Sem Saída!

“O único esforço que o filme faz é para ficar cada vez mais enturmado com a tosquice. Um desperdício de uma boa trama.

 

Por Bruno Albuquerque de Almeida!

 

É incrível como o ser humano não tem mais noção do ridículo. Pelo menos os chefões de Hollywood. Aproveitando a vantagem comercial que o sucesso de Taylor Lautner está fazendo por conta da Saga Crepúsculo, Sem Saída arrisca colocá-lo como protagonista – o que, logo nos primeiros minutos de projeção, já demonstra ser uma escolha altamente precipitada.

 

Sem dotes artísticos suficientes e a falta de carisma presente no ator, o que se esperava era um divertido filme de fuga e busca pela identidade. Mas, ao querer agradar demais o público, o filme cai na mesmice em todos os seus atos, cenas e falas, além dos personagens comuns e estereotipados. E vou começar a crítica por ele. O personagem de Taylor Lautner revela-se, logo de cara, o típico protagonista calado. Suas poucas falas( o que é um erro grave do roteiro, colocar o personagem principal em segundo lugar) só servem para mostrar o óbvio, além de somente funcionar para dizer: “Taylor Lautner está no nosso filme, assista-o”. Já os coadjuvantes, claramente colocados em primeiro lugar( alguém Fúria de Titãs ai?), não passam de diversos outros que já vimos em tantos outros filmes. O melhor amigo engraçadinho e que sempre ajuda em tudo – além de passar uma mensagem racista brutal( o garoto negro é quem consegue as identidades falsas para o amigo e rouba um carro para ajudá-lo) – só serve para fazer tudo aquilo o que o protagonista, com falta de cérebro para pensar no óbvio – ah, essa palavra de novo. Por falar em óbvio, temos a amiga de infância que, olha só, torna-se a namorada do Taylor na conclusão do filme. Que original, hã? Salvam-se os pais de Lautner, que demonstram um “q” de originalidade e simpatia.

Agora, o roteiro: previsível, extenso demais e confuso. Previsível pois, a cada decisão tomada por cada personagem, consegue-se predeterminar exatamente o que vai acontecer – como várias das cenas de ação do filme, a cena do estádio em que Taylor Lautner exita em atirar no vilão, entre outras. Extenso, pois perde tempo( muito tempo, aliás) mostrando conflitos entre o casal principal entre festas e aulas na escola, somente explicando isso depois de quase uma hora de filme e, mesmo assim, o motivo não se mostra convincente o suficiente, além de ter diversas coisas desperdiçadas e longas demais, fazendo o filme ficar com quase duas horas de duração. E confuso pois, por conta dessa longa duração, embaralha assuntos( como quem é o pai do protagonista – em determinado momento pensei que fosse o vilão) e esquece de desenvolver outros mais importantes – com os pais de Lautner, o relacionamento antigo com a vizinha dele e um pouco mais de sua personalidade.

Os aspectos técnicos, é claro, estão no piloto automático: fotografia clara e bonitinha demais o tempo todo, montagem comum entre outros. Mas um detalhe que incomoda: os zooms nos olhares, desnecessários e injustificados. Demonstrar tensão? Confusão? Pressão psicológica? Em nenhum momento isso fica claro. Além disso, as cenas de ação, mal coordenadas a ponto de não sabermos onde fulano chutou cicrano, que golpe foi lançado por personagem tal e muito menos se eles realmente acertaram um ao outro, além do fato dos planos americanos, completamente inúteis em cenas de ação, darem dor de cabeça ao espectador.

 

Mas o marco do filme são as suas tosquices. O protagonista jogando um capanga de um trem, e depois pisando nos óculos dele no chão; a mocinha perguntando ao Taylor Lautner se ele quer comer alguma coisa, enquanto estão nas “preliminares”; o vilão gritando “Adrian!”, com os braços levantados, sem nenhum motivo, antes de levar um tiro, ao final do filme. E esses são só alguns, que uso como exemplo para mostrar o quão ridículo o filme consegue ser.

 

É isso, espero que tenham gostado de mais uma crítica. Abraço, e até mais!

 

Nota: 3,5

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Sobre Bruno Albuquerque

Crítico de cinema há 4 anos. Para os haters, o "metido a dono da razão".

3 pensamentos sobre “Sem Saída!

  1. bem isso. faz um tempo que eu esbarro com tanta porcaria do tipo que eu já estava achando que eu é que não sabia mais ver filme HUAH
    poderia ser melhor, mas… como você disse, quiseram mais tentar colocar o que todo mundo gosta e não deu certo. se pensar bem… é um bom exemplo de que não é só juntar um monte de coisas “legais” assim pra o filme dar certo

  2. Me lembrei de Missão Impossível com Tom Cruise. O Taylor Lautner se enquadrou no papel do bonito e fortão, bem ao estilo dos filmes de ação de Hollywood. Leva dinheiro para a indústria cinematográfica!!!

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