Pulp Fiction – Tempo de Violência!

Ok, eu realmente estou fazendo esse texto pra tentar esquecer a saudade que eu tô sentindo da Bianca( que, aliás, já deve estar na terra do meu colega Victor Schlude, o Rio de Janeiro, para o show do Paul McCartney!!!), mas enfim, vamos ao que interessa…

“Pulp Fiction nada mais é do que a obra-prima cinematográfica mais bem feita dos últimos vinte anos. Quentin Tarantino consegue se consagrar como um dos melhores diretores de seu tempo, chutando bundas ao fazer seus filmes de maneira independente.”

Ok, sou suspeito para falar de Quentin Tarantino por aqui, já que sou seu fã de carteirinha e ele é, desde já, o meu diretor favorito. Mas, vamos aos fatos:

Muitos taxam ele de “violento” e “sanguinário”, por seus filmes tratarem simplesmente disso: muitas mortes, muito sangue, muita violência… e o que mais?

Tarantino é mestre por ter um domínio NATURAL em seus diálogos, sempre incríveis, complexos e inteligentes, e Pulp Fiction é a prova via disso. Este filme, que lhe rendeu o Oscar de melhor Roteiro Original em 1994 é um marco no cinema, e direi aqui porque. Tarantino é bem famoso pela sua estética – a ordem nem um pouco cronológica dos fatos de seus filmes. Este que vos críticos é o seu auge: se você não parar para pensar, a trama fica embaralhada em sua mente. Costumo dizer que o ínicio é o meio, o meio é o fim e o fim é o ínicio, mesmo sabendo que Pulp Fiction não está organizado desta maneira. Mas, sabe por que continuo falando? Porque é assim que as pessoas se interessam pelos filmes do diretor.

O humor negro, o segundo aspecto mais marcante de Tarantino, está presente aqui de uma maneira absolutamente extraordinária! O nosso coleguinha “irmão gêmeo do Samuel Rosa da Banda ‘Skank'” consegue nos fazer rir de: uma explosão cerebral; uma injetada de adrenalina no coração de uma mulher que acabou de sofrer uma overdose; de quatro marmanjos limpando restinhos de miolo dentro de um carro em plena luz do dia; e de muitas outras coisas que aqui não posso listar. Muitos alegam, inclusive eu, na época em que assisti o filme e pouco de cinema entendia, que Pulp Fiction – Tempo de Violência não possui uma história, e é ai que está mais um ponto genial de Tarantino: ele não se preocupa no que a história vai dar, ele simplesmente a conta. A trama, que realmente deve ser chamada de TRAMA, entrelaçada inteligentemente pelo roteiro escrito de uma maneira magnífica, é dotada de uma sutileza própria, já que todos os personagens se conhecem, e, se não conhecem, pelo menos conhecem alguém que conhece outro que conhece outro… e por ai vai.. Esses “conheces” repetidos ai em cima foram necessários, para que a sua compreensão do texto, leitor, não seja afetada.

O elenco. Ah, sim, o elenco… Só os nomes já salvam tudo: Bruce Willis, John Travolta( que teve sua carreira reerguida com esse filme), Samuel L. Jackson( magnífico como Jules Winnifield, e que teve sua carreira praticamente iniciada aqui), Christopher Walken( que faz somente uma ponta, mas que sempre me parece sensacional!), Uma Thurman( interpretando uma das melhores personagens femininas do cinema. Opa, erro meu, femininas não: de todos os sexos existentes!), Harvey Keitel( que ajuda a criar o Universo Tarantino no cinema, indiciando a presença de Joe, o chefão do crime de Cães de Aluguel, filme anterior à este escrito e dirigido também pelo mestre Tarantino xD), entre muitos outros presentes, que eu poderia levar horas comentando.

Mas, mesmo assim, o filme tem uns errinhos narrativos e de esclarecimento de determinadas pontas soltas que ficam no roteiro, mas nada demais. Só quero dedicar este parágrafo ao personagem menos desenvolvido da trama: o chefão do crime Marcelus Wallace. Ele, que tem seu rosto exibido de uma maneira leve, aparece em determinada cena em que ficamos sem entender muito bem o que está se passando( me refiro à cena em que ele encontra “acidentalmente” Butch, o personagem de Bruce Willis, que aqui está sempre machão e fortão o tempo todo, na rua.).

Espero que tenham gostado de mais uma crítica minha, e até próxima semana com outra!

Nota: 9,0

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Sobre Bruno Albuquerque

Crítico de cinema há 4 anos. Para os haters, o "metido a dono da razão".

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