Círculo Negro

O conflito entre a ficção e a não ficção é uma coisa nada menos que complicada. O fantástico apresenta coisas que alguns não engolem de jeito maneira, não adianta tentar convencer. Porém, sabemos que nada é fixo, sempre há quem escape a regra. Nesse contexto, temos os livros que conseguem conciliar fantasia e realidade, construindo não só um texto maravilhoso como uma lição ou ideia profunda que está implícita, tornando tudo mais complexo e trabalhado. Acredito que o motivo desses livros serem bons é porque esse método exige uma escrita um tanto rebuscada ao ponto de conseguir misturar dois pontos que, aparentemente, não poderiam ficar juntos. E uma boa escrita exige um bom autor, que consegue nos conduzir para qualquer tipo de texto.

Habitante do País de Gales, Catherine Fisher ambienta seu romance de estreia, Círculo Negro, – ao menos em boa parte – nas paisagens celtas da região. Conhecemos Rob, um rapaz que adora desenhar e pintar, mostrando grande talento para isso. Assim como sua mãe, seu pai e seu padrinho, Mac, ele está em choque por conta de sua irmã, Chole, que após um acidente de cavalo repousa em coma já há três meses no hospital.

As coisas andam um tanto monótonas durante as férias. Triste por conta de sua irmã, Rob passa seu tempo desenhando a paisagem na espera de que ela acorde. Dan, seu melhor amigo, arruma um estágio para o desenhista, no qual ele ajuda não só com a pintura como na escavação de uma expedição arqueológica nos arredores de sua cidade. A organizadora da expedição é Clare, uma mulher linha dura que não deixa passar nada. Com essa visão desperançosa de mundo, Rob se vê assistindo a um ritual de hippies que aguardam uma entidade. Para sua surpresa, aparece Ervilhaca, um druida louco que parece saber de tudo.

Ervilhaca diz ter vindo ao mundo de Rob para impedir o estrago de um portal místico, O Círculo Negro, que por acaso é a escavação do estágio de Rob. Trata-se de um círculo de árvores com uma virada ao contrário no centro que, segundo Ervilhaca, leva quem o atravessar, na lua cheia, para o Desmundo. E além do mais, diz para o rapaz que é lá, no Desmundo, que Chole está presa. Por tanto, se quiser que ela volte, ele deverá atravessar o portal e buscá-la nessa terra desconhecida.

Em meio há caminhadas por florestas densas, poemas mágicos, pinturas e a sabedoria do povo celta, Catherine nos brinda com uma algo a mais : a relação entre irmãos. Afinal, que outro ser você pode odiar e amar ao mesmo tempo ? Indispensável para os que tem um ou mais irmãos.

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Sobre Victor

Gosto de cheiro de livros novos e de biblioteca com livros velhos, de livros ( dessa vez das letras mesmo ), de chocolate, de escrever, de ficar no computador, de dias frios com céu bonito, de ir ao cinema, passear no shopping com os amigos e de viajar. Ensino inglês e um dia ainda quero publicar alguma coisa. Bolsa Amarela, Harry Potter e a pedra filosofal , Entrevista com o vampiro e Crônicas de uma namorada são meus livros favoritos. Perdi a conta de quantas vezes vi "A Múmia". Quanto às séries que gosto, sempre mudo. Elas têm suas temporadas e eu tenho as minhas.

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