Escrito Por: Mirela Lemos
Ninguém pode negar, o Brasil fala de Futebol e Carnaval já os Estados Unidos ama fazer filmes que tenha algo relacionado ao atentado de 11 de Setembro.Alguns podem achar algo repetitivo, mas se a historia é bem contada porque não?
A história dessa vez é de Oskar Schell que, após a morte do pai provocada pelo atentato de 11 de Setembro, encontra uma chave que ele acredita guardar algum segredo. O menino, então, resolve sair em busca de pessoas que ele imagina que conheceram o seu pai antes da sua morte. Sem a ajuda da mãe, ele resolve ir atrás de alguém que saiba qual é o verdadeiro segredo da chave. Mas, para isso, terá de superar seus medos e a dor da perda paterna.
A caminho dessa jornada ele encontrar pessoas de diferentes humores mas todos com um sentimento em comum, o amor, mesmo que representado de varias formas.
O filme que é baseado no livro “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto”, de Jonathan Safran Foer, foi indicado a duas categorias do Oscar.
A forma de como as emoções transbordam durante o desenrolar da historia é fantástico, em um momento você pode estar rindo com as esquizofrenias de Oskar mas em outros momentos você pode chorar com o carinho de mãe que tenta lidar com a perda de um marido e ao mesmo tempo sobrevive tentando consolar o filho, essa interpretação vem de Sandra Bullock que mesmo você imaginando que ela seja muito ausente durante o filme ao final ela pode te surpreender.
Mas também posso admitir que tudo tem seus altos e baixos, muitas vezes durante o longa metragem você vai ver as emoções na tela, mas não vai senti-las. Talvez seja como ver frangos de padaria assando, você vê eles ali… Mas não pode pravá-los (ao menos que compre, mas esse não é o caso). E porque isso acontece? Por pura falha de direção, prejudicando assim a criação do personagem principal.
Falhas, quem não tem? Apensar de tudo os personagens tem suas características e seus reconhecimentos.
Muitos criticam a interpretação juvenil de Thomas Horn, as vezes até dizendo que o garoto poderia ter se uma das parte mais ruins de todo o longa. Mas diria que ele traz em seus olhos uma inocência e um expressionismo que colaboram para a criação do personagem Oskar e ao lado de Max Von Sydo, o vôzinho mudo, dão um show de interpretação. Diria até mesmo que Max completa Thomas em cada cena.
A trilha sonora fica por conta de Alexandre Desplat (O Discurso do Rei) e a fotografia com Chris Menges (A Missão), que mesmo sendo britânico parece conhecer Nova York com a palma da mão.
O roteiro foi escrito por Eric Roth, a direção de arte de Peter Rogness e não poderia esquecer de falar de quem fez o figurino tão peculiar de Oskar, a premiada Ann Roth.
Esse post faz parte do especial de Indicados ao Oscar 2012. Blog das Resenhas e Vende-se Cadeiras.




ainda não conhecia esse filme, parece ser bem lgl mas não sei se assistiria, não eh mto o tipo de filme que eu gosto D:
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hangover at 16
Obrigada pela ótima resenha, não costumo acompanhar o Oscar e não conhecia esse filme! Vou tentar assisti-lo quanto antes!
Legal a resenha, trouxe um ponto de vista interessante e concordo com muito do que foi dito. É um longa diferente dentre os indicados ao Oscar de melhor filme e merece certa atenção. Gostei do site também, parabéns!