Tron: O Legado

“Admito: fui ver Tron: O Legado não muito esperançoso, receando bastante, pois as críticas à respeito dele não estavam nem um pouco positivas. Logo de cara, já vemos um potencial no filme, com a conversa entre Kevin Flynn e seu filho, Sam Flynn, revelando-nos uma enorme ligação emocional. A história, bem simples, pode até incomodar no princípio, mas com o tempo vai se tornando algo maior, até conseguir ser uma das melhores metáforas cinematográficas desde 2001 – Uma Odisséia no Espaço.”

Por Bruno Albuquerque de Almeida

“Contemplem o filho do criador!”

Ok, admito que esta frase está mais para filmes bíblicos do que para uma ficção científica, mas convenhamos: Tron: O Legado é, como Sir. Optimus Prime diz, “Mais do que os olhos podem ver”. A trilha sonora, arrasadora, feita pela dupla de DJs franceses Daft Punk, que além de super carismáticos são geniais, dão um realismo e uma profundidade maior que o 3D( piada sem graça, né?) à trama, aos personagens e, principalmente, às cenas construídas tão bem. Jeff Bridges, como sempre, magnífico atuando. É incrível como ele consegue dar uma naturalidade à coisa toda, e interpretar sempre personagens diferentes, demonstrando sua enorme capacidade intelectual, para criar novas personalidades para seus personagens. Tron: O Legado é cheio de referências ao filme original, de 1982, também estrelado pelo Jeff Bridges, como a moto de luz clássica, sendo pilotada pelo Sam Flynn, os puzzles com formatos cristalinos sobre uma estante no esconderijo de Kevin, até a cena de “invasão” à Encom, empresa agora comandada por Sam Flynn.

Muitos críticos alegam falta de carisma por parte de Garrett Hedlund( intérprete de Sam Flynn) e Olivia Wilde( bastante conhecida da série House, que eu particularmente detesto. Desculpa, Bianca.). Mas, acredito eu, que somente uma pessoa com muita falta de amor no coração pode dizer uma coisa destas. Não, ambos não fazem interpretações divinas( mais uma piada sem graça xD) como Jeff Bridges e Michael Sheen( que consegue unir dois dos vilões mais sensacionais do Batman, o Coringa e o Charada, em um personagem carismático e engraçado, além de bem divertido e dinâmico. Suas falas são umas das melhores do filme inteiro xD), mas conseguem demonstrar potencial. Agora, só falta desenvolver tal potencial para se tornar uma atuação digna de aplausos, porque aqui os dois só fazem aquilo que deveriam fazer, sem acrescentar absolutamente nada à personagem( diferentemente de Bridges e Sheen, já que o primeiro consegue transparecer uma humanidade pura em um personagem quase divino e o segundo consegue variar contrastes de personalidade, sendo bonzinho em alguns momentos e mal em outros, dependendo da situação xD). Um figurino pouco detalhado, mas tão tecnológico em sua simplicidade que faz com que você goste dele, se apaixone e queira sair por ai usando uma roupa daquelas. A direção de arte? Perfeita. Tão perfeita que, ao final de Tron: O Legado, ficamos acreditando que aquele é o mundo real, e o nosso, o virtual. As cenas de ação? Ótimas, muito bem coordenadas, bem feitas e dotadas de uma empolgação única. Aliás, quase esqueço-me de avisar: os efeitos visuais ajudam( e muito!) a trama, à desenvolvê-la, nas cenas de ação, e etc. MUITO BOM MESMO!!!

Mas o que diferencia Tron: O Legado dos outros filmes em comum, contando com os Blockbusters que vivem saindo por ai, é a sua metáfora puramente religiosa e inteligente, se tornando quase explícita em alguns momentos.

Vamos listar alguns detalhes, e acho que vai ser o suficiente para entenderem o que quero dizer, e concluir a minha crítica.

Kevin Flynn: Reflexo daquilo que chamamos de Deus na vida real.

Sam Flynn: Reflexo de Jesus Na Vida Real

CLU: Representação do mal, ou como os religiosos( católicos e evangélicos) chamam: o Diabo

Tron: Representação do bem feitor, mais uma referência à Cristo.

Quorra: A última de sua espécie, Representação de Jesus Cristo como sendo o único ser humano perfeito na Terra.

A passagem na cena final da Grade para o mundo real na Terra: a nossa passagem quando morremos, deste mundo Irreal chamado Terra para o outro mundo, o real, chamado, pela grande maioria das pessoas, de Céu.

Acho que não preciso dizer mais nada, preciso?

Somente por causa dessa última parte, última menção ao filme que fiz aqui, já garantia a minha nota 7,0. O resto somou-se 1,5( um ponto e meio) à nota final. Então:

Nota: 8,5

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Sobre Bruno Albuquerque

Crítico de cinema há 4 anos. Para os haters, o "metido a dono da razão".

2 pensamentos sobre “Tron: O Legado

  1. Ótimo post!
    Sou louco para assistir esse filme, gostei muito da sua interpretação sobre o filme, aumentou mais a minha ansia para assisti-lo.
    Ah, muito obrigado pelo seu comentário no blog!! Gostei bastante, realmente o assunto é polêmico mas…
    Gostei muito da resenha rs!!
    Abraços
    Pet – @I_Facee

  2. Gostei bastante do que você falou sobre o filme, mas preciso dizer que as resenhas críticas não são feitas em 1ª pessoa, então está mais parecido com um artigo de opinião. Espero ter ajudado.

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