Kill Bill Vol. 2!

“Devem estar se perguntando: “Porque começar criticando a parte 2 se você pode começar com a parte 1?”. Desculpem, mas faz um mês que vi o primeiro, e algumas horas que vi o segundo xD.”

Kill Bill Vol. 2… Admito que fui assistí-lo sem muitas convicções de que se sairia bem, já que o primeiro, que não foi ruim, decepcionou bastante, já que Tarantino, meu mestre cinematográfico preferido, deixou de lado o seu costume de ótimos diálogos e personagens sensacionalmente bem desenvolvidos, para simplesmente colocar um monte de gente se batendo e muito sangue escorrendo, mas enfim, esta crítica é da parte 2, não da primeira.

Gostaria de deixar bem claro a minha surpresa ao assistir Kill Bill Vol. 2, já que, na segunda parte deste épico do Kung Fu atual( o filme foi dividido em dois para que não ficasse enfadonho e nem fizesse a Miramax lucrar menos com Tarantino, hehe xD) o nosso querido diretor das já consagrados filmes de gângsteres Pulp Fiction e Cães de Alguel volta às suas raízes. É interessante apontar uma grande originalidade no modo de narrativa de Kill Bill. Os filmes comuns preferem começar desenvolvendo os seus personagens para depois deixar a história acontecer, e assim deixando rolar a pancadaria também, mas o que Tarantino faz? Inverte os papéis: em Kill Bill, ele primeiro bota os personagens pra se esbufetar o tempo inteiro e começar logo a história, explicando os detalhes em alguns flashbacks, para, somente na segunda parte começar à desenvolver esses personagens tão ricos em conteúdo. Agora sabemos melhor a motivação de A Noiva, personagem de Uma Thurman, que aqui está sensacional, dando o seu melhor na arte de atuar. Após ter sua vida arrasada em um massacre, e passado quatro anos em coma, com todos os detalhes relevados na segunda parte desta saga, conseguimos nos sentir mais íntimos de Beatrix Kiddo. A sua raiva, e o modo violento com a qual ela exerce tal sentimento amargo, é incrívelmente mostrado na tela. Volto à repetir: Tarantino é mestre! A naturalidade com a qual ele lida com a história é impressionante.

Kill Bill, Vol. 2

Esteticamente, o filme é um show de bola. Fotografia intensa, com momentos não-coloridos( em preto e branco total em diversas cenas, e longas cenas, inclusive), mal iluminados em cenas com intensas cargas dramáticas, e etc. Além do mais, o filme, que foi dividido em 10 capítulos, acaba se auxiliando ainda mais com essa divisão, não nos deixando se perder durante o desenvolvimento do longa. Mas o que mais se destaca neste longa são as homenagens Tarantinescas aos antigos filmes de arte marciais. Os zooms repentinos nos rostos e nos olhos dos personagens principais são muito engraçados e bem feitos. O filme em si é muito engraçado, dotado de um humor negro sempre presente nos filmes do diretor.  Além do mais, Kill Bill se  mostra ser emocionalmente bonito, com uma mensagem materna mais do que linda, soberba, brilhante, original, bárbara. Um Thurman, com sua atuação de primeira, consegue nos mostrar que vai além, auxiliando Tarantino na criação da personagem A Noiva, que é uma das melhores no cinema nos últimos anos. Além de tudo isso, os detalhes com os quais notamos ao longo da trama revelando a interligação dos filmes deste diretor magnífico nos dá uma felicidade sem motivos, inexplicável.

Enfim, este é só um texto de um amante da 7ª arte e de Tarantino, mas mesmo assim, não deixem de conferir Kill Bill.

Nota: 9,0


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Sobre Bruno Albuquerque

Crítico de cinema há 4 anos. Para os haters, o "metido a dono da razão".

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