Retrospectiva 2011 – Cinema! Os filmes com maior destaque em 2011!

Por Bruno Albuquerque de Almeida!

2010 e 2011 foram anos extremamente fracos em relação as estreias cinematográficas – com pouquíssimas exceções de filmes bons,como Watchmen, A Origem e A Rede Social. Esperava-se que 2011 fosse ser uma espécie de “cópia” do ano anterior, com a mesma quantidade de filmes fracos, para o terror dos críticos e fãs de cinema. Mas aconteceu o contrário, tanto que este que vos fala marcou presença nas principais estreias do ano que se passou.

O destaque, obviamente, foi para os filmes de super-heróis.  Alguns decepcionaram, outros surpreenderam aqueles que fé nenhuma botavam neles. Também tivemos algumas adaptações literárias, sendo uma extremamente aguardada – e que rendeu milhões a Warner. Filmes mais artísticos também marcaram presença, assim como aqueles extremamente comerciais e com pouquíssimo conteúdo significante. Mas, vamos a lista!

Os super-heróis.

X-Men: Primeira Classe.

O que esperavam desse filme? ABSOLUTAMENTE NADA! A previsão era de que seria uma bomba. Ninguém curtiu os trailers, muito menos os cartazes- que, realmente, estavam bem mal-feitos. Mas nem todo filme é responsável pela sua campanha de marketing. Dirigido por Matthew Vaughn, X-Men: Primeira Classe nos mostrou uma história além da cronologia normal das histórias cinematográficas dos mutantes, dando destaque a questão do preconceito( que é claramente uma metáfora do que vemos no mundo real) e as relações entre os personagens. Ao não focar-se principalmente nas cenas de ação e nos efeitos bombásticos, o filme se mostra inteligente ao estabelecer, de uma maneira própria, a personalidade de cada personagem, além de criar motivos convincentes para as atitudes de cada um. O diretor, que no ano anterior dirigiu o fenomenal Kick-Ass: Quebrando Tudo, conseguiu muito bem criar um “Batman – O Cavaleiro das Trevas” para o universo mutante e, vou além, digo que seu filme é um destaque brilhante entre os recentes filmes de super-heróis( sobrepondo-se, inclusive, ao ótimo Homem de Ferro). O filme realmente memorável.

Thor e Capitão América

Beleza não é tudo, já dizia o ser humano há tampos. Thor está ai para provar. Com cenários deslumbrantes, figurinos futurísticos e efeitos de arrepiar, o filme consegue ser impactante. Mas somente nesse quesito. Infelizmente, o roteiro deixou a desejar: tanto no romance repentino e inexplicável que surge entre o Deus do Trovão e a personagem de Natalie Portman, como no corre-corre dos acontecimentos, além é claro de desenvolver de forma bem rasteira os protagonistas. Vale somente pela introdução do deus nórdico ao Universo Marvel. Já Capitão América é o contrário. Com uma montagem ágil e divertida, o desenvolvimento dos personagens é claro e bem estruturado. Obviamente esse objetivo só foi alcançado pela ótima escolha dos atores – e quem diria: Chris Evans atuando bem! Pela primeira vez vemos o galã dos filmes de heróis dando emoção suficiente ao seu personagem para que possamos acreditar nos sentimentos e ideais transmitidos por ele. E os efeitos visuais perfeitos – sim, perfeitos, pois é inquestionável a qualidade que beira o real nas cenas em que Steve Rogers é baixinho e franzino. Realmente muito bom! A trama, mesmo sendo original e extremamente imprevisível, possui somente um erro: a escolha do vilão. Caveira Vermelha não transmite perigo suficiente para o nosso herói, além de não ter motivos convincentes para atingir o seu objetivo. E que objetivo clichê – dominar o mundo! Mas, além disso, o filme é muito divertido e cria no final o gancho perfeito para o filme da super-equipe mais famosa da Marvel.

Os blockbusters.

Transformers 3 e Velozes e Furiosos 5.

Esperado como o melhor da trilogia – já que o diretor Michael Bay garantiu ter aprendido a lição após ver o resultado negativo por parte da cítica em relação do segundo filme da franquia dos robôs gigantes -, o filme não só decepcionou pelo seu roteiro problemático como também conseguiu ser pior do que o segundo filme. Feito este que eu considerava impossível! Mas sim, Michael Bay consegue atingir o cúmulo do ridículo somente para faturar mais. Sim, concordo com quem diz que o filme é cheio de batalhas impressionantes e muito bem coordenadas – se não fosse, o diretor, que é destacado como o melhor do cinema de ação, estaria demonstrando incompetência -, mas Transformers 3 se resume a isso. Quanto a história, ela, de tanto querer parecer inteligente fez um nó tao grande na trama que, durante GRANDE parte do filme, o pessoal que estava na sala de cinema do filme – que no início gritavam e riam desesperadamente no cinema – ficou em silêncio. Já Velozes e Furiosos 5 foi uma surpresa relativamente agradável. Assim como os outros filmes, esperavam-se corridas e mais corridas. No quinto filme da franquia, notamos uma preocupação maior com o relacionamento entre os personagens e como a história se desenvolve. O final surpresa é bem interessante, e deixa bem claro: o filme foi feito para divertir. Mas os absurdos geográficos e sociais que o filme comete com o Brasil são deprimentes.

A grande surpresa: Super 8.

Se tem um filme que eu não faço questão de falar é Super 8, devido a sua grandiosidade. Então, somente posso dizer que J.J. Abrams tornou esse filme a sua primeira obra-prima, além de ter criado um E.T. – O Extraterrestre para a geração Y, assim como Christopher Nolan fez, criando o Matrix da nova geração, intitulado de A Origem. O final do filme é extremamente lindo, com uma cena bastante tocante e com uma música intensa. Vale a pena ver e rever o longa.

O fim de uma saga: Harry Potter E As Relíquias da Morte – Parte 2.

Ok, se você é fã xiita de Harry Potter, é melhor parar por aqui. Sim, vou falar mal do desfecho da saga do bruxinho, mas é necessário. O filme foi realmente uma decepção, e pouco estava preocupado em criar uma boa trama, somente para satisfazer os desejos dos fãs alucinados. Os furos no roteiro, somados a detalhes que somente são explicados para quem leu o livro e a falta de originalidade me deram raiva e insatisfação. Clique aqui para ver a minha crítica sobre  filme.

O cinema de arte.

Cisne Negro, O Discurso do Rei,  A Árvore da Vida e Melancolia.

Cisne Negro, que deu a Natalie Portman o Oscar de melhor atriz, é impactante. Sua cenas fortes – e seu roteiro absurdamente original – revelam o melhor de Darren Aronofsky na direção. A genialidade do filme está nos detalhes, e no emprego de todas as artes durante o desenvolvimento da trama. Mereceu muito o destaque que teve. Já O Discurso do Rei não mereceu nem um pouco o Oscar de melhor filme, e muito menos o de melhor direção. O roteiro previsível e clichê revela isso, além da falha direção de Tom Hooper, que erra no emprego de ângulos incorretos, uma fotografia controversa e uma boa vontade exagerada em querer resolver os problemas dos personagens. Já os outros dois filmes não

posso comentar, pois ainda não os assisti. Somente digo que os críticos adoraram Melancolia, trabalho mais recente de Lars Von Trier, que gerou rebuliço em Cannes ao dizer que “entendia Hitler”. Já A Árvore Da Vida  dividiu opiniões. Uns o achavam ruim, outros o achavam pretencioso e alguns alegavam que o filme era uma obra-prima. O que dizer? Bem, para um filme que, na sua montagem inicial possuía 6 horas de duração, e a trama fala sobre a origem do ser humano até o seu fim, é provável que existam erros. Muitos, aliás.

É isso, pessoal. Espero que tenham gostado. FELIZ 2012!!!

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Sobre Bruno Albuquerque

Crítico de cinema há 4 anos. Para os haters, o "metido a dono da razão".

3 pensamentos sobre “Retrospectiva 2011 – Cinema! Os filmes com maior destaque em 2011!

  1. Bruno!
    Valeu pela retrospectiva, irei assistir os que ainda não vi!
    Muita saúde, paz e amor em seu coração!
    PRÓSPERO ANO DE 2012!!
    Cheirinhos
    Rudy

  2. Thor realmente soh valeu os 15 primeiros minutos de filme.. capitão américa ainda não assisti mas pretendo! e super 8 foi realmente interessante! =] mto lgl a retrospectiva! concordo com as notas de cada filme^^ (plo menos os que eu assisti hehe)


    hangover at 16

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