Resenha: Wolfsbane

Mais mitologia, mais sobre os personagens, mais emoção, mais aventura…

Novamente estou aqui para falar da série Nightshade, que depois de Wolfsbane marcou o lugar com certeza entre as minhas preferidas. A Galera Record, que lançou o primeiro (“Sob a Luz da Lua”) é ótima em lançar livros, mas não tão boa quando se trata de continuações, então não há previsão para lançamento aqui. Se você gostou do primeiro e sabe em inglês, sugiro que leia mesmo assim, porque vale a pena.

obs sobre o título do livro: O Victor aqui do blog me perguntou se o nome Wolfsbane era por causa da “erva” dos lobisomens que existe em Vampire Diaries. E, pensando nisso, descobri um monte de outras coisas com o nome Wolfsbane. A autora pode até ter se inspirado em algo assim, apesar de serem lobos e não lobisomens, mas “Wolfsbane” é o nome de um grupo (alcateia em português?) de lobos da trilogia, assim com “Nightshade” é outro. Esse nome é escolhido pelo feiticeiro (um Defensor) dono do grupo de lobos. O dono dos lobos Wolfsbane se chama “Bane” e, arrogante como é, achou que seria ótimo colocar o nome algo como “Os lobos de Bane” (essa explicação é minha, não está no livro).

Wolfsbane dá continuação ao que o fim de Sob a Luz da Lua deixou armado. (spoilers do primeiro a partir daqui, galera) No último, Calla fora levada e trancada em um lugar que não conhece, sem saber onde Shay está. Eu esperava que no começo desse as coisas fossem enrolar com ela presa, precisando fugir, demorando a encontrar Shay e ele ainda tivesse decidido ficar contra ela. Muita imaginação, eu sei. De qualquer forma, foi muito diferente disso que aconteceu.

Nesse livro, Calla conhece o “outro lado”. Eu não sei qual foi o nome em português (não li nem o primeiro traduzido), mas esse lado é o dos Seekers, os feiticeiros do “mal” que a levam no fim do primeiro livro. Como já suspeitávamos com as descobertas de Calla em “Sob a Luz da Lua”, há uma versão inteiramente nova dos fatos.

Depois de ser solta, ela descobre que os Seekers, ou pelo menos alguns de seus líderes, planejam uma aliança com os Guardiões, aliança que só daria certo se houvesse um alfa ao lado deles. Calla não sabe em quem confiar, está abalada por descobrir todo esse novo mundo, por ver Shay em uma situação diferente, por todos os seus lobos que ficaram para trás, por ter deixado Ren para trás…

Esse livro mistura toda essa descoberta, com suspeitas, saudade e aventura. Porque, é claro, não adianta nada um alfa sem sua alcatéia. E a própria Calla está muito preocupada (e culpada) para conseguir fazer outra coisa antes de buscar os amigos.

O início poderia ser arrastado como na maioria dos livros que começam com a personagem descobrindo um novo mundo e tentando entender tudo. Porém, a autora foi habilidosa e usou o que eu diria que é a carta mais valiosa dela: os personagens. Quem leu o primeiro, sabe como ela consegue criar um grupo divertido de amigos e trazer uma história adolescente com cara de real. Nesse ela faz isso melhor ainda. Conhecemos novos personagens (na verdade, descobrimos, porque estamos até a última página do próximo livro, Bloodrose, conhecendo um pouco de cada) e nos distraímos com a forma com a qual eles interagem entre si. Os novos, que eu vou guardar segredo, são alguns dos meus preferidos.

Então, toda essa parte de “introdução” passa sem você perceber e você dá de cara com a ação. Uma das coisas que essa trilogia a partir desse livro me surpreende até o fim é como as coisas não demoram para acontecer. Acabou de acontecer uma “missão especial” e você pensa que os personagens vão voltar, descansar, treinar… Nada disso. Uma atrás da outra e às vezes você mal tem tempo para pensar direito no significado de cada. É claro que não é nenhum 007, mas tem o suficiente para sacudir a história e prender a atenção.

Pra quem se pergunta sobre a situação Shay x Ren. Esse livro é muito mais Shay, mas o Ren consegue estar sempre se infiltrando nos pensamentos dela.

Falando nisso de “se infiltrar”, achei interessante o modo como a autora decidiu “relembrar” ao leitor o que aconteceu no último livro – porque parece que todo escritor de toda maldita série acha que é melhor a gente ficar lendo tudo o que a gente já sabe outra vez (e mesmo que não lembre tanto assim…). Em vez da personagem arranjar algum fato aleatório, lembrar de tudo e sair contando; a Calla lembra de algum fato e nós temos um flashback. Ou seja: se você lembra pula tudo e vambora.

O primeiro livro me lembrou a livros de aventura antigos, histórias de bruxa mais antigas também e muita coisa de YA atual. Esse eu percebi que encontrava uma mistura de Instrumentos Mortais e Jogos Vorazes, só que a autora conseguiu ir além e criar um mundo novo e diferente. Nightside tinha ficado com 4/5 na minha avaliação, Wolfsbane ficou com 5, porque com certeza ela conseguiu se superar. Vocês não tem ideia do mundo que ela abriu para os Seekers, surpreendente.

Título: Wolfsbane *sem previsão para lançamento no Brasil

Livro 2 – Trilogia Nightshade

Anterior: Sob a Luz da Lua

Próximo: Bloodrose *sem previsão para lançamento no Brasil

Autor: Andrea Cremer

Editora: Provavelmente a Galera Record

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