Transformers – O Lado Oculto Da Lua!

“Pior que o segundo. Um dos piores filmes que Hollywood já viu recentemente.”

Por Bruno Albuquerque de Almeida!

 

Eu juro para vocês: sai do cinema clamando que Transformers – O Lado Oculto Da Lua era melhor que o segundo, que não estava compreendendo porque tantas críticas negativas haviam surgido desde a exibição para a imprensa aqui no Brasil. Mas, chego em casa, me deito para dormir… e me vem aquele peso na consciência que surge em mim sempre após algumas horas desde a minha sessão com determinado filme. O problema é que com esse novo capítulo da franquia cinematográfica de Transformers foi pior.

E já começo esculachando o diretor Michael Bay: meu querido, você disse que o seu segundo filme tinha sido uma porcaria e que esse terceiro seria melhor – mentira. Você disse que teria menos ação – mentira! Entre outras mentiras, Michael Bay acaba se rendendo àquilo o que o público quer, e mostra-se o diretor incompetente que é.

Para começar, vamos aos problemas estruturais: o segundo filme foi péssimo por ter uma ação ininterrupta desde o princípio do filme, não desenvolver os personagens da maneira correta( além de incluir muitos outros à trama, e me refiro aos robôs, que antes era 16, agora são quase 50), e ter uma comédia exagerada ao extremo. E o que ele faz no terceiro filme? Coloca uma hora e meia de filme comente com comédia, romancezinhos e crises de relacionamentos e uma hora de lutas, explosões e tiroteios incessantes. Tenso, né?

Admito que fiquei bem feliz ao ver pouquíssimas( mas, mesmo assim, exageradas) cenas de ação nas primeiras uma hora e meia de filme, mas… vocês já sabem o resto da história. “Mas, Bruno, o que torna Transformers – O Lado Oculto Da Lua pior do que o segundo filme?” E eu te respondo: além da sua estrutura, o seu fraquíssimo roteiro. A trama, que muda à todo instante( começa nos anos 50 – 60, na época da corrida espacial, depois muda para a procura de Sam por emprego, depois para os Autobots destruindo tudo somente por prazer( isso é péssimo! xD!), para depois virmos o Sam se metendo de novo com quem não é chamado, depois descobrimos a importância do Lado Oculto Da Lua, que logo depois é ridicularizada, e depois descobrimos que existem uma máquina que teletransporta a matéria para qualquer lugar do universo, e depois descobrimos que o Sentinel Prime na verdade era do mal, para depois descobrirmos que… é, da pra imaginar o resto.), nos deixa confusos o tempo todo. Como é que dá para assistir um filme se nós nem conseguimos acompanhá-lo direito? A prova disso era a reação do pessoal no cinema: após a trama ficar completamente estranha e confusa, todos ficaram em silêncio até a batalha final.

Além de tudo isso, avistamos na linha do horizonte e se aproximando à todo gás o machismo que existe por trás de toda obra cinematográfica de Michael Bay: temos tomadas do filme com Rosie Huntington-Whiteley, andando somente de calcinha sobre uma escada; o modo com os homens à elogiam; as inúmeras batalhas que não devem atrair muito o gosto feminino; além do romance rasteirinho entre Sam e a personagem de Huntington-Whiteley do qual agora não me recordo o nome não convence de jeito nenhum – e a prova disso é a cena com os dois se abraçando em câmera lenta no final do filme, que não transparece emoção alguma.

Faltou, também, desenvolver melhor os novos personagens, dar uma caráter e uma personalidade mais desenvolvido por todos. Patrick Dempsey está péssimo, e aliás, o seu persoangem é completamente descartável, que está ali só para criar mais um tensãozinha( fazendo com que Sam tente raptar informações de Optimus Prime, em troca da vida de sua namorada) que poderia muito bem ser tirada do filme, que não faria a menor diferença, tornando-o menos longos. Aliás, a duração do filme é muito extensa. Cansa você ficar no cinema durante duas horas e meias( 2h e 30min) vendo muitas coisas repetidas.

Sem contar os plágios descarados durante o filme. Temos cenas que lembram até demais Guerra Dos Mundos( corpos explodindo em poeira – pelo menos eu gostaria de ver sangue para tudo quanto é lado, mas no máximo temos alguns ossos espalhados pelo chão), uma trilha sonora “chupadona” de Inception, ou se preferir, A Origem, o último filme do grandioso e genial Christopher Nolan, cheia de BAUNS o tempo todo, em algumas cenas de ação do filme, sem esquecer de Kill Bill, do meu diretor de cinema favorito, Quentin Tarantino. O Tarantino tomou uma das melhores decisões cinematográficas que já vi: dividiu seu filme em dois, pois a primeira parte dele ficou muito com as cenas de ação, e a segunda parte com as cenas de diálogo e desenvolvimento dos personagens. Em Transformers – O Lado Oculto Da Lua, temos o contrário: primeiro o “desenvolvimento”( péssimo, ainda por cima xD.) dos personagens, e depois só ação, ação e  mais ação. Só que tudo num filme só.

 

Acho melhor acabar por aqui, antes que eu exploda em fúria. Salvam-se no filme John Turturro e Shia Labeouf, carismáticos até o talo e causando muitos risos na platéia.

 

Nota: 2,5

Ps: no fim, ficam-se:

Transformers – Nota: 7,3

Transformers – A Vingança Dos Derrotados – Nota: 4,0

Transformers – O Lado Oculto Da Lua – Nota: 2,5

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Sobre Bruno Albuquerque

Crítico de cinema há 4 anos. Para os haters, o "metido a dono da razão".

Um pensamento sobre “Transformers – O Lado Oculto Da Lua!

  1. A franquia nunca me chamou muita atencao, mesmo eu gostando do antigo desenho. Assisti algumas partes do segundo e primeiro filmes, mas nao achei nada de mais =/ E com sua classificacao do terceiro, paro por aqui mesmo huahua Acha que a saída da Megan Fox afetou alguma coisa ?

    Abracos,

    Victor

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