Festival de Vampiros – Entrevista com a Liz Vamp

Para finalizar o nosso Festival de Vampiros temos uma entrevista MUITO legal com a própria Liz Vamp, criadora do Dia do Vampiro! O Blog das Resenhas que conduziu a entrevista por telefone.

Site oficial da Liz Vamp aqui.

E aqui vai a transcrição até onde o áudio permitiu:

Qual a maior atração dos vampiros para as pessoas?

O poder de vida eterna e de sedução. Acho que os vampiros tem um poder maior, uma energia diferente, tem um poder maior de sedução. O legal de eles viverem esses anos todos, possuir a imortalidade seria, poder com ela estar evoluindo cada vez mais, porque eles têm anos e anos para adquirirem experiência, cultura etc, mas o que eu vejo das pessoas que me procuram vendo como podem virar vampiras é, exatamente, por que querem virar vampiros para terem a vida eterna, mas também para serem poderosas e seduzirem quem quiserem (risos).

Em sua opinião, porque o tem é tão popular, tanto na literatura quanto no cinema, e parece nunca sair de moda?

O vampiro significa, praticamente, tudo o que o homem almeja. O fato de que ninguém quer morrer, você não vê vampiro pobre (risos)… Eles são atraentes, sedutores. Conseguem sempre o que querem, são belos e poderosos.

Às vezes a coisa que amedronta, atrai. Essa coisa do vampiro ser um ser misterioso e causar algum medo pode, em contra partida, causar alguma atração. Então, eu acho que o mistério deles é o principal fator para que eles sempre voltem à moda.

Quais livros, filmes e séries de vampiros te influenciaram?

Gosto de vampiros desde minha infância e, nessa época, vampiro era mais Conde Drácula mesmo. E, realmente, o Drácula é ótimo, mas eu gosto da filosofia dos vampiros, o que eu vejo nos vampiros. O vampiro muda de acordo com a ótica do autor. O que nos temos de mais importante é a visão do público geral. Infelizmente, o temos mais mesmo dos vampiros são influências do exterior. Começou com Bram Stoker, os filmes de Drácula, depois, foi para a onda da Anne Rice e depois foi para a Stephenie Meyer. Eu sou amiga de vários autores de literatura fantástica brasileira, mas o grande público não tem acesso a essas pessoas, ouviram falar, às vezes, de um ou outro autor nacional. Em uma revista que dedica dez páginas à série Crepúsculo, dão, às vezes, algumas linhas a algum autor brasileiro. Então, é complicado, porque, como conheço a obra desses autores, sei que suas obras não deixam a desejar a nenhum desses ícones internacionais.

Voltando as influências, acho que me inspirei na minha visão sobre eles.



Na minha ótica, o vampiro não é um ser devasto, assim como alguns pensam. Ele se alimenta de humanos e, como são parecidos com humanos, parecem ser monstros. Na verdade, acho que o vampiro é um romântico. Ele procura uma essência. Sexo para o vampiro não é tão importante, ele não se importa com todos esses rótulos (gays, lésbicas, etc…), que são tantos (risos) que nem sem mais quantos são. Não existe vampiro hétero ou homossexual, ele é a essência vampírica. Esta essência pode estar em um corpo feminino ou em um corpo masculino. Ele procura algo que o alivie durante a eternidade. Por isso, o amor entre vampiros e humanos para sempre é uma coisa difícil de lidar com. Esse assunto que está sendo muito abordado pela série Crepúsculo. Acho complicado o fato do Edward não querer morder a Bella, mas não querer que ela morra (risos). Ele tem decidir o que quer (risos) entre vampiros e humanos é uma coisa meio complicada. Seu amado (a) vai morrendo de tempos em tempos e você vivendo. Em minha opinião, o vampiro não é um monstro. Para mim, ele estaria no topo da cadeia alimentar. Ele se alimenta do ser humano e, por este fato, é considerado um monstro, mas, muitos vampiros não fazem com sua vítima, o homem, que está abaixo dele na cadeia alimentar, o que este faz com os animais, que estão abaixo do mesmo. Como exemplo, temos o baby beef. É um filhote que é retirado antes da hora de nascer e, então, ele é confinado dentro de um lugar pequeno, para ele não criar musculatura e o alimentam por uma janelinha. Isso é atrocidade! Ser humano é bom? (risos) Por isso, para mim, os vampiros não sem nem do bem nem do mal, são, simplesmente, outra espécie. Se aqueles que pudessem transformar os humanos em vampiros, somente transformassem os que valem a pena, seria formada uma espécie muito superior ao ser. Defendo a teoria de que os vampiros deveriam tornar alimento aqueles humanos maus, os humanos que só sabem fazer maldades para os outros cometerem crimes hediondos e, aqueles que contribuem com coisas legais para a humanidade, seriam transformados em vampiro e ganhariam a vida eterna. E, caso não houvesse mais humanos para servirem de alimentos, poderiam utilizar aquelas substâncias sintéticas, assim como o Tru-Blood.

Você tinha me perguntado de influências, mas eu acabei fugindo um pouco do tema. Eu acho que não tenho assim, muitas influências, porém, tem uns filmes que são bem legais e, acho que todos que gostam de vampiros deveriam assistir. Fome de viver, Garotos Perdidos, Entrevista com o Vampiro, Drácula, de Bram Stoker.

O que o vampiro ideal deveria ter?

Bem, primeiramente, essa coisa de crucifixo não rola (risos). Isso é uma coisa muito ligada à religião, ao vampiro católico, a história do Conde Drácula, pois ele foi amaldiçoado pela Igreja. Não vejo sentido no alho também, a não ser pelo hálito, porque, na verdade, o vampiro tem um olfato apurado (risos). Aliás, todos os seus sentidos são mais aguçados que os do homem. Quando ele passa de humano para vampiro, passa a ser uma criatura com os sentidos mais apurados. E, é claro, se um ser humano é muito veloz, quando passa a ser vampiro ele vai ser mais veloz. Aquela habilidade que você tinha, quando humano, muito boa vai melhorar muito mais.

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Sobre Victor

Gosto de cheiro de livros novos e de biblioteca com livros velhos, de livros ( dessa vez das letras mesmo ), de chocolate, de escrever, de ficar no computador, de dias frios com céu bonito, de ir ao cinema, passear no shopping com os amigos e de viajar. Ensino inglês e um dia ainda quero publicar alguma coisa. Bolsa Amarela, Harry Potter e a pedra filosofal , Entrevista com o vampiro e Crônicas de uma namorada são meus livros favoritos. Perdi a conta de quantas vezes vi "A Múmia". Quanto às séries que gosto, sempre mudo. Elas têm suas temporadas e eu tenho as minhas.

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