Por falar em autores nacionais…

Não é de hoje que se houve muito sobre os novos autores nacionais. A maior parte deles escreve sobre fantasia ou assuntos jovens e não recebem destaque, pois esses são, justamente, os temas que as pessoas mais leem livros estrangeiros. Daí o incentivo em estimular todos a lerem autores brasileiros, de seu próprio país. Acho isso justo, afinal, não é dada uma chance a maior parte desses autores ( e note o que disse acima, quando digo esses autores, me refiro  especificamente aos que tratam de assuntos como fantasia e YA – ou algo parecido ).  Como disse em uma matéria para a Revista Fantástica, acho importante que todos deem uma chance a esses livros. Além disso, não julguem todos os novos autores por um que não é nada bom. Afinal, esse autor não significa nada no mar de livros nacionais que existem por aí.

Mas, hoje vim abordar outros assunto. Minha ideia com esse post foi trazer a vocês autores nacionais indispensáveis, com obras impecáveis, apesar de não serem clássicos. Falamos tanto em ler mais livros brasileiros. Pois estão aí, autores que, apesar de não tratarem dessa temática, são bons e ainda tem marca verde e amarela. Não deixem de dar a opinião de vocês não só sobre as dicas, mas também sobre o estilo de post ( novo aqui no blog ) que estou propondo ( algo mais livre, sem colunas nem nada, eu diria).

Lygia Fagundes Telles

Já ouviu falar na novela Ciranda de Pedra? Pois é, foi a Lygia que escreveu o romance que deu origem a mesma ( ou mesmas, pois foram duas. Uma mais antiga ( 1981 ) e um remake ( 2008 ) ). Outros romances dela também são famosíssimos, tais como As Meninas e As Horas Nuas. Mas, de qualquer forma, não pude ler nenhum de seus romances. Recomendo aqui seus contos. A Lygia foi a autora que me inspirou a escrever contos.  Adoro a forma como ela descreve os personagens e o ambiente, além do ritmo de sua história. Ela sabe controlar o clímax mesmo com uma narrativa pequena – e como sabe! Infelizmente, não tenho aqui nenhuma resenha de suas antologias. Abaixo você pode conferir a capa e a sinopse de dois livros de contos seus ( que eu recomendo demais! ) com link para o skoob e uma resenha de outra antologia dela ( essa eu não li ), escrita pela Ana ( cronista do blog, com quem compartilho minha paixão pelo texto da Lygia ) em seu blog literário, o Na Parede do Quarto.

Mistérios


Esse livro contém alguns dos meus contos favoritos da Lygia. Sua narrativa mais voltada para o terror e suspense é maravilhosa e um tanto sombria.

Sinopse: Mistérios, coletânea de 1981, apresenta alguns dos melhores contos da escritora, reunidos sob o signo do sobrenatural e da magia. A seleção das 19 ficções do livro, publicadas na Alemanha com o título Contos fantásticos, ficou sob a responsabilidade de Alfred Opitz — tradutor das obras da escritora para o alemão. O resultado final oferece ao leitor um panorama amplo do interesse de Lygia pela temática.

Antes do Baile Verde

Sinopse: Alguns dos melhores contos de Lygia se encontram neste volume. São 18 histórias que evocam um clima de desencanto e dissipação. Na superfície tudo parece correr bem. Detalhes agudos e sutis desmentem essa aparência de normalidade e fascinam o leitor.

Esse livro contém um dos melhores contos que já li. Trata-se de Apenas um saxofone. 

Resenha de Oito Contos de Amor no blog Na Parede do Quarto

João Paulo Cuenca

 Talvez esse nome lhe lembre crônicas.  E isso não está nem um pouco errado. O autor já escreveu crônicas na Tribuna da Imprensa, no caderno Megazine ( de onde conheci o autor ), do jornal O Globo e, atualmente, é comentarista de cultura do Estúdio i, do Globo News. O autor começou com um blog na internet onde postava diálogos e, ao mesmo tempo, escrevia seu primeiro romance. Foi chamado junto com outros autores para uma antologia de contos sobre a cidade de Paraty, quando participou também de uma mesa de debates na Flip de 2003. Segundo ele, essa sua participação tanto na feira literária quanto na antologia foi o que permitiu que seu primeiro romance ( Corpo Presente, publicado pela Editora Planeta ) ganhasse tanto destaque. Depois, vieram mais dois livros. O segundo saiu pela Agir ( a mesma editora da antologia de Paraty ) e chama-se O Dia Mastroianni ( que troquei no skoob para me dar de Natal e em breve devo estar trazendo a resenha aqui pro blog ). Seu terceiro livro faz parte de uma coleção da Companhia das Letras chamada Amores Expressos. Vários autores foram enviados para vários países a fim de escreverem uma história de amor passada nos lugares que se hospedaram. Cuenca foi para o Japão, mais especificamente para cidade de Tóquio, publicando seu terceiro romance: O Único Final Feliz para uma História de Amor é um Acidente. Li este último, do qual gostei muito. Confira a resenha de O Único Final Feliz para uma História de Amor é um Acidente.

O Dia Mastroianni

Sinopse: Passar 24 horas vivendo como o mítico ator italiano que imortalizou sua persona mais típica, um irônico e melancólico dândi que flana entre mulheres e prazeres. Esse é o ponto de partida de Cuenca para apresentar seu romance,

uma reunião dos clichês de uma geração que, por tanto temer os lugares-comuns, acaba confundindo-se inapelavelmente com eles.

Acabei de receber o livro aqui em casa e pretendo começá-lo ou um pouco antes do Natal ou nas férias de Janeiro. O texto de Cuenca me impressionou de tal forma que logo me tornei seu fã. Conheci o autor na Bienal e ganhei autógrafo ( no O único final… ) e foto!

Lygia Bojunga

A autora é conhecida por seus livros infantis. Ela foi a primeira escritora brasileira a ganhar o prêmio Hans Christian Andersen ( uma espécie de Nobel da literatura infantil ). Entre suas publicações para crianças, são conhecidos: Os Colegas, Corda Bamba e A Bolsa Amarela ( até hoje meu livro favorito ). A escritora publicou diversos de seus livros pela editora Agir, abrindo mais tarde uma editora própria intitulada Casa Lygia Bojunga, para onde trouxe mais tarde todos seus livros anteriores. Com sua nova editora, Lygia começou uma linha de livros mais voltados para adolescentes e adultos, começando por Retratos de Carolina ( um livro que mexeu muito comigo e foi indicado aqui no blog ) e tendo como atual último livro Querida, publicado em 2009. Os três últimos títulos dessa coleção são muito cobiçados por mim.


 O que acharam do post? E das indicações? Deem suas opiniões pelos comentários!
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Sobre Victor

Gosto de cheiro de livros novos e de biblioteca com livros velhos, de livros ( dessa vez das letras mesmo ), de chocolate, de escrever, de ficar no computador, de dias frios com céu bonito, de ir ao cinema, passear no shopping com os amigos e de viajar. Ensino inglês e um dia ainda quero publicar alguma coisa. Bolsa Amarela, Harry Potter e a pedra filosofal , Entrevista com o vampiro e Crônicas de uma namorada são meus livros favoritos. Perdi a conta de quantas vezes vi "A Múmia". Quanto às séries que gosto, sempre mudo. Elas têm suas temporadas e eu tenho as minhas.

Um pensamento sobre “Por falar em autores nacionais…

  1. Victor,

    Postagem muito bem abordada e com um tema sobre o qual tenho notável apreço, literariamente falando.
    Acho que os brasileiros muitas vezes não dão valor à própria literatura e também acho que deveríamos, às vezes, nos aproximarmos do que se produz genuinamente aqui, sem essas ilusões de YA books que se assemelham tanto a “Crepúsculos” e “Sussurros” por aí…
    Fico grata pela menção ao blog em tratando-se de minha autora predileta e fiquei particularmente interessada no texto de João Paulo Cuenca.
    Aguardarei a resenha!

    Beijos,
    Ana

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