O Lobisomem ( Extras )

O filme é um remake do clássico de 1941, estrelado por Lon Chaney Jr. ( papel atual de Benicio Del Toro ). A história se passa na Inglaterra Vitoriana, onde o jovem Lawrence Talbot retorna e, tentando descobrir o responsável pela misteriosa morte de seu irmão é mordido por um lobisomem e começa sua transformação sob a lua cheia.

Cena do filme

Cartazes

A Lenda

Desde a Grécia Antiga, falam de um homem que pode se transformar em lobo ou algo parecido durante as noites de lua cheia. Segundo a lenda da mitologia grega, o rei da Arcádia teria servido uma carne ruim a Zeus e este havia lhe transformado em lobisomem. Sendo este o primeiro lobisomem, a espécie haveria se propagado pela Europa. No Brasil, a lenda muda um pouco. Tem várias versões e divergências sobre a maldição devido ao sexo e ao número de filhos mas a mais conhecida é a de que o sétimo filho de uma sucessão de mulheres se tornará a fera. Sobre a transformação diante da lua cheia também existem variações. Fala-se que o lobisomem deve se transformar na sexta-feira de uma lua cheia numa encruzilhada e retornar a ela antes do amanhecer. Em outras regiões, o lobisomem só caçaria os bebês ainda não batizados. Em Rondônia, diz-se que ele deve percorrer sete cemitérios antes da meia-noite para virar homem novamente. No interior do Estado de  São Paulo há uma cidade chamada Joanópolis, que é considerada a cidade do lobisomem, pois foram registrados lá a maior quantidade de avistamentos da fera. É conhecido mundialmente que somente prata e fogo podem matar a um lobisomem.

Entrevista

Consegui uma entrevista no blog da folha Online, onde uma jornalista entrevistou, Benicio Del Toro, Anthony Hopkins e  Joe Johnston.

BENÍCIO DEL TORO, co-produtor e protagonista do filme

Sobre atuar e produzir:

“Acho que atuar pode ser mais divertido, sim. Produzir é muita conversa. Como ator, você conta uma história da maneira que você sabe, e eu tenho feito isso há muitos anos. Como produtor, fico preocupado com tudo, a história, os personagens.”

“Quando você faz filmes, você precisa se comprometer. Mas quando você faz um filme de estúdio, você precisa se comprometer ainda mais. Sinto que ele [Mark Romanek, o primeiro diretor, que desistiu do projeto pouco antes do começo das filmagens] apenas não queria se comprometer o tanto quanto precisava. Ele saiu fora do barco e ficou tudo meio turbulento por um tempo.”

“É difícil se comprometer, mas você vai crescendo e fica mais fácil se comprometer. Tem coisas que você precisa se comprometer, e outras você não pode. Por exemplo, nesse filme, eu não iria comprometer o fato de que a maquiagem precisava estar lá, que o monstro precisava ser o ator e a maquiagem. Também não iria comprometer alguns elementos da história original [do filme de 1941, da Universal], que precisavam estar lá, como a lua cheia, os ciganos, a bala de prata etc.”

Monstros na infância:

“Eu sempre gostei de filmes de monstros desde que era criança […] Tinha primos mais velhos que gostavam desses filmes e eu era o mais novo, queria fazer parte do grupo. Na época não tinha DVD ou VHS. A única maneira de vê-los era no Super-8, via projetor, numa parede ou num lençol. Lembro do Frankenstein, do Drácula, do Homem Invisível, do Corcunda de Notre Dame […] Quando eu era criança, uns quatro anos de idade, eu sempre brincava de ser o Lobisomen.”

“De alguma maneira, quando eu estava fazendo o papel de Lobisomem no filme, eu pensava sempre em Boris Karloff e no seu Frankenstein.”

“Lon Chaney Jr. sempre será o Lobisomem para mim. Eu não ficarei como o Lobisomen.”

Maquiagem peluda:

“Quando você trabalha com alguém como Rick Baker, ele transforma seu rosto numa tela em branco. Ele levava umas quatro horas para fazer tudo. E Rick e eu sentávamos lá, e ele é uma enciclopédia de todos esses filmes, ele sabe de tudo sobre atores, sobre os caras que faziam a maquiagem dos filmes mudos, ele sabe tudo. Então aprendi muito com ele sobre esses detalhes. E a gente fofocou muito sobre o que acontecia no set e ouvíamos música, Nick Cave, “Dig Dig Dig Lazarus” era o disco que tinha acabado de sair, ouvíamos um pouco de “Quadrophenia”, do The Who. Às vezes a gente via um filme também. Era sempre divertido porque a maquiagem ia acontecendo, a mágica ia rolando, e no final você se olha e….Uau!”

“Mas daí você trabalha por 14 horas, volta [para o camarim] e já está super cansado, todo mundo já foi pra casa, e você está de volta àquele trailer de maquiagem. E daí são duas horas para tirar tudo. É nessa hora que você quer torcer o pescocinho de Rick Barker. Era uma relação de amor e ódio.”

ANTHONY HOPKINS, ator

Frieza natural

“O que me pegou nesse roteiro foi uma frase, que achei o ponto central do personagem. Quando Lawrence, meu filho, volta depois de 20 anos e eu digo a ele, assim que ele chega: ‘O corpo do seu irmão foi encontrado. Você tem a roupa certa para o funeral?’ Ele diz isso de uma maneira super fria […] Pais e filhos têm relações complicadas, se você olhar na literatura, nas tragédias gregas, Dostoievski… Meu pai era meio assim.”

“Tenho uma frieza natural. Quero dizer, eu sou bastante amigável e caloroso, mas eu não tenho tempo para pessoas que reclamam. Não tenho muitos amigos, mas tenho alguns. E não saio com pessoas negativas. Sabe, as pessoas falam demais. Eu vou lá e faço. Sempre fui assim, a vida toda, desde criança.”

“Tem gente que me acha intimidador, mas eu sou bastante amigável, gosto de trabalhar com gente que eu respeito. Sou muito mais tolerante hoje em dia.”

Pai e filho

“Meu pai, eu o amava, mas ele era difícil. Não confiava em mim quando eu era jovem porque eu não era muito bom na escola. Mas ele ficou feliz com meu sucesso. Acho que é uma coisa universal entre pais e filhos, sempre existe uma rivalidade imensa.”

Vida de compositor

“Componho músicas sinfônicas, eu conduzo orquestras sinfônicas. Tenho uma turnê na Austrália, acho que em agosto. Eu não tenho uma formação acadêmica. Eu toco piano, leio música e eu posso escrever música. Então me expresso de uma maneira bastante livre. Meus favoritos são os compositores franceses, como Debussy, Ravel, Satie, e assim por diante. Também gosto dos russos. Minha música é uma mistura de tudo, acho que as pessoas gostam.”

Vida de pintor

“Minha mulher me encorajou a pintar vários anos atrás. Também não tenho formação acadêmica, faço qualquer coisa. Eu vou ao estúdio e fico lá pintando, não ligo para os resultados. Faço paisagens e tudo da minha imaginação. Acho que nessa semana eu tenho uma exposição em Londres, e talvez uma aqui em Los Angeles no final do ano.”

“Eu pinto bem rápido. Não em meia hora, mas com grande energia porque eu sinto que dessa maneira eu posso me expressar. E gosto de cores bem profundas, assim como na música. E eu tenho morado na Califórnia, viajado para o México, o deserto de Nevada, Arizona, sou influenciado por essa cor hispânica. Gosto de pintar máscaras, rostos.”

“Isso tudo [pintar e compor] me faz gostar ainda mais de atuar. Porque atuar era a única coisa que eu podia fazer. Agora eu posso fazer outras coisas.”

“Fiz desenhos do meu personagem [em “Lobisomem”] e mandei para o primeiro diretor, Mark. E nunca mais os vi. Mas é assim que faço […] Ou vou para livros de pintura, pego imagens e trabalho em cima delas. Tiro pequenas ideais, adoro pintores russos do século 19.”

Prêmios e Oscar

“Não acampanho esses prêmios, Oscar. Mas espero que Jeff Bridges ganhe. E como é mesmo seu nome? Ah, Sandra Bullock. Espero que ela ganhe também […] Mas eu nunca vejo essas coisas, Globo de Ouro e tal. Gosto de ficar em casa.”

Melhor fase

“Esta é a melhor fase da minha vida. Fiz tudo o que eu sempre quis e mais. Porque quando você chega a uma certa idade, você para de levar as coisas a sério. Sabe, toda a glória, a fama, Oscar, isso tudo…. Nós vamos todos morrer um dia! As pessoas se acham tão importantes com isso, e eu fico feliz de estar vivo e ter sorte, e ter trabalho. Sabe, eu vou fazer Deus agora e isso foi uma supresa [no filme “Thor”]. E fiz um filme com Woody Allen [“You Will Meet a Tall Dark Stranger”], então é sempre uma surpresa. Não fico acordado à noite preocupado se os filmes vão acontecer ou não. Eu espero pela ligação, e se eles tiverem o dinheiro, tudo bem. Se não ligarem, tudo bem também. Eu até esqueço.”

JOE JOHNSTON, diretor de “O Lobisomem”

Remake?

“Queria fazer uma homenagem ao filme original, mas não queria que o público recebesse como um remake, não acho que seja.”

Maquiagem

Quando eu entrei no projeto, Rick Baker [responsável pela maquiagem, seis vezes ganhador do Oscar] já tinha feito algumas esculturas preliminares da maquiagem do Benício. E meu primeiro encontro com ele [Baker] foi sobre como fazer a maquiagem deixar o lobisomem um pouco mais perverso, assustador. Porque parecia um pouco… era quase como um brinquedo de pelúcia, como se você quisesse dar um grande abraço nele, meio como o Wookie. E eu queria ele que ele fosse mau, assustador.”

Tema do filme

“O filme é sobre a besta dentro de cada um […] Cada um deve interpretar o filme do seu jeito. Gosto de filmes em que você precisa prestar atenção no que está acontecendo. Cada um deve ver um filme diferente.”

O uivo perfeito

“Vimos todos os filmes sobre lobisomem para ouvir o uivo. Porque estávamos procurando algo único, que nunca tinha sido feito antes. Mas no final percebemos que, na verdade, o público quer mesmo é ouvir algo que já conhece. O estúdio queria o uivo mais único jamais feito. Mas o público não quer isso. Ele quer o que ele reconhece, e que seja um uivo no tom perfeito.”

“Chamamos então dois roqueiros, David Lee Roth e Gene Simmons, que vieram uivar para a gente. Foi loucura. Eles faziam um uivo, e começavam a fazer piadinhas. Levou horas e horas para fazer […] E a coisa mais incrível é que Gene Simmons não perdia o fôlego, ficava uivando sem parar. E nós ali, esperando ele parar.”

Vídeos

Trailer

Bastidores

Ficha Técnica

Título : O Lobisomem

Título Original : The Wolfman

País de Origem : Reino Unido/ EUA

Gênero : Terror/ Suspense

Direcao : Joe Johnston

Elenco : Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt e Hugo Weaving

Distribuidora : Universal Pictures

Trilha Sonora – A Trilha Sonora foi feita por Danny Elfman. As músicas podem ser baixadas no iTunes com a palavras chave : Elfman’s Wolfman

O site oficial do filme é http://www.thewolfmanmovie.com/

Espero que tenham gostado da página.

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Sobre Victor

Gosto de cheiro de livros novos e de biblioteca com livros velhos, de livros ( dessa vez das letras mesmo ), de chocolate, de escrever, de ficar no computador, de dias frios com céu bonito, de ir ao cinema, passear no shopping com os amigos e de viajar. Ensino inglês e um dia ainda quero publicar alguma coisa. Bolsa Amarela, Harry Potter e a pedra filosofal , Entrevista com o vampiro e Crônicas de uma namorada são meus livros favoritos. Perdi a conta de quantas vezes vi "A Múmia". Quanto às séries que gosto, sempre mudo. Elas têm suas temporadas e eu tenho as minhas.

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