Capitão América: O Primeiro Vingador!

“Um dos melhores filmes de heróis de ultimamente. Mesmo com seus problemas graves.”


Por Bruno Albuquerque de Almeida!
Fazer um filme de super-herói hoje é uma tarefa muito difícil. Alguns podem cair no quesito ridículo( temos como exemplo Hancock, Quarteto Fantástico e o recente Thor.), e alguns podem ser grandiosos( como Batman – O Cavaleiro Das Trevas e Watchmen, assim como o recente e super elogiado X-Men: Primeira Classe, do qual causou muitas surpresas nos críticos.).
E venho, muito feliz, dizer que Capitão América: O Primeiro Vingador consegui se salvar como um bom, divertido e empolgante filme de super-herói. Super-herói? Não, ele futuramente virá a ser isso, em Os Vingadores( do qual, como um bom nerd como sou, estou muito ansioso para ver próximo ano.) , e por aqui se mantêm como apenas uma imagem de incentivo para os americanos irem para o exército.
E começo mesmo elogiando o filme, ao conseguir não ser aquilo que ele poderia cometer o erro de ser: patriota ao extremo. Nesse aspecto, o filme do O Primeiro Vingador ganha pontos, ao decidir mostrar como a auto-estima de seu protagonista se elevou, com um desenvolvimento máximo que os roteiristas conseguiram arrancar do personagem. Por falar nisso, o filme também merece elogios por se preocupar com seus personagens, desenvolvendo gradativamente a personalidade de cada um – com uma exceção, a de Bucky, do qual o roteiro tenta passar a imagem de um homem bom, mas que é destruida pela antipatia do ator que o interpreta, do qual agora não me lembro o nome. Por falar em atuação, Hayley Atwell peca ao fazer uma Peggy Carter com pouquíssimas expressões, mesmo ela sendo uma simpatia fora das telas. Além deles, Chris Evans, o Steve Rogers em pessoa, consegue surpreender ao fazer uma interpretação não só convincente, mas como a certa para o personagem. Quem diria, eu falando bem do Chris Evans! Para encerrar esse parágrafo, Tommy Lee Jones, que volta a interpretar o agente K de MIB – Homens de Preto 1 e 2 aqui, mas de uma maneira carismática e com uma personalidade bem definida.
E os alívios cômicos? Ótimos, vieram a calhar muito bem. Não são exagerados, como os de Transformers – O Lado Oculto Da Lua, filme do qual expressa de maneira clara que as suas piadas apelativas estão lá somente para dar ao público mais diversão ao invés de conteúdo. Pelo contrário, as piadas do filme são simples, e mesmo assim causam riso. E assim como causa riso, Capitão América: O Primeiro Vingador também consegue transmitir dor. Temos por exemplo a cena da morte do doutor alemão, químico se eu não me engano, e que depois é lembrado por Rogers( Chris Evans) em um local triste e com uma fotografia que auxilia isso muito bem. Sem contar a “morte” de Steve Rogers, ao final do filme, quando ele marca com Peggy o seu encontro juntos. Me senti emocionado nesse momento, e juro que abracei bem forte a minha namorada no cinema. Aliás, eu te amo, Bianca.
Por falar em fotografia, vamos agora avaliar os quesitos técnicos do longa-metragem: a fotografia, como já comentada, é feita de maneira funcional, refletindo luzes amareladas e alaranjadas, bem típico de filmes sobre A Segunda Guerra Mundial – o que me lembra mais um ponto negativo, resumir a participação do Capitão neste evento com uma significância histórica tão relevante à poucos minutos de cenas de ação um pouco mal dirigidas por Joe Johnston, ao mostrar um Capitão América robotizado( com movimentos de corpo duros.) e com uma montagem simplesmente terrível( e de repente, no meio do filme, surgem amontoados de cenas de ação sem a menor explicação.). É triste de se ver isso em um filme que caminhava tão bem.
E o vilão, interpretado pelo ótimo Hugo Weaving( sim, o Elrond de O Senhor Dos Anéis e o Smith de Matrix)… Não convence. Aliás, de jeito nenhum. Com a velha história de dominar o mundo( ele não diz com essas palavras, mas fica claro quando ele diz que “quer acabar com as fronteiras entre os países”. Por mim, era só fazer uma ponte de país para país, não precisava enviar bombas para cada um.), ele se mostra fraco e com quase nenhuma ameaça potente, e que vai deixar todo mundo maluco se perguntando como o Capitão América vai se livrar dessa. Faltou um pouco de Coringa de Christopher Nolan ali, acredito, além de faltar um pouco do Destruidor, do Thor, ao representar um vilão físico.
E acho que é isso. Capitão América: O Primeiro Vingador é um divertidíssimo filme de super-herói, mas que falha em diversos pontos. Vale a pena conferir, sim. Além do mais, em 3D. Não vi o filme nesse formato, mas um amigo( O Lucas Pires.) que já assistiu nesse formato me avisou que, em uma das cenas, o escudo do Capitão voa na nossa cara. Deve ser interessante. Enfim, levante-se dessa cadeira/ mesa ou qualquer outra coisa, e vá assistir ao Capitão América: O Primeiro Vingador NO CINEMA, assim como já falei sobre Homem de Ferro 2 , no meu antigo blog, o Blog Dos Garotos Antenados.
E fiquem até o final dos créditos. Tem o trailer de Os Vingadores, do qual eu gritei muito vendo. Até a próxima, pessoal!

Nota: 7,5
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Sobre Bruno Albuquerque

Crítico de cinema há 4 anos. Para os haters, o "metido a dono da razão".

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