O Discurso do Rei!

“A amizade colocada em primeiro lugar em um drama encantador, capaz de cativar qualquer um com sua simplicidade. Original e com um elenco deslumbrante, O Discurso do Rei leva, com certeza, o Oscar de Melhor Filme.”


Por Bruno Albuquerque de Almeida!
A história de um filme deve ser bem escrita do começa ao fim, sem furos no roteiro e clichês do gênero. Mas parece que muitos diretores da atualidade não estão ligando para esta “regra”, dando ao público o que ele quer: ação, situações previsíveis e mensagens de moral escancaradas. Mas em O Discurso do Rei, a originalidade, além de sua qualidade, foram colocados em primeiro lugar, sem furos, situações previsíveis muito menos mostrando ao público o que ele quer, inovando-se à todo insatante.
O elenco fenomenal, liderado por Colin Firth, esta deslumbrante, merecendo ganhar todas as indicações nessa área no Oscar 2011. Helena Bonham Carter, a minha diva de “Clube da Luta”, filme do qual ela atuou brilhantemente, aqui repete o seu brilhantísmo, mas com uma simplicidade estonteante. O filme todo é tomado por um modo bastante simplista, sem querer ser extravagante em momento algum. As situações que vão surgindo por toda a narrativa, e o modo como são desenvolvidas, são muito bem “drenadas em nosso cérebro”, o que me leva à creditar mais um pontinho ao filme. As posições de câmeras funcionam MAGNIFICAMENTE bem, refletindo exatamente como estão as emoções de cada personagem. Temos, por exemplo, a primeira consulta de George VI com Logue, da qual a câmera fica em posições mais altas, colocando os personagens mais no canto inferior esquerdo. INCRÍVEL! E o humor? Tratado de uma maneira bem atual( a cena com os palavrões e a música é SENSACIONAL), mesmo o filme se passando nos anos 1936, é algo magnífico de se ver.
A fotografia belíssima é o único aspecto do filme que não é simples. A inteligência com a qual o Diretor de Fotografia à inseriu na trama consegue acompanhar o modo como esta vai se desenrolando. Ora, em momentos tristes a fotografia se torna escura, ora em momentos felizes ela se vê tomada por um clarão súbito, transformando, assim, o filme em uma verdadeira obra de arte.
O final, que mais emocionante não conseguiria ficar, é, assim como o restante do filme: Lindo. Beleza divina, deveria ser o título de O Discurso do Rei, do qual o tal discurso acaba sendo deixado de lado um pouco para desenvolver os seus personagens, explicar minuciosamente as situações que eles estavam vivendo e consagrar este filme como o Vencedor do Oscar 2011. Assim espero, e provavelmente assim será.
IMPERDÍVEL!!!
Nota: 10,00
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Sobre Bruno Albuquerque

Crítico de cinema há 4 anos. Para os haters, o "metido a dono da razão".

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