Speed Racer!

“Um filme inovador, que infelizmente caiu no esquecimento.”

Por Bruno Albuquerque de Almeida!

É de uma maneira extremamente estranha que Hollywood – e seu público – funciona. Não sei se é falta de senso crítico, ou de conhecimento cinematográfico das pessoas, ou mesmo de divulgação dos filmes, mas o número de obras notáveis que passam despercebidas vem aumentado muito. E Speed Racer é uma delas. Inovando na maneira de utilizar efeitos visuais e montagem, o longa capricha na sua própria maneira de contar histórias.

Vamos começar falando dos efeitos visuais: bastante diferentes do que estamos acostumados a ver( com o irrealismo sendo colocado em primeiro lugar), aqui, os Irmãos Wachowski preferem mudar um pouco, empregando efeitos com texturas simples e mais caricatas, com o óbvio objetivo de tornar o visual do filme mais próximo ao dos desenhos animados. E isso é ótimo, pois essa proximidade aos cartoons dão uma liberdade criativa ao roteiro maior do que a de um filme extremamente racional. E os roteiristas( os Irmãos Wachowski, também) usam e abusam dessa liberdade, nos trazendo esplêndidas sequências de carros voando, escalando montanhas e até brigando( acreditem!)!! Além disso, os efeitos nos permitem apreciar momentos em que os Wachowski se mostram extremamente inspirados: como o slow motion dentro do caminhão, enquanto Corredor X o metralha com as armas de seu carro, e Speed literalmente decolando de seu carro, e em seguida deslizando pela pista, fazendo a clássica pose referente ao seu desenho animado de origem. A montagem do filme é simplesmente sensacional, pois, com o auxílio da sobreposição de imagens, eles conseguem fazer flashbacks e flashforwards instantâneos, e sem soar repentino demais para o ritmo do filme.

E, de maneira inteligente, eles usam os flashbacks para desenvolver quase todos os seus personagens. Speed, Pops, Mamãe Racer, Rex Racer e Corredor X – todos desenvolvidos pelos flashbacks. Ora, sem eles não conseguiríamos compreender o porque de Speed colocar seu coração nas corridas; sem eles, não entenderíamos o porque da morte de Rex ter afetado tanto os membros da família Racer; sem eles, uma emocionante revelação final sobre o Corredor X não teria o mesmo impacto. Ou seja: todas as cenas, todas as falas, todos os pulos temporais feitos pela narrativa foram previamente elaborados, detalhe por detalhe, pelos Wachowski. Brilhante.

E, além dos flashbacks, os personagens continuam evoluindo de acordo com os acontecimentos da trama. Trama, esta, que conta com algumas reviravoltas interessantes – como a traição de Togokhan sobre a parceria que este fez com os Racer e Corredor X e o convite para participar da corrida quer a irmã de Togokhan entrega a Speed, por exemplo. As atuações são ótimas, e destaco o talento de Pauli Litt, o Gorducho, e a presença de cena de John Gooldman e Roger Allan, respectivamente Pops e Royalton. E, antigamente, eu alegava que a atuação de Emile Hirsh era falha, pois não possuir emoção e expressões o suficiente. Agora, compreendo que ele nada mais estava fazendo do que mostrar duas importantes características da personalidade de Speed: a humildade e a simplicidade. Estas que, na cena em que ele nega a sua parceria com a Royalton, são reafirmadas.

O humor no filme surge naturalmente, já que Speed Racer se trata de um “desenho animado vivo”, além de parte dele ser categoricamente clichê: um menino e seu macaco de estimação se metendo em confusões. Mas ambos são tão carismáticos, e o macaco é tão bem treinado, fazendo gestos e poses que, de tão sutis, geram o riso, e acredito que num filme tão simpático como Speed Racer, é o que importa.

Agora, o filme também tem seus defeitos, mesmo que mínimos. O principal deles é a clássica( ou extremamente repetida?) câmera focando o rosto do motorista, enquanto este fala sozinho. Tudo bem que em alguns momentos ocorrem diálogos com esse enquadramento, mas em outros soa bastante gratuito.

Por outro lado, temos uma cena final extremamente emocionante, com Speed se superando para vencer a corrida – e ele não vence por sentir o prazer da vitória, mas para dar uma alegria única a sua família( como a própria Mamãe Racer, interpretada por Susan Sarandon, diz: “Obrigada, Speed.”). E o que dizer da montagem da cena em que é revelado o passado do Corredor X( que nos leva a mais uma reviravolta na trama) – em que nos é mostrado o que ele fez pela sua família, enquanto observamos sua expressão de tristeza? E, para fechar a cena com chave de ouro, Matthew Fox( o Jack de Lost) diz: “Se cometi um erro, então tenho que conviver com ele.”. Este crítico que vos fala não conseguiu segurar as lágrimas.

No mais, com uma fotografia que exalta bastante as cores( outra referência aos desenhos animados), personagens sensacionais e uma trama convincente, Speed Racer é um filme memorável, e que merece ser reassistido diversas vezes. Recomendação máxima!

Nota: 9,0

Resenha: American Pie – O Reencontro

Admito que sempre tive um certo preconceito com a franquia. Parece só falar de sexo e ideologia americana, dizia. Entrei na sala de cinema com o nariz meio torto, ainda mais pelos motivos que me fizeram assistir ao filme: Os Vingadores havia lotado para todas as sessões e só podíamos assistir American Pie naquele mesmo horário. E valeu a pena! Arrependi-me amargamente de nunca ter dado chance ao hilário grupo. Fala sobre sexo, bastante, ideologia americana, sim, principalmente a colegial, mas tudo extremamente engraçado e sem ficar banal.

A história mostra os amigos Jim, casado com Michelle, Oz, Kevin, Finch e Stifler em suas vidas adultas. Todos têm certos problemas, em geral com o casamento. Somente Stifler que se mostra descontente com seu chefe, o qual o humilha invariavelmente. Mas um fim de semana promete retirá-los de sua rotina e trazer um pouco dos velhos ares colegiais. Em resumo: sexo, bebida e muita confusão. A turma do ensino médio está organizando uma reunião e eles se encontram na cidade dois dias antes para poderem se rever.

O afastamento de seus problemas traz outros a tona, assim como os reconecta e relembra muito de seus velhos tempos. Cada personagem é explorado individualmente tentando esquecer suas frustrações, mas sempre esbarrando em assuntos escolares mal resolvidos, em geral amorosos. Em meio a muitas festas e bebedeiras, eles se metem nas enrascadas mais bizarras e hilárias, revivendo seu tempo de jovens e se deparando com a dificuldade que é fazer isso alguns 20 anos após terem concluído seus estudos.

O filme tem cenas hilárias que provaram risos em todo o cinema. Eu tive problemas em controlar minha risada, pois certos momentos os personagens me pegavam desprevenido com suas tiradas ou situações cômicas. O destaque do filme, como deve ser dos outros, é Stifler, o cara mais idiota e sem noção do grupo. Machista, fã de bebida, sexo e festas estrondosas, ele apronta muitas, se envolvendo com as colegiais da cidade, provocando seus namorados ( a cena que ele se vinga dos rapazes que roubaram biquínis na praia é impagável! ) e deixando muita gente louca! É o mais engraçado.

Em paralelo ao besteirol todo que nos deixa com lágrimas nos olhos de tanto rir, temos romances e outras relações bem desenvolvidas. O filme cuida bem de assuntos pendentes desde o início e algumas coisas ainda não bem definidas, me parece, nos outros filmes da franquia. Consegue balancear todo essa comédia sem noção com um roteiro coerente e bem desenvolvido.

Apesar de ter gostado bastante, indico o filmes para jovens, principalmente. Nada contra se for um adulto e gostar da franquia ( aliás, nesse caso, vá assistir! ), mas a produção engloba mais o universo colegial e universitário mais presente em séries e longas para essa faixa etária. Porém, não pessoas muito novas – classificação de 16 anos. Fala abertamente de sexo, além de mostrar muitas partes íntimas. Não é esse o foco deles, por isso, precisa-se ter maturidade para encarar essas cenas.

Creio que este é o último filme da franquia pela conclusão tão completa. Uma pena para os que gostam e um estímulo para mim, que tenho de assistir os outros. Assim que o fizer, trarei meus comentários sobre os mesmos para vocês, aqui, neste mesmo bat-lugar.

Os Vingadores!

Os Vingadores - The Avengers : poster

“Mesmo sem ser o espetáculo todo esperado, o filme é divertido e agrada bastante.”

Por Bruno Albuquerque de Almeida!

Os Vingadores tinha tudo para ser “o evento” cinematográfico do ano, juntando os heróis que a Marvel trouxe para o cinema por conta própria em um só filme. Tendo visto as inúmeras referências ao Universo Marvel que surgiam a cada filme – e os detalhes que somente os fãs mais malucos( como este que vos fala) costumam notar -, era de se esperar que Os Vingadores fosse o melhor filme do Marvel Studios, com a ação mais sensacional e com o melhor balanceamento entre o espaço de tela ocupado pelos personagens. O filme consegue cumprir esses objetivos, mas parcialmente. Ele peca bastante em diversos aspectos, que pretendo comentar nos próximos parágrafos.

O roteiro, também escrito pelo diretor Joss Whedon, é corrido. Com uma curta duração para um filme tão pretensioso – 2h e 15min -, o filme arrisca, já que possui diversos personagens para serem desenvolvidos. Por falar em personagens, o filme peca em somente dar uma breve introdução aos heróis e auxiliares, e confia que o público se lembre de quem eles eram nos outros filmes para estabelecer o “desenvolvimento”. Fazendo isso, o roteiro se preocupa somente em re-estabelecer as características mais superficiais dos personagens: Steve Rogers é o homem extremamente justo e sempre busca fazer o correto, Tony Stark é o cara engraçado que faz piada com tudo( pelo menos suas piadas funcionam, com o incrível carisma e timing de Robert Downey Jr.), Bruce Banner é o frustrado cientista em busca de auto-controle( pelo menos Mark Ruffalo nos mostra uma faceta do personagem que seus antecessores no cinema na última década não fizeram: a simpática) e Thor é o deus nórdico exagerado mas justo. Já Nick Fury e o Agente Coulson são reapresentados, contrariando o que nos foi mostrado deles em Homem de Ferro 2 – e, assim, quebrando a coerência criada no Universo Marvel dos cinemas: o diretor da S.H.I.E.L.D., antes sendo um cara simpático e sociável, agora é extremamente sério e não possui medo de enfrentar o Conselho, que seriam os seus “chefes”; e o Agente Coulson, agora, é um… nerd, fã do Capitão América, e menos sério do que já havia sido estabelecido em Thor.

Já a história é bem simples: Loki( vivido por Tom Hiddleston de maneira tão dedicada que nos faz pensar que o personagem merece um filme só dele) quer dominar a raça humana, e para isso nos ameaça com a invasão de um exército alienígena. Para nos salvar, Nick Fury( medianamente interpretado por Samuel L. Jackson) une os heróis mais poderosos da Terra para deter tal ameaça. O desenvolvimento do roteiro soa burocrático em alguns momentos; por exemplo, ele não se preocupa em explicar como Thor conseguiu vir para o nosso planeta, já que em seu filme solo ficou bem claro que a passagem entre a Terra e Asgard ficou selada. Outro detalhe que o roteiro não explica é o fato de como Bruce Banner aprendeu a controlar o Hulk, após passar duas horas de filme desenvolvendo o Gigante Esmeralda como uma catástrofe horrível( e o roteiro acerta nesse aspecto, pois mostra um lado do monstro que os outros filmes não mostraram). Em compensação, a química entre os personagens é incrível, e comprovamos isso na batalha final, quando os heróis se organizam e se ajudam diversas vezes.

Os Vingadores - The Avengers : poster

Já os efeitos visuais são esplêndidos. A armadura do Homem de Ferro, bem mais detalhada e realista. O Hulk, mais brilhoso e com os traços faciais de Mark Ruffalo. Os aliens invasores, chamados de Chitauri, aparecem em montes, além de possuírem naves gigantescas, que são tão bem feitos digitalmente que beiram o realismo. Também destaco o Aeroporta-aviões, grandioso e bem feito. Já a montagem é extremamente dinâmica, e nada mais justo para um filme com vários heróis nele. A fotografia peca por sempre exaltar a coloração branca, principalmente no clímax do filme.

O interessante em Os Vingadores é a interação entre os personagens. Os diálogos são bastante inteligentes em diversos momentos, como as discussões entre Steve Rogers e Tony Stark, e a tentativa de manipulação de Loki em cima da Viúva Negra. Também destaco a cena final, onde vemos um pouco de como a vida de cada Vingador vai prosseguir dali em diante.

Enfim, com diversos erros e vários acertos, Os Vingadores é um entretenimento competente e que garante boas risadas e um divertimento único. Vale muito a pena se você estiver afim de um pipocão – e se você for um grande fã dos personagens da Marvel, com direito a uma participação especial numa cena no meio dos créditos que é de deixar qualquer fã maluco.

Nota: 7,0

Resenha: Espelho, Espelho Meu

E estreia a primeira mais nova adaptação de A Branca de Neve do ano! Se você ficou pensando demais ao ler essa frase, sugiro que leia o post que fiz sobre o conto de fadas e suas adaptações cinematográficas. Pois bem, falemos sobre o filme.

Espelho, Espelho Meu reconta a história da princesa de cabelos negros como ébano e pele branca como a neve com um tom de paródia e misticismo. O conto também ganha um toque mais moderno, mostrando a princesa como uma personagem mais segura de si, anões menos éticos e mais fora dos padrões e uma rainha vaidosa que se submete a vários processos que nos lembram tratamentos de spa, em favor de sua juventude aparente. O filme é bem divertido, com piadas que ora ou outra nos provocam risadas, interpretações convincentes, cenários bem montados, figurinos bem escolhidos e efeitos especiais interessantes. Contudo, a história toda é boba e sem muita profundidade, se resumindo a um filme bem legal de “sessão da tarde”, aqueles que você assiste quando não tem o que fazer, apesar de acabar se divertindo bastante com isso.

A rainha má está explorando o povo em função de sua vaidade. Seus gastos são tantos que ela começa a acumular dívidas e precisa se casar com alguém rico para sair dessa situação. Paralelamente a isso, a inocente Branca de Neve toma noção do horror que sua madrasta está instaurando e que o lugar no trono é seu por direito. Mas revindicar seu poder não será tão fácil assim. Logo que revela seu descontentamento e suas intenções à rainha, esta a envia para a floresta, assombrada por uma misteriosa fera. Como bem sabemos, a princesa acaba não morrendo, e sim sendo acolhida por anões. Contudo, a rainha nem desconfia disso.

Um príncipe nas redondezas é assaltado por curiosos ladrõezinhos e pede abrigo no castelo da rainha. A monarca não pensa duas vezes ao se deparar com o jovem charmoso e rico, decidindo se casar com ele a todo custo. Acontece que ele já teve o prazer de se encontrar com a princesa e está apaixonado por ela. Sentimento que a jovem corresponde.

Os anões são, na verdade, assaltantes da floresta que roubam quem por ali passa. Foram eles que assaltaram o príncipe. Quando Branca de Neve os vê roubando a carruagem da rainha, que contém dinheiro vindo de imposto, os faz devolver o dinheiro ao povo. A partir desse ponto eles incluem ela no grupo e ganham mais um caráter de Robin Hood. Branca de Neve então se torna uma exímia bandida, astuta, perigosa e mortal. Gostei bastante desse lado da personagem, contado em algumas versões da história.

A rainha tem um espelho mágico pelo qual se transporta para uma dimensão onde só existe ela e seu reflexo. Este a concede alguns conselhos e também favores realizados com magia negra, contudo, sempre alertando para o fato de que haverá um preço por tudo aquilo. Por conta disso, a história sempre conta com feitiços e outras diabruras que dão um toque mais místico e moderno que comentei anteriormente.

O trio principal: Lily Collins ( Branca de Neve ), Julia Roberts ( Rainha Má ) e Armie Hammer ( Príncipe ) está de parabéns. Apesar de as atuações em geral serem muito boas, eles realmente ganham um destaque ainda maior que os seus papéis os proporcionam. Realmente incorporaram os personagens e dão vida muito bem a cada um deles.

Confira o trailer abaixo:

Especial Os Vingadores #06 – HULK!

Fala galera! O post de hoje sobre um integrante de Os Vingadores, que estreia dia 27 de Abril nos cinemas brasileiros, é sobre o Hulk, e seu alter-ego, Bruce Banner.

Hulk 004.jpg

Bruce Banner é um cientista americano, que costumava estudar os raios gama. Após um acidente com esses raios – dos quais o atingiram em cheio – ele adquiriu a “habilidade” de, quando estiver com raiva, se transformar em um monstro gigante e verde, com muitos músculos, uma forço extrema e a pele impenetrável, do qual chamam de Hulk. Criado por Stan Lee( sempre ele…) e Jack Kirby( outro criador de personagens e desenhista da Marvel, que infelizmente já falecera) em 1962, dando continuidade a revolução nos quadrinhos após a criação do Quarteto Fantástico.

Habilidades: HULK – Super-força, indestrutibilidade da pele. BRUCE BANNER – Inteligência e conhecimentos apurados da ciência.

Curiosidades: o Hulk, inicialmente, iria ter a coloração cinza, mas por um problema na impressão dos quadrinhos, ele saiu com a cor verde. Devido ao enorme sucesso, os executivos da Marvel decidiram manter a cor verde no personagem, que viria a se tornar uma de suas marcas registradas, levando a ser chamado de “Gigante Esmeralda”.

Produções do Audio-Visual inspiradas em Hulk.

O Hulk, como muitos já sabem, teve uma famosa série de televisão, do qual o personagem-título era interpretado por Lou Ferrigno, completamente pintado de verde. A série levou a produção de alguns filmes. Os longa-metragens mais recentes do Gigante Esmeralda são Hulk( dirigido por Ang Lee, em 2003) e O Incrível Hulk( dirigido por Louis Leterrier, em 2008). Esse último já fazendo parte do Universo Marvel nos cinemas, até com uma participação especial de Tony Stark na última cena.

Hulk e Os Vingadores

Nos quadrinhos, o Hulk já foi uma ameaça – e motivo principal para unir Os Vingadores. Após controlado, passou a fazer parte da equipe, como visto no filme. Tal ameaça será vista no filme, durante uma cena – ou mais, ainda não se sabe.

É isso, pessoal! Espero que tenham gostado.  E não se esqueçam…

AVANTE VINGADORES!

Laranja Mecânica!

“Mais uma obra fascinante de Stanley Kubrick!”

Por Bruno Albuquerque de Almeida!

Quando falamos de Stanley Kubrick, o que vem na mente da maioria dos cinéfilos e cineastas é “um dos mais diretores de todos os tempos, se não o maior”. E eles estão certos: 2001 – Uma Odisseia no Espaço é uma das maiores obras-prima de todos os tempos, e é considerado o melhor filme de ficção científica da história, inspirando diretores como Steven Spielberg, George Lucas, entre outros…

Entretanto, não é só por esse seu épico que ele é famoso. Outro filme extraordinariamente bem concebido por ele foi esse que este crítico que vos fala e comentará nos próximos parágrafos: Laranja Mecânica, uma trama única sobre os conflitos internos forçados por um homem que, em pleno caos, tomou conta de sua vida após fazer escolhas erradas durante muito tempo.

A filosofia escondida no filme é muito bela – tão bela que me lembrou o meu filme favorito: Clube da Luta. Vemos uma história sombria, pesada, sobre personagens que ultrapassam a barreira do politicamente incorreto de maneira espantosa; mas o que realmente está implícito lá? Durante o filme, acompanhamos a história de Alex, um adolescente rebelde ao extremo, que se reúne com sua gangue, a qual ele lidera, para espancar bêbados, assustar pessoas e estuprar mulheres. Esse era o seu mundo perfeito, e notamos isso pela interpretação do ator que vive Alex. Até que um dia seus amigos se revoltam com sua liderança abusiva e o entregam a polícia. E, na prisão, ele descobre que existe um método para tornar o ser humano bom – um método científico para eliminar as características ruins da personalidade do participante.

E é nesse ponto que o filme escancara a sua genialidade: no início do filme, temos uma série de cenas que desenvolvem ao máximo a personalidade de Alex: vemos ele espancando um idoso bêbado embaixo de uma ponte – somente porque ele não gosta de idosos bêbados, como diz a narração em off -, estuprando uma mulher na frente de seu marido – um escritor, o qual ele espanca bastante – e sendo bastante mimado pelos pais – que acreditam, sem fazer muito esforço, que o filho está doente e que não pode ir a escola naquele dia ( sendo isso, obviamente, uma mentira). Ou seja: Alex é o pior tipo de pessoa na idade dele que pode existir, e para completar essa conclusão vemos ele levando duas garotas para a cama com muita facilidade.

Então, fica extremamente fácil de nós aceitarmos Alex sendo um “menino bonzinho” na cadeia, além de quando ele se voluntaria para participar do método para torná-lo um ser humano bom: é óbvio que ele estava fazendo tudo isso para dar logo o fora dali – chegamos até a vê-lo ser extremamente gentil com um padre, sendo que no início do filme, vemos em seu quarto pequenas estátuas que representam Jesus Cristo de maneira debochada – bastante, aliás.

Durante o processo de “aperfeiçoamento” da personalidade de Alex, que em nenhum momento é previamente esclarecido de como funciona, Stanley Kubrick faz questão de mostrar que ele é brutal, de que ela é extrema até para um criminoso em larga escala como Alex. E ele faz isso com toda a razão, já que jogar na cara de um malfeitor que ele é um monstro por dentro, por mais que ele conviva com isso, é assustador. E mais assustador ainda é o que ocorre depois com Alex, com todo o seu “mundo perfeito” se voltando contra ele, após ele sair da prisão – sempre sentido fortes vontades de vomitar logo no momento de cometer novamente os delitos que o levaram para a cadeia: seus pais conseguiram um “novo filho”, seus ex-parceiros de gangue se tornaram policiais ( e eles os espanca), e ele acaba batendo na porta do marido escritor da mulher que ele estuprou – que se torna um dos personagens mais psicologicamente alterados que já vi.

Ou seja: aquilo que vimos Alex fazendo no início do filme não só serviu para desenvolvê-lo, mas para dar continuidade a trama quando esta estivesse próxima da conclusão ( e dão continuidade mesmo: o que acontece em decorrência disso nos leva a um dos “finais não-felizes” disfarçados de “felizes” mais interessantes de todos. )

A fotografia do filme é bem simples em determinados momentos, e em outros bastante bem executada: como na cena em que eles impedem outra gangue de estuprar uma mulher e na cena em que eles se aproximam do idoso embaixo de uma ponte antes de espancá-lo.

A direção de Kubrick é outro detalhe importante. Prestem atenção na cena em que Alex passeia em uma loja de vinis – o passeio que a câmera faz é brilhante ( além de ressaltar o CD da trilha sonora de 2001 – Uma Odisseia no Espaço. A maneira cômica como a cena de sexo de Alex com as duas garotas que ele conhece nessa mesma loja também é bem realizada pelo diretor, acelerando a imagem e pondo uma música instrumental de fundo. A montagem também é bem interessante, mas nada de muito extraordinário.

Mas, mesmo no meio de tantos pontos positivos, o filme peca na cena do bar, logo após Alex acabar de jogar seus colegas de gangue no mar, logo após eles pedirem um espaço maior nas decisões do que o grupo deve fazer. A atitude de Alex, claramente, dizia: “EU QUE MANDO NESSE GRUPO! VOCÊS TEM QUE ME OBEDECER!”. Mas, o que a narração off fala? “Eu estava mostrando a eles quem é que manda.”. Infelizmente, com essa fala em off, a cena ficou redundante.

Mesmo assim, Laranja Mecânica é um filme memorável, e não é a toa que está em diversas listas como um dos melhores de todos os tempos.

Nota: 9,7

Donnie Darko – Versão do Diretor!

“Uma obra-prima moderna. Inteligente, original e filosófico. Recomendação máxima!”

Por Bruno Albuquerque de Almeida!

Poucos filmes dessa primeira década do século 21 conseguem estabelecer uma nova maneira de conduzir histórias, personagens originais e um roteiro inteligente. Donnie Darko é um desses filmes, e pode ser considerado um dos melhores.

A montagem do filme é brilhante: faz com que suas duas horas e dez pareçam quatro. Não porque é cansativo e arrastado, mas porque as informações necessárias para a compreensão da trama estão sendo aprofundadas detalhadamente. O desenvolvimento rigoroso dos personagens é necessário para que entendamos a importância de cada um na trama – por mais singela que seja: desde a professora de Inglês de Donnie quanto a sua psicóloga. A trilha sonora, quase totalmente feita por músicas dos anos 80( nada mais justo para um filme que se passa nessa época), consegue criar essa identidade oitentista para o filme, que garanto a vocês, em diversos momentos pareceu mesmo que tinha sido feito nessa época. Não só pela qualidade da imagem – que é meio borrada, típico daquela década -, mas como os efeitos visuais – simples e com aquele tom de irrealidade – e a direção de arte – com roupas, maquiagem, carros e até uniformes da época.

Mas o que chama a atenção no filme é seu personagem e seus distúrbios mentais, que o fazem ver um coelho gigante chamado Frank que o manda cometer diversos atos de vandalismo. O interessante de tudo o que acontece em decorrência disso – como Donnie enlouquecendo aos poucos, os personagens secundários se interessando cada vez mais por ele e eventos misteriosos – faz parte de algo maior, que quero abordar nos próximos parágrafos.

ALERTA DE SPOILER! SE VOCÊ AINDA NÃO VIU O FILME, PULE OS SEGUINTES PARÁGRAFOS EM NEGRITO!

Vemos, durante toda a sessão do filme, diversos acontecimentos isolados que, a princípio, soam desnecessários. Mas, com um roteiro inteligente, o filme consegue explicar a importância fundamental de todos eles e como vão se encaixar no desenrolar da história.

Então, vamos começar do fim( isso mesmo): ao final do filme, vemos a namorada de Donnie sendo atropelada. Por quem? FRANK, o coelho gigante que Donnie via, que na verdade era o namorado da irmã dele com uma fantasia. Nisso, Donnie se desespera, e dá um tiro no olho direito de Frank. Após isso, ele, de carro, vai até uma floresta e vê uma espécie de tornado. Nisso, o filme retrocede no tempo, e vemos Donnie deitado em seu quarto, sendo atingido pela turbina do avião. O que podemos interpretar disso?

1º: De acordo com o livro da Vóvó Morte, existe uma série de fatores que identificam e que ajudam o escolhido para viajar no tempo. O tal escolhido possui habilidades especiais, como super força e manipulação do fogo e da água. No filme, Donnie enterra um machado na cabeça de uma estátua de bronze, inunda a sua escola e toca fogo na casa de um pedófilo. No livro, também vemos que, para que o escolhido( que é chamado “receptor vivo”) possa viajar no tempo, deve existir um “receptor morto”, no caso Frank. No meio do filme, vemos Frank tirar a sua máscara de coelho, e percebemos que ele está com o olho direito sangrando. Como Donnie o matou no fim do filme? Com um tiro no olho.

2º: Outro fator descrito no livro é o “Manipulado Vivo”, que é um ser humano que, sem querer ou perceber, ajuda o Receptor Vivo a encontrar o seu caminho para a viagem no tempo. No filme, encontramos DIVERSOS: a professora de inglês( que anota na lousa a frase “Porta do Porão”, que auxilia Donnie em uma tarefa no fim do filme); o professor de Física( que lhe dá o livro “A Filosofia da Viagem no Tempo” e que auxilia Donnie a entender que ele precisa de uma “enorme nave de metal” para poder atingir o seu objetivo com sucesso); a mãe e a irmã de Donnie( que estão voltando de uma viagem a Los Angeles, e o avião do qual elas estão dentro funciona como a “nave de metal” que Donnie precisa); e os garotos valentões do colégio de Donnie( que, se não fosse por eles, a namorada de Donnie não teria morrido e ele não teria conseguido achar o portal no espaço-tempo).

3º: No fim do filme, vemos uma cena completamente estranha. nela, Donnie está deitado em seu quarto. Sua irmã chega do que parece ter sido uma festa e, após isso, uma turbina de avião atinge o quarto dele. Após isso, vemos apenas a sua namorada dando um tchau para a mãe de Donnie, que fuma bastante enquanto chora. Entendemos que ela não sabe quem era Donnie, pois esta pergunta a um garoto na rua o que aconteceu e com quem. Notamos, pela expressão no rosto de Donnie, que ele está feliz – e ao mesmo tempo triste. O que podemos interpretar disso? Minha visão é que ele voltou no tempo, e ao se sacrificar, conseguiu salvar a sua mãe, sua irmã mais nova e sua namorada, além de Frank, que ele mesmo iria matar no futuro.

FIM DOS SPOILERS

A atuação de cada um dos envolvidos é brilhante – desde Jake Gyllenhaal até sua irmã mais nova. A cena  onde Gyllenhaal deixa bem claro o quão competente ele é com o seu trabalho é a em que ele está na sala da diretoria e sua diretora fala em voz alta o que ele disse para ela durante a aula. A expressão que Jake faz em seguida é GENIAL, além de causar um riso quase incontrolável neste que vos fala. A fotografia é simples, sempre realçando cores claras na escola( por ser, provavelmente, o único lugar em que se sente um pouco de felicidade durante a trama) e no “esconderijo” de Donnie e seus amigos, e em cenas tensas( como a em que a namorada de Donnie morre e seus encontros com Frank).

Enfim, Donnie Darko é um filme memorável, que merece ser assistido inúmeras vezes, não só para uma compreensão completa por parte do público, mas para se admirar uma verdadeira obra de arte.

Nota: 10,00.

Especial Os Vingadores #2: Homem de Ferro

O segundo post sobre os heróis Marvel que irão se unir dia 27 de Abril nos cinemas é sobre o mais divertido – e interessante- de todos: o senhor Tony Stark, o Homem de Ferro!

Antes de falar sobre os dois filmes já feitos desse bilionário, vamos fazer uma breve ficha, relatando quem é Tony Stark.

Tony Stark, bilionário que herdou do seu pai a Stark Industries, principal fornecedora de armas para o Exército dos Estados Unidos. Playboy, mas em compensação um gênio da engenharia. Produziu várias armas consideradas obras-prima da destruição em massa. Parou de fabricá-las após ver jovens americanos sendo mortos por elas.

Habilidades: Armadura blindada, com diversas armas de destruição, como propulsores nas mãos e nos pés, incluindo um mais poderoso no peito. Inteligência, e domínio da física e da engenharia. Além de tudo isso, possui grande influência na mídia, devido o seu jeito extravagante de ser. Foi sequestrado por um grupo terrorista árabe e, para fugir, criou uma armadura de latão. Após ver várias pessoas sofrendo pelo mundo, Tony Stark aprimorou essa armadura para combater o mal.

Aliados: Virgínia “Pepper” Potts, sua governanta e, ao fim de Homem de Ferro 2, sua namorada. E James Rhodes, que trabalha na Aeronáutica Norte Americana e é um dos melhores amigos de Stark.

Os podres de Tony Stark.

O fundo do poço!

Por mais inteligente, rico e poderoso que seja, Tony Stark tem um grande problema: o alcoolismo. Em uma série dos quadrinhos, Tony Stark ficou tão viciado em bebidas alcoolicas, que seu amigo James Rhodes assumiu a armadura de Homem de Ferro. Além disso, Tony Star é MUITO, MAS MUITO mulherengo. Vemos isso em ambos os filmes – no primeiro, logo no início, ele leva uma jornalista pra cama, e depois vemos várias aeromoças dançando para ele em um jatinho. No segundo, ele tenta levar uma mulher que lhe enviou uma intimação pra cama, sem sucesso.

Homem de Ferro e Os Vingadores

Após os créditos do primeiro filme, vemos uma cena em que aparece um GRANDE personagem do squadrinhos: NICK FURY, interpretado pelo Samuel L. Jackson. Lembro-me da loucura dos fãs nessa época – inclusive eu. Em Homem de Ferro 2, Nick Fury tem grande presença no filme, e ao final ele revela um
relatório sobre o Homem de Ferro, que diz: Homem de ferro – APROVADO. Tony Stark – NÃO RECOMENDADO. Ou seja: eles precisam da armadura, mas não querem o narcisismo de Tony para infernizá-los. No entanto, ele participará de Os Vingadores, e cabe ao roteiro do filme explicar como isso ocorreu.Espero que tenham gostado, galera! Até o próximo post! E não se esqueçam…

AVANTE, VINGADORES!

Indicação de Filme: Julie & Julia

A dica de hoje podemos dizer que esta bem suculenta, afinal o filme ‘Julie & Julia’ é uma ótima indicação para você que ama comer bem e ao mesmo tempo não perde uma boa sessão pipoca!

A história contada é sobre duas mulheres que, apesar de viverem em mundos bem diferentes, descobrem que podem ter muito em comum: o gosto pela gastronomia.

Julia Child vivia na Paris de 1948, devido ao trabalho como diplomata do marido. Decide mergulhar no mundo da culinária e, ao entrar na conceituada escola Le Cordon Bleu, descobre que não era apenas um capricho, que realmente pode dar certo. A partir de então, passa a desenvolver livros de receitas, visando apresentar à dona de casa americana a culinária francesa.
Não se preocupe, não estou contando spoliers, isso é algo que se tem que saber antes de assistir o filme, é algo como uma sinopse da personagem.

Julie Powell tem 30 anos e trabalha no estressante mundo do telemarking. É uma escritora frustrada, mas resolve impor a si mesma um desafio: realizar as 524 receitas do livro de Julia Child ao longo de um ano e relatar suas experiências em um blog.

A história das duas durante a trama é contada paralelamente, mostrando o contraste entre a vida de ambas. É mostrado também o machismo que existe na profissão e a forma que essas mulheres conseguem driblar o preconceito que existe até hoje, em alguns casos.

É bem interessante a hora na qual Julie cria o blog e espera, sem muitas esperanças, as visitas e comentários dos leitores. Me identifiquei muito nessa parte, pois é kkkk.

A atuação de Meryl Streep é espetacular como sempre, desde o jeito de andar, a postura e a voz. Ela simplesmente é Julie. Já Amy Adams vem com a simpatia e a doçura de sempre, dando todo o charme ao longa.


A parte de Julia foi inspirada no livro de memórias My Life in France; a de Julie no livro Julie & Julia, que começou com o blog em que a autora narra parte de sua vida e as delícias e os fracassos de se tentar reproduzir alguns clássicos da gastronomia francesa, das receitas mais simples às mais trabalhosas, numa cozinha minúscula no Brooklyn.

Nora Ephron é conhecida por dirigir filmes de “mulherzinha”, mas esse é belíssimo e hipnotizante. Digo isso pelas várias cenas de comida, e como ela sabe muito bem dirigir a história de duas pessoas de épocas diferentes. O filme é bastante feminista, mas vale para homens e pessoas de todas as idades.

Se ficou curioso em conhecer o blog que deu origem acesse: The Julie/Julia Project
Já o livro é esse aqui. Tenho algumas curiosidades e diferenças do filme para o livro, mas isso vou deixar para outro post. Não vamos misturar as receitas não é mesmo?

Espero que gostem da dica! Já tinham assistido? Comente.

Resenha: Jogos Vorazes (filme)

A resenha da vez fala do filme para quem já está por dentro da história. Se quer saber sobre o que fala Jogos Vorazes, confira a resenha do livro.

Cartaz do filme "Jogos Vorazes"

Depois de tanto se falar no filme para lá e pra cá, umas das adaptações mais aguardadas do ano chega aos cinemas brasileiros. A pergunta é: valeu a pena? Jogos Vorazes é uma boa adaptação? É um bom filme? Bem, como fã do livro, gostei bastante de ver uma produção fiel nas telonas. O elenco está espetacular e vemos tudo que ficou mais marcado durante a leitura sendo exibido ao longo do filme. Entretanto, para um espectador normal, não creio que tenha agradado tanto assim. Por que? Vamos falar um pouco disso e ainda mais sobre a adaptação para o cinema abaixo.

O início do filme mostra como é Panem, com sua desigualdade exorbitante, as revoltas que foram cessadas pela Capital e a criação dos Jogos Vorazes. Tudo é bem explicado e sequenciado, entretanto, tem um efeito de câmera bem irritante que tenta dar vários pontos de vista ao espectador. A filmagem mexe muito, mudando sempre os ângulos, o que incomoda demais quando simplesmente queremos assistir ao filme. Outra coisa que o livro tem de muito interessante que poderia ter sido explorado é a emoção que os personagens e situações passam para o espectador. No romance, Suzanne Collins transmite isso facilmente aos leitores, como bem disse na resenha da obra. Porém, durante o filme, o espectador é fisgado pela história somente. Em certo ponto, o filme pode se tornar longo demais e com muitas reviravoltas, o que acarreta na perda de interesse de algumas pessoas. Transmitir toda a tensão e as emoções, bem com é feito no livro, seria uma jogada muito melhor e mais interessante.

Para quem esperava uma produção sangrenta, a categoria de 12 anos já diz bastante coisa. O roteiro foi escrito suavizando as partes mais violentas e impactantes a fim de poder alcançar um público mais jovem. Isso estragou algumas expectativas, claro, mas deu para compreender – mesmo sentindo falta das cenas mais fortes- a agressividade e crueldade de adolescentes jogando com a vida e a morte. Outras cenas que não tinham muito a ver com censura também foram suavizadas, o que estragou um pouco minhas expectativas – como a relação da Katniss com o Peeta e com a Rue. Sei que muitas coisas não davam tempo de serem desenvolvidas, mas, mesmo assim, são aspectos realmente tocantes que poderiam cativar o público – e satisfazer os fãs.

Um ponto interessante da produção, tanto para fãs e não fãs do livro, foram as cenas extras que não se encontravam na obra, a maior parte delas na Capital. Encontrei no Bookeando um artigo super legal falando dessas cenas. Porém, atenção, ele pode conter spoilers para quem não leu o livro ou assistiu ao filme.

Em suma, não achei o filme aquilo tudo que estávamos esperando, mas creio que a equipe está preparada para uma sequência de tirar o fôlego. E será que dessa vez tirará mesmo? Para quem viu o filme e não se impressionou tanto ou quer assistir e ouviu uns comentários baixo astral, fica uma dica: o livro é muito bom e não vai te deixar na mão. Suzanne Collins promete e cumpre com maestria.

Vale também destacar que a divulgação do filme foi muito bem feita. Ao menos aqui no Rio, foram divulgados cartazes, eventos e brindes para a pré-venda por todo lado. Confira alguns cartazes bem legais que encontrei por aí: