Resenha: Bios

Esse é um livro que mistura ação com romance em uma sociedade futura e bem diferente. Ah, calma aí, você já viu isso antes, né? Sim, Bios parte da mesma ideia de vários livros que estão circulando agora, mas consegue ir além e se destacar. O livro tem uma história interessante, o mundo criado é um pouco diferente dos da maioria YA por aí, a ação conta bastante, o romance só é figurante e os personagens são muito legais.

Quando Liz abre os olhos, ela se vê nas ruínas de uma cidade. E como se isso não fosse assustador o suficiente, tem mais um detalhe: Ela não se lembra de nada. Completamente perdida e sem nada além de uma mochila com alguns itens pessoais, Liz logo é resgatada por um grupo de adolescentes com ela, apenas para descobrir que eles são refugiados em um mundo onde ser humano é um crime. Uma grande corporação conhecida como O Instituto, responsável por criar vida artificial – no chamado Projeto Bios – está caçando os humanos restantes sob o pretexto de que eles são selvagens e instintivos demais para serem livre. A medida que passa tempo com estas pessoas, perturbada por fragmentos de memórias que não consegue conectar, Liz logo começa a suspeitar que o item do seu passado, aquele que ela não consegue lembrar, pode ser o segredo para a acabar com a guerra. E que o Instituto vai fazer de tudo para ver esse segredo – e ela – enterrados para sempre. *

*Usei a sinopse oficial porque ela é quase perfeita. Quase porque dá a impressão de que a Liz passa o livro tentando lembrar quem é, mas isso é só uma parte pequena. Depois tem toda uma jornada envolvendo esse segredo do passado.

Bios é mais um livro que mistura história individual com a de um mundo a beira de uma crise (como em Destino ou Jogos Vorazes). A história individual é a de Liz, tentando descobrir quem realmente é. Não só porque ela perdeu a memória, mas o resto eu vou deixar pra você descobrir no livro. Já a história do mundo é essa, sobre os bios e os humanos, que é contada logo nas primeiras páginas. No mundo de Bios os humanos são ultrapassados e os bios são a nova forma de vida aceitável*, enquanto o Instituto joga com essa rivalidade de acordo com os próprios interessantes.

*Por causa disso você tem dois climas no livro. O primeiro, que parece até com o de A Hospedeira, dos seres humanos escondidos e vivendo como podem. E o segundo, que é a vida quase tão normal quanto a de uma cidade qualquer.

Esse mundo em si já desperta a minha atenção, porque é um dos futuros mais prováveis de acontecer (eu amo Jogos Vorazes, mas não acredito que o mundo inteiro vai se recolher na própria “insignificância” e uma ditadura daquelas vai tomar conta dos  EUA) e ainda ajuda as pessoas a pensarem: e aí, o que acontece se seguirem adiante fazendo todas essas alterações genéticas? Aonde isso pode chegar? É uma questão mais importante até do que “e se os robôs passarem a pensar sozinhos e se revoltarem?”. E, só pra ficar melhor ainda, é uma história muito parecida com a de Resident Evil (os jogos). A diferença é que o Instituto teve sucesso onde a Umbrella falhou (na tentativa de construir uma versão melhorada dos humanos eles conseguiram os zumbis). E, sem importar o resultado, são duas companhias gigantes, quase indestrutíveis e que se acham acima da lei.

Talvez (veja bem, talvez) o único ponto negativo nessa história é a forma como esse mundo é mostrado. Nós chegamos a conhecer bastante como os humanos estão vivendo, mas não como os Bios vivem. Passei a maior parte do livro imaginando uma coisa diferente, que fez o Instituto parecer muito mais forte do que realmente é.

Eu descobri que adoro quando tem ação, personagens fortes e luta (tipo em Divergent). Luta em livro consegue ser tão emocionante quanto na tela (só perde para as de verdade, talvez). E nesse livro tem boas cenas de luta corpo a corpo e com certeza a Luiza Salazar esteve pesquisando sobre golpes de luta. Apesar de gostar, não vou entrar muito nisso.

Assim como na ação, o romance é parecido com o de Divergent. Tem lá, é bonitinho, mas Liz batendo é muito mais legal do que beijando.

Além disso, ainda tem os personagens. Eles são muito legais e marcantes, é difícil não gostar pelo menos de um (e a lista é meio grande). Eles não são aqueles personagens-figurantes, você acaba conhecendo mais sobre até os que mal aparecem (não de um modo chato, é quase sem perceber). Vários deles poderiam ter até uma história própria. (depois de muita discussão interna, acabei decidindo que a que eu mais gostava era a Claudia, mas também adoro a Poppy e é melhor não pensar muito, se não eu listo vários)

E, só pra não deixar passar, os diálogos são divertidos e com várias respostas legais. Mais um motivo para ler.

Agora, fechando com chave de outro, a “melhor” parte: é um livro só. Quer dizer, pode ser que tenha uma sequência ou uma outra história com os personagens (o que eu espero que tenha), mas o livro é completo. Não é daqueles que você termina e fica faltando algo, tipo… Destino. E, pra quem está cansado dessas séries de mais ou menos um milhão de livros, é uma ótima opção.

Título: Bios

Autor: Luiza Salazar

Editora: Editora Underworld

Anúncios

Um pensamento sobre “Resenha: Bios

Escreva seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s