zumbis, é muito mais focado no desespero e sobrevivência. Já nesse, a profundidade vai aumentando, mostrando as dificuldades dos homens se reerguerem depois disso tudo.

Uma coisa que às vezes atrapalha a leitura e nesse foi feita muito bem é a alternância de capítulos. Em muitos livros (tipo “A Batalha do Apocalípse”, do Eduardo Spohr, e “Labirinto”, da Kate Mosse, que retira você do presente e te joga em uma história diferente no passo), isso corta o ritmo da leitura, mas não aconteceu em “Dias Escuros”. Na verdade, é bem pelo contrário, foi feito de um jeito que você pula de uma situação nada a ver para a outra com mais vontade de ler. Eu lembro de querer “engolir” as páginas para saber como aquilo ia se resolver.

Bem, acho que basicamente é isso. Eu gostei bastante do livro e quando terminei lembro de dizer no twitter “eu quero tanto o terceiro que acho que vou ler em espanhol mesmo” (infelizmente, eu não encontrei. felizmente, a Planeta não demorou tanto assim a lançar o último). Entre os três, acho que esse é o que eu menos gosto, mas mais porque ele é transição. Enquanto o primeiro é ação e corrida pura e o terceiro é questionamento (tem ação também, mas não é o forte), “Dias Escuros” é um meio termo. De qualquer forma, eu ainda adoro.

Extra – Distopias

Se você está nessa onda de distopias que está tomando conta do mundo dos livros, esse livro (e trilogia) é uma boa indicação. Nesse nós vemos a típica distopia que costuma se formar das ruínas de uma civilização, mesmo que ela ainda esteja tropeçando para se firmar. No próximo a coisa fica mais forte ainda.

Título: Os Dias Escuros, Apocalipse Z 

Livro 2  – Trilogia terminada com todos lançados no Brasil pela editora Planeta

Anterior: Apocalipse Z

Próximo: A Ira dos Justos

Autor: Manel Loureiro

Editora: Planeta

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Um pensamento sobre “Resenha: Os Dias Escuros, Apocalipse Z

  1. Eu li o primeiro livro realmente,você sai da realidade e começa a viver junto com os personagens, o mas intereçante é que ele só escreve no diário após algo que ele fez,
    então você fica curioso pra saber oque aconteceu com ele , e ler oque ele escreve depois do aonteçido

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