Bye 2012. Hey 2013.

É incrível como o tempo passa rápido, né? Parecia que era ontem que eu estava nervosa com o começo da faculdade.  Em 2012 a minha vida mudou de formas que eu nem esperava, mudei de blog, comecei a ser mais independente financeiramente (só que não), comecei a ver a importância de estudar muito para tirar uma boa nota… Esse ano foi tudo, menos o que eu queria. Calma, não estou falando que ele foi ruim por causa disso, o ano foi mais como uma surpresa agradável. Tive a oportunidade de conhecer alguns blogueiros, de ler mais livros clássicos, de conhecer gente nova e que eu nunca pensaria que eu seria amiga. Em poucas palavras 2012 foi surpreendente.

Infelizmente esse ano eu tive que diminuir o ritmo da minha leitura por causa da faculdade, tive que dar prioridade a outras coisas, mas eu não me senti mal por não ter batido a meta do ano passado (em 2011 eu li 93 livros), acho que esse ano foi a prova de que é melhor qualidade do que quantidade.

Quantos livros você leu esse ano? Você bateu a sua meta?

Li 63 livros e ainda estou contando, ainda dá para terminar mais um livro esse ano! Consegui bater a minha meta que era 60 livros \o/

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Especial Bienal do Livro do Ceará 2012.

Fala pessoal! Desde o dia 8 de novembro até hoje, 18, rolou aqui em Fortaleza – CE a X Bienal Internacional do Livro! Com muitos bate-papos, lojas, lançamentos e shows musicais, o evento atraiu milhares de pessoas na capital cearense!

O Centro de Eventos.

Recentemente inaugurado, o gigantesco Centro de Eventos do Ceará espanta devido a sua modernidade. Com estacionamentos internos e externos (cuja entrada é feita por um túnel triplo que fica ao lado do local), lá existem salões gigantescos – alguns com paredes customizáveis -, fazendo uma multidão parecer um pequeno grupo de amigos lá dentro. A feira de livros se localizava no principal espaço, como você vê abaixo, e possuía uma infinidade de livros, revistas e até brinquedos educativos.

A Feira de Livros.

Com uma rica variedade de gêneros – desde romances, passando por auto-ajuda, livros didáticos e filósoficos até histórias em quadrinhos e mangás -, a feira foi feita para agradar a todos os gostos. Porém, não agradava a todos os bolsos: diversos livros estavam mais caros do que se comprados em livrarias da própria cidade. Por exemplo: a edição simples de A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr, que na Saraiva custa R$ 31,90 na Bienal saia por R$ 59,90; Clube da Luta, que na época de seu lançamento se encontrava a venda por R$ 39,90, na Bienal custava o mesmo. De qualquer maneira, alguns estandes faziam promoções especiais – como “4 livros por R$ 10,00″, o que me levou a comprar oito mangás de Battle Royale.

Os autores convidados.

Nessa Bienal, um dos maiores atrativos eram os autores lançando seus novos livros. Tivemos Thalita Rebouças, Tony Belloto, Maitê Proença, Humberto Gessinger e Rapahel Draccon, em vários bate-papos em que o público podia interagir livremente. Além disso, tivemos mesas redondas sobre assuntos do momento: Histórias Em Quadrinhos, Como Escrever Um Livro, O Uso do RPG Como Fonte de Educação, As Crônicas de Gelo e Fogo, enfim. Tinham conversas sobre todos os assuntos – e com gente que realmente entendia do assunto!

A Organização.

Chegamos no ponto em que a Bienal, definitivamente, deixou a desejar: a organização. Com funcionários mal preparados, era muito difícil de se localizar rapidamente aonde estavam rolando determinadas atrações no evento – e fui vítima disso: passei longos trinta minutos, perguntando de funcionário em funcionário, aonde ia rolar o bate-papo sobre quadrinhos com Daniel Brandão. Sorte minha que a mesa redonda começou justo na hora em que encontrei a sala aonde iria rolar a atração. Além disso, a tentativa do evento de utilizar todo o espaço disponível para o evento tornou tudo muito cansativo para os visitantes: para se chegar ao refeitório, por exemplo, devia-se subir uma escada rolante, atravessar um longo saguão, passar por uma ponte que atravessava a feira de livros, andar por mais outro saguão e ai, sim, podia-se comer em paz. Ou seja: faltou organização para um evento do porte da Bienal Internacional do Livro.

As atrações musicais.

O diferencial dessa Bienal do Livro para as anteriores foram as suas atrações musicais. A primeira delas – e que serviu como abertura do evento – foi Gal Costa que, acompanhada de apenas um violão, fez um show que todos consideraram ótimo. Além dela, tivemos O Teatro Mágico, Zeca Baleiro e Palavra Cantada, além de muitos grupos locais.

Apanhado geral:

Por mais frustrante que tenha sido, a Bienal do Livro sempre tem uma magia própria que vale a pena sempre conferir – principalmente quando traz novidades a um evento que há um certo tempo já se mostrava repetitivo. Já estamos esperando ansiosos pela próxima edição. :)

Resenha: Belo Desastre – Jamie McGuire

Editora: Verus

Autora:Jamie MacGuire

Páginas: 388

Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade.
Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.

A Verus escolheu um momento muito estratégico para lançar Belo Desastre, – junto com 50 tons de cinza. Não faltaram comparações: muitos disseram que Belo Desastre era o 50 tons de cinza para adolescentes. Isso não podia estar mais equivocado.

-  De novo? Você vai me matar, Flor.

Você não pode morrer – eu disse, cobrindo o rosto dele de beijos. – Você é durão demais.

- Não, eu não posso morrer porque tem muito idiota querendo pegar o meu lugar. Vou viver eternamente só por maldade.

Sinceramente? Eu adoraria que as editoras parassem de vender livros com a imagem de outro livro. Dá uma ideia totalmente errada do livro e muitas vezes essa tática falha miseravelmente. Belo Desastre tem sexo? Tem, mas nada que dê para se comparar com 50 tons de cinza ou algum livro erótico.

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Resenha: A corrida de Escorpião – Maggie Stiefvater

A Corrida de EscorpiãoEditora: Verus

Autora: Maggie Stiefvater

Páginas: 378

A cada novembro, os cavalos d’água emergem do oceano e galopam na areia sob os penhascos de Thisby. E, a cada novembro, os homens capturam esses cavalos para uma corrida eletrizante e mortal. Alguns cavaleiros sobrevivem. Outros, não.

Aos 19 anos, Sean Kendrick já foi quatro vezes campeão. Ele é um jovem de poucas palavras e, se tem medos, guarda-os bem escondidos, onde ninguém possa vê-los. Puck Connolly é uma novata nas Corridas de Escorpião. Ela nunca quis participar da competição, mas o destino não lhe deu muita escolha. Sean e Puck vão competir neste ano, e ambos têm mais a ganhar – ou a perder – do que jamais pensaram. Mas apenas um deles pode vencer.

Todo ano, os cavalos d’água, famintos de carne e vorazes, submergem para os homens (não no sentido genérico da palavra, e sim só homens mesmo) capturá-los e participarem da corrida de escorpião.  Para Puck (Kate) Connolly, as corridas só trazem péssimas lembranças. Mas agora que seu irmão mais velho está deixando ela e seu irmão caçula na ilha para viver no continente, Puck é obrigada a participar das corridas e competir com o invicto por 4 anos, Sean Kendrick – que quer mais do que tudo ganhar esse ano.

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Resenha: Suicidas

Os livros que têm mais força – ou nos agarram mais forte durante a leitura – são aqueles que se constroem durante o virar de páginas. Claro que cada obra tem seu desenvolvimento próprio, mas são poucas as que criam seu ambiente particular e conseguem, com maestria, inserir o leitor nesse universo. Imperceptivelmente – ou talvez bem sutilmente, com a tensão policialesca como bruma – Suicidas cria e nos convida a participar de uma atmosfera onde suspeitas são deixadas no ar, através das linhas de tempo, e o leitor é levado a acreditar em tudo e a suspeitar de todos.

Nove jovens da elite carioca decidem participar de uma roleta russa, evento que acaba de forma drástica e curiosa. Um ano após o ocorrido, as mães dos participantes da macabra brincadeira são reunidas novamente pela delegada responsável pelo caso, com uma esperança: um caderno encontrado no local dos suicídios que narra, capítulo a capítulo, o que realmente aconteceu no porão da Cyrilles House. Com novas provas, velhas feridas e omissões serão claramente expostas, sem pudores, tudo a fim de que as perguntas que a todos incomodam possam ser enfim respondidas. Mas a verdade não será obtida com facilidade. A busca por explicações fará o ar cheirar a tensão, tanto para as entristecidas mães, como para os interessados leitores.

Para melhor trabalhar com os diversos fatos e personagens, o livro é dividido em três linhas. A primeira é um caderno de Alessandro, o escritor do grupo, que narra sua vida e a de seus amigos, nos inserindo no contexto necessário para conhecer cada um, e entendermos como eles vieram a participar do mortal jogo que acabou com suas vidas. A segunda linha é uma gravação da reunião das mães, com seus comentários sobre a leitura de um caderno recentemente encontrado – também escrito por Alessandro. A terceira linha é nada menos que o próprio caderno, que descreve o que aconteceu no porão onde os jovens se mataram.

Os capítulos mais instigantes são os da terceira linha. Contudo, ao decorrer do livro, a tensão se espalha pelo passado e pelo presente, deixando várias perguntas a perturbar o leitor. A segunda linha serve melhor para conhecermos os personagens de modo geral, principalmente no início, porém, em certo ponto, mostra-se tão reveladora quanto a terceira linha. Essa progressão do suspense dentro de cada capítulo é um dos elementos que atrai o leitor para a história e, sem percebermos, torna Suicidas um romance policial de roer as unhas.

Os personagens têm uma profundidade bem cuidada. Raphael nos mostra o lado bom e o lado ruim de cada um, provando que, em certas situações, os limites caem por terra. Talvez por ser o porta voz do livro, Alê foi o personagem que mais me conquistou, do início ao fim. Os outros suicidas são bem interessantes, cada qual ao seu modo. Acredito que cada leitor possa gostar bastante de uma figura diferente pelas variadas personalidades e motivações dos suicidas.

Um ponto que incomoda, ainda mais nas cenas com ação, é o fato de Alê estar escrevendo o livro no calor do momento – não só por escrever, mas também por escrever muito bem. Contudo, com a fluência de leitura que o romance oferece, esse detalhe passa impune – ou perdoado.

Suicidas é um suspense que se revela aos poucos, de forma abusiva e torturante. Nos compra não só pelo mistério, não tão presente até a metade, mas também pelos personagens bem construídos e seus dramas pessoais. São quase quinhentas páginas que passam bem rápido, tudo em busca de respostas bem mais chocantes que o esperado…

Resenha: A culpa é das estrelas – John Green (e resultado da promoção de marcadores)

A Culpa é das Estrelas Editora: Intrínseca

Autor: John Green

Páginas: 283

Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Antes de começar a resenha, eu preciso compartilhar a minha historia de amor stalker   com o John Green. Estava eu lá feliz e contente lendo milhões de blogs literários e eis que me deparo com o NUPE , que agora é um dos meus blogs preferidos,  e as meninas do NUPE não paravam de falar o quanto o John Green é maravilhosamente foda e que todo mundo deveria ler algo dele. Então, lá fui eu pesquisar sobre o John, e descubro que ele e o irmão dele tem um vlog, pronto, me apaixonei. Sério, não de um jeito, quero me casar com o John Green, se estivéssemos no Japão eu chamaria ele de John-sama (explicação rápida: quando você usa o sufixo  -sama, quer dizer que você meio que endeusa a pessoa, é uma forma de tratamento que demonstra grande respeito.) Sou fã do John Green sem nem ao menos ter lido um livro dele. A Culpa é das estrelas é o primeiro livro que eu leio do John, e saibam, fiquei com medo de lê-lo, porque imagine que você é fã de um autor, mas nunca leu nada dele e ai quando você lê alguma coisa, o livro é uma droga. Nossa, seria o fim do mundo, mas que bom que o John não me decepcionou.

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Um novo começo, bienal do livro 2012 e promoção

Bom, antes de mais nada, acho legal eu me apresentar. Meu nome é Isadora, tenho 18 anos e estou na faculdade cursando Letras – Habilitação Tradutor e Intérprete. Eu tinha um blog e era staff do site oficial da Anita Blake. Vocês vão me ver uma ou duas vezes por aqui no blog, falando - obviamente – sobre livros.  Bom, chega de apresentações (porque eu sou péssima nisso) e vamos ao que interessa!

No dia 07/08 eu encarei o desafio de ir trabalhar na bienal 2012 e eu sinto dizer para vocês,  trabalhar na bienal não é tão glamoroso quanto todo mundo pensa.  O pessoal da organização (da bienal e não do estande) é na verdade verdade o pessoal da desorganização. Quem é expositor não tem preferência pra nada, não pode pegar aquele ônibus gratuito primeiro, não pode ir na frente das pessoas nas filas da praça de alimentação (sendo que todo mundo sabe que nós só temos 1 hora para comer. E todos os dias, sim TODOS OS DIAS, eles abriram a bienal 30 minutos mais cedo, e os nossos queridos leitores encontravam tudo bagunçado, sujo e fora do lugar.

Apesar desses pesares, eu tive ótimos momento com a editora Record. O pessoal de lá é super simpático e eu adorei trabalhar com a maioria. O pessoal que estava na luta comigo para atender  leitores furiosos  (e alguns bem mal educados) e com sede de conhecimento,  eram umas fofas (sim trabalharam só mulheres no meu turno… fazer o quê?) e o resto do pessoal… Bem, vocês que já trabalham devem saber que sempre rola uma desentendimento em áreas diferentes, então vamos dizer que as atendentes e as caixas não se falavam muito.

Bom, agora eu vou fazer como se fosse um mini diário e contar tudo para vocês que teve de mais importante naquele dia.

Dia 8/08: Todo mundo sabe que os livros não se colocam no lugar, então lá fui eu carregar caixa e colocar os livros nas prateleiras. Carregar caixa e colocar livros nas prateleira. Carregar caixas e colocar nas prateleiras. E isso se repetiu das 10h até 17h, tudo no lugar para receber vocês, meus caros leitores.

Dia 9/08: Primeiro dia da bienal e eu digo uma coisa, quem não veio nos dois primeiros dias perdeu uma grande oportunidade de passear com calma e poder ver tudo sem aquele tumulto. Foi um dia meio morto, no final nós mais ficamos arrumando as prateleiras do que outra coisa… Ah! E a Patricia Barboza, autora de ‘As Mais’ estava lá para divulgar seu livro dar autógrafos.

+ Tinha uma bancada muito mágica que tinha livros por 10 reais!!

Dia 10/08: Um dia calma, porém vieram algumas excursões escolares, então nem foi tão calmo assim… Ah, fora a menina que chorou porque a biografia do One Direction não tinha chegado ainda. aff Ah! E a Patricia Barboza (autora de ‘As Mais’) estava lá.

Dia 11/08: Sábado, o dia da semana que mais lota a bienal. Muita gente procurando coisa, tirando tudo do lugar e não colocando de volta, e me xingando porque os livros estavam caros, mas  PQP não sou eu que coloco o preço nos livros, e depois tinha o desconto progressivo. Ah, e nesse dia teve a Cecily a autora do GG estava lá para uma sessão de autógrafos e todos os livros dela estavam com 30% de desconto! Nem preciso dizer que o povo se jogou nos livros dela e teve uma fila IMENSA só por alguns minutinhos para pegar o autógrafo dela e tirar uma foto. (agradeço novamente o Gabriel que conseguiu para mim o autógrafo dela no meu Com Louvor). Ah! E a Patricia Barboza (autora de ‘As Mais’) estava lá.

Dia 12/08: Dia dos pais, vocês não queriam que a bienal fosse movimentada nesse dia, queriam? Só uma menina maldita que me parou falando que os livros eram caros e teve a CARA DE PAU de ir falar com o Adriano (ele trabalha na Record) e falar a mesma coisa pra ele. Que menina folgada, não quer o livro, coloca de volta no lugar e vai embora bitch.

O Carlos Ruas, autor de Boteco dos Deus estava lá, para uma breve, porém movimentada sessão de autógrafos. Ah! E a Patricia Barboza (autora de ‘As Mais’) estava lá.

Dia 13/08: Dia de semana normalmente é dia de excursão escolar, foi tudo bem calmo e eu me surpreendi como os adolescentes gostam de ler (quem disse que o jovem não gosta de ler mesmo?) E finalmente (ou não) a biografia do One Direction chegou. Ah! E a Patricia Barboza (autora de ‘As Mais’) estava lá.

Dia 14/08: Excursões escolares e gritaria por causa do One Direction. Ah! E a Patricia Barboza (autora de ‘As Mais’) estava lá.

Dia 15/08: Mais excursões escolares e mais gritaria por causa do One Direction. E mais da Patricia Barboza (autora de ‘As Mais’) estava lá.

Dia 16/08: Mais excursões escolares e mais gritaria por causa do One Direction. Ah! E a Patricia Barboza (autora de ‘As Mais’) estava lá.

Dia 17/08: Mais excursões escolares e mais gritaria por causa do One Direction. E começando a dar graças a Deus que a bienal já estava acabando. Super cansada. Isso fora a Patrícia Barboza que foi lá para divulgação do livro “As Mais”.

Dia 18/08: Fernando Henrique Cardoso foi lá no nosso estande, e pelo que eu vi dele, eu tive a impressão… tive é impressão nenhuma, não vi o cara, na verdade não vi ninguém que foi naquele estande! Ah! E a Patricia Barboza (autora de ‘As Mais’) estava lá.

Dia 19/08: FINALMENTE ÚLTIMO DIA. Cheguei de manhã comemorando e estava super feliz. Dei saltinhos de felicidade o dia todo.

O Mauricio de Souza estava lá e eu consegui ver um pouquinho dele, ou melhor, das costas dele. Os autores do livro Senhores do Castelo também deram uma passadinha por lá (mas antes do Mauricio) e logo depois o Carpinejar apareceu por lá com as suas unhas pintadas de amarelo! Quem também estava lá era o Eduardo Sphor, que autografou os meus livros lindo e agora eu não empresto pra mais ninguém. E com ele estava o Fábio Yabu, autor de ‘A última princesa’. Ah! E a Patricia Barboza estava lá também. Fechando a Bienal com chave de ouro.

Só tenho duas conclusões a tirar dessa bienal, a primeira é que a Patricia Barboza amou o nosso estande e por isso tava lá todos os dias e a segunda é que o povo é mal educado que não sabe colocar o livro de volta no lugar e só sabe reclamar.

PROMOÇÃO DE MARCADORES

A promoção é super fácil, leia o post, responda nos comentários: “Qual autor estava todos os dias no estande da Record?” e tweet essa frase: “Eu respondi a pergunta e quero ganhar os marcadores que o @blogdasresenhas está sorteando http://kingo.to/1aHy”

A promoção vai até o dia 5 de setembro e o vencedor será anunciado no dia seguinte.

- Regras:

*Tem que residir no Brasil;

*Responder corretamente a pergunta (fala sério gente, é fácil, quem leu o posto sabe.);

* Retwittar a frase;

*E sim, eu vou conferir para ver se a pessoa comentou e retwittou antes de anunciar o vencedor;

O Kit contém marcadores, livretos e um cupom de 25% de desconto para o Grupo Editorial Record.

Este é o kit!

Boa sorte a todos!

Resenha: A Maldição da Pedra

Após o desaparecimento do pai, a realidade de Jacob Reckless se torna extremamente amarga. Buscando um escape para seus problemas, ele encontra o Mundo do Espelho, uma enorme e encantada terra onde os feitiços, artefatos e criaturas mais puros e fantásticos existem, assim como os mais sombrios  – e tudo através do espelho do escritório de seu pai. Desde que encontra esse segundo mundo, sua presença na vida real – onde tem que se deparar com a tristeza de sua mãe e a fraqueza e insegurança de seu irmão caçula  – torna-se cada vez menos frequente. Mas quando ambos os irmãos já estão crescidos e Will encontra-se nessa terra mágica, o inesperado acontece: ele é atacado por um Goyl ( uma criatura de pedra) e agora está se tornando um deles. Para impedir a transformação de seu irmão, Jacob está disposto a fazer o impossível e viajar para os reinos mais longínquos. Acontece que a jornada não será menos que complicada: há outras pessoas interessadas no Goyl que Will está se tornando e, além disso, a pedra parece afetar mais que somente sua pele…

Capa americana – da qual não gostei nem um pouco…

A sinopse não passa tão bem o clima e a proposta do livro, mas logo nos primeiros capítulos – no meio de uma confusão – passamos a ser cada vez mais inseridos naquele contexto e esperar pelo o que virá. Os capítulos iniciais são confusos, pois o livro é narrado transitando entre personagens e lugares. No começo não conhecemos ninguém, logo essa transição causa uma estranheza, para depois irmos entendendo e conhecendo tudo aos poucos. Os irmãos não estão sozinhos nessa aventura. Fux, a menina que se transforma em raposa, é a fiel escudeira de Jacob e não poderia faltar nessa busca, assim como Clara, a namorada de Will, que nada conhece daquela realidade fantástica. Todos os personagens têm características distintas e bem definidas, nos conquistando de modos variados. A narrativa de Cornelia Funke é muito bem escrita e conduzida, nos levando imersos em seu mundo da fantasia, o qual, inclusive, é muito bem criado, com uma mitologia espetacular e cativante. Sem colocar esse fator muito evidente, ela insere alguns elementos de contos de fada na história, porém tudo com as características do mundo que ela criou ( bastante sombrio e de criaturas sempre de cheias interesses, por mais que possam ser boas ). As informações sobre aquela nova realidade são inseridas aos poucos, preservando aquele místico quando tratamos de segredos ou mistérios da magia ou da própria terra encantada. Esse artifício permite que o leitor se surpreenda volta e meia, por mais que sempre possamos adivinhar o que está por vir.

Capa alemã – apesar de bem melhor que a americana, ainda não me agrada

A junção de uma boa narrativa, um ótimo ambiente e personagens com presença tornam A Maldição da Pedra uma leitura imperdível, principalmente para os fãs de fantasia. O segundo livro leva o título de Fearless  ( Destemido, em tradução literal ) e está previsto para sair no exterior em Setembro. Aqui no Brasil ele não tem previsão de lançamento, porém, o gancho deixado para a sequência, na minha opinião, não foi tão forte a ponto de esperarmos desesperadamente. O livro dois deve explorar outra situação que, por mais que possa ser contada de forma interessante, também teria como ser deixada de lado pelo modo como o romance foi concluído. Contudo, fico feliz que haja uma continuação, quero ler mais desse universo do Mundo do Espelho.

PS.: O livro conta com diversas ilustrações da autora, as quais ilustram muito do que é descrito. São sempre encontradas no início e no final de cada capítulo, toda feitas de grafite. Essas ilustrações e a edição que a Companhia das Letras deu à capa fizeram a versão brasileira ficar lindíssima!

Resenha: Magia Roubada

Em um mundo onde pessoas com habilidades mágicas podem realizar feitos extraordinários, não poderia faltar uma ordem. E o responsável por garantir que Lord Drayton, um mago que anda cometendo algumas infrações que passaram despercebidas, não faça nada ameaçador é o Lord Simon Falconer. O que o guardião não esperava era a astúcia deste que estava sendo perseguido, que o surpreende, transformando o invasor de seu castelo em um unicórnio. Depois de algumas confusões e reviravoltas, por sorte, Simon consegue escapar e voltar a sua forma humana graças a Meg, uma virgem poderosa que, por ter bastante magia dentro de si, era mantida em cativeiro por Lord Drayton. O cruel mago pretende acumular grande quantidade de poder para realizar um feito maléfico. E ninguém melhor do que a dupla que conseguiu escapar de suas garras com sucesso para combater esse perigoso vilão. Com aliados fiéis, uma atração irresistível, encontros sociais na luxuosa Londres do século XIII e vários encantos, Magia Roubada é uma divertida aventura com romance para passar o tempo. Entretém, mas é simples demais para emocionar.

A narrativa de Mary Jo Putney é boa, bem conduzida, porém bem simples. Os personagens carecem de um desenvolvimento maior e uma profundidade. Seus pensamentos e reflexões são pouco explorados e a autora não faz de nenhum deles figuras marcantes que conquistem o leitor. Faltaram personagens que entram na sala e não só a autora fala que eles tiram a respiração de todos presentes, mas o leitor, só pela descrição e presença do mesmo, perde a respiração por si só. Não é a figura que vai marcar sua vida, mas sim sua leitura. Seu enredo é mais interessante, contudo, apresenta algumas partes que deixam o leitor desconfiado ou não convencido. É preciso engolir alguns fatos e explicações para realmente mergulhar na onda do romance, aproveitando a aventura descomprometida que Magia Roubada nos oferece. Os encantos são brevemente explicados, por mais que se mostrem complexos. As situações problemáticas são quase sempre resolvidas facilmente. Se citaram um feitiço complicado, que exige muito treino e concentração, mas, em certo momento, o personagem precisa usá-lo, ele vai conseguir – e sem suar tanto assim. Os acontecimentos são, na maioria das vezes, previsíveis. É difícil a autora conseguir te surpreender.

O livro é o segundo de uma trilogia na qual os volumes contam histórias diferentes no mesmo universo. Seu antecessor é Um Beijo do Destino, o qual dizem ser melhor por conta do romance. O romance de Magia Roubada é, de um modo geral, bem desenvolvido, com um toque de erotismo bem conduzido, mas não tão presente pelo fato de Meg ter de preservar sua virgindade para reverter a transformação de Simon em unicórnio. Eu esperava que a autora melhorasse alguns aspectos durante a trama, mas os problemas continuaram constantes. Senti falta de algumas coisas que queria ver naquele universo que a autora criou, mas principalmente de um lado místico e misterioso desse mundo mágico. A incerteza, o mistério, as lendas, as revelações, os segredos ou verdades que ninguém ousa falar ou descobrir, são todos elementos que dão um quê interessante nas histórias de magia e fantasia. Tudo muito claro perde um pouco de seu encanto e diminue a curiosidade. A falta desses elementos e a simplicidade dos personagens e do enredo que reservaram ao romance o título de um passatempo. Não é das melhores opções, visto que temos muita coisa boa do gênero por aí.

Resenha: Clube da Luta – Livro.

“Com uma inovadora narrativa, a complexidade do planejamento de cada capítulo impressiona estrondosamente, o que nos faz agarrar o livro e não largá-lo até o final.”

Por Bruno Albuquerque de Almeida!

Sinopse: Considerado um clássico moderno desde sua publicação em 1996, o livro Clube da Luta consagrou Chuck Palahniuk como um dos mais importantes e criativos autores contemporâneos, além do próprio livro como um cânone da cultura pop. O livro que estava esgotado há anos volta às livrarias nessa caprichada edição. O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente. O livro foi filmado em 1999, Por David Fincher (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Rede Social), que possui duas nomeações ao Oscar, que conseguiu adaptar toda atmosfera do livro, o mundo caótico do personagem e o humor negro de Palahniuk em uma trama recebida com inúmeros elogios pela crítica e pelo público que conta com os atores Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter.

Sou extremamente suspeito para falar sobre Clube da Luta. O filme de David Fincher mudou minha vida, mudou minha visão de mundo, mudou meu senso crítico, mudou as minhas atitudes e, sem ele, não teria conseguido fazer diversas coisas que, se fosse listar aqui, você pararia de ler esse texto antes mesmo da metade. Mas, quando fui ler o livro, fui esperando algo novo. E eu achava que esse ponto de vista estava certo, pois cinema e literatura são duas mídias diferentes, e que nos dão visões diferentes, mesmo quando se trata de um filme baseado em um livro ou vice-versa. E sim, eu estava certo.

A narrativa de Chuck Palahniuk é intensa – ela põe em prática, de uma maneira extremamente fiel, o que é ser “primeira pessoa”. Ao descrever diálogos com a narrativa de Jack ( título que os fãs do filme dão ao personagem principal, que sempre se diz ser “alguma coisa do Jack”), o livro torna-se, além de mais complexo, diferente e dinâmico, economizando páginas, descrições e tempo. Sacada genial do Chuck Palahniuk para prender a atenção do leitor ( principalmente por conta da originalidade da narrativa).

A construção dos personagens é magnífica. Chuck Palahniuk consegue nos enganar diversas vezes, como por exemplo: Tyler Durden – no início do livro, era só um cara que o Jack havia conhecido na praia. No meio do livro, esse mesmo personagem se mostra importantíssimo para a história. Marla Singer – é destacada por Chuck Palahniuk desde o princípio da trama, mas fica sumida durante boa parte do livro – o que não torna sua participação menos importante. A narrativa, como já comentada antes, extremamente pessoal de Jack, é completamente funcional, pois sempre mostra as reações dele diante dos acontecimentos do livro, o que enriquece o texto de Chuck Palahniuk.

Em determinado momento do livro, Tyler abandona Jack, e esse abandono é tão bem trabalhado – com Chuck Palahniuk sempre pondo Jack em situações onde ele necessita imediatamente da ajuda de Tyler, e a narrativa sempre mostra as reações de Jack para essa ausência do amigo – o que faz você sentir o mesmo que o personagem. E Chuck Palahniuk consegue distribuir muito bem a dose de humor, violência e inteligência, colocando todos esses elementos em uma única situação, mas em momentos distintos – como quando Jack derruba a gordura da mãe de Marla no chão: Chuck Palahniuk dá uma pausa, mostra o impacto que atingiu os dois personagens com calma e, em seguida, nos mostra um momento de humor, com Jack fugindo de Marla, e ambos correndo pela casa enquanto ouvimos os gritos dela e Jack dizer: “Não fui eu quem fez isso, foi o Tyler!”. Ou seja: primeiramente, um momento de tensão entre os dois personagens, já que a mãe de Marla é muito importante para ela e Jack/ Tyler estava usando a gordura dela para fazer sabão; depois, uma pausa, para o impacto do momento; em seguida o humor: Jack sai correndo com medo de Marla, enquanto esta grita com ele; e, pra finalizar, a inteligência: ele diz que quem fez aquilo não foi ele, e sim Tyler, um detalhe que no final do livro se mostra muito importante.

E, para fechar o livro com chave de ouro, Chuck Palahniuk desenvolve um final completamente interpretativo. Estaria mesmo Jack no céu? Ou o local que ele descreve como sendo o Paraíso é apenas um hospital? E o posfácio, o que dizer daquilo? Chuck Palahniuk descreve toda a repercussão do livro e do filme, detalhando que o livro resultou de uma tarde chata no trabalho – e de acontecimentos reais que o inspiraram. Simplesmente fascinante.

E se você leu diversas vezes o nome de Chuck Palahniuk durante esse texto, não ache ruim, pensando que esse crítico que vos fala não revisa os seus textos ou é extremamente repetitivo: foi de propósito, para você se lembrar desse cara, Chuck Palahniuk, sempre que puder.

Nota: 10,0


OBS: o livro complementa o filme, ou seja: aconselho você a ver o filme ANTES de ler o livro, já que é muito mais divertido imaginar Edward Norton como Jack, Brad Pitt como Tyler Durden e Helena Bonham Carter como Marla Singer. Simplesmente sensacional.

OBS 2: Um detalhe importante: Editora Leya, por favor, revisem mais as traduções dos seus livros. Encontrarmos no livro “poço” com “SS” e “boca” sem o “C” atrapalha bastante a leitura.