Este post é uma colaboração da Érica Martins ( @EricaMarts )
Desde que eu soube que o Rick Riordan ia fazer uma série baseada na mitologia egípcia (que eu amo), fiquei doida pra ler o livro.
Claro que fiquei pensando se não seria um Percy Jackson no Egito, mas felizmente não é.
A capa do livro é bem bonita, tem uns detalhes de hieróglifos com um brilho suave para destacar e o título do livro também tem brilho.
Hieróglifos e outros desenhos relevantes a história são mostrados no livro. Isso ilustra muito mais a história. Mas alguns desenhos tem detalhes demais e não ficaram bem em tamanho pequeno porque só com lupa mesmo pra enxergá-los.
Quanto a história do primeiro livro de A Crônicas dos Kane, eu adorei.
Logo no início tem alguma referência a Percy Jackson, que dá a entender que os universos das duas séries coexistem ao mesmo tempo:
“Então não se pode morar em Manhattan? –disparou. [Sadie]
Amós franziu a testa e olhou para o Empire State.
-Manhattan tem outros problemas. Outros deuses.É melhor mantermos tudo separado.” – Página 35.
O que me deixou surpresa foi o fato dos dois irmãos narrarem o livro. Ora o Carter narrava 2 capítulos, depois era a vez da Sadie. Não ficou confuso e foi muito bom ver os dois pontos de vista.
Contando a história de dois irmãos que foram criados separados e agora tem que se unir para salvar o pai desaparecido, Carter e Sadie enfrentam no caminho muitos perigos e acabam descobrindo que os deuses do Egito ainda vivem.
Carter é o tipo de garoto que quer fazer o que é certo, mesmo às vezes não sabendo como. Queria ter uma vida normal em vez de viajar sempre com o pai pelo mundo, e inveja a irmã que viveu essa vida “normal.
Sadie tem gênio forte e encara qualquer parada mesmo sendo mais nova. Também queria a ter a vida de viagens que o irmão levou. Sabe como é … a grama sempre parece mais verde no vizinho…
A história tem muita ação e você com certeza não vai ficar entediado entre um capítulo e outro.
Um dos personagens que mais gostei foi a Basket, a deusa egípcia dos gatos (Yes, adoro gatos), encarregada de ajudar os irmãos na aventura. E também babuíno muito esperto e fã de basquete Khufu, que rende cenas bem engraçadas.
Os livros do Rick Riordan são mais focados na aventura do que no romance, mas tem uma possível paixão literária à vista, o deus egípcio Anúbis…. Vale a pena conferir a pessoa, se é que me entendem…
Outra coisa interessante foi o fato do autor abordar o preconceito racial. Julius Kane é negro e se casou com Ruby, uma mulher branca. Dessa união nasceram Carter (negro como o pai) e Sadie (branca como a mãe). Uma vez que eles foram criados separados, Carter com o pai e Sadie com os avôs, algumas pessoas nem os relacionavam como parentes. Mas quando os irmãos ficam juntos, a coisa muda de figura. Isso é mostrado em algumas cenas e em lembranças como este quote da conversa de Carter o e pai:
“—Carter, você está crescendo. É afro-americano. As pessoas o julgarão de maneira mais dura, por isso deve se apresentar sempre impecável. [Dr. Julius Kane]
- Isso não é justo. – insisti. [Carter]
- Justiça não significa que todos recebam o que é necessário. E a única maneira de ter o que é necessário é você mesmo fazer acontecer. Entendeu?” [Dr. Julius Kane] – Página 66.
Felizmente é um livro que não enrola muito, vários mistérios ou segredos apresentados ao longo da história são desvendados logo. O que me agradou bastante, porque se enrolar demais estraga. O autor soube na medida certa dosar a ansiedade de descobrirmos determinado fato, mesmo que já o tenhamos deduzido, e revelar esse fato aos personagens para nos fazer “descobrir” também.
Este livro é altamente recomendado pra quem gosta de histórias de aventuras, mistérios e ação. Se você já os livros da série Percy Jackson, não vai se arrepender.
Como diria a Fani de FMF, dou 5 estrelinhas!!!




