O “everyday is like sunday”, a rotina e suas quebras

Nessa proximidade e ainda assim distância das férias, tenho voltado com o meu vício de The Smiths. É um tal de when in his charming car rua acima, um because if it’s not love; then it’s the bomb, the bomb, the bomb…. rua abaixo. E buscando novas músicas – porque me atenho quase sempre as que conheço – me deparo com uma que gostava muito, apesar de não lembrar da versão do Morrissey. Everyday is like Sunday já foi toque do meu celular e lema do mês. Já ilustrou muita coisa e, se tivesse escutado com mais frequência, seria o jargão da minha vida – e da sua também, quem sabe. Quem nunca teve aquelas férias cansativas, as quais você reza para acabarem? Aquele esquema monótono de recesso ( seja greve ou feriadão ) que você já fez tudo o que podia fazer – ou nem tentou – mas o tempo livre já deu o que tinha que dar? É quando o seu everyday está like sunday. Quando bate a saudade daquela rotina do almoço de dez minutos e escala de ônibus pra chegar e voltar do trabalho. Quando você precisa de mais o que fazer, está implorando pelas olheiras, pés cansados e mochilas e pastas de montão pra carregar por aí. É bom sentir o gostinho daquele esperar pelo momento que você tem que pedir de joelhos ao seu dia a dia por uma brecha. Uma quebra na sua ininterrupta rotina para beber com os amigos, ir à praia ou mesmo olhar para o teto com aquele tanto de branco pintado na mente.

Domingos são a máxima dos dias vazios. Dá pra levar um desses com bom humor quando a gente tem de encará-los uma vez por semana. Mas fazer dos domingos a sua semana é que complica tudo. Todos precisam de desafios, de novidades, de emoção. É necessário o coração batendo mais forte, seja de medo, excitação ou nervoso pelo ônibus que passou sem você dentro dele. Atrasos, prazos, limites, tudo parece um inferno, mas, na verdade, eles são nossos desafios, nossas barreiras, fracassos ou conquistas. O tempo livre nunca é tão bem aproveitado quanto após uma semana de trabalho duro ou estudo incessante. A vida precisa de temperos. E a maior parte deles deriva da rotina e suas consequências. Carpe diem!

E agora, ouçam o Morrissey:

Victor

Não aderimos à greve e algumas coisas sobre a vida e o universo

Em homenagem ao nosso retorno…

Bom, acho que é possível ouvir o coro de aleluia depois de tanto tempo sem NENHUM post por aqui. Não clamamos por aumentos ou salários atrasados, só estivemos todos um tanto ( leia-se muito mesmo ) enrolados. Nos perdoem, não foi por mal, podem voltar a nos acessar, que ainda não estamos no fim – apesar da proximidade do final de 2012. Quando o apocalipse chegar em nossas casas, deixo um bilhete ou coisa do tipo. Quem sabe um vídeo! Se for um vídeo, nem precisam dar play, com certeza é o fim ( não só do blog como de TUDO ). Ou não.

Tufão lendo “A Metamorfose”, de Franz Kafka

Mas chega de blá blá blá e vamos gastar saliva – ou impressão digital (?) – falando sobre algumas coisas sobre a vida e o universo. Um post que eu estava doido para escrever por aqui já foi tão postado por aí que só me atrevo a fazer um breve comentário e indicar alguns links que gostei, os quais creio serem bastante válidos. Leiam o post da Talita, do No Mundo Editorial e assistam os vídeos da Ju, do Batom de Clarice e da Patricia, do Ainda  MininaMá. Se você clicou em algum deles, é isso mesmo, galera, quero comentar sobre preconceito literário. Acho que o básico já foi mais que dito: cada um lê o que quer e isso é ótimo. Seria muito bom se as pessoas lessem mais clássicos, cada leitor deveria arriscar – com um certo nível de maturidade, claro. Mas não é preciso julgar ou criticar aqueles que não gostam dessa obras. Não só defendendo os intelectuais de plantão, fãs que exaltam certos livros ou séries também não estão nada certos. As pessoas têm o direito de não gostarem e, sim, falarem mal de qualquer história que quiserem. O desrespeito também está errado, mas isso já é bom senso, o que abriria outra discussão…Não vou nem mencionar pseudointelectuais e pseudo pseudointelectuais ( aqueles tão pseudo que não saem da leitura axilar – como minha sempre diz -, aquela bem bacana na qual você leva um livro interessante, pode ser polêmico, bem falado ou famoso – você escolhe, mas se for os três é COMBO – debaixo do braço. Claro, lê-lo está fora de cogitação ).

Pessoal, eu comparei recentemente, bem superficialmente, literatura à música. Vejam bem: tem gente que escuta pop, outros que adoram rock, e muitos que se divertem com um funk. Cada um escuta o que quer e não deve impôr ao outro nenhum estilo. Mas, vamos combinar, músicas clássicas ou letras que tragam referências poéticas ou metáforas bem boladas têm um valor bem maior do que o hit do momento ou o funk da vez. Não é para os fãs dessas músicas “de mais valor” olharem com superioridade para as tendências, mas, claro, elas têm uma profundidade maior, sem dúvidas, e acrescentam muito mais do que a melodia que está na cabeça da maioria. Não é pra ninguém clamar seu estilo sobre o estilo de ninguém. Mas reconhecimento é preciso. Assim como certas bandas que o povo adora e outros ( muitos ) não perdem uma oportunidade de falar mal e tacar pedra. Caros, vocês acham mesmo que a banda não tem nada de bom ou que chame a atenção para o público de seus shows? – nem que seja o estilo de roupa ou o jeito dos membros do grupo. Caso não, tudo bem, mas não critique quem gosta e, principalmente, não falte com o respeito ( tanto com o fã quanto com os que produzem os sons que você tanto vai contra ). Deu pra relacionar a ideia com os livros? Pois é, pra mim, de um modo bem geral, é bem assim. Qual a opinião de vocês quanto a isso?

Essa semana estou ainda acabando de ler Feios e já iniciei O Resgate do TigreO primeiro ainda não me comprou totalmente como havia me cativado no início de sua história. Já o segundo está melhorando aos poucos. Mas para alcançar o nível das minhas expectativas – e do primeiro volume da série – terá de se esforçar um pouco mais…

Acabei a primeira temporada de Once Upon a Time. Muito bom! Pensei que não ia ter mais o que contar, mas, como é de se esperar dessas emissoras, me surpreenderam! Quando estiver perto da segunda temporada, penso em fazer um post comentando a season finale  e as expectativas quanto o segundo ano. O que acham?

Sem mais delongas, retornaremos essa semana com nossas atividades normais e o sorteio atrasado de Shadowspell! :D

Resenha: O livro das coisas perdidas

David é um menino de 12 anos com várias manias e fantasias. Os livros, seus grandes amigos, tornam-se seu único refúgio quando, após meses de sofrimento, sua mãe morre de câncer. O tempo passa e David não consegue superar sua perda. O pai se casa com uma nova mulher, com quem logo tem outro filho e o menino está sempre contra a formação dessa nova família, sentindo falta da presença materna e de como as coisas eram antes da doença. Certas vezes, ele tem alguns ataques e alucinações que fazem seu pai e sua madrasta se preocuparem bastante. David sente que algo está estranho, que ele recebe visitas de alguém que não é de seu mundo. Após uma briga horrível com sua madrasta, ele é levado por sua curiosidade até um misterioso buraco debaixo do muro do jardim, através do qual ele encontra um portal para uma terra encantada com diversos contos de fada. Ou contos ao menos levemente parecidos com os que conhece.

Capa de uma edição americana

O mundo no qual ele se encontra tem vários aspectos das histórias que tanto gosta, mas possuem um toque mais macabro e sombrio. Meninas se deitam com lobos e procriam uma nova raça, reis são ameaçados por animais ferozes, anões matam princesas, caçadoras decepam crianças e por aí vai. São as histórias que ele conhece cheias da macabra realidade de seu mundo e da crueldade dos seres humanos. No meio de todo esse terror, ele encontra fiéis e bondosos aliados que o ajudam em sua jornada até o castelo do rei, provavelmente o único naquele terra com conhecimento suficiente para enviá-lo de volta para casa, pois o portal pelo qual veio já não é mais acessível. Enfrentando seus piores pesadelos e encontrando um curioso homem torto que lhe promete tudo que deseja em troca de, aparentemente, bem pouco, ele viajará por essa dimensão onde o felizes para sempre está envolto de sombras negras e sangue.

David não pôde reprimir um sorriso de prazer, apesar dos lobos que se aproximavam , da presença dos sinistros trolls e dos gritos das harpias. Ele se lembrara do enigma e da solução. Era como o Lenhador havia dito: alguém estava tentando criar uma história e David era parte dela, mas a própria história era composta por outras histórias. David lera sobre trolls e harpias, e muitas das histórias antigas tinham figuras de lenhadores. E até mesmo animais que falavam, como os lobos, apareciam nelas. – Página 133

O livro tem uma narração muito bem escrita e uma descrição impecável. John Connolly consegue tornar as histórias que tão bem conhecemos macabras e arrepiantes, criando um mundo onde os seres, em sua maior parte, são cruéis, sádicos e egoístas. Eu imaginei que os contos tivessem esse tom mais sombrio, mas não esperava encontrar o que acabei lendo. Os contos chegam ao ponto de serem cobertos de mortes, torturas e crueldade. Não que este seja o foco do livro, a história é sobre a jornada de David por esse mundo e a relação dessa aventura com sua vida normal, mas, pelos vários contos que passamos, encontramos uma releitura com essa atmosfera mais pesada. O romance possui bastante esse caráter de aventuras que formam a grande viagem do protagonista. Ele passa por diversos contos que são os episódios de sua jornada até o castelo. O problema de tecer uma história com episódios é perder a linha do romance e se manter em aventuras individuais que se conectam brevemente. Acontece que John Connolly conduziu isso bem – não digo otimamente, poderia ser um pouco melhor -, ainda mesmo com seu escorregão na parte da Branca de Neve. Com a história tendo esse aspecto sombrio e mórbido que eu descrevi, os capítulos que recontam a famosa fábula da princesa de cabelos negros como ébano foge um pouco do padrão. Eles são cômicos, me fizeram rir descontroladamente. E quando terminam, voltamos à atmosfera pesada. Isso foi bem estranho pra mim em termos de continuidade, por mais que tenha valido a pena.

De pé à sua frente estava a maior e mais gorda dama que já vira. O rosto empapado de maquiagem. O cabelo era preto, puxado para trás e amarrado com uma faixa de algodão coloridíssima, e os lábios estavam pintados de roxo. Usava um vestido rosa tão grande que conseguiria abrigar um pequeno circo. O Irmão Número Um se encontrava achatado nas pregas daquele  vestido, para melhor ouvir os estranhos ruídos que emitia o barrigão que havia por baixo dele. Os pezinhos do anão quase tocavam o chão. O vestido estava enfeitado com tal quantidade de fitas e botões que David não entendia como a dama conseguia se lembrar de quais eram os que serviam para tirar o vestido e quais serviam apenas de enfeite. Os pés da mulher estavam esmagados dentro de um par de chinelos de seda, pelo menos, três números abaixo do seu, e os anéis quase se perdiam em meio a tanta carne.

– Página 148

Mais um ponto interessante é o desenvolvimento do personagem. David muda conforme avança em sua jornada. Isso mostra o crescimento do personagem que está passando por muita coisa em tão pouco tempo, ainda mais com sua idade pouco avançada. A conexão disso com sua realidade em Londres é fantástica, esse paralelo que o autor fez merece muitos pontos.

Por trás das muralhas havia estábulos, mas estavam vazios de feno e não tinham vestígio algum daquele sadio odor animal que esses lugares costumam ter. Em vez disso, somente os ossos dos cavalos abandonados à fome, depois da morte de seus donos, e um fedor persistente que deixava adivinhar um lento apodrecimento. Do outro lado dos estábulos, a cada lado da torre central, havia o que poderiam  ter sido os alojamentos e cozinhas dos guardas. Cuidadosamente, David olhou pela janela de cada um desses alojamentos, mas estavam totalmente desprovidos de vida. No edifício dos guardas havia beliches e nas cozinhas, fogões vazios e frios. Sobre as mesas, pratos e canecas, como se uma refeição houvesse sido interrompida e os que estavam comendo nunca mais houvessem retornado aos seus alimentos.

– Pág 268

Capa de outra versão americana

Em resumo, O livro das coisas perdidas é um ótimo romance que tem muito a oferecer. Se você gosta de contos de fada e principalmente de suas versões “reais” ( as quais dizem terem sido contadas na época que os autores as registraram ), que tem esse clima mais violento e assutador, com certeza vai curtir o livro. Me lembrou um pouco Círculo Negro e eu recomendaria para esse tipo de leitor que curte fantasia com toque de realidade, mas aviso para essa parte mais macabra. Foi realmente algo que não esperava e que me pegou de surpresa, por mais que esteja em seu contexto. Uma produção que também me lembrei muito durante a leitura foi O Labirinto do Fauno. O livro tem bem essa pegada de realidade/fantasia imersos num suspense/terror com desafios fantásticos para o personagem principal. Perturbador, encantador e emocionante, O livro das coisas perdidas conta sobre a passagem para a vida adulta e os temores e felicidades da infância que nos acompanham para sempre.

Promoção “Os deuses gregos vão bagunçar minha casa!” – Concorra a 2 exemplares do livro “Os Infinitos”

O Blog das Resenhas e a Editora Nova Fronteira trazem a vocês uma promoção super bacana. Os participantes irão concorrer a 2 exemplares do livro Os Infinitos, podendo escolher sua forma preferida ( Concurso cultural ou Sorteio ) ou ainda participar por ambos os modelos. Mas, antes de apresentarmos as regras, vamos conhecer um pouco mais sobre esse livro que vocês podem ganhar.

Num preguiçoso dia de verão, o velho Adam Godley, um renomado matemático, está no seu leito de morte cercado por sua família. O filho Adam, que luta para manter seu casamento com uma bela atriz, a esquisita filha Petra de dezenove anos de idade temerosa pelo inevitável, a esposa Ursula, cujas relações com os filhos é considerada no mínimo tensa e finalmente o jovem namorado de Petra, certamente mais interessado no pai do que na filha durante a visita inoportuna.

No entanto a família Godley não está sozinha em sua vigília. Em torno deles pairam deuses maliciosos e irônicos, entre eles, Zeus, que está de olho na jovem nora de Adam Pan, que tomou a forma de um velho e indesejável conhecido, e o genial e onisciente narrador Hermes, que bem define o grupo ao afirmar “também podemos ser mesquinhos e vingativos, exatamente como vocês, quando somos levados a isso”.

Enquanto o velho Adam deixa para trás seus dias no plano terreno, esses seres sobrenaturais começam a causar confusão com consequencias por vezes inesperadas.

Os infinitos traz uma narrativa criativa e lúdica, rica e ao mesmo tempo sutil que apresenta um olhar sarcástico sobre o ser humano. Um incrível romance de um dos mais expressivos autores da atualidade.

Sorteio

Para concorrer a 1 exemplar do livro Os infinitos, você deve:

1) Seguir a editora no twitter ( @ednovafronteira)

2) Seguir o blog no twitter ( @blogdasresenhas )

3) Curtir a página da editora no facebook

4) Curtir a página do blog no facebook

5) Comentar no post indicando que está participando da promoção com seu nome completo, usuário de twitter e facebook

O sorteio será realizado no dia 23 de Junho e publicado no blog junto com o resultado do concurso cultural. Os comentários serão todos publicados aleatoriamente numa lista – a ser divulgada em nossas redes antes do sorteio e nos resultados, após o sorteio – e a partir dessa listagem faremos o sorteio pelo Random.org. Os ganhadores serão contactados pelas redes que indicarem pelos comentários. Perfis de promoção serão desclassificados. Esta promoção só permite participantes com endereço de entrega no Brasil.

Concurso Cultural

Conte-nos como os deuses do olimpo vão virar seu lar de cabeça para baixo e concorra ao livro Os Infinitos, de John Banville.

Todos conhecem os grandes deuses do Olimpo, não é mesmo? Dotados de diversas habilidades e com variadas personalidades, só um fator não escapa a essas figuras: o caráter humano. Apesar de serem poderosas entidades, eles sentem ciúmes, inveja, raiva, tristeza, alegria e compaixão exatamente como nós. As consequências que podem ser um pouco catastróficas: Você se acha cruel puxando os cabelos da amante de seu marido? Hera as transformava em animais por toda a eternidade.

Invente sua história e escreva um pequeno texto em formato de conto ou crônica sobre como os deuses gregos fizeram zona na sua casa. Fale das pessoas com as quais eles se envolveram, parentes com os quais eles brigaram, amigos que eles fizeram etc. Agora eles estão no seu meio familiar com direito a alguns acessos daquelas pragas e maldições que eles sabem muito bem rogar. Traga parentes distantes que você considera interessantes, uma tempestade que prendeu todos em casa, um amigo que ficaria bem legal no meio da bagunça, você é o autor, faça o que for preciso para tornar tudo bem divertido.

Para participar, você deve seguir a editora Nova Fronteira (@ednovafronteira) e o Blog das Resenhas ( @blogdasresenhas) no Twitter e curtir as páginas de ambos no facebook ( https://www.facebook.com/EditoraNovaFronteirahttps://www.facebook.com/blogdasresenhas ). O envio do conto/crônica deve ser feito através do email blogdasresenhas@gmail.com com o assunto Concurso Cultural “Os deuses gregos vão bagunçar minha casa!”. O corpo do email deve conter seu nome completo, usuário de twitter e usuário de facebook ( pelos quais você deve estar seguindo e curtindo a editora e o blog ). O texto deve estar anexado ao email em formato doc. . Seu conto/crônica deve ter no máximo duas páginas – não há um mínimo, fica a seu critério e ao quanto você conseguir criar.

Os textos poderão ser enviados até o dia 16 de Junho e o resultado será divulgado no dia 23 de Junho. O conto/crônica vencedor será publicado no blog com os devidos créditos ao ganhador, que será contactado a fim de receber um exemplar do livro “Os Infinitos”, de John Banville. Caso outros contos/crônicas chamem a atenção, eles serão premiados com marcadores e livretos, podendo aparecer no blog por uma edição do Oficina Literária, com devida permissão dos autores.

Sorteio extra!

E essa é a parte que todos ganham! Se alcançarmos 110 participantes em qualquer dos modelos de promoção, sortearei entre todos os inscritos, incluindo os ganhadores, 1 exemplar de Te amo, Te Odeio, Sinto tua Falta! O livro é usado, mas está em perfeito estado. Confira as fotos ( foto 1, foto 2 e foto 3). Por tanto, não deixe de divulgar a promoção no twitter, facebook e contar para seus amigos. Caso esse número de participantes seja alcançado, o sorteio do livro extra será feito um dia após o resultado da promoção.

Sobre séries e listas

Antes de começar realmente a falar do que vim falar, vou comentar sobre o layout. Estava prometendo uma mudança no visual do blog desde o mês passado. Eu queria banners mais legais na barra lateral, além de um tema mais organizado, que privilegiasse, principalmente, as imagens e posts, e fosse, claro, no mínimo bacana. Mas aquela agonia de trocar o tema com o qual havia me acostumado há tanto tempo – e provavelmente você também se acostumou com – me corroeu por todo esse período, até quando a decisão foi finalmente tomada. O resultado me agradou muito, mas eu queria mesmo é ouvir de vocês. O que acharam do novo layout?

A série que mais estou assistindo atualmente, após a season finale de The Vampire Diaries.

Visuais de blogs pra cá, temas de wordpress pra lá, eu quero mesmo é falar sobre séries. Sobre as que vemos, as paramos de ver, as que nos forçamos a ver e as que largamos. Isso, sobre séries e listas, exatamente como o título ilustra. Existem tantas séries hoje em dia que fica difícil decidir quais vão nos tomar – ou nos preencher – o tempo. Os produtores estão sempre tentando inovar e a cada semestre chegam com novas, variadas e interessantes propostas. Por tanto, a lista dos quero ver, acompanho e acompanhava tende sempre a ser grande. Tudo por conta desse extenso mercado televisivo que nos trás mais e mais opções. Só por causa dele? Acontece que não é só essa chegada e novos programas que aumentam a listagem. Há muitas séries que nos atraíram no começo, decaem e continuam nos prendendo, como se a assistíssemos por obrigação, pela promessa de um dia voltarem a serem boas. Afinal, como não se apegar àquela série que te conquistou por uma temporada ou metade dela? Foram episódios que você assistia se divertindo e aguardava pelos próximos. Uma relação complicada, devo dizer.

Para organizar as minhas séries, faço um esquema próprio. Mantenho como meta uma temporada ( quando chega a níveis detestáveis de chatice, meia temporada ) para largar a série. Nos episódios de uma temporada, a série que andou decaindo tem que me reconquistar novamente. Caso não o faça, vou procurar outra para preencher o espaço, sempre tem uma! Quanto a séries novas, dou uma de emissora e julgo pelo piloto. Primeiro episódio muito bom? A primeira temporada merece uma chance. Primeiro episódio chato ou sem fundo? Nem preciso ver o segundo.

É, Zooey, você é linda, mas me impressionou mesmo só em (500) dias com ela…

Mas, agora parando de falar só na teoria, vamos incluir alguns nomes. Uma série que eu descartei logo no primeiro episódio foi New Girl. Eu achei super clichê e sem graça, acho que nem ri no piloto inteiro. Daí foi cortada da minha lista, não importavam os comentários entusiasmados que ouvia. Minha intuição prova-se correta agora, quando a primeira temporada acabou e muitas pessoas têm algumas críticas a fazer ao programa. Uma que me comprou de olhos fechados foi 2 Broke Girls. Eu ri demais no primeiro episódio, tanto que fui logo ver o segundo e me desatei em risos mais uma vez. Resultado: estou no final da primeira temporada ainda gargalhando muito. Sobre uma série que me decepcionou: Pretty Little Liars. Eu não sei bem o que houve do meio pro final da primeira temporada, mas o programa começou a me parecer mais chato e como se revelasse muita pouca coisa e confundisse muitos personagens com diversas linhas de tempo. Parecia, na verdade, que eles estavam enrolando o espectador. Acabou que eu abandonei a série antes do final da segunda temporada. Muita gente continua curtindo com o programa a caminho de seu terceiro ano, se não me engano, mas não funcionou pra mim, infelizmente.

Alguém que tenha visto o season finale da terceira temporada consegue não estar morrendo pela quarta?

O bacana dessas listas são aqueles lugares sempre fixos. Como posso eu não guardar sempre um lugar para The Vampire Diaries e The Big Bang Theory? São séries muito boas que eu não consigo ver decaindo – e espero que os produtores nunca estraguem.

Qual sua experiência com listas de séries de TV? Quais séries você já se decepcionou com? Quais programas você tem a sensação de que nunca vai abandonar? Comentem ;)

Destaques: Rosa Imortal

Já conhecem o romance sobrenatural da brasileira Tâni Falabello? Confira abaixo a capa e a sinopse do livro Rosa Imortal:

Sinopse: Rosa Imortal traz vida à Londres da década de sessenta, onde a jovem jornalista e agente do governo britânico Eileen Lancaster Hartmann se vê envolvida por uma série de assassinatos do corpo diplomático. A trama se complica com o desaparecimento e morte de seu namorado Jason Pearson, levando Eileen a adentrar em um mundo paralelo e desconhecido, um mundo que ela acreditava só existir em lendas urbanas. Acompanhada de sua inseparável amiga Loren Halmenschläger, uma alemã adotada ainda criança por uma família inglesa, e de seu insano amigo Marcello Guttinger, um italiano com uma visão única da “vida”, Eileen enfrenta diversos perigos e aventuras. Uma história envolvente que leva o leitor a conhecer os mais vis segredos de uma política paralela em Londres, onde seres ancestrais governam e se digladiam por poder, num jogo de intrigas e trapaças, onde os humanos são meros peões descartáveis.

>> Adicione o livro no skoob

>> Conheça o site do livro

>> Compre seu exemplar

E aí, pessoal? O que acharam do livro? Comentem! :D

Resenha: American Pie – O Reencontro

Admito que sempre tive um certo preconceito com a franquia. Parece só falar de sexo e ideologia americana, dizia. Entrei na sala de cinema com o nariz meio torto, ainda mais pelos motivos que me fizeram assistir ao filme: Os Vingadores havia lotado para todas as sessões e só podíamos assistir American Pie naquele mesmo horário. E valeu a pena! Arrependi-me amargamente de nunca ter dado chance ao hilário grupo. Fala sobre sexo, bastante, ideologia americana, sim, principalmente a colegial, mas tudo extremamente engraçado e sem ficar banal.

A história mostra os amigos Jim, casado com Michelle, Oz, Kevin, Finch e Stifler em suas vidas adultas. Todos têm certos problemas, em geral com o casamento. Somente Stifler que se mostra descontente com seu chefe, o qual o humilha invariavelmente. Mas um fim de semana promete retirá-los de sua rotina e trazer um pouco dos velhos ares colegiais. Em resumo: sexo, bebida e muita confusão. A turma do ensino médio está organizando uma reunião e eles se encontram na cidade dois dias antes para poderem se rever.

O afastamento de seus problemas traz outros a tona, assim como os reconecta e relembra muito de seus velhos tempos. Cada personagem é explorado individualmente tentando esquecer suas frustrações, mas sempre esbarrando em assuntos escolares mal resolvidos, em geral amorosos. Em meio a muitas festas e bebedeiras, eles se metem nas enrascadas mais bizarras e hilárias, revivendo seu tempo de jovens e se deparando com a dificuldade que é fazer isso alguns 20 anos após terem concluído seus estudos.

O filme tem cenas hilárias que provaram risos em todo o cinema. Eu tive problemas em controlar minha risada, pois certos momentos os personagens me pegavam desprevenido com suas tiradas ou situações cômicas. O destaque do filme, como deve ser dos outros, é Stifler, o cara mais idiota e sem noção do grupo. Machista, fã de bebida, sexo e festas estrondosas, ele apronta muitas, se envolvendo com as colegiais da cidade, provocando seus namorados ( a cena que ele se vinga dos rapazes que roubaram biquínis na praia é impagável! ) e deixando muita gente louca! É o mais engraçado.

Em paralelo ao besteirol todo que nos deixa com lágrimas nos olhos de tanto rir, temos romances e outras relações bem desenvolvidas. O filme cuida bem de assuntos pendentes desde o início e algumas coisas ainda não bem definidas, me parece, nos outros filmes da franquia. Consegue balancear todo essa comédia sem noção com um roteiro coerente e bem desenvolvido.

Apesar de ter gostado bastante, indico o filmes para jovens, principalmente. Nada contra se for um adulto e gostar da franquia ( aliás, nesse caso, vá assistir! ), mas a produção engloba mais o universo colegial e universitário mais presente em séries e longas para essa faixa etária. Porém, não pessoas muito novas – classificação de 16 anos. Fala abertamente de sexo, além de mostrar muitas partes íntimas. Não é esse o foco deles, por isso, precisa-se ter maturidade para encarar essas cenas.

Creio que este é o último filme da franquia pela conclusão tão completa. Uma pena para os que gostam e um estímulo para mim, que tenho de assistir os outros. Assim que o fizer, trarei meus comentários sobre os mesmos para vocês, aqui, neste mesmo bat-lugar.

Destaques: Paixão de Internet

Não há como negar que a internet mudou as relações amorosas. Os vários recursos impostos por essa ferramenta ampliam as formas de comunicação como também permitem que mais pessoas se conheçam. É mais simples de fazer amizades e achar perfis compatíveis, isso tudo ainda sem sair do lugar, vantagem para os tímidos que não se aventuram a abordar figuras interessantes na rua. Você é capaz de conversar sobre o que pensa, o que sente, o que gosta e o que faz com alguém que possui poucas fotos a sua disposição – isso se quer há fotos. E a vergonha pode nem chegar a existir, pois a distância que separa os dois impede, muitas vezes, o encontro cara a cara – ou pelo menos tarda o seu acontecimento. Romances atuais que trazem essa temática exploram os recursos que hoje temos para desenvolver complicadas e divertidas paixões virtuais.  Lembro-me de um livro juvenil muito bom que li há um tempo, Romeu@Julieta.com.br, o qual recontava o clássico shakespeariano com conversas por emails e bate papos. Esses livros são interessantes por explorarem exatamente essa questão comentada, a de conhecer tudo sobre a pessoa desejada e talvez nada ao mesmo tempo. Dividir sua intimidade com alguém que você nunca encontrou com. Histórias que desenvolvem essas propostas prometem livros nada menos que interessantes, levantando uma questão cada vez mais presente hoje em dia.

E por isso que trago aqui hoje dois lançamentos que abordam exatamente o que conversamos sobre: a paixão de internet. O primeiro é um lançamento para Maio da Editora Cia das Letras que reconta o clássico de Gabriel García Márquez, O Amor nos Tempos do CóleraJustamente por estarmos em outra era que o escritor brasileiro Vinicius Campos escreveu O Amor nos Tempos do Blog, um romance no qual o tímido Ariza declara seu amor por meio de um portal na internet. O segundo trata-se de um lançamento também para Maio da Editora Suma das Letras. Entitulado @mor, o romance do escritor austríaco Daniel Glattauer narra a história de duas pessoas que acabam se conhecendo numa troca de emails por engano e acabam desenvolvendo uma forte atração um pelo outro. Interessados? Confiram abaixo as capas e sinopses de ambos os livros citados:

Conta a história de Ariza, um jovem que vai à biblioteca de sua escola para devolver o livro “O amor nos tempos do cólera” e vê uma linda menina e se apaixona. Sem ter coragem de declarar o seu amor ele começa a escrever um blog. Uma história dos dias de hoje, onde os amores às vezes nascem de blog para blog, e com certeza, você também vai se apaixonar por esse livro!

 >> Conheça o blog do autor

Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Leo Leike, ainda digerindo o fracasso de seu último relacionamento, responde de forma espirituosa a duas mensagens enviadas por engano por Emmi Rothner, casada. Inicialmente, ela só queria cancelar uma assinatura de revista.

Depois, inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro.

Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. A cada dia, Leo e Emmi se sentem mais impelidos a marcarem um encontro. Após trocas contínuas de mensagens, está claro para ambos que o marido dela e as feridas emocionais dele não serão obstáculos para que marquem um encontro. O único obstáculo real é a insegurança de ambos quanto à transformação da fantasia em realidade. A expectativa é uma faca de dois gumes e a realidade pode não estar à altura.

>> Confira o booktrailer do livro

Fontes: Informações sobre O Amor nos Tempos do blog retiradas do Burn Book.

Resultado da promoção “Marcadores da ID”

O sorteio saiu um tanto tarde, mas cá estamos com nosso vencedor. Quem leva para casa dois marcadores de O que aconteceu com o adeus e Monster High 4 é…

Leonice Campelo

Parabéns, Leonice! Entre em contato pelo email blogdasresenhas@gmail.com com seu endereço completo para que possamos lhe enviar seu prêmio!

Confiram o link do sorteio: http://sorteie.me/fb/fh6

Aos que participaram mas não foi dessa vez, não desistam! Tem duas promos rolando (  Promoção Shadowspell e Promoção O Rosto que Precede o Sonho ) e algumas outras por vir bem em breve…

Promoção “O rosto que precede o sonho”: Concorra ao novo livro do escritor Maurício Gomyde

O autor Maurício Gomyde publicou ano passado o livro Ainda não te disse nada, que ganhou resenha e promoção aqui no blog. Ele também é autor do romance O Mundo de Vidro. Em Agosto, Maurício estará publicando seu novo livro, o qual ele liberou as possíveis capas e a sinopse para seus blogs parceiros na semana passada. Possíveis capas? Isso mesmo! O autor tem três possíveis capas para sua obra a ser publicada e quer a ajuda dos leitores do blog para escolher uma! E o melhor: ajudando a escolher a capa, você concorre a um exemplar de cada livro seu escrito, incluindo este novo que sai em Agosto! Gostou? Então confira as regras abaixo e boa sorte!

Regras:

1) Deixar um comentário neste post dizendo “Participando”.

2) Preencher o formulário no blog do autor.

Você pode preencher o formulário uma vez por cada blog que participar. Ou seja, passe nos outros blogs que aderiram a promoção ( podem ser vistos o blogs participantes no formulário ) e preencha o formulário de novo seguindo as regras do portal que visitou. Serão 20 boxes ( com os três romances ) sorteados em Agosto, por tanto, há grandes chances de você sair ganhando nessa ;)

A capa escolhida e os 20 ganhadores serão divulgados no dia 21 de Maio.

Para visualizar melhor as capas, confira links para as imagens em alta resolução:

Capa 1

Capa 2

Capa 3

E nada melhor do que ler a sinopse em primeira mão para sentir um gostinho do livro, não? Confira:

Sinopse de O Rosto que Precede o Sonho:

Os sinais que ele não percebeu, no dia do acidente, poderiam ter evitado que seus pais entrassem naquele avião. Tempos depois, algo inesperado mudou o rumo das coisas, e ele, então, passou a esperar o dia em que os sinais voltariam…

Tomas Ventura levava uma vida quase perfeita, cercado por tudo que sempre quis: um violão, um telescópio, muitos discos bons, amigos, um emprego de sonhos e uma casa que flutuava.

Mas no dia em que recebeu a proposta de trabalho da sua vida, o convite para participar da trilha sonora de um grande filme de Hollywood, ele decidiu dizer “não”.

Até que dois sinais, os olhos cor de mel daquela menina, mostraram-lhe que ainda havia motivos para seguir em frente…”

Boa Sorte!