A Origem!

“Um filme quase perfeito, dotado de uma complexidade extema e bela, capaz de emocionar até o mais afastado ser humano das salas de cinema. Lindíssimo, e, além de tudo, uma prova de que ainda existem ótimos diretores em Hollywood.”

Por Bruno Albuquerque de Almeida!

Há anos, o ser humano vem tentado desvendar os segredos da mente humana, buscando o maior conhecimento possível do assunto para revelar-nos verdades concretamente provadas. Até hoje, nunca conseguiram fazer o que acabo de digitar nas últimas duas linhas, mas se existiu uma pessoa que se aproximou da resposta, este não foi um cientista nem um estudioso do assunto., mas sim um diretor de cinema, chamado Christopher Nolan. Ok, ok, este meu comentário anterior pode até parecer coisa de “modinha”, já que o citado diretor, que comanda brilhantemente A Origem( Inception, 2010), é muito “babado” por fãs de cinema, por conta de grandes filmes que foram absurdamente bem estruturados como “Batman Begins” e “Batman – O Cavaleiro das Trevas” – mas que, com sua última obra, consegue se superar lindamente.

O roteiro, que foi escrito durante 8 anos( 8 ANOS!), é perfeitamente interligado. Pontas soltas? Jamais. Christopher Nolan “arquiteta”( piada interna pros fãs, heheh) A Origem/ Inception de uma maneira perfeita. O desenvolvimento dos personagens, que são muitos, é completamente orgânica, dando um significado maior ao filme. A originalidade aqui pesa, tornando a exibição do filme muito mais agradável e divertida. Aliás, outro ponto interessantíssimo de A Origem/ Inception é esse: ele consegue ser um blockbuster, agradando o público em geral, e um marco no cinema, que, além de fazer críticos cinematográficos se descabelarem diante de tamanha grandeza, deixa a sua marca na 7ª arte, como um dos melhores filmes já feitos. A carga dramática do filme comanda, mas de um modo que não “mastiga” a história, como filmes românticos famosos( Crepúsculo, Plano B, etc). Aliás, muito pelo contrário: o drama do filme está interligado, como este que vos escreve disse anteriormente, à tudo o que está rolando na tela. Diria eu que o único ponto negativo de A Origem/ Inception é o de utilizar esta tal carga dramática de uma maneira exagerada, tentando atingir o público feminino. E o mais incrível e inesperado de tudo: no fim, toda essa carga dramática vai pro “beléléu”, quando Dom Cobb( personagem de Leonardo Di Caprio) revela algo que ele fez à sua mulher que mudou as suas vidas inesperadamente.

O humor está lá, sem atrapalhar à trama, e auxiliando-a um pouquinho em certos momentos da narrativa. Por falar em humor, o personagem de Tom Hardy, o Falsificador, destrona o estereótipo de “cara engraçado é bobão e lesado”, sendo machão e firme nas suas falas e atitudes. Saito, personagem que dá origem( outra piada interna, heheh) à toda a trama revela aqui que está lá para ajudar à tudo e todos quando precisarem, mesmo quando sua presença no mundo dos sonhos não é necessária. Ele arrisca a própria vida para ajudá-los, e isso é muito bonito de se ver na tela. Aliás, o mundo dos sonhos é perfeito, ponto final. Entenderam isso muito bem os que já assistiram ao filme e os que ainda irão fazê-lo, pois não Há nenhuma pessoa que assista A Origem/ Inception que não se identifique com uma característica sequer dos sonhos, apontando diversas ocasiões em que tais características aconteceram em suas vidas.

Os Oscars que o filme ganhou foram merecidos, mesmo tendo outros candidatos à altura. O roteiro magnificamente bem escrito, com diálogos bem executados e que não se tornam enfadonhos ao público em geral. A trilha sonora, emocionante até você dizer “chega!”, dá mais uma forcinha à trama, para que esta se sustente ainda mais. Filme mais complexo, nunca ouvi falar. Mais emocionante por ser bem desenvolvido, e não por que causa cenas de forte drama, aparenta não existir Enfim, A Origem/ Inception deve ficar nas nossas lembranças para sempre, não só por ser muito complexo e bem estruturado, mas por emocionar por motivos jamais utilizados na 7ª arte.

MUITO BOM!.

 

Nota: 9.7.

 

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Sobre Bruno Albuquerque

Crítico de cinema há 4 anos. Para os haters, o "metido a dono da razão".

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