The Talented Mr. Ripley

O livro já estava na minha lista e acabou parando na minha cota mensal de livros em inglês quando, vasculhando a estante do curso, acabei por achá-lo, alugá-lo e trazê-lo para casa. Dos romances policiais que já havia lido, The Talented Mr. Ripley, é, com certeza, o mais diferente. Por que ? Um simples motivo: A história é contada na visão do assassino, pelo qual você torce – ao menos eu torci, do início ao fim. Nada mais de detetives indecisos e crimes que parecem extraordinários, Patricia Highsmith, considerada uma das melhores autoras do gênero da atualidade, nos guia por entre os medos, aflições e neuroses de Tom Ripley, um farsante criado para cativar o leitor, mesmo não fazendo nada muito legal ou ético. O livro foi trazido para o Brasil pela editora Companhia das Letras – não sei ao certo em que ano, mas creio que em 2002 – com o título de O Talentoso Ripley, porém, publicado nos Estados Unidos em 1955. Teve duas adaptações para o cinema, sendo que a mais recente, estrelando Matt  Damon e Jude Law, estreiou em 1999.

Tom Ripley mal nos é apresentado quando Mr. Greenleaf o encontra e se apresenta, dizendo conhecê-lo. Ele precisa de um favor. Seu filho, Dickie Greenleaf, está na Europa e se recusa a voltar para casa. Mas Mr. Greenleaf o quer nos Estados Unidos, não só para controlar seu futuro como também para satisfazer sua mulher, que está doente. Ele chegou a Tom por meio de um amigo de Dickie, que disse que os dois eram próximos. Mas Tom só viu Dickie uma vez na vida e, Mr. Greenleaf quer que ela vá para a Europa a fim de persuadir Dickie para que esse retorne para casa.

Tom Ripley é um farsante muito boa pinta que ganha dinheiro enganando os outros. Ele sabe mentir bem e sabota várias pessoas a fim de ficar na melhor. Por isso, quando quando um homem rico vem lhe oferecer uma viagem toda paga à Europa, para convencer um cara que ele pouco conhece a voltar para casa, Ripley não pensa duas vezes antes de aceitar a oferta.

Mas ele irá tentar convencer Dickie a regressar para casa. Ao menos isso que ele pensava antes de conhecê-lo. Chegando em Nápoles, na Italia, ele descobre que Dickie é uma figura nada amigável e um tanto irritante, acompanhado sempre de Marge, uma jovem que Ripley tem aversão. Ele é quase despachado quando se apresenta e, falha em todas suas outras tentativas de se aproximar do rapaz americano. Num ato de desespero, ele conta a Dickie que vem a serviço de seu pai, fazendo-o rir e ser mais simpático.

A partir desse momento os dois ficam muito amigos. Tom é um personagem extraordinário, estabelecendo um objetivo e não descansando até o alcançar. Já Dickie, ao menos  ao meu ver, é uma criatura mimada e irritante, de humor totalmente vascilante. Mas Tom gosta de sua companhia e, ainda mais, seu estilo de vida. Viver na Itália, com direito a viagens para países maravilhosos, numa calmaria e riqueza imensas é o que ele sempre sonhou. Mesmo assim, em certo ponto sua presença começa a ser não tão desejável assim. E isso Ripley não pode suportar.

Amando a vida de Dickie acima de tudo, ele mata seu amigo e toma seu lugar, escapando de quem realmente conhece ambos e abusando de todos os prazeres que ser Dickie Greenleaf traz. Mas escapar de todos que os conhecem não vai ser tão fácil. A vida de Tom nunca mais será tranquila. Mergulhado em neuroses e outras preocupações, Tom vive no lugar de seu amigo falecido sempre a espreita. Quanto tempo faltará para que descubram tudo ? Estarão esperando ele na próxima esquina ?

Com uma narrativa de tirar o fôlego, Patricia Highsmith nos conta a história de Ripley na pele de um Greenleaf com um assassinato nas costas e muitas outras pessoas em seu encalso.

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Sobre Victor

Gosto de cheiro de livros novos e de biblioteca com livros velhos, de livros ( dessa vez das letras mesmo ), de chocolate, de escrever, de ficar no computador, de dias frios com céu bonito, de ir ao cinema, passear no shopping com os amigos e de viajar. Ensino inglês e um dia ainda quero publicar alguma coisa. Bolsa Amarela, Harry Potter e a pedra filosofal , Entrevista com o vampiro e Crônicas de uma namorada são meus livros favoritos. Perdi a conta de quantas vezes vi "A Múmia". Quanto às séries que gosto, sempre mudo. Elas têm suas temporadas e eu tenho as minhas.

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