Resenha: Apocalipse Z


Eu li esse livro faz tempo e só percebi que não tinha feito resenha aqui ainda quando estava pensando em postar a resenha do terceiro hoje. “Como assim? Ainda não fiz? Nem do segundo?! Tenho que fazer!” e aqui está.

Eu já assisti filme e joguei jogos sobre zumbis, mas nunca tinha lido um focado no tema que não fosse daquele estilo wikipédia. Ser uma narração sobre um mundo em que os zumbis tomaram conta e focado em sobrevivêcia me chamou muita atenção. Junto a isso, ainda descobri que foi um livro inicialmente criado em blog. O autor começou a escrever num blog e fez tanto sucesso que publicaram – essa publicação fez tanto sucesso que traduziram do espanhol (não é americano!) para outras línguas, inclusive português – e tudo isso fez tanto sucesso que o autor lançou mais dois e completou uma trilogia de Apocalipse Z.

O livro traz a influência desse começo no blog, já que a história é exatamente isso: o personagem escrevendo (primeiro no blog, depois em um diário). No início ele escrevia em um blog sobre coisas aleatórias (como forma de terapia depois da morte da mulher), mas no meio dessas coisas “aleatórias” ele comentava uma notícia estranha que começava a ganhar destaque na mídia. Uma invasão havia ocorrida no Daguestão, um país que praticamente não estava no mapa. Depois dessa invasão o local ficou completamente sem contato com o resto do mundo e começou chamar atenção da mídia (e de curiosos de todo o mundo, inclusive o nosso protagonista). Grandes potências mandaram equipes para ver o que estava acontecendo, boatos começaram a surgir, histórias de que havia alguma doença se espalham, alguns países começam a fechar as fronteiras… O personagem vai estranhando e comentando tudo aquilo sem ter muita ideia, do mesmo modo como nós reagimos na época da gripe suína (lembram?). Ele – e praticamente ninguém – sabia o que estava enfrentando até aqueles seres aparecerem na porta de sua casa. Nesse ponto o mundo inteiro já estava em alerta máximo de emergência e as pessoas haviam corrido para as áreas seguras (ele ignorou o chamado).

Apenas com seu gato, o personagem (nós não sabemos o nome dele, vou chamar de “advogado” daqui para frente, como ele é conhecido) fica meio perdido nessa situação e só sabe de uma coisa: é preciso fugir.

É um livro de leitura fluída, rápido, cheio de ação e situações que brincam com a sensibilidade dos mais fracos. Não é terror, não dá medo, mas é um puta* “salve-se” quem puder porque tem um bando de coisas querendo cravar os dentes em você. Na época que eu li me lembrou até a coisas tipo 007, com várias missões cheias de ação. É claro que em vez de seguranças vestidos de terno, nosso personagem enfrenta (ou foge) de um monte de mortos-vivos esfarrapados.

*Se você teve problemas com esse “puta” utilizado propositalmente, esse não é um livro pra você. O personagem está no meio de um dos piores universos imagináveis e não vai se preocupar com a linguagem. Não chega a ser desnecessário, nesse livro só ajuda a criar o contexto.

O personagem (e o gato) também contribuem bastante para o sucesso do livro. Boa parte da história é só os dois e você nem se dá conta de que está lendo uma parte enorme com só um personagem. E o advogado é bastante humano. Em vez de ser aquele clichê de cara fortão matando zumbis e aproveitando tudo, como se fosse só diversão, é aquele que não pensa duas vezes em evitar uma situação ruim ou ficar bonito. Para você ter ideia, boa parte do livro ele passa usando aquelas roupas de mergulho daquelas grudadas no corpo. E os comentários dele… só lendo para entender.

Se é um livro que eu indico? Com certeza, é um dos meus preferidos. Apesar dos dois próximos mudar um pouco o foco nessa ação e ficarem mais profundos, também há muita coisa boa para esperar. E se você é daqueles que gostam de explicação para tudo e se decepcionam por não haver a origem dos zumbis no primeiro livro (como é que você queria que um sobrevivente correndo para a própria vida saiba como criaram esse inferno?!), sossegue que nos próximos aparece a explicação e é uma das melhores que eu já vi.

Título: Apocalipse Z

Livro 1  – Trilogia terminada com todos lançados no Brasil pela editora Planeta

Próximo: Os Dias Escuros

Autor: Manel Loureiro

Editora: Planeta

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2 pensamentos sobre “Resenha: Apocalipse Z

  1. Bem, a lista dos livros “que tenho que ler porque a Dana recomendou” só cresce rs. Tem mais alguns, porém agora só consigo me lembrar desse, O Herdeiro Guerreiro e Ash. Jogos Vorazes já saiu da lista e me inspirou a prestar mais atenção na mesma ahaha
    Zumbis são criaturas super interessantes, os livros que eu li com eles estrelando foram fantásticos. Juntando essa minha atração pelo o tema e sua recomendação ( tipo de coisa que se coloca na capa do livro: Recomendado por Dana Martins ahahha ), estou querendo ( já estava, mas vamos omitir o fato ) muito ler Apocalipse Z. Depois de ler O Cemitério, o livro de zumbis que está liderando a lista, irei embarcar nesse universo de um homem lutando por sua vida com seu…gato rs

    Beijos,

    Victor

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