Animais Fantásticos 38# – Titãs

Blá blá ocupado. Blá blá desculpem. Blá lá tudo vai melhorar em breve. <Inserir piadinha sem graça sobre o meu atraso aqui>

Okay, pessoal, como eu não queria deixar essa semana passar também, decidi apelar para a coisa que torna mais fácil de escrever: Ser terrivelmente específico.

Bem, eu acho o tema dos Titãs muito interessante mesmo: eles são os seres terrivelmente cruéis que deram vida aos deuses gregos. E com isso ainda temos que pensar que os deuses muitas vezes eram considerados cruéis, então seres que são cruéis até mesmo para o padrão dos deuses gregos devem ser muito assustadores mesmo.

Vamos começar pela origem deles e vou me basear no mito de Hesíodo já que é a versão mais conhecida e etc… A base para a vida deles seria a deusa Gaia que criou, originalmente: Urano, Ponto e as Óreas, que seriam as montanhas. Com ou sem a ajuda de Gaia, Urano conseguiu dar vida a vários seres ao longo de sua existência. E entre eles nós podemos citar, claramente, os Titãs.

A história do “reinado” dos Titãs é bem sombria, já que eles se mostravam criaturas bem agressivas a quaisquer outros seres que estivessem ao redor, principalmente os humanos, que viveram inúmeros anos na escuridão e no medo.

Agora vou falar um pouco de alguns dos Titãs mais famosos e o que eles faziam:

Prometeu: Esse aqui é um dos meus favoritos por um único motivo: é um dos poucos Titãs bons. Além de defendê-los quando interagia com os outros Titãs, Prometeu também é responsável por boa parte dos avanços dos humanos já que deu a eles o fogo que é uma das bases de quase tudo que foi criado futuramente.

Cronos: Esse aqui é conhecido pelos fãs de Percy Jackson (Os livros, não aquele aborto que chamam de filme.) que também devem saber que ele é especialmente mau. Foi o primeiro a ser criado. Futuramente ele foi convencido por sua mãe (Gaia) a destronar seu pai ao castrá-lo usando a própria foice e com isso se tornar o novo senhor do Céu. Ele então se casou com a irmã, Réia e teve 6 filhos com ela. Porém, seu medo de ter o mesmo destino que seu pai era tanto que Cronos devorava os filhos assim que estes nasciam. O único que escapou disso foi Zeus, que foi protegido por sua mãe. Após crescer, Zeus se vingou de Cronos ao dar-lhe uma poção que o fez vomitar os filhos (Que não tinham morrido, já que eram seres divinos.). E terminou banindo todos os Titãs para o Tártaro e se tornando o senhor do Céu.

Atlas: Eu também acho esse muito legal, mais pelo o que aconteceu com ele depois do que o resto. Atlas era um ser desproporcionalmente grande, violento e bruto de uma geração de seres que seriam a representação das forças selvagens da natureza. Por apoiar seres revoltosos que tentaram atacar o Olimpo, Zeus reservou um castigo especial para Atlas. Ele foi encarregado de carregar o céu nas costas por toda a eternidade. Um ponto interessante é que algumas pessoas se confundem e acham que Atlas carrega a Terra (Já que é um globo nas costas dele.) .

Animais Fantásticos 37# – Bruxas

Sabe, eu imagino que agora vocês estejam dizendo algo como “Henrique! Você não posta há duas semanas. E agora você vem e posta como se estivesse tudo bem, mas está atrasado.”, vocês têm todo o direito de ver desse jeito, mas deixem-me apresentar uma visão alternativa e mais agradável: Eu posso estar três semanas atrasado para o post de três semanas atrás, MAS também posso estar 49.1 semanas adiantado ou ATÉ MESMO 51.1 semanas adiantado para o especial de Halloween do ano que vem. Viram? Não fica tudo MUITO melhor quando vemos da forma que me priva temporariamente das responsabilidades?

O tema dessa semana é bem Halloweenesco: Bruxas. Mas, NÃO, eu não falarei dos bruxos de Harry Potter, e nenhuma dessas visões mais modernas, vou fazer outro post especialmente pra isso no futuro. O assunto de hoje são aquelas bruxas que povoavam as histórias infantis, aquelas que poderiam tanto se parecer com uma adorável velhinha que só quer te ajudar após você comer toda a ala de hóspedes da casa de doces dela como também aquelas que praticamente exalam feiura.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu era um grande fã de leitura desde que eu era pequeno, e isso me levou direto aos conto de fada. E quando eu penso em bruxa eu penso logo naquela citada anteriormente: A bruxa que tentou jantar João e Maria. Ela forma, basicamente, o conceito mais fácil que podemos ter de uma bruxa, estava disfarçada de nada menos do que uma doce e inocente velhinha. Esse seria, supostamente, um truque que elas usavam muito, simplesmente se disfarçavam das mais diferentes coisas para que pudessem atrair as pessoas para seus covis.

Eu vou acabar tendo que falar bastante do Raphael Dracoon nesse post por que o cara é o único autor do atualidade que manteve os modelos mais antigos das bruxas. E ouso dizer que ele conseguiu dar um tom bem mais sombrio do que aquele que estamos acostumados. Pra começar, nós temos dois tipos de bruxas: As bruxas sombrias, que usam a sua magia para fazer mal aos seres humanos e outros tipos de seres vivo, e as bruxas brancas essas usam bem melhor seus poderes e tentam sempre ajudar aqueles ao seu redor, não importa a espécie. Infelizmente, elas tem que se manter escondidas muito mais do que as outras por que as pessoas custam muito a aceitar que possam existir bruxas boas. Isso sem contar o fato de que muitas vezes bruxas sombrias passam a vida inteira caçando as bruxas brancas, o que torna a vida destas muito mais complicada.

As bruxas sombrias teriam aprendido todas as suas terríveis habilidades daquela que seria considerada a primeira bruxa, que frequentemente reencarna para poder causar o caos pela terra. Os poderes dessas bruxas também estão ligados ao canibalismo que é uma prática terrivelmente comum dentre elas. Suas aparências retratam a mais pura feiura e repugnância e isso, segundo o autor, se deve ao fato de que suas aparências físicas tentam constantemente se igualar à espiritual, que foi muito corrompida graças a magia negra.

PS: Aos fãs da série, me perdoem quaisquer erros ou falta de informação, só li o primeiro livro e acabei esquecendo uma boa parte dele.

Animais Fantásticos 36# – Anões

Nesse momento, estou sentado na mesa, de lapiseira na mão, escrevendo o animais fantásticos da semana que vem. Eu sei que deixei vocês na mão semana passada, mas eu estava cheio de testes e não conseguia nem descansar direito. Vou tentar resolver o lance do sorteio tão cedo quanto possível com o Victor. E não se preocupem, eu consegui guardar todas as sugestões e irei usá-las em breve. PS: E é o mesmo lance dos elfos: Animais Fantásticos é só o nome da coluna, sem criar polêmica, ok?

Os anões são, em teoria, uns seres bem simples. São humanoides baixos e robustos que mostram grande talento com a forja e armas mais pesadas. É raro algum ser descrito sem uma voluptuosa barba.

Como suas maiores habilidades se baseiam na produção de armas e armaduras, é natural que os anões precisem de uma fonte generosa e abundante de metais que se mostrem resistentes e maleáveis. Foi daí que surgiram as minas dos anões. São lugares gigantescos que podem chegar perto até mesmo do centro da terra e onde, muitas vezes, também moram algumas famílias de trabalhadores das minas. Essas ”vilas” (ou cidades) também conseguem ser fortes e extremamente difíceis de conquistar, tudo graças a seus gigantescos labirintos de túneis, pelos quais é preciso passar a fim de se alcançar a cidade.

Se de uma mão os anões são muito talentosos forjando boas armas e as usando, seus talentos para as artes mágicas deixam muito a desejar. É muito difícil de encontrar, em qualquer universo, um mago anão poderoso e com uma fama que o preceda. Em geral, eles são pequenos ilusionistas, ou algo do tipo, que se juntam a pequenos grupos de mercenários. Logo, podemos perceber que a maioria das armas anãs tem que se valer apenas por sua qualidade, já que eles quase nunca colocam feitiços nelas. A não ser que a arma seja muito antiga ou o resultado de uma das raras colaborações entre anões e elfos, as quais costumam criar as mais poderosas armas.

Não é raro que os anões apresentem um certo “pé atrás” com as outras raças. Muitas vezes, durante as guerras, eles são deixados sem ajuda ou até mesmo atacados pelas raças mais malévolas para que possam ser utilizados os seus fortes tão difíceis de conquistar.

Detalhe, como o processo criativo tá meio lento por aqui, fica uma tirinha. O link do artista tá na imagem =D

Animais Fantásticos 35# – Ciborgues

Bem, eu sobrevivi ao calor e a uma prova de química. Então agora posso me concentrar na tempestade sinistra que está chegando e na prova de biologia. Não que vocês se interessem por isso. :D

Não, esse aqui não é um post sobre robôs. É um post sobre ciborgues, qual a diferença? Robôs são 100% mecânicos, ou seja, não possuem nenhuma parte orgânica. Isso também faz com que eles não sejam animais… e nem ao menos seres vivos (O que discorda bastante do nome dessa coluna.)

Um ciborgue nasceu um ser vivo normal e depois foram implementadas nele partes robóticas que podem servir tanto para que ele adquirir poderes especiais ou até mesmo para substituir partes corporais que foram perdidas em um acidente ou qualquer outra coisa do tipo. No início do conceito de ciborgue, a palavra era usada para falar de um humano que foi modificado para que fosse possível sua sobrevivência no espaço. Isso é fácil de explicar, já que a palavra surgiu em 1960, quando o início da verdadeira exploração espacial tinha começado a surgir com “força” (Tanto que Neil Armstrong pousou na Lua 9 anos depois.) e a achar seu lugar no imaginário popular.

É bem difícil que um ciborgue perca as suas emoções, mas chega a acontecer quando ele também sofre algum dano ao cérebro ou que este tenha sido um dos objetivos enquanto ocorria a sua transformação. Isso acaba por aproximá-los mais do conceito de robô e é mais usado quando querem que ele se torne uma espécie de máquina de matar.

Dentre os poderes que um ciborgue pode acabar recebendo quando ele ganha nós podemos citar: força sobre humana, raciocínio muito mais rápido que o normal, capacidade de hackear computadores sem muita dificuldade, controle (Possivelmente mental) sobre quaisquer armas que tenham sido instaladas nele e uma considerável resistência a técnicas de controle da mente que possam ser usadas nele.

Eu pensei que também podia colocar uma pequena listinha de ciborgues que ficaram famosos na ficção. Não vou fazer nenhuma divisão por que isso dificultaria muito para organizar, mas eu acho que elas estarão bem claras. Lá vai: Darth Vader, Luke Skywalker, General Greivous, Cybermen, Daleks, T-800 e as suas versões futuras. Eu poderia dizer mais algumas, mas estou com uma preguiça bloqueio criativo do caramba…

Animais Fantásticos 34# – Quimeras

É, gente, eu sei que o post tá mais atrasado do que seria  aceitável, mas eu fui vencido por uma combinação mortal das piores coisas existentes: Matéria muito atrasada graças a uma greve de quase três meses, muita coisa pra estudar para um maldito teste em dupla de química (O que significa que terei que carregar alguém nas costas em mais de uma matéria) e, acima de todas estes citados anteriormente… O calor. E não estou falando de calor de uns 30 graus… AH, não. Estou falando do calor de verdade, aqueles malditos 41,3 graus secos bem no INVERNO. Aquele calor que faz parecer que o diabo tem ar-condicionado… Tá já falei demais…

Melhor irmos direto ao ponto, uma quimera é um m0nstro que se mostra em um grande número de formas diferentes. Sendo estas, apesar de serem bem diferentes na aparência, possuem algumas coisas em comum: São formadas por partes de corpos dos mais diversos animais e também pela capacidade de soltar fogo pelas narinas.

Na mitologia grega ela aparece em muitas lendas diferentes que costumam se contrariar fortemente em relação a sua origem. Algumas dizem que ela nasceu (Na mitologia grega ela é geralmente um ser único.) do “relacionamento” da maligna Equidna com o temível Tífon, ou Tifão, (Que também é o pai de muitos dos monstros da mitologia grega, sendo muitos deles terem sido mortos por semideuses como Hércules.) enquanto outras dizem que ela veio do cruzamento da Hidra de Lerna coi o Leão de Neméia.

A aparência de uma quimera pode ser qualquer mistura entre partes de diferentes animais. As mais comuns incluem:  cauda de cobra, cabeça de leão, corpo de leão, uma segunda cabeça de dragão, cauda de escorpião, e por aí vai. Mas um fato bem interessante é que as quimeras podem acabar adquirindo algum poder relacionado a veneno caso alguma de suas partes seja a de um animal peçonhento, como a cauda de escorpião.

A forma mais normal de se encontrar das quimeras é: Três cabeças: Leão, cabra e dragão. Uma cauda de cobra e TALVEZ algumas asas semelhantes as de dragão. Agora misture tudo isso em uma panela bem grande e asse a 500 graus. 

As quimeras também ficaram bem populares como inimigos mais fracos de video-games e talvez até chefes de início de jogo. Isso graças a sua fama e uma aparência mediamente assustadora.

No meio da literatura atual alguns heróis também tiveram contato com essas terríveis bestas. Percy Jackson, por exemplo, enfrentou uma logo no começo de suas aventuras e só sobreviveu graças a “ajuda” que ele ganha quando dentro d’água. Outro também é aquele que atende pelos nomes de Número Quatro ou John Smith (Eu sou o número quatro) acabou ganhando a ajuda de uma quimera, com a exceção de que essa é um alienígena e consegue mudar de forma, apesar de sua forma original lembrar bastante uma quimera clássica.

Animais Fantásticos 33# – Tritões

Volta às aulas… Cansaço… Não… consigo… escrever introdução…

Essas são umas criaturas interessantes, sabe? Eles têm uma variação tão grande de uma mídia para outra que chega a ser divertido pesquisar sobre eles. Pra começar a ideia de um tritão já é uma coisa difícil de determinar. Existem três versões diferentes e eu vou falar de cada uma delas separadamente.

Vou começar com a mais fácil que é quando o tritão não é nada mais do que o masculino das sereias. Eles possuem as mesmas características básicas: a parte acima da cintura é humana e abaixo é uma cauda de peixe e, naturalmente, são capazes de respirar em baixo d’água. Uma coisa que é engraçada é que quando existem essas versões dos tritões e eles coexistem pacificamente com as sereias, estas simplesmente não se interessam em enganar marinheiros com a sua voz e atraí-los para o fundo do mar. E sim, essa versão de tritão bate com exatidão com o pai da Pequena Sereia.

A segunda é entra mais de acordo com muitos seres da mitologia: ela é muito mais bestializada do que as outras. Nessa versão um tritão não é apenas metade peixe, essa porcentagem varia de uns 75 a 90%. Algumas vezes eles possuem uma forma bem humanoide, mas são 100% cobertos de escamas de peixe. A cauda de peixe também se torna opcional e as vezes eles aparecem tendo pernas humanas, porém possuem membranas entre os dedos para ajudar na hora de nadar. A bestialização também chega a aumentar mais ainda, quando eles se tornam criaturas baixinhas e risonhas que andam em grupo atacando qualquer coisa que veem pela frente. Esses pequenos monstros são extremamente gananciosos e quando ficam sem carcaças de navios afundados para saquear, eles se dão a liberdade de afundarem eles mesmos os navios para que possam saqueá-los.

E, por fim, temos a versão que é de longe a mais poderosa. Tritão seria o filho de Poseidon e um dos mais poderosos dentre os deuses dos mares. E provavelmente foi dele que surgiu o conceito que originou as outras formas de Tritões, principalmente a versão mais humanoide. (A primeira.) Tritão era muito leal aos seus pais.

Uma coisa que eu com certeza não podia deixar de citar em um post sobre tritões é, obviamente, a sua arma favorita: O tridente. Todas as formas de tritões costumam carregar um tridente, sem exceções. A única diferença é que o tridente carregado pelo deus Tritão é um artefato mágico de grande poder e magnitude que conseguia alterar as ondas enquanto os das outras versões são apenas armas geralmente adequadas ao combate a distância.

Animais Fantásticos 32# – Mutantes

No post de hoje eu vou continuar com as modificações que estou fazendo para que eu possa continuar adaptando as coisas e passando mais informações do que eu passava na “primeira temporada”. E é claro que não posso deixar de falar em quadrinhos durante esse assunto.

Descrever um mutante é um trabalho moderadamente mais difícil do que descrever outros seres por que eles podem ser, basicamente, qualquer coisa. Caso os criadores queiram adotar um tema mais próprio da realidade um mutante se torna algo extremamente desagradável, principalmente se sua origem for proveniente da radiação. Sua aparência vai ser a de uma pessoa (Ou qualquer criatura que deu origem) , porém muito modificada podendo assumir as mais diversas formas, como as borboletas com mutações encontradas em Fukushima.

Mas se o objetivo dos criadores for mostrar uma visão fantástica do mundo e das coisas que ocorrem neste, aí sim podemos encontrar as coisas mais criativas possíveis:

Seres gigantes – Ah, sim. Essa é provavelmente a mutação mais comum encontrada em todas as mídias. Os insetos parecem que são os mais fáceis de serem afetados por esse tipo, talvez para que fosse possível explorar todas as fobias secretas de algumas pessoas e adicionar um toque de terror.

Super poderes – Essa é a que mais delicia os escritores de HQs, diversos heróis tiveram a sua origem a partir de mutações, muitas delas vindas da radiação. Nessa pequena lista nós podemos citar: Homem-aranha, O Quarteto Fantástico, Hulk. E, pessoalmente o meu favorito, DEADPOOL.

Sentidos extras –Diferentes dos superpoderes, esses “sentidos extras” são coisas bem mais simples. Uma pessoal que desenvolve a capacidade de falar com fantasmas ou algo do tipo seria uma portadora dos tais sentidos.

Os mutantes acabaram alcançado sua maior alta na imaginação das pessoas em 1963 quando Stan Lee criou os X-Men uma equipe de super-heróis composta totalmente de mutantes. Os inimigos do grupo também são, em maior parte, mutantes que preferem a aniquilação da raça dos humanos “normais” e dentre estes vilões podemo citar, é claro, o Magneto. Porém, por algum motivo desconhecido houve um incidente que tirou os poderes de grande parte dos mutantes existentes no mundo (Com exceção dos protagonistas).

Outro ambiente em que os mutantes se encaixam bem são aqueles formados por cenários pós-apocalípticos (Que se propagaram muito rápido nos anos 80, mais provável que se deva ao fato das pessoas estarem com muito medo de uma guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética. Apesar disso, eles continuam bem populares.) Por exemplo nós podemos citar a terra da série “A torre negra” de Stephen King que nos fala de um mundo que “Seguiu em frente” sem especificar o que isso quer dizer. E nesse mundo nós podemos encontrar aranhas gigantescas e muito deformadas e até plantas que sofreram uma mutação, a erva do diabo por exemplo. Alguns humanos também mudaram e se tornaram as criatura sombrias conhecidas como Vagos Mutantes. Os Vagos mutantes são fracos, não muito inteligentes e alguns chegam a brilhar.

A imagem do post é do Kuato do “O Vingador do Futuro” original. Não esse péssimo remake.

E NÃO eu não irei citar aquele novela ridícula com os piores efeitos especiais já feitos.

Animais Fantásticos 31# – Anúbis

Bem, como o Victor quebrou meu combo, fiquei novamente a duas semanas de distância de quebrar meu próprio recorde de posts. Eu, por algum misterioso motivo, me diverti mais que o normal fazendo aquele post sobre múmias, então decidi voltar um pouquinho mais à área egípcia para fazer esse sobre o Anúbis. Não sei como estou me saindo nesse novo estilo, então caso vocês tinham alguma crítica, é só dizerem e eu os darei de comer para os meus lobos gigantes tentarei melhorar.

Quando as pessoas pensam em Anúbis elas já começam a dizer “Ah, é aquele deus egípcio com cabeça de cachorro?” NÃO. Ele tem cabeça de Chacal. E eles são diferentes, apesar de serem ambos do mesmo Gênero (Divisão da classificação científica). Anúbis é um deus dos mortos e a sua associação ao chacal provavelmente é proveniente do fato que os chacais, além de ter o costume de rondar cemitérios a noite, também se alimentam com frequência de carniça ao irem atrás dos restos da caça de predadores maiores.

Antigamente Anúbis era conhecido como o mais importante dentre os deuses dos mortos, mas aí ocorreu uma das histórias mais importantes dessa mitologia: O deus Seth, em sua busca por poder, despedaçou o irmão Osíris para que pudesse roubar o seu trono. Anúbis (Cumprindo seu papel como o maior deus dos mortos) fez o embalsamento de Osíris, o que o transformou na primeira múmia de todas. Futuramente, Osíris “retornou” mas não conseguiu almejar sua antiga glória e ficou preso no mundo dos mortos, se tornando o novo principal deus dos mortos. Anúbis acabou por ser “rebaixado” a um deus mais frequentemente associado a mumificação e a vida após a morte.

Mas nem assim Anúbis ficou pouco importante. Existiram os sacerdotes de Anúbis que eram responsáveis pelas mumificações e usavam máscaras de chacal para que pudessem “imitar” a aparência do deus.

A família de Anúbis também está fortemente relacionada com a morte. Enquanto sua mãe, Néftis, era juntamente com Ísis uma das responsáveis por velar pelos mortos, aparecendo na cabeceira dos sarcófagos dos faraós do Império Novo (1550 a.C. – 1070 a.C.) enquanto Ísis aparecia aos pés do sarcófago. O pai de Anúbis é também aquele que usurpou o seu lugar como como principal deus dos mortos: Osíris. Anúbis também teve uma filha com a esposa Anput chamado Kebechet que também ficou conhecida como a deusa egípcia da morte e dos moribundos que era frequentemente retratada com uma cabeça de serpente.

Futuramente, na mitologia romana Anúbis acabou por ser unido ao deus grego Hermes (Que era o protetor dos viajantes, ladrões e mensageiros) e formou Hermanúbis.

Possíveis spoilers adiante

Como muitos outros seres, nos livros de Riordan o deus Anúbis adquiriu uma aparência e plano de fundo mais informais e adaptados para o público jovem. Apesar de ter milhares de anos, ele usa a aparência de adolescente quando fala com Sadie Kane. E mais tarde os dois acabariam por ter uma espécie de romance indireto.

Animais Fantásticos 30# – O Monstro de Frankenstein

Hey, é a primeira vez que consigo fazer um combo assim :D

Bem, o animais fantásticos de hoje é dedicado a um ser que a maioria das pessoas conhece pelo nome errado. O mais provável é que o engano tenha surgido graças ao nome do livro e do filme. Frankenstein não é o verdadeiro monstro ( Bem, isso dependendo de que espécie de visão filosófica você teve ao ler o livro), sendo que o melhor nome para o a criatura é, apesar de redundante, “O monstro do Dr. Frankenstein”.

Quando visto pela primeira vez no livro escrito por Mary Shelley, em 1818, o monstro parecia algo completa e totalmente surreal. Uma criatura que voltou dos mortos por meio da ciência, feito pelas mãos de cientista enlouquecido em sua busca para que seja possível superar aquilo que todos consideramos impossível: a morte. Essa sinistra “brincadeira de Deus” conseguiu fissurar o Dr. Victor Frankenstein e levá-lo a fazer coisas que eram quase inimagináveis de tão sinistras. Ele dissecou corpos de humanos mortos há pouco tempo, assistiu criaturas menores morrerem e saqueou túmulos para que pudesse roubar os órgãos e membros necessários, tudo a fim de que continuasse a sua pesquisa. E quando ele conseguiu terminá-la, ficou absolutamente horrorizado com a natureza de sua criação. Ele criou um “ser humano” artificial gigantesco a partir de partes de cadáveres encontrados. O motivo de ele ter de ser tão grande é por que era mais fácil para o Doutor trabalhar em maior escala para ligar veias e músculos.

Ao ver que tinha sido completamente rejeitado por seu criador, o monstro fugiu levando com ele nada mais que um casaco para se proteger do frio. Depois de um curto período de aprendizado sobre as coisas do mundo e sobre como agem os seres humanos, ele finalmente decide se empenhar em realizar uma última vingança contra o Dr. Frankenstein.

Um ponto bem interessante é que quando a história foi retratada no cinema com o filme “Frankenstein” em 1931 (Também teve uma espécie de curta metragem em 1910 que não obteve, nem de longe, a mesma atenção popular.) o monstro acabava se mostrando mais lerdo, muito menos inteligente e inumano. No livro ele demonstra uma grande velocidade, capaz de escalar montanhas com facilidade, e um forte pensamento filosófico sobre o certo e o errado. Muito provavelmente essa adaptação da criatura foi melhor para dar um jeito mais de história de terror, transformando-a em um ser sem a menor consciência que mata todos que aparecem na sua frente.

A história do monstro no cinema não foi exatamente célebre ou adorada pelo público após a sua “trilogia original” de 1931. Nessa trilogia, ele veio a ganhar uma noiva e até mesmo um filho! (O pobre Doutor só acabou tendo um ajudante baixinho e corcunda chamado Igor.) E pelos anos pudemos observar várias tentativas de se fazer um bom filme ou uma boa série sobre a criatura e nenhuma chegou suficientemente perto do sucesso.

E uma rápida menção honrosa àquele que eu considero o melhor de todos: HERMAN MONSTRO. (Da série original em preto-e-branco, é claro.)

Animais Fantásticos 29# – Múmias

Heeey, pessoal. Sentiram a minha falta? Eu sei que não. :D

Mas EU senti a falta de todos os meus leitores. (Isso mesmo, todos vocês três que desaceleram na hora de dar scroll pra baixo na página inicial do blog só para poderem olhar meus posts…) Foram longas férias ainda que nem de longe tão longas quanto as férias que a greve dos professores me concedeu.

E quanto a promoção… bem, isso é jurisdição do chefe Victor.

Como essa semana eu pretendo tratar de um ser que não pode ser completamente categorizado como mitológico, essa também vai acabar sendo parcialmente uma aula de história para vocês. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, uma múmia não necessariamente tem que ser um cadáver enrolado em ataduras e que está escondido há milhares de anos embaixo de alguma pirâmide ou tumba no meio das areias do antigo Egito. Qualquer cadáver que tenha sido preservado graças à “medidas preventivas” feitas por humanos, ou até mesmo por condições do tempo que sejam favoráveis para que sejam mantidas as condições originais do corpo. Isso tudo em si não é exatamente assustador para qualquer pessoa que não tenha alguma fobia específica relacionada à morte.

Porém, em algum lugar no século passado, em meio a diversas escavações, expedições e descobertas de tumbas há muito perdidas, começaram a aparecer vários filmes e livros que contavam histórias fantásticas sobre múmias “zumbificadas. Essas novas criaturas costumavam acordar sempre que algum ladrão de tumbas, arqueólogo ou até mesmo aventureiro passageiro conseguia invadir o seu local de descanso sagrado.

O que foi muito provavelmente o motivo das múmias caírem no gosto do povo foi a descoberta de uma tumba que até hoje é “adorada” no mundo da arqueologia: Tutancâmon, também conhecido como “O faraó menino”. A tumba foi encontrada e aberta em 1922 e lá dentro se encontravam diversas escritos sacerdotais, muitas riquezas que tinham pertencido ao faraó em vida e, é claro, a múmia perfeitamente preservada de Tutancâmon. Apesar de ser algo incrível por si só, isso não bastaria para impressionar a população da época (a qual tinha sido “endurecida” por uma guerra mundial que durou quatro anos). Então foram necessários os acontecimentos que sucederam a descoberta: Lorde Carnarvon, o mecenas (patrocinador) da expedição, faleceu dois meses após a abertura oficial da tumba, sem ter conseguido ver a múmia. No momento de sua morte, ocorreu um misterioso apagão na cidade do Cairo e durante o acontecimento, a cadela do lorde teria uivado e caído morta. Além disso, nos meses seguintes vieram a falecer diversas pessoas que tinham ligações com Carnarvon, somadas ainda com as várias pessoas que visitaram seu túmulo. No dia da abertura oficial do sarcófago, o canário do descobridor da tumba (Howard Carter) foi devorado por uma serpente. Então, tudo isso somado à imaginação popular foi o que originou a temida maldição do faraó.

Logo no começo, as múmias realmente lembravam os primeiros zumbis: lerdas, pouco inteligentes e sem conhecer a ideia de piedade. Mas então elas também começaram a sua lenta mudança para seres que pudessem ser realmente temidos: criaturas ancestrais que foram amaldiçoadas há muito tempo e que agora estão carregadas de ódio.

O auge dessa mudança talvez tenha sido com o lançamento do filme “A múmia”, em 1999, que narra a difícil jornada de um pequeno grupo (formado por um ex-militar, uma bibliotecária e seu irmão trapaceiro) para impedir a múmia de Ihmotep de concluir a profecia na qual ele destrói toda a civilização humana. E essa foi a primeira produção cinematográfica de sucesso na qual uma múmia possui poderes extraordinários e dentre estes nós podemos citar: fazer uma grande chuva de fogo, invocar uma praga que é capaz de controlar a mente das pessoas, além de invocar e controlar um enorme enxame de insetos. O filme teve duas continuações, porém só a primeira contou com a participação da múmia de Ihmotep.

Eu não pretendo falar sobre livros em que múmias aparecem por que… bem, já fizeram isso antes de mim. Então para que eu possa descansar um pouco por que já cansei não fique só repetindo o que outras pessoas fizeram, chequem o post que o Victor fez ano passado.

http://mestredasresenhas.wordpress.com/2012/01/13/indicacao-de-ferias-mumias/