Rocky, Um Lutador!

“Um verdadeiro exemplo cinematográfico de superação, e acima de tudo: um amor que quebra barreiras.”


Por Bruno Albuquerque de Almeida
Quando falamos de Sylvester Stallone, logo lembramos de Rambo, aquele guerreiro musculoso, violento e que deu uma fama avassaladora ao ator. Mas devemos lembrar de um outro grande trabalho dele, chamado Rocky. Gerador de diversos clichês( como a música tema e a febre de filmes sobre lutadores de boxe que passam por superações), Rocky, Um Lutador demonstra que Stallone consegue ser algo além de muitos músculos e violência exagerada. Ele consegue ser bom na arte da atuação.
O ser humano naturalmente afirma que, se não possuímos um bom emprego, um bom status e uma reputação bem construída, não merecemos respeito. Isso é de uma falta de amor no coração gigantesca, e Rocky consegue provar isso. O desenvolvimento do caráter do personagem de Stallone é muito bem feito desde o início, quando ele tenta dar lições de moral para uma garota jovem que mora ao seu lado – e no primeiro encontro dele com Adrian, quando ele revela timidez extrema e que a sua vida é o boxe. Aliás, o esporte não passa de um meio para demonstrar a garra e coragem de Rocky Balboa, que no início do filme revela falta de vontade e fraqueza e, após a oferta feita por Apolo, o melhor boxeador do mundo, para dar uma guinada na carreira dele, ele se mostra entusiasmado, forte e extremamente motivado para mostrar o que ele pode fazer dentro de um ringue.
E Adrian, o seu interesse romântico, é a tal da motivação. À princípio, o namoro dos dois não passa de algo “esportivo”, eles namoram por namorar, se beijam por se beijar. Mas, conforme Rocky começa a treinar mais, ele revela uma leve desconcentração, e uma frase super engraçada( “As mulheres enfraquecem os joelhos!”). Sem contar os carinhos em excesso de Adrian, que geram uma leve discussão entre os dois, para desenvolver ainda mais o amor de Rocky pela garota tímida: ele a abraça fortemente logo depois de dizer que não quer perder tempo namorando.
Mas o ápice do amor entre os dois é na luta final – e que luta: diferentemente dos filmes comuns, Stallone( que escreveu o roteiro do filme) adota uma característica bastante interessante. Ao invés dele ganhar( sendo clichê) ou perder( sendo profundamente decepcionante, pois a dedicação de Rocky é algo inacreditável), ele simplesmente termina a luta empatado com o melhor do mundo. Ou seja: ele não é melhor que o campeão mundial – ele é tão bom quanto. E, após esse show de originalidade, Adrian sobe ao ringue, desesperada, enquanto Rocky grita: “ADRIAN! ADRIAN! Eu te amo!”. Admito: Não consegui conter as lágrimas.
Os créditos sobem. As lágrimas caem. E descarto tudo o que já falei mal sobre Sylvester Stallone não ser um bom ator. Rocky, Um Lutador não é um filme sobre lutas. Não é um filme sobre um homem forte e galanteador. É sobre uma história de superação, guiada por um sentimento tão nobre chamado… amor.
Nota: 9,0

Ps: me desculpem pelo sentimentalismo exagerado, mas Rocky, Um Lutador me emocionou muito.
Anúncios

Sobre Bruno Albuquerque

Crítico de cinema há 4 anos. Para os haters, o "metido a dono da razão".

2 pensamentos sobre “Rocky, Um Lutador!

  1. Não é sentimentalismo, você tem razão. Rocky pode ser um filme basicamente de luta, mas tem uma história inteira por trás, e que realmente, acaba emocionando bastante! Eu adoro esse filme *-*

    xx carol

Escreva seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s