Resenha: Sirensong

A Igra fez resenha aqui pro blog de “Glimmerglass“, o primeiro livro da trilogia. Eu podia jurar que ela tinha feito para Shadowspell (o segundo) também, mas só agora na hora de postar que eu vi que não tinha. Então, nos desculpando esse “furo” de resenhas na trilogia, vamos direto para o terceiro livro: Sirensong.

Sirensong é o terceiro livro da trilogia Faeriewalker e também o último (estou ouvindo aleluia?). Ainda não foi lançado no Brasil (Shadowspell acabou de sair), mas não deve demorar tanto assim. Nesse livro temos o “fim” da história da Dana (eu -n) e os feéricos.

O primeiro livro, Glimmerglass, prende a sua atenção no início porque você está descobrindo tudo, então junto com a Dana você não sabe em quem confiar ou qual vai ser a próxima reviravolta a acontecer. Em Shadowspell, a curiosidade fica por contar de Erlking, um personagem atraente e perigoso ao mesmo tempo, que te faz questionar as intenções e surpreende. Já em Sirensong, em boa parte não há essa curiosidade. Pelo menos por umas 100 páginas, você sabe a situação de Dana, os inimigos dela e tem ideia do que vai acontecer. Então a leitura, apesar de para mim não ter sido muito diferente, pode ser meio parada para quem não se anima muito com a narração dela. Depois, é claro, isso muda e fica melhor ainda, com um acontecimento importante depois do outro.

Eu não fazia ideia de como a história ia continuar, mas depois de Shadowspell eu sabia que a autora poderia surpreender. Dessa vez, Dana Hathaway (e não Stuart, como o pai dela gosta de dizer) recebe a honra de ser convidada pela rainha Seelie a se apresentar diante da côrte. O que significa viajar até lá, através de Faerie, para encontrar a mulher que (spoiler do primeiro livro) fez o segurança de Dana ir parar no hospital como um aviso do que poderia acontecer a ela. A ideia já parecia ótima assim, só fica melhor ainda quando ela descobre que a sua outra opção é fazer a mesma viagem, mas como prisioneira. Adivinhe qual ela escolheu.

A viagem à Faerie é mais surpreendente do que podemos imaginar. Conhecemos novos seres feéricos (tanto Seelie quanto Unseelie), mais sobre a vida desses seres que em vez da técnologia possuem a mágica e mais sobre os próprios personagens. Inclusive o lindo do Erlking (que apesar de todo perigo eu adotei para mim). Sabe, é mais como se os primeiros livros fossem apresentando e desenvolvendo os personagens, enquanto nesse nós ficamos conhecendo o resultado disso tudo.

A maior diferença entre esse livro e os outros é que muda um pouco o modo como toda a situação é retratada. Nos primeiros nós temos os acontecimentos e então a Dana superanalisando todas as situações e decidindo como vai seguir em frente. Nesse nós ainda temos a Dana calculista, mas boa parte do livro é surpresa com o novo lugar e tanta coisa acontecendo que a coitada não tem muita chance de pensar direito. Ou seja, para quem não gostava muito da narração dela, talvez esse possa ser o melhor.

Eu gostei muito de como essa trilogia se desenvolveu (mesmo sendo tão feminina e tendo uma narração tão pessoal que pode afastar muita gente), todo o clima de história medieval e mágica que tem nesse livro, do mundo das fadas, de como os personagens são tão bem criados e do lado jovem de tudo isso. Também, diferente do que eu imaginei, não é muito um YA “empacotado”, temos um pouco do triângulo amoroso, mas ainda há outros “jogadores” e os personagens interagem com a história de um modo mais livre*.

*Normalmente é tipo: “é um triângulo amoroso” e a história fica crescendo em volta disso. Mas na trilogia Glimmerglass coloca a situação, cada personagem tem os próprios interesses e eles se aproximam ou se afastam de acordo com isso. Às vezes forma um triângulo? Forma. Às vezes cai em uma situação bem YA? Cai. Mas outras vezes se afasta muito disso.

De 0 a 5, o livro fica com 4-quase-5. Ele é o que eu dei a nota mais alta da trilogia e só não ganha máxima por comparação com os outros que receberam o 5 (Jogos Vorazes, Harry Potter…). De qualquer forma, eu tenho um carinho especial pela história e a qualquer hora que a Dana conseguir arranjar mais problema eu estou aqui para ler. 😀

Título: Sirensong

Livro 3 – Faeriewalker

Anterior: Shadowspell

Autor: Jenna Black

Editora: Universo dos Livros, quando lançar no Brasil.

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3 pensamentos sobre “Resenha: Sirensong

  1. Não li a resenha porque você sabe do meu medo de spoilers -qq. Mas eu não postei resenha do segundo porque o livro ainda não chegou (sério). Parece que toda uma leva de livros teve problema, alguma coisa nos correios. Ainda estou aguardando 😀 E confesso que pra mim a capa mais bonita é a do Sirensong. A Shadowspell é a menos atrativa…

    Beijocas.

    • Eu acho essa capa tão feia (a cara da garota). Acho que acabo ficando com a de Glimmerglass mesmo. Shadowspell e Sirensong ficam no mesmo nível de “ruim” pra mim.

      Ah, sim. O meu veio rapidinho (tanto que eu já li). HAUHA

  2. ‘ Ai essa é uma das minhas séries de livros favoritas, amo todos os personagens e o desenvolver da história, to muito ansiosa para ler Sirensong, ver dana realmente assumindo o papel de fairewalker e o desenrolar do triangulo amoroso (Ethan *-*)

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