Resenha: O Teatro da Grande Marionete

Crítica – Apesar de gostar muito de teatro, não costumo ir muito. Nunca consulto as peças que estão passando, as críticas quantos aos espetáculos etc. Acho que a última peca que assisti, tirando a que estou fazendo resenha, foi Fedegunda, uma opereta infantil que estava no Centro Cultural Banco do Brasil. Quando vi um post no AnitaBlake sobre um espetáculo de vampiros que era inspirado no vampiro Nosferatu – o filme que sempre vejo nas noites de Halloween – me interessei logo. Ganhei pelo site um par e ingressos e fui assistir a peça. Lá, encontrei a Andyinha, do Mon Petit Poison. Ao entrar no teatro em si, o cenário me impressionou. A arquibancada mais alta e o palco plano e a um nível mais baixo – o que descobri que é o teatro de arena depois – com luzes refletindo em peças como aros de janelas logo me impressionou. A peça, até certo ponto, se parecia muito com o filme Drácula, de Bram Stoker, estrelado por Gary Oldman, entretanto, toma seu rumo independente, fazendo-nos pensar sobre a vida e suas complicações, a imortalidade e suas dores inacabáveis e a morte, que tão temida, nos oferece descanso eterno. Gostei muito da abordagem, os atores estavam ótimos, os cenários e as posições – muitas vezes os atores fora de cena ficavam parados em um canto, como lembranças ou fotos –  se alteravam de forma encantadora. Gostei muito da peça e a recomendo. Entretanto, saiba que, além de recomendada para maiores de 16 anos, exige atenção – bem diferente do nosso habitual cinema, no qual tudo vem “mastigado” – para imaginarmos as história e os sons através dos efeitos. Esse misto de coisas que citei acho que é, aliás, o que faz do teatro diferente, gostoso e inteligente.

Resenha – Em uma peculiar noite fria, após tenebrosos acontecimentos, Louis reaparece na casa de seu amigo, Oscar, diferente do habitual. Nem vivo nem morto, este faz Oscar lembrar do passado, bem pelo começo, onde tudo começou…

O teatro Grand Guignol era formado por um grupo de atores : Max, Aurora, Oscar e Louis. Oscar era casado com Violeta, com quem tivera um filho, porém, este morrera. Max aproveita a vida, aconselhando a bela Aurora a fazer o mesmo. Essa última tem seu coração indeciso, mas é amada por Louis. Os dois ficam noivos e, logo após, o cinematógrafo é chamado para trabalhar para um tal de Príncipe Upir, de hábitos muito estranhos. O príncipe se interessa pela noiva de Louis, fazendo com que o rapaz suma por um tempo em quanto ele se aproxima de Aurora, ganhando seu coração. Ao retornar, Louis deseja alguma coisa mais que Aurora : a imortalidade. Upir se nega a entregar a mesma a ele, assim como está disposto a não transformar Aurora.

Triste com a morte de seu filho, Oscar vê um menino de rua que encontra preencher o lugar do mesmo em seu coração.Sua mulher, assim com Max, não concordam em trazer o, dito por eles, marginal para dentro do teatro. Será que a vida realmente recompensou Oscar com um novo filho ou isso é só um novo sofrimento.

Com tantas tramas entrelaçadas, entendemos que, enquanto estamos vivos, iremos sofrer – ainda mais se vivermos para sempre – e, a morte, sombria, temida e a que tantos tentam escapar, carrega o segredo de uma eternidade de descanso, sem sofrimentos.

Assista à peça !

De 02/10 a 21/11

Horários : 21h (sexta, sábado) e 20h (Domingo)

Local : Teatro Municipal do Jockey – Av. Bartolomeu Mitre, 1110 – Leblon
Entrada para o estacionamento: Rua Mário Ribeiro, 410 – Gávea

Classificação Etária : 16 anos

Ingressos : Inteira : R$ 20,oo/ Meia : R$ 10,00

Por trás do espetáculo …

Texto e direção: Gustavo Bicalho

Direção de Produção: Henrique Gonçalves

Elenco: André Millions, André Pimentel, Diogo Fujimura, Marcos Guilhon, Marise Nogueira, Oscar Fabião e Virgínia Martins.

Figurinos: Fernanda Sabino e Henrique Gonçalves

Cenários e adereços de cena: Karlla de Luca

Direção sonora: Daniel Belquer

Trilha sonora original: Alexandre Bräutigam

Direção de Movimento: Paulo Mazzoni

Iluminação: Jorginho de Carvalho

Produção: Marta Paiva

Identidade Gráfica e Programação visual: Maurício Grecco

Fotos: Jackeline Nigri

Graphic Novel: Ricardo Marinho

Marketing e promoção: Summer-i

Divulgação: Evandro Rios

Realização: Cia. de Teatro Artesanal

Site do Teatro da Grande Marionetehttp://www.oteatrodagrandemarionete.com/inicial

Twitterhttp://twitter.com/grandemarionete

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Sobre Victor

Gosto de cheiro de livros novos e de biblioteca com livros velhos, de livros ( dessa vez das letras mesmo ), de chocolate, de escrever, de ficar no computador, de dias frios com céu bonito, de ir ao cinema, passear no shopping com os amigos e de viajar. Ensino inglês e um dia ainda quero publicar alguma coisa. Bolsa Amarela, Harry Potter e a pedra filosofal , Entrevista com o vampiro e Crônicas de uma namorada são meus livros favoritos. Perdi a conta de quantas vezes vi "A Múmia". Quanto às séries que gosto, sempre mudo. Elas têm suas temporadas e eu tenho as minhas.

2 pensamentos sobre “Resenha: O Teatro da Grande Marionete

  1. Queria tanto ver essa peça!
    Ganhei convites para fazer sorteio no meu blog, mas como não moro no Rio não pude ir…
    Parece ser realmente boa!

    Adorei a resenha!

    beijos

    • Olá !

      Que pena, sei de muitas pessoas na mesma posicao que a sua. Quem sabe, com sucesso da peca, ela nao faz apresentacoes em Sao Paulo também ? Vamos torcer 😀
      Obrigado ! Dei uma olhada em seu blog e gostei muito também, vou virar leitor =)

      Beijos,

      Victor

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