Resenha: Suicidas

Os livros que têm mais força – ou nos agarram mais forte durante a leitura – são aqueles que se constroem durante o virar de páginas. Claro que cada obra tem seu desenvolvimento próprio, mas são poucas as que criam seu ambiente particular e conseguem, com maestria, inserir o leitor nesse universo. Imperceptivelmente – ou talvez bem sutilmente, com a tensão policialesca como bruma – Suicidas cria e nos convida a participar de uma atmosfera onde suspeitas são deixadas no ar, através das linhas de tempo, e o leitor é levado a acreditar em tudo e a suspeitar de todos.

Nove jovens da elite carioca decidem participar de uma roleta russa, evento que acaba de forma drástica e curiosa. Um ano após o ocorrido, as mães dos participantes da macabra brincadeira são reunidas novamente pela delegada responsável pelo caso, com uma esperança: um caderno encontrado no local dos suicídios que narra, capítulo a capítulo, o que realmente aconteceu no porão da Cyrilles House. Com novas provas, velhas feridas e omissões serão claramente expostas, sem pudores, tudo a fim de que as perguntas que a todos incomodam possam ser enfim respondidas. Mas a verdade não será obtida com facilidade. A busca por explicações fará o ar cheirar a tensão, tanto para as entristecidas mães, como para os interessados leitores.

Para melhor trabalhar com os diversos fatos e personagens, o livro é dividido em três linhas. A primeira é um caderno de Alessandro, o escritor do grupo, que narra sua vida e a de seus amigos, nos inserindo no contexto necessário para conhecer cada um, e entendermos como eles vieram a participar do mortal jogo que acabou com suas vidas. A segunda linha é uma gravação da reunião das mães, com seus comentários sobre a leitura de um caderno recentemente encontrado – também escrito por Alessandro. A terceira linha é nada menos que o próprio caderno, que descreve o que aconteceu no porão onde os jovens se mataram.

Os capítulos mais instigantes são os da terceira linha. Contudo, ao decorrer do livro, a tensão se espalha pelo passado e pelo presente, deixando várias perguntas a perturbar o leitor. A segunda linha serve melhor para conhecermos os personagens de modo geral, principalmente no início, porém, em certo ponto, mostra-se tão reveladora quanto a terceira linha. Essa progressão do suspense dentro de cada capítulo é um dos elementos que atrai o leitor para a história e, sem percebermos, torna Suicidas um romance policial de roer as unhas.

Os personagens têm uma profundidade bem cuidada. Raphael nos mostra o lado bom e o lado ruim de cada um, provando que, em certas situações, os limites caem por terra. Talvez por ser o porta voz do livro, Alê foi o personagem que mais me conquistou, do início ao fim. Os outros suicidas são bem interessantes, cada qual ao seu modo. Acredito que cada leitor possa gostar bastante de uma figura diferente pelas variadas personalidades e motivações dos suicidas.

Um ponto que incomoda, ainda mais nas cenas com ação, é o fato de Alê estar escrevendo o livro no calor do momento – não só por escrever, mas também por escrever muito bem. Contudo, com a fluência de leitura que o romance oferece, esse detalhe passa impune – ou perdoado.

Suicidas é um suspense que se revela aos poucos, de forma abusiva e torturante. Nos compra não só pelo mistério, não tão presente até a metade, mas também pelos personagens bem construídos e seus dramas pessoais. São quase quinhentas páginas que passam bem rápido, tudo em busca de respostas bem mais chocantes que o esperado…

Resenha: Imortais

Desde que o trailer desse filme foi liberado, no ano passado, eu fiquei com bastante vontade de assistí-lo. Contudo, após sua chegada aos cinemas, os comentários não foram animadores. Perdi a conta de quantas vezes disseram: É um Fúria de Titãs mal feito. Então acabei adiando minha ida ao cinema e quando vi, ele já estava nas locadoras. A vontade de alugá-lo não era grande, mas, em domingos chuvosos, não sei porque, eu quase sempre acabo vendo alguns filmes que estavam parados na lista. Imortais não é um bom filme sobre mitologia grega ou simplesmente de aventura com bastante ação. Contudo, é um filme bom, que peca nesses dois gêneros citados. Serve para diversão descomprometida com ainda espaço para um debate com seus furos. Ou pizza, fica a critério de vocês…

Mostrando ser um concorrente direto de Fúria de Titãs, a produção aposta em dois elementos: um herói  famoso da mitologia grega ( metido num contexto maior do que a sua história de origem, com alguns elementos da mesma ) e uma guerra de deuses. A partir de uma narração didática desncessária, ficamos sabendo sobre a famosa história dos Titãs. Quando estes governavam, estavam em guerra com os deuses. Porém, esses últimos conseguiram vencer e trancaram seus inimigos numa prisão indistrutível dentro do nada acessível Monte Tártaro. Mas, para o bem dos humanos, sempre tem um lunático querendo acabar com a Terra. O rei Hyperion ( ou Hiperião ) quer libertar os titãs e, para isso, procura o Arco de Épiro, a única arma capaz de destruir a prisão na qual eles se encontram.  O escolhido dos deuses – que não podem intervir em assunstos terrenos – é Teseu, um jovem de Creta muito habilidoso e corajoso. Numa jornada ao lado de fiéis aliados ( incluindo uma vidente que os ajuda ), Teseu terá de impedir que o Arco caia nas mãos do rei (e, é claro que isso acontece) e que este invada o Monte Tártaro.

Cobertura no monte olimpo com vista para a Terra. Quem quer?

Vamos falar primeiramente dos pontos fortes do filme. A parte visual é um espetáculo. Desde efeitos especiais a figurinos, construções e cenários, tudo é super caprichado. Apesar de um tanto surreais, as cenas de luta também são boas. Não são confusas como a maior parte dos filmes de ação que assisto e há vários efeitos de câmera lenta para destacar os movimentos. Foram um pouco sangrentas demais. Eram sempre jatos de sangue espirrando para todo lado e muitas perfurações, decapitações, marteladas e por aí vai. O roteiro não é todo muito bom, mas achei que tem cenas bem boladas. Algumas fugas, invasões são bem pensadas, apesar da história do filme como um todo não seguir essa linha. Destaque também para a releitura que é feita da lenda do minotauro. Não só como o bichano é retratado, mas o confronto entre este e Teseu.

Olha o Klaus do The Vampire Diaries! Coitado, só faz porcaria e se ferra…

Tenho que parar de me preocupar com as mudanças escandalosas em adaptações da mitologia grega. Mas simplesmente não entendendo por que os filmes mexem com mitos tão bem bolados –e sempre a fim de criar produções pra lá de inferiores ao lado das histórias que as deram origem. O primeiro detalhe é que sempre tem um herói escolhido. Na mitologia, há muitos heróis. Os deuses nunca vão dar destaque só a um deles. E mais, onde estão os outros? Não faz mal colocar Teseu e Hércules, ou Perseu e Aquiles. Já estão modificando, vamos fazer isso ficar legal e coerente ( uma guerra de deuses afeta o mundo inteiro, não é?)! O segundo detalhe: o Tártaro não fica tão exposto. Ele é um lugar escondido, também conhecido como a parte mais escura e profunda do Submundo. Faz sentido os Titãs serem trancados por lá, lugar onde os humanos dificilmente vão conseguir entrar. Mas não no filme! Terceiro detalhe: deuses não matam deuses! Sabe por quê? Porque eles são imortais! A palavra já explica bastante coisa, acho que o roteirista não leu direito. Eles não morrem, independente de quem os atinge. A única maneira de eles serem destruídos – e não mortos, pois isso não acontece – é retirar sua imortalidade. E só há uma deusa menos conhecida com esse poder, a Nyx, o qual é guardado a sete chaves. Além disso, eles podem sim intervir na guerra dos humanos, como fazem toda hora. Ainda mais quando o problema em questão é libertar os imortais que eles mesmo aprisionaram!

Olha os deuses do filme preparadíssimos pro Carnaval carioca

Lembram quando eu falei que as lutas eram meio surreais? Pois é, quando necessário, o herói ou vilão em questão pode matar cinco homens em segundos – e todos muito bem assassinados. Os propósitos dos personagens não são muito bem colocados. Um dos aliados de Teseu quer escapar, antes de se juntar ao grupo, mas em pouco tempo decide acompanhá-los. Isso sem falar na motivação dos outros personagens, até mesmo os principais.  As construções são bem bonitas, com já disse, mas tem uma estética moderna que não combina com a Grécia antiga. Tudo bem que estamos falando de uma releitura, mas um arquitetura do nosso século não fica legal num filme de época. O mesmo ocorre com a vestimenta dos deuses, todas psicodélicas, não combinando muito com todo o contexto.

Como foi dito no início, Imortais é uma aventura descomprometida. Vale o seu tempo, só não dê prioridade. Apesar de considerar Fúria de Titãs ( ao menos o primeiro ) melhor, se você gostou dele, provavelmente vai curtir Imortais. E ficamos no aguardo de uma adaptação da mitologia grega descente. Aliás, se alguém conhecer alguma, indique! Pelo Olimpo, quero um filme que honre Hércules e companhia…

Especial Bienal SP 2012 – Dicas e informações

E voltamos um tanto atrasados com nosso especial sobre a Bienal de São Paulo.  Nesse post, você encontrará dicas e informações para quem for à feira. Não esqueça que no post passado falei sobre a programação, então, se quiser montar seu roteiro, é só consultar.

O primeiro passo é chegar lá. Para saber mais sobre a localização ou os transportes que fazem o trajeto, consulte o site da feira. Como não moro em São Paulo, não sei explicar, mas várias pessoas já disseram que é possível pegar o metrô e, ao sair dele, pegar um ônibus gratuito para o pavilhão de exibições, tudo bem prático. Sugiro que usem sim o transporte público. O estacionamento custa 30 reais ( o que, acreditem, vale 3 livros ou até mesmo 6 ), simplesmente não vale a pena – a não ser, claro, que seu uso não possa ser evitado.

Um detalhe que eu percebi esse ano é que a bilheteria sempre tem fila. Quanto mais cedo você for, mais cheio vai estar – principalmente fins de semana -, então eu sugiro que você compre seu ingresso antecipadamente para evitar essa etapa – e ainda poder chegar na abertura da feira. Você pode comprar ingressos antecipados pelo site Ingresso Rápido ou na Fnac Pinheiros ( localização no site). Fila para entrar na feira só tem no início, às 10h ( a bilheteria abre às 9h ), mas não é nada que não dê para enfrentar.

Ao entrar no pavilhão, você vai encontrar um balcão de informações. No início da feira, sempre tem alguma coisa bacana por lá: adesivos, panfletos ou mapas. Faça dele sua primeira parada. Ano passado, no Rio, era fácil de se encontrar uma planta da Bienal ( tanto no dia do evento como no site ). Esse ano isso não foi possível, mas há um aplicativo que ajuda bastante para Iphone e derivados ou dispositivos com sistema Android. Faça o download no site com o seu aparelho. Além de ter uma planta, o app indica o estande no qual você quer chegar ( só clicando no nome da editora ), marca seus favoritos e conta ainda com a programação dos dias da feira. Eu demorei um pouco para entender a planta, mas depois que você pega o jeito, agradece a praticidade.

O que levar? - Para ir à Bienal, o ideal é usar uma roupa confortável e sapatos que acompanhem seu ritmo de caminhada. Leve também um mochila com um lanche ( barra de cereais, sanduíches, biscoitos etc ) e uma garrafa d’água. O preço tanto das comidas quanto das bebidas não é nada atraente, por tanto, o melhor é ir bem alimentado e ainda preparado no caso da fome perturbar seu passeio.

Cenários especiais – Ano passado, na Bienal do Rio, a feira contava com algumas atrações bem interessantes. Lembro de uma escalada e até mesmo um labirinto. Mas, esse ano, não há, até onde sei, nada nesse estilo pela feira. Contudo, ainda tem coisa bacana. O forte são os cenários. Tem vários cenários muito bonitos que as editoras montaram. Vale a pena bater foto em cada um deles. No estande da Leya, tem o trono de ferro para você sentar e posar de soberano. No estande da Martin Fontes, o Bilbo e o Gandalf de papelão te aguardam para uma foto. Nos estandes da Planeta e da Novo Conceito, há murais com os livros publicados, os quais dão um ótimo fundo. No estande de quadrinhos da Comix Book também há personagens bacanas.

Indo às compras – Na Bienal, o que vale a pena comprar mesmo são os livros em promoção. Você encontra muita coisa cara, mas também vários livros com descontos ótimos. Na Leya e na Record, tem sessões “saldão” com livros a dez reais. A seleção deles não fui muito boa, mas por esse preço sempre vale a pena dar uma olhada. A Intrínseca tem livros na mesma faixa de preço, apesar de não ter dado uma olhada nos títulos. Só sei sobre Cotoco, que sai por oito reais. Várias outras editoras também estão com livros com desconto. São títulos interessantes que saem por até vinte reais. São essas: Saraiva, Gutenberg ( do Grupo Editorial Autêntica ), Ediouro, Novo Conceito, Novo Século e outras…Duas editoras que estão realmente valendo a pena são a ID e a Objetiva. Na editora ID, os livros estão quase todos com desconto e tem uma parte de saldão com os títulos mais antigos a dez reais. Na Objetiva, vários pockets estão custando cinco reais. A maior parte dos livros da editora está com 50% de desconto e alguns saem a dez reais. É o lugar com melhor custo benefício, guarde o dinheiro para esse estande.

Não vai à feira? Aproveite assim mesmo! A livraria Cultura está fazendo um especial paralelo à Bienal com promoções de livros ( 50% de desconto e sem frete! ) de grandes editoras. Sempre tem uma editora nova. A da vez é a Gutenberg, com títulos como Fazendo meu filme e A Lista Negra saindo por menos de vinte reais.

Gostaram das dicas? Tem alguma recomendação a adicionar? Comentem ;)

Especial Bienal SP 2012 – Programação

A Bienal é um lugar muito fácil de ficarmos perdidos no tempo e no espaço. Com tantas pessoas legais ( autores, blogueiros, jornalistas e leitores tão apaixonados por aquilo tudo quanto você ), ficamos sem saber aonde ir ou que fazer/assistir. São inúmeras palestras, lançamentos, sessões de autógrafos, encontros de blogueiros, especiais e atrações que a gente quer mesmo é se multiplicar em vários para poder participar de tudo. Mas, apesar de estarmos rodeados por livros, não estamos dentro deles – de modo que se dividir não é uma opção. Então o jeito mesmo é fazer uma lista e correr atrás do que vale mais a pena.

Vou deixar os links onde vocês podem conferir a programação da feira e, mais abaixo, mostro o roteiro que selecionei. Mas já dou algumas dicas para vocês montarem seus planejamentos: se tiverem oportunidade, vão mais um dia. Um para curtir a programação e outro para comprar livros, pegar brindes e conhecer melhor o ambiente e os estandes. Se você ainda está escolhendo o dia que vai, sugiro que selecione aquele que mais tem coisas legais. Vai ter uma sessão de autógrafos, uma palestra bacana e um bate papo interativo, tudo num dia só? Então é esse mesmo! O melhor é ir e aproveitar ao máximo o que a feira tem a oferecer.

Confira a Programação Cultural para saber sobre as palestras e apresentações.

Confira a Programação dos Expositores para saber o que vai rolar no espaço das editoras e  sua localização.

Confira a lista de Autores Presentes para saber quais livros levar ou comprar a fim de poder ganhar autógrafos!

Confira a lista de Lançamentos para saber quais livros estarão ganhando programas especiais nos estandes ( tem sempre sorteios bem legais, vale a pena! ).

Roteiro

E, com vocês, o roteiro que eu separei:

Atividades, cursos e autógrafos

Intrínseca ( estande D60):

Dia 11/08 – Encontro de blogueiros com participação do skoob às 16h no estande da editora. Vagas limitadas. Caso tenha interesse, envie um email para marketing@intrinseca.com.br confirmando sua presença.

Dia 12/08 – Dia “A Culpa é das Estrelas” – Atividades interativas com bate papos e vídeos desde 11h às 19h, também no estande da editora.

Dia 19/08 – Curso de Mitologia Greco Romana para Semideuses. Serão liberadas somente 100 senhas, as quais devem ser retiradas no estande da editora às 10h. O curso terá início às 16h no Auditório Lygia Fagundes Telles.

Novo Conceiro ( estande E64 ):

Dia 10/08 – Bate papo sobre leitura com a jornalista Karina Andrade, da 89FM, às 19h, no estande da editora.

Vários outros autores ( nacionais e internacionais ) da editora estarão presentes. Para saber mais, confira a programação completa.

Grupo Editorial Autêntica ( estande L78 )

Dia 12/08 – Lançamento do livro “Necrópolis – A Fronteira das Almas” com presença do autor Douglas MCT – às 16h, no estande da editora.

Dia 18/08 – Sessão de autógrafos do livro “Para todos os amores errados”, de Clarissa Corrêa, às 14h, no estande da editora.

Palestras e debates:

#Você + Quem = ?
Estande K 58 – As senhas para as sessões devem ser retiradas no estande duas horas antes das mesmas.

11/08:

Às 11h, Crush: Adolescer!, com Cecily Von Ziegezar (EUA), Thalita Rebouças e Paula Pimenta.

12/08:

Às 11h,  Lobisomens E Vampiros À Solta, com Sarah Bakley-Catwright (EUA), André Vianco, Marta Argel, Giulia Moon e Santiago Nazarian.

Às, 15h, As Relações De Amor Em Tempos De Internet, com Laura Muller e Carina Rissi.

14/08:

Às 18h,  Blogs E Vlogs, com Pc Siqueira, Marcelo Cidral, Pablo Peixoto e Felippe Cordeiro.

19/08:

Às 11h, Vozes Da Literatura Contemporânea, com Antonio Prata, Ricardo Lisias e Fabrício Carpinejar.

Espaço do Professor

10/08:

Às 17h,  Ser Leitor, Que Diferença Faz? ( oficina de textos ), com Luzia de Maria.

Gostaram do roteiro que eu selecionei? Já estão preparando o de vocês? Comentem ;)

No clima da Bienal!

Achou que iríamos esquecer da feira de livros mais importante do ano? Nem pensar! O Blog das Resenhas trará a vocês nos dias seguintes informações bem legais para fazer uma boa visita à feira, com muitas dicas, destaques de lançamentos, de palestras ou debates, serviços, localização e muito mais.

Estarei presente no dia 12, domingo, sobre o qual trarei uma cobertura na semana que vem. Participarei de vários eventos bacanas, incluindo o Encontro de Blogueiros, e trarei muitas novidades para vocês. Voltarei também com vários marcadores, então aguardem muitas novidades! Enquanto isso, vamos nos preparando para o evento, pois agora o clima é de Bienal!

Você vai à Bienal? Que dia(s)? Sobre o que você quer mais saber nos posts que iremos publicar? Comente ;)

Tons e mais tons de erotismo

Até o início desse ano, conhecia muitos poucos livros com caráter erótico e toques sobrenaturais, ou simplesmente romances eróticos. Sabia que vários dessas linhas existiam para o modelo de banca, do qual li muitos poucos e não gosto. Já do modelo de livraria, conhecia alguns de vampiro, tais como a famosa série A Irmandade da Adaga Negra e Midnight Breed ( ambos lançados no Brasil pela Universo dos Livros ). De vários e vários títulos do gênero, li o primeiro da série dos vampiros guerreiros, Amante Sombrio. Se você quiser saber mais detalhadamente o que achei, é só conferir minha resenha, contudo, já resumo: apesar de cenas picantes bem feitas, o resto da história perde o foco e o romantismo baseado em todo o sexo e desejo carnal parece forçado. Acredito ser fácil, nesse tipo de livro, se perder e apelar demais para as parte calientes. Afinal, o público alvo desses romances está esperando exatamente isso: o envolvimento dos dois e um arrepio da pele na descrição minimalista dos toques íntimos. Mas deixar isso em quase absoluto destaque é não saber explorar uma história, seus personagens e, como mencionei acima, apelar. Deve-se agradar o leitor, mas não praticamente escrever quase tudo que ele quer. Acredito que é essa a maior polêmica dos livros eróticos dessa onda mais atual. Agrada pelo foco, pois é exatamente o que os leitores chave estão esperando, mas não como livro, de modo que alguém que não curte o gênero ou aprecia uma boa história pode sair bem decepcionado…

Após falar um pouco da minha opinião sobre esse tipo de livro, vou abordar essa “moda erótica” que tem feito bastante sucesso.

Cinquenta Tons de Cinza já é polêmico somente pela história de sua produção. Inicialmente publicado em sites como uma fanfic de Crepúsculo, a ideia era erotizar a série de Stephenie Meyer. Mais tarde a autora colocou os capítulos publicados em seu próprio site, porém com algumas modificações que afastavam a aproximação com os livros de Meyer. Quando publicado em formato ebook e impresso, o título Master of the Universe foi descartado, além do original ser divido em três volumes. O sucesso foi absoluto, chegando a vender mais que a série Harry Potter na Amazon.com. O livro é narrado pelo ponto de vista de Anastasia, uma jovem universitária que se envolve com o rico, atraente e misterioso Christian Grey. Acontece que o relacionamento dos dois tem termos um tanto incomuns e um caráter sexual bem latente. O livro conta com um elemento que foi muito criticado: BDSM ( bondage (prazer em amarrar e prender o(a) parceiro(a) )/disciplina, dominância/submissão, sadismo/masoquismo ). Esses detalhes são um exemplo do que está por trás do relacionamento dos dois. O livro está recebendo críticas variadas, porém, seu sucesso é inegável. Foi vendido para diversos países – inclusive para o Brasil, vendido para a Intrínseca num leilão milionário – e teve seus direitos de adaptação comprados também por um valor bastante alto. A versão brasileira mal chegou às livrarias e já vendeu boa parte de sua tiragem inicial.

Cinquenta Tons de Cinza está no papel de Crepúsculo e Jogos Vorazes na onda dos livros eróticos. Enquanto o primeiro e o segundo inspiraram uma inundação de, respectivamente, livros vampíricos e distópicos, a trilogia “pornô para mamães” está inspirando mais e mais romances com toques picantes e sedutivos. Um fato interessante é que, pelo menos as capas brasileiras desses livros, tem sempre a cor cinza. Coincidência?

Toda Sua é o primeiro volume da série Crossfire, de Sylvia Day. Não consegui encontrar muitos detalhes sobre o enredo. Fala sobre Eva, uma mulher que se apaixona por Gideon. Os dois se envolvem num intenso e picante relacionamento. O romance foi bastante comparado com Cinquenta Tons de Cinza e tem uma sequência com previsão de lançamento para Outubro no exterior. Dentre os comentários sobre a história, foi destacada a escrita da autora e as cenas calientes bem descritas. O livro tem previsão de lançamento para esse mês no Brasil, pela editora Paralela, selo da Companhia das Letras.

Belo Desastre é o mais jovem dos lançamentos eróticos. Conta a história de Abby, uma menina do estilo certinha, e Travis, um bad boy sedutor. O rapaz tenta conquistar a jovem a todo custo, mas não obtém sucesso. Decide então propôr uma aposta: se ele perder, ficará sem sexo por um mês; se ela perder, terá de morar no apartamente dele pelo mesmo período. Abby acaba perdendo e se muda para o apartamento de Travis, com quem iniciará um relacionamento conturbado com muito drama, incerteza, romantismo e, é claro, sexo. A autora anunciou que está escrevendo o mesmo livro pelo ponto de vista de Travis. Há projetos para uma série com os personagens coadjuvantes, mas nada confirmado ou que prometa seguir a mesma linha erótica.

Extra

Clássicos eróticos: Uma editora britânica irá lançar clássicos ingleses em uma adaptação erótica. Os escolhidos foram: Orgulho e Preconceito, no qual os fãs poderão ver um pouco mais de ação entre um dos casais mais famosos da literatura; Sherlock Holmes – Um estudo em Vermelho, onde o detetive e seu fiel escudeiro, Watson, estariam tendo uma intensa relação homossexual; e Jane Eyre, no qual a tensão sexual entre o casal finalmente não será mais reprimida. A crítica não tem sido muito boa e os livros tem sido chamados de coleção de pornô, ao invés de erótica. Contudo, a notícia é bem interessante.

E você, o que acha dessa onda de livros eróticos? Já leu algo do gênero? Leu alguns dos livros citados? Comente! ;)

Sobremesas solitárias

A fome era avassaladora, quase rasgando o estomâgo. O almoço fora uma porção pequena e, já no final da tarde, a barriga implorava por algo mais. O corpo queria um relaxamento. Um sabor. Que chegasse ao fim aquele bate pernas constante para todo o lado. E foi assim que entrei na lanchonete. Vazia. Limpa. Com poucas pessoas com cara de muita fome. Com grande mordidas em sanduíches que pensavam que durariam mais. E os atendentes no tédio do movimento fraco já prontos a atender um dos afortunados que os honrava com sua presença. Não escapei do tradicional. Pão de sempre. Carne de sempre. Complementos de sempre. Molhos de sempre. Preço elevado e um gosto de algo que não provava há algum tempo, mas jurava que era mais apetitoso. Já foi o tempo: barato e bem gostoso.

Todos sentados na vertical e eu na horizontal. Também assistia ao filme inédito pela vigésima vez. Gostava daquele, mas minha atenção não o pertencia. As paredes brancas, as gravuras suculentas, os trabalhadores famintos e os lentos empregados pediam meus olhares. Alguns trechos e diálogos eu acompanhava na TV, mas tudo que me interessava estava bem na minha mesa e ao meu redor. Observava. Foi quando você chegou. Deu uma parada na porta e eu olhei bem pra você, talvez até mais do que deveria. Não sei se devolveu o olhar quando passou pela minha mesa. Não vi. Não percebi. Mas tenho quase certeza que senti você me olhando. E não são elas, as sensações, que importam, na verdade? Meu sanduíche estava no final enquanto o seu começava a ser produzido. Não podia ficar só olhando o redor. Mordi o pão em bocadas mínimas, tentando aproveitar a massa sem muito gosto com restos de molho. Você está pagando. Sou ágil. Mas nem tanto. Quando peço a sobremesa e espero topar com você, seu pedido já está pago, pronto e, sem mais motivos para demorar ali, vai para uma mesa. Eu não queria um doce, sabe? Comprei só por você. Era uma chance para você. Podia ter me dado um sinal, falado comigo. Me feriu. Decidi comer no caminho.

A última olhada pela lanchonete foi acompanhada pelo meu colocar dos óculos escuros, ajeitando-os no rosto bem calmamente. Me sinto bonito com esses óculos, entende? Quem sabe alguém não percebia isso também…Olhei para você já na porta, mas seus olhos estavam na televisão. Também foi assim quando eu entrei, bem disse. Depois começa a olhar o redor e quem sabe não sentirá falta de poder estar falando comigo, naquela lanchonete vazia, sem gosto e cheia de fome. Podia ser mais agradável. Mais calmo. Melhor, vamos combinar. Ando pelas ruas somente lamentando e tentando olhar em frente. Talvez não fosse pra ser. Eu esperava realmente que não fosse pra ser. Pois o passado não retorna e não se entra da mesma forma no mesmo rio. E cada vez mais desisto de pedir sobremesas que nem quero.

Victor

Resenha: Jovens Adultos

Todos sabemos que crescer pode ser, realmente, bem complicado. Quantos amigos de escola não permanecem naquele mesmo esquema de ensino médio mesmo algum tempo após a formatura ou a entrada a faculdade? Alcançar a maturidade não é para todos, só a idade que ninguém consegue escapar.

Cartaz americano do filme que ilustra de outra forma a protagonista versão matinal

É exatamente sobre isso que fala Jovens Adultos, roteirizado por Diabo Cody ( que escreveu o excelente Juno ), um drama com leves toques de comédia sobre uma mulher de quase quarenta anos que se prende à glória de seu passado escolar. Esta é Mavis, uma escritora fantasma muito bonita e talentosa que está passando por essa crise “adolescente”. Solteira e solitária, ela se vê com o último romance de sua saga para jovens adultos ( adorei a abordagem do gênero literário YA – Young Adults, ou Jovens Adultos – , na história ) em produção, lembrando-se dos seus tempos de escola e, principalmente, da sua paixão da adolescência: Buddy. Determinada, ela viaja até sua cidade natal, onde reecontra várias pessoas que estudavam com ela e consegue rever o tão desejado ex-namorado. Acontece que agora ele está casado e com uma filha bebê, ou seja, nem um pouco disponível. Contudo, passional, atrevida e iludida como uma garota de 15 anos, Mavis investe em seus flertes com Buddy, não ligando para a opinião alheia ou para o casamento dele.

Mavis com cara de poucos amigos ao ver que as coisas não vão tão bem assim…

À medida que vemos suas tentativas em se reaproximar de Buddy, também conhecemos um pouco mais de sua rotina e de suas manias. Um fato interessante e bem expressivo é que ela sempre acorda tarde, arrasada, com cabelos desarrumados e um rosto bem abatido, saindo por aí muitas vezes com pijama e um casaco por cima. Enquanto à noite, ou pelo menos no final da tarde, ela está rigorosamente arrumada e chique. Passa bastante maquiagem e toma muito cuidado com seu cabelo, fazendo diversos efeitos ou colocando um aplique. A história que ela está escrevendo, a qual muitas vezes escutamos alguns trechos, reflete muito sua própria vida e estado de espírito. Para o final isso se torna ainda mais evidente. A direção é muito bem feita. O filme é conduzido basicamente pelo ponto de vista de Mavis, colocando bastante o destaque na personagem e na atriz, desafio bem aceito e conduzido por Charlize Theron. Ela é o destaque do filme. Creio por esse enfoque na Mavis e sua visão de mundo – que foram belamente trabalhados pela atriz, como já bem disse – os outros atores não ganharam um brilho ou reconhecimento muito grande, apesar de nenhum personagem ser deixado de lado por completo ou muito pouco desenvolvido. Sempre os revemos em outras cenas, principalmente no desfecho da história.

Pois é, infelizmente o visual do cartaz americano não era promocional. Ela realmente anda por aí assim de manhã…

Em alguns momentos o filme pode parecer um pouco lento, com o propósito de retratar a solidão e o tédio de Mavis. O bacana do longa é refletir sobre essas pessoas que são como a protagonista, vazias, perdidas, lembrando de seus tempos de adolescente onde tudo era mais fácil e glorioso. Buscar atenção no colégio sempre é bem mais fácil do que conseguir um lugar ao palco na vida adulta. O humor variável e egoísta também é um aspecto interessante e bem característico desses jovens adultos. Charlize bem nos mostra como certas vezes essas pessoas podem estar por demais iludidas ( ou até mesmo com tudo na mão ) e, por isso, com uma postura mais confiante e sexy, como já estivessem de jogo ganho, e, outras vezes, quando a situação foge do controle ou não está bem como desejam, ficam perdidos, entediados e até mesmo agressivos ou mal educados.

Foto da ótima cena na qual Mavis é praticamente menosprezada pelo vendedor de uma livraria que vende “sua” saga.

Jovens Adultos vale seu tempo, se, claro, a proposta te agradar. É um filme bem interessante que faz refletir sobre o que fazemos com nossas vidas e o que realmente queremos fazer. Sobre nossos objetivos e os motivos pelos quais queremos os alcançar. A vida adulta é muito complicada, ainda mais se não estivermos prontos para ela.

Canal no Youtube e o primeiro vídeo

Como fã de vlogueiros literários ou simplesmente de blogueiros que gravam seus vídeos vez ou outra, sempre bateu aquela vontade de gravar. Eu fiz um post falando sobre quais canais eu gosto de assistir. Foram esses – pelo menos a maior parte – que me inspiraram a fazer meu próprio vídeo, mostrando livros e falando um pouco sobre eles. Responder tag’s, indicar obras de um tema específico e outros assuntos também são ideias muito legais, mas decidi me manter no campo tradicional, enquanto ainda estou passando por esse estágio experimental. Enfim, sem me estender muito no texto, pois o post é de vídeo mesmo, peço somente que, após assistirem, deixem seus comentários para eu saber o que estão achando e o que posso melhorar em futuras edições. Sugestão de temas também são muito bem vindas. E, claro, aqui o link do canal para quem curtir não esquecer de se inscrever: 
http://www.youtube.com/user/BlogdasResenhas
. Espero que gostem :)

Livros citados:

Geração Subzero, de vários autores ( Editora Record )

Momo e o senhor do tempo, de Michael Ende ( Editora Martins Fontes – Biblioteca Goethe Institut )

Resposta Certa, de David Nicholls ( Editora Intrínseca )

Magia Roubada, de Mary Jo Putney ( Editora Bertrand Brasil ) – resenha:
http://mestredasresenhas.wordpress.com/2012/07/04/resenha-magia-roubada/

Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus – Crônicas de amor e sexo, de Fabrício Carpinejar ( Editora Bertrand Brasil )

Projeto Oficina de Escrita: Sobre Crônicas

Muitos de vocês, pessoal das letras que não perde uma oportunidade de escrever um texto, já deve ter participado ou procurado saber de oficinas de escrita. São uma ótima pedida, se não o paraíso, para aspirantes a escritores, pessoas que acham uma maravilha dedicar certas horas a ouvir profissionais da área e poderem produzir e ler e trocar escritos. É, realmente, muito bacana. Contudo, todos devemos admitir: são cursos caros. Essas oficinas não são nada acessíveis e muitas vezes a galera que tem bem o perfil de tal curso simplesmente não pode se dar ao luxo de pagar sua inscrição em um deles. Foi pensando nisso que nós ( Victor e Ana ), bolamos um projeto super legal. Trata-se de uma espécia de oficina de escrita: mais curta, informal, sem grandes pretensões, livre e, o melhor: gratuita! Na verdade, nem chega perto de uma real oficina ou curso, foi só um nome que demos. É simplesmente uma oportunidade despretenciosa de falarmos um pouco de certos gêneros e instigarmos vocês, leitores, escritores e contistas, a trocarem textos conosco. Uma ótima pedida para as férias paradas e sem inspiração. Então, como vai funcionar? Bem, até o final do mês, publicaremos nos blogs dois textos que escrevemos em conjunto: o primeiro sobre crônicas e o segundo sobre resenhas. Falamos um pouco do que entendemos sobre ambos os gêneros e, ao final, convidamos vocês a nos escreverem algo daquela linha. Nós leremos todos os textos que vocês nos enviarem e selecionaremos os melhores para publicar em nossos blogs ( com devidos créditos ) na semana seguinte. Não é uma competição, apesar de que premiaremos os autores das produções que mais nos encham os olhos com marcadores e livretos. As crônicas e mais tarde resenhas que receberemos não precisam ser necessariamente inéditas, por mais que a ideia seja fazer vocês produzirem a partir do nosso textinho e do projeto em si.

Sem mais delongas, segue o nosso texto sobre crônicas:

A crônica é um gênero textual criado, originalmente, com o intuito de relatar os acontecimentos em sua ordem cronológica para eventuais registros. Esta da qual falamos, contudo, surgiu em meados do século XVIII, com o nascimento da imprensa na França, geradora de um novo formato em que o jornalista tinha livre-arbítrio, utilizando-se de um fato real, para compor uma narrativa curta e pessoal.

Quando falamos em crônica, uma das coisas que, particularmente, mais me agrada é o seu caráter tão democrático em se tratando de estilo e espaço. O cronista, ao produzir seu texto, pode variar entre os tipos sem temor. Para os observadores, há sempre a possibilidade da descritiva; aos falantes, a narrativa; aos cheios de argumentos, a dissertativa; aos indecisos, narrativo- descritiva; aos engraçadinhos, a humorística; aos inspirados, a lírica; aos eternos apaixonados, a poética; aos que não largam o ofício de noticiar, a jornalística; aos conhecedores, a histórica.

Um detalhe bem interessante, na minha opinião, é que a popularização desse gênero em vários jornais, revistas e portais da internet o torna bem comum, destacando, por meio disso, os melhores textos dessa linha. Das várias crônicas que leio semanalmente – e que muitos leem também– são poucas aquelas que realmente balançam meu dia e ficam na minha cabeça. Abordar um bom tema e explorá-lo com maestria não é para muitos, ainda mais na linguagem simples típica desses textos. Outro fator que considero destacável é que por mais que consideremos um autor um ótimo cronista, não é em toda edição que ele publicará uma crônica, como citei acima, que irá te marcar. É muito mais dos temas e seu desenvolvimento do que da escrita, por mais que esta também seja notável.

Em termos de estrutura, pedem-se no mínimo três parágrafos, no qual o primeiro leva a introdução, o 2º, desenvolvimento e o 3º, como é de praxe, a conclusão. Por ser um texto mais livre, entretanto, nada impede o seu autor de prolongar a estrutura, desde que de maneira bem dialogada, e sem extrapolar as regras basicamente jornalísticas de ser breve e sucinto, sempre.

Crônicas são muito gostosas de ler e de se escrever. Quando estou com uma ideia ou um fato fervilhando na minha cabeça, é quase certo de que sairá uma crônica. São os temas latentes, que mexeram e encucaram o autor, e que farão – ou tentarão fazer – o mesmo com seu leitor. Uma das cronistas mais conhecidas atualmente, a qual eu leio todo domingo, é a Martha Medeiros. Eu gosto muito também das crônicas do João Paulo Cuenca publicadas na Megazine ( aquele caderno que já nem sai mais no Globo ). Para vocês verem, lembro de crônicas deles que foram publicadas há mais de um ou dois anos. Encontrei uma da Martha para dar um gostinho não só da autora, mas do que eu considero uma crônica marcante: A Mulher e o GPS. Na procura de textos dos dois autores, acabei encontrando um trecho de entrevista com o João Paulo Cuenca super legal, no qual ele responde sobre o que o inspira a escrever uma crônica: Uma crônica é um recorte urbano, uma idéia ou sentimento que te atravessa. Pra mim ele disse tudo que um ótimo texto do gênero tem que ter.

Agora que já falamos um pouquinho, é a vez de vocês! Enviem seus textos para blogdasresenhas@gmail.com . Queremos ler suas produções ;)