Resenha: Divergent

Eu estava por aqui vendo os livros que eu mais gostei em 2011 quando percebi uma coisa: não tinha resenha de um deles, Divergente. Como não poderia passar assim, aqui estou.  (Daqui pra frente que vou me referir a Divergente como “Divergent”, o nome em inglês e da versão que eu li. Não, não é problemas com teclado). 

Uma escolha

Uma escolha decide seus amigos, define suas crenças, e determina a sua lealdade… para sempre.

Ou, uma opção pode transformá-lo.

Na antiga e distópica Chicago, a sociedade é dividida em cinco facções, cada uma dedicada ao cultivo de uma virtude – Candor (A Honestidade), Abnegation (Altruísmo), Dauntless (A Coragem), Amity (A Paz) e Erudite (A inteligência).

No dia marcado de cada ano, todos com 16 anos devem escolher uma facção ao qual irão dedicar o resto de suas vidas. Para Beatrice, a decisão está entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é – Ela não pode ter os dois. Então ela faz uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma.

Durante a altamente competitiva iniciação que tem início, Beatrice muda de nome passando a se chamar Tris e luta para determinar quem são seus verdadeiros amigos e provar o próprio valor. Ela também carrega um segredo que pode ajudar a todos ou acabar destruindo-a. baseado na sinopse traduzida do Sobre Livros

Divergent é mais um livro sobre futuro e sociedade diferente, mas não “apenas mais um livro”. Divergent veio para acrescentar. O principal diferencial do livro está na ação, mas os personagens também são interessantes. Além disso, como primeiro livro de uma série sobre, provavelmente, “vamos mudar a estrutura dessa sociedade que tá injusta”, não fica só na introdução e passa a ser uma inserção no mundo do livro ao mesmo tempo que há o desenvolvimento de Tris, a personagem principal.

Aqui comparando com Destino: os dois são livros que mostram uma personagem se transformando a ponto de desafiar a sociedade em que vive (sendo séries, sem a conclusão das consequências disso). Em Destino essa transformação é lenta e representada por um triângulo amoroso típico de YA, como diria a autora Carrie Ryan, que fica muito no plano psicológico. Já Divergent essa transformação é representada pela iniciação na facção que ela escolheu, então passa do psicológico para os acontecimentos em si e nós observamos como a transformação acontece.

Essa parte das facções é muito legal. Como diz na sinopse, cada um tem que escolher uma e passar a viver de acordo com ela, mas antes precisa passar por uma série de testes para ver se é mesmo capaz de fazer parte daquela facção. Em outra palavras, do que adianta ser um Candor se você mente por aí? Então tem que ser testado para ver se não vai mesmo mentir nunca. Nós só conhecemos o processo da facção da Tris, mas que é muito divertido e diferente (eu não vou entrar muito pra não contar, né?).

Depois da iniciação, nós vemos de verdade como ela mudou, se transformando em uma das minhas personagens preferidas. Tris é uma garota forte e, ao mesmo tempo, com falhas, mas tudo isso faz ela ser quem é. Também tem os outros personagens, o Four, a Christina, o Will, o Al… eles não são tão profundos tipo em Sangue Quente, mas nem de longe tão surpeficiais quanto em Destino. Todos eles têm uma história própria e características particulares. Uma coisa interessante é que a autora, Veronica Roth, consegue equilibrar bem as características de modo que eles não são bons nem maus, são mais humanos.

*A Tris é tão boa que fizeram uma imagem pra ela que usaram até uma das personagens mais fortes e marcantes pra ela, a Lara Croft (não do mundo dos livros, mas personagem épica é personagem épica em todo canto). Veja aqui.

A história em si, além de estar sempre acontecendo algo e por causa da iniciação você já ficar ansioso para que ela vença e para conhecer a próxima etapa, ainda tem “tramas paralelas”. Há a família dela, que é sempre um plano de fundo para o que acontece. Há, é claro, os problemas da sociedade, que são menos “problemas na constituição”, como em Destino, e mais uma conspiração que ameaça toda a ordem. E, como se a Tris já não tivesse que lidar com tudo isso, ela ainda tem um segredo importante que pode colocar a própria vida em risco (apesar da consciência desse fato evoluir conforme o livro anda).

Para os apaixonados de plantão, há romance no livro, mas não é nem o foco e deixa a desejar. Infelizmente, Veronica Roth não é tão boa descrevendo beijos quanto descrevendo gente pulando de prédio. De qualquer forma, o livro não é sobre isso e não ameaça nem um pouco estragar o que a ação do livro construiu (eu já vi até gente falando que adorou o romance). E, quando eu digo ação, só lendo para ter ideia de como é. Poucas vezes um livro consegue me fazer esquecer totalmente do mundo e participar tanto do que está acontecendo. Juro que eu pulei do prédio junto.

Título: Divergent

Primeiro de uma trilogia (até o momento né)

Próximo livro: Insurgent (lançamento 1 maio de 2012)

Autor: Veronica Roth

A editora no Brasil é a Rocco, mas ainda não foi lançado e até o momento não há data confirmada. Porém, pelo tempo que essa história circula, deve ser lançado em 2012. (vende baratinho o inglês na Fnac e na Saraiva. fikdik)

Veja também a capa de Insurgent (clique para ver maior):

 

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