Apollo 18 – A Missão Proibida!

“Uma ótima premissa.. Executada trágicamente.”

Por Bruno Albuquerque de Almeida!

O tema “invasão alienígena” vem sendo bastante deturpado por Hollywood, que sempre repete a mesma fórmula, para agradar o grande público e faturar mais. Mas, o que fazer quando é criada uma ideia bastante original e que pode render( além de dinheiro para os bolsos dos executivos das produtoras dos filmes) um ótimo filme – e, quem sabe, uma reinvenção do gênero no cinema? É claro que a resposta mais conveniente é “executar tal ideia da maneira correta”, mas o problema é: como fazer isso durante a tal da “crise criativa” em Hollywood?

Apollo 18 parecia ser a resposta. O problema é que não foi. Com uma premissa super original( os humanos invadindo o espaço extraterrestre, ao invés do contrário), o filme se afunda durante o seu desenvolvimento. A percepção que tive ao ver Apollo 18 – A Missão Proibida( um subtítulo um tanto inconveniente para o longa-metragem), é que a questão do “como” fazer a história está sendo muito esquecida, dando lugar ao “que”. Vemos exemplos de tal esquecimento durante o desenvolvimento da trama – que, aliás, é colocada em primeiro lugar, esquecendo-se de evidenciar os seus personagens, que haviam tido uma boa apresentação nos primeiros minutos em cena( como takes da vida pessoal deles, de como se relacionavam e seus envolvimentos com seus familiares.

Tudo começa a desmoronar quando eles chegam à Lua. A coisa toda, ou seja, o chamado para a história demora para acontecer, enquanto o diretor prefere ficar nos mostrando o óbvio: os astronautas chegando à Lua, brincando com a gravidade( com uma menção bem legal , mas inoportuna, à 2001 – Uma Odisseia No Espaço), colocando a bandeira no terreno lunar, e etc. Mas, o clima de tensão se predomina quando eles encontram a nave russa, o que é uma boa menção à corrida espacial da época.

Volto a repetir: o problema do filme é a sua preocupação total com a história, e mostrá-la o tempo inteiro como o principal, esquecendo-se dos personagens. A falta de desenvolvimento da personalidade deles não nos faz entender o por que de tanto heroísmo por parte de Ben, personagem principal – e isso só fica claro depois da metade do filme, acredito – e a falta do choque que nos é causado quando Nate simplesmente vira do mal – após uma cena que me lembrou DEMAIS Alien – O Oitavo Passageiro. A falta de consideração do roteirista – e vista pouquíssima aguçada do diretor – de melhorar o filme é tao grande, mas TÃO grande que um personagem simplesmente é esquecido, só voltando a aparecer no fim do filme!

A aparente “ameaça” não passa de falta de cuidado dos astronautas – que, à essa altura de campeonato, deveriam ser muito bem treinados! Além de previsível, o modo como a ameça nos é apresentada soa super artificial – como os zoons que as câmeras dão sozinhas, como se já soubessem o que estava acontecendo ali, dando como desculpa para a existência deste “erro técnico proposital” o fato do filme ser um mocumentário – um falso documentário, que tudo o que é passado é dito como real sem ser.

Por outro lado, a atuação dos presentes atores é razoável, e a maquiagem do filme é super realista. Sem contar os momentos de tensão, que se prolongam de maneira gradativa, aumentando ainda mais o suspense. E o formato do filme – em tela cheia, ou se preferir, 4×3.

Um filme razoável, que poderia ter sido melhor mas que desperdiçou a chance que tinha. Boa sorte nos próximos filmes de sua carreira, Gonzalo López-Gallego. E aos atores. E aos produtores. E as distribuidoras do filme. Enfim, à todo mundo envolvido!

Nota: 6,0

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Sobre Bruno Albuquerque

Crítico de cinema há 4 anos. Para os haters, o "metido a dono da razão".

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